quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Protect Children's Innocence

 


Uma decisão histórica e polarizada acaba de sair de Washington. A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou o projeto de lei "Protect Children’s Innocence", que visa proibir federalmente cirurgias de afirmação de gênero, bloqueadores de puberdade e terapias hormonais para menores de 18 anos.


O texto é rigoroso e transforma a prática médica em crime. Caso a medida vire lei, médicos que realizarem esses procedimentos poderão enfrentar penas de prisão. A votação seguiu linhas partidárias rígidas, refletindo a profunda divisão política sobre o tema no país.


Enquanto apoiadores defendem que a lei protege crianças de decisões irreversíveis, as principais organizações médicas e opositores alertam que a medida interfere na liberdade familiar e coloca em risco a saúde mental de jovens transgênero, classificando o texto como uma das legislações mais extremas já propostas. Agora, a batalha segue para o Senado, onde o futuro da legislação ainda é incerto.


#históriareal #eua #política #lei #sociedade

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Darcy Ribeiro

  


Há 29 anos morria Darcy Ribeiro. 


Foi em 17 de fevereiro de 1997, em Brasília (DF), que Darcy Ribeiro morreu, aos 74 anos. Ele partiu após mais de duas décadas de luta contra o câncer. Nascido em 26 de outubro de 1922, em Montes Claros (MG), foi antropólogo, educador, escritor e político, considerado um dos maiores intelectuais brasileiros do século XX.


Iniciou sua trajetória na antropologia, destacando-se pelos estudos etnográficos e pela defesa dos povos indígenas. Mais tarde, voltou-se intensamente para a educação, área na qual deixou contribuições estruturantes para o país. Em 1962, aos 39 anos, tornou-se ministro da Educação no governo João Goulart e, no ano seguinte, assumiu como ministro-chefe da Casa Civil.


Ao longo da vida pública, foi vice-governador do Rio de Janeiro (1982), secretário de Cultura, coordenador do Programa Especial de Educação e senador da República (1991–1997). Foi o primeiro reitor da Universