sábado, 25 de outubro de 2025

"BIBLIA VERSUS CARTILHA SOCIOCOMUNISTA" QUAIS DIVERGENCIAS  FAZEM QUE UM CRISTÃO USE A CARTILHA SOCIOCOMUNISTA.

 


"BIBLIA VERSUS CARTILHA SOCIOCOMUNISTA"

QUAIS DIVERGENCIAS  FAZEM QUE UM CRISTÃO USE A CARTILHA SOCIOCOMUNISTA.

Por Abilio Machado - Especialista na Docência em Filosofia e Teologia. 


Introdução


Ao tolerar-ou até abraçar uma cartilha sociocomunista, um cristão se depara com tensões profundas em sua visão de mundo, em sua teologia e em sua ética. Há motivações nobres — justiça social, cuidado com os pobres, igualdade — que podem atravessar tanto o cristianismo quanto reivindicações de “justiça social” provenientes de ideologias de esquerda. Mas quando se examinam os alicerces de cada perspectiva — fé, antropologia, finalidade última, autoridade moral — as diferenças se mostram substanciais. Talvez você goste das ações de determinados partidos achando que o "bem" ou "ação social" seja benefício,  mas é muito bom procurar saber mais, ir mais a fundo no que você acha que crê.  Pois Bíblia e Cartilha Sociocomunista são como água e óleo: não se misturam.


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1. Deus, transcendência e fundamento último


Um dos tratos centrais do cristianismo é a crença em Jesus Cristo / Deus como Criador, sustentador e redentor da existência humana. A doutrina cristã ensina que a origem, o valor e o destino da humanidade estão enraizados em Deus, e que há uma moral objetiva que não depende somente de decisões humanas. 

Em contraste, a ideologia comunista, especialmente em sua versão marxista-leninista, baseia-se no materialismo histórico: a tutela das forças econômicas e sociais como motor da história, a negação do transcendente em termos de autoridade última e frequentemente o ateísmo político como premissa. 


Portanto:


O cristianismo afirma: Deus antecede o mundo; o homem tem dignidade por ser imagem de Deus; há propósito além do visível.

O comunismo afirma: a estrutura social, econômica (classes, produção, propriedade) molda a realidade humana; não há lugar, ou há lugar reduzido, para a transcendência ou para uma moral independente do processo histórico-econômico.

Quando um cristão adere a uma cartilha sociocomunista que pressupõe a negação ou diminuição do papel de Deus, sacrifica-se um alicerce teológico essencial.


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2. Liberdade, indivíduo e coletividade


No cristianismo foi exclamado que “vocês foram chamados para a liberdade” (por exemplo em Gálatas 5:13) — liberdade não para a autossatisfação, mas para servir em amor. A pessoa humana não é simplesmente uma engrenagem do sistema, mas alguém com valor irrepetível. 

No comunismo clássico predomina a ênfase na coletividade, no papel do Estado ou do partido como vetor de transformação, e muitas vezes a subordinação da individualidade ao todo (“o coletivo”). Por exemplo, argumenta-se que a história é movida por lutas de classes e que a emancipação se dará por meio de uma ação revolucionária coletiva. 


Assim:


O cristão cultiva a liberdade em relação ao pecado, à servidão, ao ego, mas também reconhece responsabilidade diante de Deus.

A cartilha sociocomunista, na medida em que transforma o sistema social em centro de significação, corre o risco de tratar o indivíduo como meio para um fim, e não como fim em si mesmo.

Para alguém que creu no valor da “alma”, de “salvação”, de “redeemção”, a adesão a uma cartilha que minimiza esses conceitos ou os algum modo os substitui por “força social” ou “classe” gera conflito.


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3. Moral, autoridade e meios


O cristianismo sustenta que há verdades morais objetivas — por exemplo: “Não matarás”, “Amarás o próximo como a ti mesmo”, “Serás honesto” — não meramente convenções cambiais. A moral cristã não admite que “o fim justifica os meios” quando se trata de abandono de princípios fundamentais. 

Por outro lado, um dos pontos de crítica recorrentes é que, em regimes ou movimentos comunistas, meios que ferem a liberdade, a vida, a propriedade ou a consciência individual foram legitimados em nome da “revolução” ou “justiça social”. Por exemplo: “força, violência, mentira” para alcançar o fim. 

Dessa forma, o cristão que se compromete com uma cartilha sociocomunista deve estar atento a:

Será que os meios utilizados no programa são coerentes com os valores evangélicos?

Será que há hierarquia moral inegociável (por exemplo, a vida humana, a liberdade de consciência) ou esses valores são relativizados à busca de “igualdade” ou “bem comum”?

Se a cartilha aceita que qualquer meio — inclusive opressão ou coerção — seja permitido para alcançar o “bem social”, isso entra em choque com a ética cristã que protege o fraco, o marginalizado, mas não mediante instrumentalização ou desrespeito à pessoa.


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4. Propriedade privada, trabalho e distribuição


Em alguns textos cristãos e em comunidades no início da igreja primitiva, há relatos de bens em comum, de venda de propriedades para distribuir aos necessitados (por exemplo em Atos dos Apóstolos 2-4) — e isso às vezes é citado como “comunismo cristão”. 


Mas há distinções chave:


O cristianismo não necessariamente adota um sistema estatal de propriedade comum como norma universal e imposta. A partilha na igreja primitiva foi um ato comunitário voluntário, inspirado em fé, não um decreto político-econômico global.

A cartilha sociocomunista costuma prescrever a abolição da propriedade privada, ou forte intervenção estatal na economia, como parte de sua construção de tipo de sociedade. Isso não é mandado explícito no ensino de Jesus como programa político estatal. 

Para o cristão: a convicção de que o trabalho humano tem dignidade, que a propriedade – embora sujeita à mordomia – pode existir, e que generosidade é expressão de gratidão a Deus, mais do que simples redistribuição compulsória, são fatores que geram tensão com o modelo sociocomunista.


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5. A finalidade última e a esperança


O cristianismo vive em tensão entre “já” e “ainda não” — o Reino de Deus está presente em Cristo, mas será manifestado plenamente no futuro. Há esperança pessoal, universal e escatológica. 

O comunismo, em muitas formulações, promete a “sociedade igualitária” ou o “homem novo” aqui na terra, como objetivo imanente. A ênfase é na transformação histórica e material da sociedade como fim último. 

Um cristão que adote uma cartilha sociocomunista deve perguntar:

Estou adotando a visão de mundo que centra a esperança em transformação humana/material ou em redenção espiritual sobrenatural?

A fé cristã não perde sentido se a luta histórica se torna o escopo total da vida, sem espaço para a transcendência de Deus?


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6. Por que, então, um cristão não pode simplesmente aceitar uma cartilha sociocomunista?

Na luz dos pontos anteriores, podemos resumir os motivos pelos quais muitos cristãos consideram incompatível aderir sem filtros a uma cartilha sociocomunista:


1. Diferença de fundamento teológico – deus, criação, pecado, redenção e moral cristã não se encaixam bem com o materialismo dialético e a negação de uma moral objetiva e transcendente.


2. Risco de instrumentalização da pessoa – quando o indivíduo deixa de ser portador de imagem divina e passa a ser meio para um fim histórico-econômico, o valor pessoal sofre.


3. Meios questionáveis – práticas coercitivas, supressão de liberdade de consciência, centralização estatal, que tantas vezes se associam ao comunismo histórico, conflitam com princípios evangélicos de liberdade, consciência e dignidade humana.


4. Finalidade distinta – o cristianismo aponta para um Reino de Deus que transcende a sociedade humana corrupta; o comunismo tende a apostar numa transformação integral da sociedade humana como solução última.


5. Economia e propriedade – ainda que o cristianismo valorize a generosidade e o cuidado com os pobres, não necessariamente endossa um sistema estatal de propriedade coletiva imposto; há lugar para propriedade privada, trabalho livre, administração responsável.


6. Liberdade de consciência e fé – a história mostra que regimes comunistas impuseram restrições à religião, denominando-a “ópio do povo”. Isso coloca em risco a liberdade religiosa que o cristianismo defende. 

Por essas razões, um cristão que se espere fiel aos fundamentos de sua fé precisa examinar cuidadosamente qualquer cartilha sociocomunista antes de adotá-la — especialmente se ela exigir lealdade irrestrita a partido ou sistema, ou se minimizar ou negar Deus, a alma, a liberdade individual ou a moral objetiva.


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7. Como tratar a justiça social e o cuidado com os pobres à luz cristã


Importante: rejeitar a cartilha sociocomunista não significa rejeitar a justiça social ou o cuidado com os oprimidos — ao contrário. O cristianismo tem forte tradição de caridade, solidariedade, defesa do oprimido e reforma social baseada no amor de Cristo.

Algumas motivações cristãs que preservam a integridade teológica:

Ação voluntária e motivada pela fé: amar o próximo porque Deus o amou primeiro.

Reconhecimento da dignidade de cada pessoa, independentemente de classe, utilidade ou posição social.

Uso responsável dos recursos (trabalho, mercados, comunidade) como meio para servir, não apenas para lucrar ou para impor sistema.

Reforma que considera não só o exterior (estruturas sociais), mas o interior (coração, pecado, redimido por Cristo).

Esperança escatológica que amplia o foco — não apenas “melhorar” o mundo agora, mas viver como povo do Reino e agir como sal e luz, ainda que imperfeitos.

Dessa maneira, o cristão pode ser engajado socialmente sem assumir integralmente uma cartilha que conflita com sua fé.


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Conclusão


Em resumo: embora existam zonas de encontro (preocupação com pobres, crítica às estruturas opressoras, generosidade), as bases do cristianismo e da cartilha sociocomunista são estruturalmente diferentes. Um cristão que leva a sério sua fé não pode simplesmente adotar sem critério uma cartilha sociocomunista que negligencie Deus, a pessoa humana, a liberdade de consciência ou a moral objetiva.

O convite, então, é à reflexão: “Qual é meu fundamento? Qual é minha esperança? Quais são os meios que aceito? Quais valores não posso abdicar?” Se a cartilha que se pretende seguir exige abdicar desses valores, o cristão tem motivo de sobressalto.



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#Cristianismo #Comunismo #FéXIdeologia #JustiçaSocial #LiberdadeHumana #DignidadeDaPessoa #CuidadoComOPróximo

quinta-feira, 23 de outubro de 2025

Dona Marcela



“Dona Marcela”

— Desculpe… para onde está me levando? — perguntou a mulher baixinho, olhando confusa pela janela do carro.

— Dona Marcela, chegamos. Este é o lar de idosos “Santa Ana”. A partir de hoje, a senhora vai ficar aqui.

— Ficar aqui? — a voz dela tremia. — E a minha filha? Ela não vem?

— Disse que vai telefonar, — respondeu o motorista, colocando no chão uma pequena bolsa: um casaco, uma escova, uma fotografia antiga.

— Muita saúde, dona Marcela. A senhora vai se sentir bem aqui.

O carro partiu.

Marcela ficou sozinha, com o vento frio acariciando-lhe o rosto úmido.

Na porta, uma mulher de bata azul a esperava.

— Seja bem-vinda, dona Marcela. Eu sou a Nicoleta, enfermeira aqui. Venha, vou levá-la para o seu quarto.

— Quarto? Eu tinha uma casa… um jardim… e flores…

— Aqui também vai ter flores, vai ver, — respondeu Nicoleta com doçura.

O quarto era pequeno, mas limpo. Na cama ao lado dormia uma senhora idosa.

— O nome dela é tia Ileana, — explicou Nicoleta. — Fala pouco.

— Tudo bem, — sorriu Marcela. — Eu nunca fui boa em ficar calada.

Os dias passavam devagar.

Os moradores eram silenciosos, cansados, cada um com suas lembranças.

Alguns esperavam visitas que nunca chegavam, outros viviam apenas do passado.

Mas Marcela não sabia ficar parada.

Certa manhã, pediu uma pá.

— O que vai fazer, dona Marcela? — perguntou o porteiro.

— Preciso de um pedaço de terra. Quero plantar flores.

E plantou — hortelã, manjericão, calêndulas.

— Aqui vai ser a nossa primavera, — dizia às outras. — Se não temos o que esperar, vamos esperar florescer.

Algumas semanas depois, o pátio cheirava a vida.

Um dia, tia Ileana sussurrou:

— Cheira à infância…

— Sim, minha querida. À infância e a Deus, — respondeu Marcela.

Daquele dia em diante, Ileana voltou a falar.

Marcela foi falar com a diretora:

— Deixe-nos fazer uma pequena oficina de costura e histórias. Todo mundo tem uma história. Se a gente não contar, ela morre com a gente.

A diretora sorriu.

— Está bem, dona Marcela. Se conseguir reunir o pessoal, eu arranjo os materiais.

E conseguiu.

Poucos dias depois, a sala de jantar estava cheia de vozes, risos e linhas coloridas.

— Eu fui costureira em Iași! — dizia uma.

— Eu fazia roupas para artistas! — acrescentava outra.

Marcela ria:

— Viram? Ainda estamos vivas. Temos mãos, temos coração. Só faltava vontade.

A primavera verdadeira chegou.

O lar estava diferente: flores por toda parte, paredes pintadas, rostos sorridentes.

Na porta, um poema de Marcela dizia:

“Não importa onde é a tua casa,

importa ter alguém que te escute,

e um pedaço de céu onde possas dizer ‘obrigado’.”

Num domingo, um carro elegante parou em frente ao portão.

Dele saiu uma mulher jovem, elegante.

— A minha mãe está aqui. Marcela Ioniță.

Marcela estava no jardim, regando as flores.

— Irina…

— Mamãe… vim te levar para casa.

— Para casa? — sorriu. — Eu já estou em casa.

— Mamãe, me perdoa… achei que estava fazendo o melhor.

— Você fez o que sabia, minha filha. Mas veja — essas pessoas não têm mais ninguém. Se eu for embora, quem vai regar as flores delas?

— Mas você não é obrigada a cuidar delas, mamãe.

— O amor não é obrigação, Irina. É presente.

Irina olhou ao redor — flores, paz, sorrisos.

— É bonito aqui, mamãe.

— É. E o mais bonito é que eu achava que a vida tinha acabado… e ela só estava começando.

Desde então, Irina vinha todos os fins de semana.

Trazia frutas, doces, roupas.

Marcela a apresentava com orgulho:

— Esta é a minha filha. Ela me ensinou que não devemos ficar magoados com quem nos deixou. Devemos apenas mostrar que ainda sabemos ser felizes.

Com o tempo, a diretora lhe disse:

— Dona Marcela, todos aqui a amam. Queremos que seja coordenadora das atividades.

— Eu? Com setenta e três anos? — riu ela.

— Sim. A senhora é a alma deste lugar.

E assim, ela se tornou “dona Marcela” — a mulher que trazia esperança.

Escrevia poemas, preparava chá de hortelã, organizava noites de canções.

— De onde vem tanta força? — perguntou Nicoleta.

— Das lágrimas que decidi não chorar. Transformei-as em sorrisos.

Três anos depois, o lar “Santa Ana” não era mais um lugar de solidão, mas de vida.

Os jornais escreveram: “Os idosos que renasceram graças a uma mulher simples.”

Marcela recebeu uma homenagem da prefeitura.

Ao subir ao palco, disse apenas:

— Obrigada. O maior prêmio é saber que ainda temos um propósito. A felicidade não vai embora com a juventude — vai embora quando deixamos de amar.

Numa manhã, Marcela partiu serenamente, enquanto dormia.

Na mesinha de cabeceira, um bilhete: “Não chorem.

Fui apenas regar as flores do outro lado.

Cuidem uns dos outros.

O amor nunca se aposenta.”

Irina encontrou o bilhete e chorou — não de tristeza, mas de gratidão.

Continuou o que a mãe havia começado: visitava, ajudava, trazia flores e histórias.

E assim, uma mulher simples, esquecida, tornou-se o início de uma nova vida para muitas almas.

Porque às vezes não é preciso mudar o mundo inteiro.

Basta regar uma flor.

E um coração.🌻❤️✨🙏🏻

quarta-feira, 22 de outubro de 2025

Bastidores de O Nome da Rosa...

 


A produção de "O Nome da Rosa" (1986) começou à beira do abismo. O diretor Jean-Jacques Annaud sonhava com um elenco de rostos marcantes e autênticos, mas seu primeiro grande choque foi com o estúdio. Ao escalar Sean Connery, então considerado um astro em queda, a Columbia Pictures abandonou o barco, retirando o financiamento. Annaud, no entanto, teimou. O produtor Bernd Eichinger chegou a vender o próprio prédio de sua empresa em Munique para cobrir os custos astronômicos da produção. Esta batalha financeira foi apenas o prelúdio de uma jornada épica.


A visão de Annaud era clara: um mosteiro habitado por figuras reais, não por modelos de beleza. Ele confessou ter escolhido "os atores mais feios" que encontrou. Por trás desses rostos, histórias de dedicação absoluta. Ron Perlman, que interpretou Salvatore, mergulhou em cópias do livro em seis idiomas para compor a fala macarrônica de seu personagem. Já o jovem Christian Slater, com apenas 17 anos, teve sua primeira grande experiência cinematográfica, deslumbrado em cena com o mestre Connery. O set tornou-se uma sala de aula informal, onde Connery, um profissional experiente, compartilhava sabedoria com os mais novos.


A ambição cobrou seu preço. O maior cenário ao ar livre da Europa desde "Cleópatra" (1963) ergueu-se no alto de uma colina romana, enquanto, na antiga Abadia de Eberbach, na Alemanha, o som incessante de aeronaves obrigou a redublagem completa dos diálogos na pós-produção. Manuscritos foram confeccionados com rigor quase monástico, e até os porcos, anacronicamente rosados, foram tingidos de preto para manter a verossimilhança. Quando uma página do pergaminho artesanal foi roubada — mesmo sob a vigilância da polícia alemã —, a equipe a refez em tempo recorde.


O caminho estava longe de ser harmonioso. F. Murray Abraham, recém-sagrado com um Oscar, era descrito como um "egomaníaco" difícil de lidar. Em contrapartida, Connery, que faria história no ano seguinte com seu Oscar por "Os Intocáveis", era o profissional exemplar. A ironia final veio com a recepção: um fracasso retumbante nos EUA, mas um triunfo avassalador na Europa, que gerou mais de 77 milhões de dólares mundialmente e revitalizou a carreira de seu astro principal. O autor do romance, Umberto Eco, inicialmente cético por ver o filme como "um sanduíche de onde se tirou tudo, exceto a alface", reconheceu-o anos depois como um bom filme.


A história por trás das câmeras é, ela própria, um conto sobre perseverança. Do risco de não ser feito ao status de clássico cult, "O Nome da Rosa" é um testemunho do poder da visão artística contra a lógica comercial. Cada detalhe, da escolha dos atores à reconstrução fiel de um mundo perdido, foi uma batalha travada com paixão. O filme não apenas superou todas as expectativas de fracasso como garantiu que seu nome, assim como o da rosa primordial do verso medieval, permanecesse para sempre na memória do cinema.



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terça-feira, 21 de outubro de 2025

Os dois meninos !

 


Chicago, 1952.

Tarde da noite, a polícia encontrou dois garotos adormecidos em uma estação de trem.

Eram James Davis, de apenas cinco anos — um menino negro —, e Ronald Sullivan, de oito — um menino branco.


Os dois eram inseparáveis. Todas as noites escapavam de casa para viver uma pequena aventura: viajar juntos no trem “L”, olhando as luzes da cidade e sonhando com o mundo além dos trilhos.


Naquela noite, o sono venceu James, que adormeceu numa cadeira de madeira.

Ronald, fiel como um irmão, ficou acordado, vigiando o sono do amigo — como quem protege um tesouro.


Quando os policiais os encontraram, pararam em silêncio. Diante deles não havia diferença, apenas amizade em estado puro — dois meninos que não viam cor, apenas coração.

Na fria estação de Chicago, o que se via era um lembrete simples e eterno:

a inocência das crianças sempre enxerga primeiro aquilo que o mundo adulto esqueceu — a humanidade.

Pena, realmente é pena, que hoje a primeira coisa que se ensina é a diferença em cores.


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sábado, 11 de outubro de 2025

A morte para o japonês


 Na tradição japonesa, a morte não é o ponto final — é apenas o reflexo de como se viveu.

O guerreiro não busca um fim glorioso, mas uma vida conduzida com honra, disciplina e serenidade. Pois morrer bem é apenas consequência de ter vivido com retidão.


O samurai não teme a morte porque aprendeu, desde cedo, a aceitá-la como companheira silenciosa. Ele caminha ao lado dela, não como inimiga, mas como lembrança de que cada instante precisa ser vivido com presença e propósito.

Enquanto o homem comum se preocupa com o último suspiro, o samurai se preocupa com o sopro de cada amanhecer.


A verdadeira grandeza não está no modo como partimos, mas na forma como cultivamos cada gesto, cada palavra, cada escolha.

A vida de um homem é revelada nos detalhes invisíveis — no modo como ele cumprimenta, treina, silencia e enfrenta o inevitável.

Assim, quando alguém perguntar “como ele morreu?”, a resposta mais nobre será sempre: “vou te contar como ele viveu”.


Pois aquele que viveu com coragem, serenidade e fidelidade a seus princípios, já venceu a morte antes mesmo de encontrá-la.

Seu legado não está em sua partida, mas no rastro de dignidade que deixou ao passar pelo mundo.


— O Samurai Estoico


#samurai #samurailifestyle #thelastsamurai

#tomcruisemovie #estoico #budo #bushido #filosofiajaponesa #culturajaponesa #explore #viral

sexta-feira, 10 de outubro de 2025

O escoteiro desconhecido

 



Ação na Neblina: o Escoteiro desconhecido que ficou para a história


Londres, 1909. O relógio marcava o início de uma noite úmida e fria, e a neblina londrina começava a se espalhar pelas ruas como um manto espesso de algodão. O movimento das carruagens diminuía, os transeuntes apressavam o passo, e os lampiões a gás projetavam círculos de luz amarelada sobre o chão de pedra. Em meio àquela atmosfera típica da capital britânica, um viajante americano tentava, em vão, encontrar seu caminho.


O homem era William Dickson Boyce, um próspero editor e empresário de Chicago. Estava em Londres a negócios, mas a cidade envolta em neblina transformou-se num labirinto. Desorientado e frustrado, Boyce caminhava pelas vielas à procura de alguém que o ajudasse a localizar seu hotel. Foi então que, de repente, uma voz juvenil rompeu a névoa.


— Posso ajudá-lo, senhor?


O rapaz, de aparência simples, usava um uniforme curioso: chapelão, lenço no pescoço e olhar firme. Boyce explicou que estava perdido, e o garoto prontamente o guiou por becos e cruzamentos até deixá-lo diante da porta do hotel. Quando o empresário tentou recompensá-lo com uma moeda, o menino recusou polidamente.


— Não, senhor. Sou escoteiro. Fiz apenas o meu dever.


A resposta, inesperada, intrigou Boyce. Quem eram esses “escoteiros”? Que tipo de organização ensinava jovens a agir com tanta cortesia e desprendimento?


No dia seguinte, curioso, o americano procurou saber mais. Descobriu que aquele gesto não era isolado, mas parte de um movimento crescente entre os jovens britânicos, inspirado nas ideias do general Robert Baden-Powell, herói da Guerra dos Bôeres e autor do livro Scouting for Boys, publicado apenas um ano antes, em 1908. O livro reunia ensinamentos sobre civismo, sobrevivência, fraternidade e caráter — valores que logo conquistaram meninos e meninas por todo o Reino Unido.


Boyce ficou impressionado com o potencial educativo do Escotismo e levou os princípios do movimento para os Estados Unidos. Em 8 de fevereiro de 1910, fundou oficialmente a Boy Scouts of America (BSA), uma organização que cresceria exponencialmente e influenciaria milhões de jovens em todo o mundo.


O nome do garoto que o ajudou jamais foi identificado — a história o consagrou apenas como “O Escoteiro Desconhecido de Londres”. Contudo, seu gesto singelo, uma boa ação feita sem esperar nada em troca, tornou-se símbolo do espírito escoteiro e inspiração para o lema que ainda hoje ecoa: “Fazer o melhor possível e ajudar o próximo em toda e qualquer ocasião.”


Mais de um século depois, o episódio ainda é lembrado nas cerimônias escoteiras como um ponto de virada na história da juventude mundial. Em meio à neblina londrina, um pequeno ato de bondade mostrou que o serviço e a cortesia têm força suficiente para mudar o rumo de vidas — e de gerações inteiras.


O Escotismo que queremos. Somente Escotismo!

terça-feira, 7 de outubro de 2025

14 espécies humanas ja existiram

 



Sabemos que outras 14 espécies humanas já existiram. 


Nós, Homo sapiens, estamos longe de ser a única espécie humana a caminhar na Terra. 


Na verdade, nossos parentes mais próximos, os neandertais (Homo neanderthalensis), prosperaram na Europa e na Ásia Ocidental há apenas 45.000 anos. 


Compartilhando 99,7% do nosso DNA, eles eram fisicamente distintos — mais baixos, mais atarracados e adaptados a climas frios com narinas grandes e compleições poderosas. 


Curiosamente, os neandertais tinham cérebros maiores do que os primeiros humanos modernos, mas eles desapareceram misteriosamente. Sua extinção provavelmente resultou de vários fatores, incluindo competição com o Homo sapiens, mudanças climáticas e grupos sociais menores e mais isolados. 


Ao contrário dos neandertais, os primeiros humanos desenvolveram abrigos complexos, diversas técnicas de caça e redes sociais mais fortes, o que pode ter dado a eles uma vantagem de sobrevivência.


Embora os neandertais tenham desaparecido, eles vivem dentro de nós.  Estudos genéticos revelam que até 4% do DNA humano moderno se origina de neandertais, indicando cruzamento entre as duas espécies. Outros grupos humanos antigos, como os denisovanos, também desapareceram conforme o Homo sapiens se expandiu pelo globo. Enquanto algumas teorias sugerem que mudanças climáticas, limitações de dieta ou até mesmo confrontos violentos contribuíram para o fim dos neandertais, seu legado perdura em nossos genes. À medida que novas descobertas surgem, podemos ainda revelar mais segredos sobre esses primos antigos e seu papel na formação da evolução humana.


saiba mais https://www.genome.gov/27539119/2010-release-complete-neanderthal-genome-sequenced

quinta-feira, 2 de outubro de 2025

 As Mãos que Nunca Esquecem

 


As Mãos que Nunca Esquecem

Baseado nos versículos...

Lucas 24:39

“Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo. Tocai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho.”


Isaías 49:15-16

“Acaso pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de maneira que não se compadeça do filho do seu ventre? Ainda que viesse a esquecer-se, eu, todavia, não me esquecerei de ti. Eis que nas palmas das minhas mãos eu te gravei; os teus muros estão continuamente diante de mim.”


Há marcas que contam histórias. Algumas são fruto da dor, outras do amor.

Quando Cristo ressuscitado mostrou Suas mãos e Seus pés, não foi apenas para provar que estava vivo. Foi para revelar que o amor d’Ele é feito de carne, ossos e entrega. Era a eternidade vestida de cicatrizes.

Séculos antes, o profeta Isaías havia anunciado uma verdade que rompe qualquer limite humano: ainda que uma mãe se esqueça do filho que amamenta, o Senhor jamais se esquecerá de nós. Ele nos gravou nas palmas de Suas mãos. Não somos detalhes perdidos na multidão, mas memória eterna diante do Seu olhar.

As mãos feridas do Salvador não são apenas testemunhas da ressurreição, mas também lembranças vivas de que somos guardados e sustentados.

Nelas está escrito o mapa da nossa história, e nada do que somos ou vivemos escapa da Sua compaixão.

As cicatrizes que Ele carrega são a prova mais profunda de que nunca caminhamos sozinhos.


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#AmorDeCristo #NuncaEsquecidos #FéQueTransforma #EsperançaViva #EnsinamentosDoPapaiNoel #CicatrizesSagradas #MãosQueCuram


quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Desafio de 21 dias com leituras direcionadas...


Desafio 21 dias:
1° dia: Alma 22:1-26

Nestes versículos vemos Aarão ensinando o rei, a pedido dele porque Amon já havia iniciado sua conversão, e o rei ao aceitar as palavras do ensinamento acaba tendo uma Epifania, parecendo que morrera tão forte foi o abate do Espírito Santo nele. E foi a tanto que a rainha achou que ele estava morto, porém os servos achava Aarão e seu companheiro muito fortes. O rei ao retomar consciência ordena que eles vão ao povo e também os ensine sobre a Boa Nova.
Este seria apenas um resumão do que lemos. 
A atenção é para três pontos para mim: 
1. A pregação do Evangelho.
2. A entrega do rei na sua aceitação foi tamanha que teve sua epifania. 
3. O poder do Espírito Santo a mostrar que o Pai Celestial existe.

Temos que sempre aproveitar a oportunidade de espalharmos o Evangelho, levando sempre que primeiramente verão como somos como exemplo para aquilo que vamos pregar.
A tal ponto que ao de oferecerem como servos, o rei disse: não, não serão servos, vocês darão continuidade ao que começou Amon.

@alacampolargo @quorumdeelderes_alacampolargo @estacacampocomprido


Desafio 21 dias - dia 2 : Mosias 4:1-21

O rei Benjamim faloiu pro povo sobre Jesus e sobre como todos precisam Dele. Quando o povo ouviu, eles ficaram bem emocionados e até com medo, porque perceberam que tinham errado bastante. Então, todo mundo pediu perdão a Deus. Eles acreditaram em Cristo e sentiram uma paz enorme, como se um peso tivesse saído das costas.

Depois disso, o rei explicou que não é pra gente se achar, e como isso existe, porque tudo o que temos vem de Deus: até o ar que a gente respira. Ou seja, a gente sempre depende Dele. Ele também disse que é importante ajudar quem precisa e nunca pensar que somos melhores do que os outros.

No fim das contas, a lição é: seja humilde, agradeça a Deus, confie em Jesus e ajude as pessoas. Ajudar ao outro vai lhe fazer bem para o espírito divino que vive em você. Até pode ser que não seja a felicidade plena mas que vai ajudar em seus sentimentos, calmaria de alma e um melhor convívio consigo e com o próximo. 

Abilio Machado 🎅

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Desafio 21 dias: 3 - Enos 1:1-12
Bom, Enos começa contando que desde pequeno ouvia os ensinamentos do pai. Um dia, essas palavras ficaram martelando na cabeça dele e ele decidiu orar. Mas não foi uma oração rápida — ele realmente se abriu com Deus, falando das coisas que estavam pesando no coração e não foi por apenas um minuto.

Ele orou tanto que perdeu a noção do tempo: ficou o dia inteiro e até parte da noite falando com o Pai. Nessa conversa, Enos pediu perdão e sentiu que Deus respondeu, dizendo que seus pecados estavam perdoados porque ele acreditava em Cristo.

Isso deixou Enos com uma paz enorme, tipo aquele alívio quando a gente desabafa com o terapeuta, e, sente que alguém realmente ouviu e entendeu. Ele percebeu que a fé e a confiança em Deus são o que abrem espaço para essa resposta.

Ou seja: a oração dele não foi só pedir coisas, mas um diálogo de verdade, e a resposta veio de um jeito que trouxe paz e certeza de que fôra ouvido.

Abilio Machado 🎅

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Desafio 21 dias: Dia 4 Alma 36: 1-24

Nesta leitura vemos que Alma conta para o filho que no passado ele errou muito e se sentia preso pela culpa. Ele achava que não tinha saída e carregava um peso enorme. Mas quando lembrou de Jesus e pediu ajuda, tudo mudou: aquela dor virou paz e alegria. Ele conseguiu buscar equilíbrio emocional e se transformar.

A mensagem é simples: os pecados podem ser perdoados quando a gente se arrepende de verdade, decide mudar os velhos hábitos e deixa Cristo ser presente transformando a vida.
 “Arrependimento é trocar peso por paz.”

Abilio Machado 🎅 

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Desafio 21 dias: 5 dia - Alma 41:1-5

 Queriduxos do coração, no estudo de hoje vemos que Alma explica para o filho que a vida não termina aqui. Depois da morte, a gente continua sendo o reflexo das escolhas que fez. Se a pessoa viveu buscando o bem, vai colher alegria; se escolheu o mal, acaba recebendo o resultado disso. É como plantar: ninguém espera colher manga de um pé de limão.
 “O que a gente planta aqui, vai colher lá.”
Hoje eu posso “plantar coisas boas” sendo mais honesto nas pequenas coisas, oferecendo ajuda a quem precisa ou simplesmente escolhendo palavras que levantem, não que derrubem.

Abilio Machado 🎅


Bora pro Dia 6 – Morôni 8:1-17:

Morôni compartilha uma carta do pai dele, Mórmon. O tema central é o batismo: ele explica que crianças pequenas não precisam ser batizadas, porque são puras e já estão salvas em Cristo. O batismo é pra quando a gente cresce e pode escolher entre o certo e o errado — aí sim entra a responsabilidade da fé e do arrependimento.
Mórmon também alerta que fazer diferente disso não é fé em Cristo, mas falta de entendimento do evangelho. Então, o batismo é como uma segunda imersão: primeiro a gente nasce fisicamente, depois, ao se batizar com consciência, começa uma vida nova espiritualmente.
 “Nascer é o começo da vida, ser batizado é o começo da fé.”
Hoje posso lembrar que fé é decisão diária. Assim como o batismo foi um marco a muitos anos atrás, cada escolha de viver o que acredito é uma pequena renovação dessa promessa.

Abilio Machado 🎅

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*Dia 7 – Alma 34:8-41.*

“O peso que Cristo tira de nós”
Amuleque explica que Jesus viria para realizar a Expiação — um sacrifício infinito que ninguém mais poderia fazer. Esse ato é o que abre a porta do perdão e da mudança, tirando de nós o peso dos erros e da culpa. Ele fala que a Expiação não vale só depois da morte, mas já agora, no dia a dia: ela dá força pra seguir, esperança pra recomeçar e paz mesmo em tempos difíceis.
Amuleque também lembra que não dá pra adiar essa decisão pra depois — o tempo de buscar a Deus e mudar é hoje, enquanto temos chance.
A Expiação de Jesus é o que remove nossos pesos e nos dá poder de recomeçar.
 “Cristo troca nosso fardo por esperança.”
Hoje posso pensar em um peso que carrego (culpa, arrependimento, preocupação) e, em oração, entregar isso a Cristo, acreditando que Ele pode aliviar minha carga.

 “Que peso eu preciso entregar hoje?”

Abilio Machado 🎅

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Dia 8 – 3 Néfi 11:1-17

 “Quando Cristo fala e todos ouvem, será que ouvem?

A muito tempo, o povo aqui da América estava reunido, meio confuso e em meio a barulhos estranhos. De repente, eles ouviram uma voz suave, diferente de tudo. Não entenderam de primeira, nem da segunda, mas na terceira vez conseguiram prestar atenção de verdade. Então, viram Jesus Cristo descendo do céu.
Ele se apresentou como o Filho de Deus e convidou cada pessoa a se aproximar, tocar em suas mãos e pés para saber que era real. Todos foram, um a um, e tiveram a chance de sentir por si mesmos quem Ele era.
“Cristo vivo é prova de que a morte não tem a última palavra.”
Hoje posso lembrar que Cristo está vivo e perto de mim, não apenas como uma história do passado. Posso buscá-Lo em oração como alguém real, que venceu a morte e ainda caminha comigo.
Se eu estivesse ali, tocando nas mãos de Cristo ressuscitado, o que eu sentiria?
Para refletir... E trás várias perguntas, não é? Uma que fiquei o dia todo pensando é: _ Nos dias de hoje on de desconfiamos de tudo e de todo, como seria este encontro, eu ia crer simplesmente ou iria tocar para ter "certeza" ? 

Abilio Machado 🎅

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Dia 9 – Alma 40:4-14

Dificil alguém não ter falado, entrado em discussão sobre este tema, pois muitos se perguntam:
_ “E depois da morte, o que vem?”

Alma explica ao filho que depois da morte o espírito não fica perdido nem em sono eterno. Ele vai para um lugar de descanso ou de escuridão, dependendo das escolhas que fez aqui. Quem procurou viver o bem encontra paz, e quem rejeitou encontra angústia. Mas ele também admite que nem tudo foi revelado, que há coisas que só Deus sabe.
Eu creio que existe, sim uma continuidade, e nossas escolhas nesta vida influenciam a experiência que teremos logo após a morte.
 A vida não acaba com a morte: colhemos o reflexo das escolhas que fazemos aqui. A morte não é fim, é passagem.
Hoje posso pensar nas escolhas que faço e lembrar que cada atitude deixa um reflexo que ultrapassa esta vida.

Me pergunto sempre:_ Se minha vida terminasse hoje, como eu gostaria de estar diante de Deus?

Abilio Machado 🎅

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*Dia 10 – 2 Néfi 1:1-30*

Por que Deus permite o sofrimento?

Amigo, este é um daqueles assuntos que mexem fundo com a gente. Muitas vezes a gente olha para o sofrimento e pensa: “Se Deus é bom, por que Ele deixa isso acontecer?” Néfi nos mostra que, mesmo em meio às dores, há propósito. O sofrimento nunca é um fim em si mesmo, mas uma forma de aprendizado, de nos aproximar mais de Cristo e de entender melhor nossa própria fraqueza e necessidade d’Ele.

Deus não nos promete uma vida sem lutas, mas Ele nos promete caminhar conosco em cada batalha. O sofrimento pode nos quebrar, mas também pode nos moldar — como o barro nas mãos do oleiro. Em vez de apenas perguntar “por que eu?”, podemos perguntar: “O que o Senhor quer me ensinar com isso?”

Quando o peso da vida apertar, lembre-se de que até no sofrimento existe espaço para crescimento. Ao confiar em Deus, encontramos força onde pensávamos que não havia, e esperança onde só víamos dor.

 O sofrimento não define quem somos, mas pode refinar quem nos tornaremos em Cristo.

Abilio Machado 🎅

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Dia 11 – Alma 32:21-43

Hoje alcançamos a metade do desafio e vemos que Alma compara a fé com uma sementinha. No começo, não é certeza absoluta, é mais como uma esperança. A gente planta essa semente no coração quando decide acreditar um pouquinho e dar espaço pra Deus agir. Se a gente cuida dela — regando com oração, paciência, estudo e boas escolhas — ela cresce e vira uma árvore que dá fruto bom. Mas, se deixamos de lado ou sufocamos com descuido, ela morre.

A fé, então, não é algo pronto e acabado. Ela cresce aos poucos, com prática e constância, até se transformar em certeza e alegria real.
 Fé é como uma semente: precisa de cuidado diário para crescer e dar fruto. “A fé floresce quando é cuidada.”

Hoje posso escolher um ato simples de fé — como orar com sinceridade ou servir alguém em silêncio — e cuidar dessa sementinha no meu coração.

 Que sementes de fé estou regando hoje: as que me aproximam de Cristo ou as que me afastam d’Ele?

Abilio Machado 🎅

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*Dia 12 – 3 Néfi 13:19-34*
Como podemos ter uma vida equilibrada?

Jesus fala sobre não viver correndo atrás só de coisas materiais. Ele lembra que tesouros deste mundo enferrujam, quebram ou podem ser roubados, mas o que levamos para o coração é eterno. Ele também diz para não ficarmos ansiosos com o amanhã, porque Deus cuida até dos pássaros e das flores — e cuida muito mais de nós. A chave é buscar primeiro o que é de Deus, porque o resto vem junto no tempo certo.
Essa mensagem tem tudo a ver com o lema de minha Cia de Comando e Serviços:“Não me pergunte do que sou capaz: dê-me a missão!” Muitas vezes a gente se perde calculando se dá conta, se tem recurso, se o amanhã vai pesar. Mas Jesus mostra que viver com fé é aceitar a missão e confiar que o Pai vai dar as condições no caminho. Equilíbrio é isso: colocar as prioridades no lugar certo e seguir, sem gastar energia com preocupações que ainda nem aconteceram.
O equilíbrio vem quando a gente busca primeiro a Deus e confia que Ele cuida do resto.
Hoje posso parar e organizar minhas prioridades: o que estou colocando em primeiro lugar? Posso dar um passo prático para simplificar a vida e confiar mais.

A pergunta que deixo:_Estou vivendo a missão de hoje ou preso na ansiedade do amanhã?

Abilio Machado 🎅

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*Dia 12 + 1😜 – 3 Néfi 14:1-27*
Como posso fortalecer meu relacionamento com meus entes queridos...

Jesus ensina que antes de apontar os erros dos outros, precisamos olhar para dentro de nós mesmos. É aquela ideia: como vou ajudar alguém a tirar um cisco do olho se eu carrego uma tronco no meu? Ele também fala sobre pedir, buscar e merecer — lembrando que Deus sempre responde quando nos aproximamos d’Ele. E, no final, traz a comparação da casa: quem constrói sobre a rocha (Cristo) resiste às tempestades; quem constrói sobre a areia, desmorona.

Nos relacionamentos, isso tudo faz muito sentido. Para fortalecer laços com família e amigos, vale mais praticar paciência, escuta e cuidado, do que apontar falhas. E quando surgem os conflitos inevitáveis, a base em Cristo ajuda a atravessar sem desabar. Uma casa firme não é a que nunca enfrenta tempestade, mas a que está bem alicerçada.

Relacionamentos fortes se constroem com humildade, cuidado e alicerce em Cristo. Pois *“Quem cuida do próprio coração, cuida melhor dos outros.”*

Hoje posso escolher não julgar, mas ouvir. Em vez de criticar, posso perguntar: “Como posso te ajudar?”

Sugestão de reflexão é: _Minha “casa” com meus entes queridos está firme na rocha ou frágil sobre a areia?

Abilio Machado 🎅

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*Dia 14 – Morôni 6:1-9*

Neste 14° dia vemos que Morôni explica como funcionava a vida da igreja nos primeiros tempos. As pessoas que eram batizadas se comprometiam a seguir Jesus e deixar de lado velhos erros. Não era só um ritual: era um começo de vida nova. Depois, a comunidade se reunia com frequência para orar, aprender, partilhar e se apoiar mutuamente. Eles se fortaleciam juntos, não apenas individualmente.

 *Porém hoje somos afetados por outras opiniões que acabam refletindo caráter, hipocrisia, mentiras, compromissos não cumpridos entre outras coisas. Este recorte de Moroni me fez pensar muito.

Isso mostra que fé não é só “minha caminhada com Deus”, mas também “nossa caminhada como irmãos”. O apoio mútuo, a oração em conjunto e a ajuda prática fazem toda a diferença. É na comunidade que a fé ganha raiz e força. Viver o evangelho é um compromisso pessoal que floresce no coletivo. “A fé cresce quando caminhamos juntos.”

Hoje posso dar um passo simples de comunhão: enviar uma mensagem de apoio, fazer uma oração por alguém específico ou participar de um encontro de fé com mais presença e atenção.

🤝 Minha fé está isolada ou estou deixando que a comunidade me ajude a crescer? O que seria a igreja? Seria o muito usado e romântico que tenta subtrai a bênção e poder divino para ser o lugar dos imperfeitos assim criando de antemão uma desculpa a si e aos outros ?

Abilio Machado 🎅

@alacampolargo @quorumdeelderes_alacampolargo @estacacampocomprido A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias


No capítulo de hoje, 2 Néfi 32:1-9, a ideia central é bem direta: Deus fala com a gente de formas diferentes, mas principalmente por meio do Espírito Santo. Nem sempre é uma voz audível ou um sinal enorme no céu — muitas vezes é aquele pensamento que vem suave, aquela sensação de paz, ou até uma ideia inesperada que aponta o caminho certo.

Néfi lembra que estudar as escrituras ajuda a abrir espaço para ouvir essa voz, mas ele reforça que não é só teoria: é preciso orar, pedir orientação e estar disposto a agir. Deus se comunica, mas a gente também precisa criar silêncio e atenção para escutar.

É como uma amizade: quanto mais você conversa e dá espaço, mais entende o jeito do outro. Com Deus é assim também — Ele fala, mas na maioria das vezes em sussurros e impressões no coração.



Em Helamã 5:6-12, os pais de Helamã lembram aos filhos de onde vem a verdadeira força para continuar firmes: em Jesus Cristo. A ideia é que, se nossa vida estiver construída sobre Ele, como uma casa sobre uma rocha sólida, nada vai conseguir derrubar de vez — nem tentações, nem dificuldades, nem os tropeços que todo mundo enfrenta.

O texto mostra que “permanecer no bom caminho” não é sobre nunca errar, mas sobre sempre ter uma base forte para se apoiar. Quando as coisas apertam, é essa fundação que sustenta.

É como escolher onde plantar uma árvore: se for em solo frágil, qualquer vento arranca; mas se for em solo firme, ela pode até balançar, mas continua de pé.





*Dia 17 – Morôni 7:1-48*

Ter caridade...


Morôni fala da caridade como algo maior que simples bondade ou gentileza. Ele mostra que caridade é o amor puro de Cristo — aquele tipo de amor que *não busca nada em troca*, que é paciente, que perdoa, que não desiste fácil das pessoas. É diferente de simpatia ou de boas ações isoladas; é uma forma de viver, de olhar para os outros com o mesmo cuidado que Deus olha para nós.

Na prática, ter caridade é escolher agir com amor mesmo quando seria mais fácil virar as costas. É oferecer compreensão em vez de julgamento, presença em vez de pressa. É o tipo de amor que sustenta relacionamentos, comunidades e dá sentido à fé. Morôni deixa claro: sem caridade, tudo o que fazemos perde valor; com caridade, mesmo pequenos gestos se tornam eternos.


*Caridade é amar como Cristo ama — com paciência, entrega e coração sincero.*


Hoje posso escolher uma situação prática para reagir com caridade: ouvir com mais atenção, oferecer ajuda, ou simplesmente ter mais paciência.

Quando vemos a caridade sendo exposta para ganhar seguidores, likes, votos , engrandecimento do ego e arrogância, penso : _ Meu amor pelos outros se parece mais com interesse passageiro ou com o amor puro de Cristo?


Abilio Machado 🎅


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Dia 18 – 4 Néfi 1:1-18
Tema: O que o evangelho de Jesus pode me proporcionar?

Depois que Jesus visitou o povo, eles começaram a viver de forma diferente: sem divisões, sem brigas, sem pensar em “meu” e “teu”. Eles tinham tudo em comum, viviam em paz, amavam uns aos outros e prosperavam juntos. Durante muito tempo não houve guerras, nem contendas — era uma vida simples, mas cheia de alegria e união.
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O evangelho de Jesus não é só uma lista de regras; ele transforma o jeito de viver. Ele pode trazer paz ao coração, diminuir a ansiedade de “ter mais que o outro” e aumentar a capacidade de compartilhar. Quando cada um busca amar como Cristo, as relações ficam mais leves e o ambiente mais saudável. É como se a vida se tornasse mais “inteira”.
👉 O evangelho de Cristo proporciona paz, união e alegria duradoura.

✨ “Com Cristo, a vida ganha equilíbrio e sentido.”

Hoje posso praticar um ato simples de união — dividir algo, apoiar alguém, ou simplesmente evitar uma discussão desnecessária.

Para  reflexão:
🌿 O evangelho está me ajudando a viver em paz comigo mesmo e com os outros?


*Dia 19 – Éter 12:1-28*
 Como ser uma pessoa melhor?

Neste trecho, Mórmon fala bastante sobre a fé. Ele mostra que é a fé que faz milagres acontecerem e que ajuda as pessoas a mudarem de vida. Ele lembra exemplos de homens e mulheres que fizeram coisas incríveis porque acreditaram em Deus. Também fala das próprias fraquezas — mas mostra que Deus pode transformar essas fraquezas em força quando confiamos n’Ele.
Ser uma pessoa melhor não é nunca errar, mas aprender com os erros e deixar Deus lapidar a gente. Muitas vezes achamos que nossas limitações nos atrapalham, mas aqui fica claro que é justamente nelas que Deus trabalha mais. Fé não é mágica, é confiança constante de que Ele pode nos moldar.
Tornar-se melhor é confiar que Deus pode transformar nossas fraquezas em força.
 *“Com fé, até a fraqueza vira força.”*
Hoje posso olhar para uma limitação minha e, em vez de me criticar, peço a Deus ajuda para transformá-la em aprendizado.

Quais áreas da minha vida ainda preciso entregar para que Deus me ajude a melhorar?

Abilio Machado 🎅

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*Dia 20 – 1 Néfi 17:1-15*

Como Deus nos direciona...

A jornada de Néfi e sua família pelo deserto não foi fácil. Eles enfrentaram fome, cansaço, solidão e incertezas. Ainda assim, o Senhor nunca os deixou sem direção. Ele os guiou com Sua palavra, sustentou-os com maná espiritual e fortaleceu-os para suportar o caminho. Exigindo de cada um confiança e perseverança.

Deus não apenas mostrou a Néfi onde chegar, mas também o preparou para os desafios da viagem. Assim é conosco: o Senhor não nos dá um mapa completo, mas nos oferece bússolas espirituais — as escrituras, o Espírito Santo e a oração — para que possamos avançar passo a passo.

Quando confiamos em Sua orientação, mesmo nas estradas mais áridas, encontramos força e propósito. Ele nos conduz não apenas ao destino, mas também à transformação interior que o caminho proporciona.

Então a reflexão introspectiva que devo fazer hoje é:
Como tenho reconhecido os pequenos sinais de Deus me guiando? Estou disposto a segui-Lo mesmo sem ver o caminho inteiro?

Abilio Machado 🎅

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 *Dia 21 – Morôni 10*


 O reconhecimento da verdade


Último dia do desafio proposto pelo bispo da Ala Campo Largo, ou mais um dia de estudo contínuo, né ?!

Neste dia 21, vemos nas últimas palavras de Morôni, que ele nos dá um convite direto: se quisermos saber se o evangelho é verdadeiro, precisamos buscar de coração, perguntar a Deus e estar abertos à resposta do Espírito Santo. Não é sobre decorar regras ou acumular teorias, mas sobre sentir dentro de nós a confirmação.

É como quando você prova um alimento novo: ninguém precisa ficar te convencendo, porque o sabor você sente na hora. Assim é com a verdade de Deus — ela se reconhece pela experiência pessoal, pelo impacto que causa em nossa vida.

Cada vez que lemos o evangelho com sinceridade, é como adicionar combustível à alma. Ganhamos mais força para enfrentar os dias difíceis, mais clareza para tomar decisões e mais substância espiritual para não nos sentirmos vazios.

Para perguntar a si:

Quando foi a última vez que senti o evangelho falando comigo de verdade, além das palavras na página?


Abilio Machado 🎅



A pergunta foi:_Como foi a experiência dos 21 dias estudando estas escrituras ?

Amigo, a experiência desses 21 dias de estudos pode ser descrita como uma travessia espiritual:


No começo, parecia apenas disciplina — separar tempo, ler as escrituras, refletir.

Com o passar dos dias, a palavra começou a criar raízes mais profundas, não ficando apenas no intelecto, mas alcançando o coração.

Cada trecho estudado trouxe força e substância espiritual — exatamente como você comentou em Morôni 10. Era como se, dia após dia, fosse sendo construída uma base sólida para enfrentar os desafios.

Também houve momentos de espelho: textos que confrontaram, mostrando o que ainda precisa ser melhorado, como em Éter 12.

E houve momentos de consolo: palavras que iluminaram, como em 1 Néfi 17, quando Deus mostra que guia cada passo.

No final desses 21 dias, o que fica é uma sensação de renovação, de que o coração foi afinado para ouvir mais claramente a voz de Deus. A leitura não apenas preencheu tempo, mas moldou caráter, trouxe paz, fortaleceu a esperança e aumentou a fé.

👉 É como se esses 21 dias fossem só o primeiro degrau de uma escada que continua — porque o evangelho não se encerra num ciclo, mas abre caminho para uma jornada constante de transformação.

Encerramento dos 21 Dias de Estudo


Foram 21 dias em que as escrituras se tornaram não apenas palavras, mas alimento diário. Cada versículo trouxe um pedaço de esperança, um convite à mudança e um lembrete do amor de Deus.

Descobrimos que permanecer no bom caminho não é apenas resistir às tentações, mas aprender a andar com Cristo em cada passo. Aprendemos que a caridade é mais do que dar: é sentir e agir como o Salvador sentiria e agiria. Reconhecemos que o evangelho não é teoria, mas força viva, capaz de nos sustentar nas dores, iluminar nossos caminhos e moldar em nós um coração melhor.

Esses dias foram um exercício de fé, mas também de disciplina espiritual. E o fruto disso é paz, coragem e visão mais clara da eternidade.

Agora, ao encerrar esse ciclo, entendemos que não se trata de um fim, mas de um novo começo. A jornada com Cristo é contínua, e cada leitura, cada oração, cada momento de reflexão se soma como tijolo na construção da nossa vida espiritual.

Que possamos seguir em frente, com o coração cheio de gratidão, e o espírito disposto a aprender sempre mais. Porque a verdade é esta: quem se alimenta da palavra de Deus nunca mais é o mesmo.

 “Faca na caveira”: significado, história e controvérsias do símbolo usado por pelotões de elite

 



“Faca na caveira”: significado, história e controvérsias do símbolo usado por pelotões de elite

Por Abilio Machado 

Introdução

O desenho de uma caveira perfurada por uma faca — popularmente chamado no Brasil de faca na caveira — é hoje a marca visual mais conhecida de algumas unidades de operações especiais policiais e militares (o caso mais famoso é o emblema do BOPE/RJ). O símbolo carrega carga emocional forte: intimidação, coragem, morte, triunfo — e, por isso, desperta curiosidade e polêmica. A seguir resumo a origem real do motivo, como ele chegou às forças brasileiras, o que costuma representar para seus usuários e por que também é alvo de críticas. 


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1) Origem histórica: não nasceu com a SS


A ideia de usar crânios como emblema é muito antiga e transversal: aparece em heráldica, entre corsários (o Jolly Roger), em unidades militares europeias e até em ordens medievais. Na tradição germânica a palavra Totenkopf (“cabeça da morte”) designa precisamente esse tipo de símbolo e já era usada por unidades prussianas de hussardos séculos antes do século XX. Ou seja: o uso do crânio como emblema militar pré-existe o nazismo. 


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2) A apropriação nazista e seu significado declarado


No século XX o Totenkopf foi reaproveitado por diversos grupos alemães — Freikorps, unidades panzer e, de forma notória, pela Schutzstaffel (SS). Na iconografia nazista a caveira foi explicitamente adotada como insígnia e, segundo escritos de líderes da SS, destinada a simbolizar a prontidão de sacrificar o indivíduo pela “comunidade” (discursos que hoje são entendidos no contexto ideológico e criminógeno do regime). É importante distinguir: a existência do Totenkopf na Alemanha não significa que toda utilização posterior do crânio derive diretamente do nazismo, mas a associação histórica existe e é sensível politicamente. 


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3) Como a faca na caveira se formou como símbolo das forças especiais no Brasil


No Brasil, várias unidades de elite incorporaram o tema da caveira em suas insígnias. A versão com uma adaga ou faca cravada no crânio parece ter se consolidado nas forças especiais (tanto militares quanto policiais) como um elemento distinto — não apenas o crânio isolado. Para algumas unidades brasileiras o símbolo foi reinterpretado como expressão de “superação da morte” ou “vitória sobre a morte”, um sinal de coragem e de missão que enfrenta mortalidade e perigo. O BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais do Rio de Janeiro) é o caso mais conhecido nacionalmente: o seu patch e lema “Faca na Caveira” tornaram-se ícones culturais, usados inclusive em mídias, jogos e ficção. 


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4) Mito de origem ligada à SS e a reconstrução histórica


Há uma narrativa popular (e difundida em discussões informais) afirmando que a faca na caveira “começou com a SS nazista”. Pesquisas acadêmicas e estudos sobre a simbologia das tropas indicam que essa versão é simplista: o crânio (Totenkopf) já existia na heráldica e em vários exércitos europeus; a adição da faca como elemento específico e a maneira como o símbolo se “modernizou” nas unidades brasileiras é um processo que envolve apropriações, contatos com tradições militares diversas e mitificações internas (contos fundadores, trocas de simbolismo entre militares). Ou seja, parte da história da faca na caveira no Brasil é de invenção mítica interna às corporações, que mistura referências históricas verdadeiras com adaptações locais. 


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5) O símbolo hoje: usos, significados e controvérsias


Para integrantes das tropas especiais, a caveira com faca funciona como rito de identidade: coragem, prontidão para o confronto, laço de corporação e “vitória sobre o risco mortal”. Em termos psicológicos, símbolos assim fortalecem coesão e distinção. 


Para críticos e parte da sociedade, o símbolo tem carga problemática: por remeter a imagens de violência e por estar ligado a unidades acusadas de uso excessivo da força, execuções ou práticas ilegais, torna-se sinal ambíguo — heróico para uns, ameaçador para outros. No caso do BOPE, a presença pública do emblema e relatos de operações controversas alimentaram debates sobre legitimidade, simbolismo e direitos humanos. 


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6) Como interpretar o símbolo com responsabilidade


Ao analisar a faca na caveira é prudente:


1. Separar genealogia (o crânio é um símbolo antigo) da apropriação político-ideológica (uso nazista no século XX).

2. Reconhecer que unidades brasileiras deram a seu modo um significado de coragem/overcoming death, mas também que a imagem tem efeitos sociais reais — influencia percepção pública sobre violência policial.

3. Evitar equiparar automaticamente qualquer uso do crânio à ideologia nazista; ao mesmo tempo, não minimizar que a iconografia militar tem história e ressonâncias que podem ferir ou alarmar audiências sensíveis. 

Linha do tempo da “Faca na Caveira”


1. Século XVIII – Hussardos prussianos → uso do Totenkopf (caveira) em uniformes.

2. Século XIX – Tradição militar europeia → caveira como símbolo de coragem diante da morte.

3. 1919 – Freikorps alemães → retomam o crânio em insígnias paramilitares.

4. 1930–45 – Nazismo/SS → Totenkopf usado em divisões, associado à ideologia nazista.

5. Pós-guerra – Forças especiais pelo mundo → caveira reaparece em patches e insígnias.

6. Década de 1970 em diante – Brasil → surgimento do símbolo da faca na caveira nas forças especiais, consolidado no BOPE.

7. Hoje – BOPE e outras unidades → marca de identidade, coragem e também alvo de críticas sociais.

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Conclusão


A faca na caveira é um símbolo composto por camadas históricas: uma raiz iconográfica antiga (Totenkopf), reapropriações e transformações em contextos militares europeus e, finalmente, uma adaptação brasileira que serviu para identidade de tropas especiais. A narrativa de que “começou com a SS” é imprecisa: a SS usou o Totenkopf e o difundiu no século XX, mas o crânio como emblema militar antecede e transcende o nazismo. Ao mesmo tempo, dada a sensibilidade do tema, seu uso público por polícias armadas carrega responsabilidade política e social. 





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Referências consultadas (principais fontes)


1. Totenkopf — Wikipedia (artigo sobre a história do símbolo do crânio na tradição militar alemã). 

2. Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) — Wikipedia (informações sobre o emblema, lema “Faca na Caveira” e controvérsias). 

3. Entenda o significado dos símbolos “Faca na Caveira”... — Portal do Governo do Tocantins (explicação sobre uso do símbolo por tropas de Comandos no Brasil). 

4. “É FACA NA CAVEIRA”: A identidade simbólica de tropas de operações policiais especiais no Brasil — artigo/dissertação (PDF) sobre a construção do mito moderno do símbolo no Brasil. 

5. Are we the baddies? A Brief History of the Totenkopf Insignia — HistoryNet (resumo histórico do Totenkopf na tradição prussiana e alemã). 

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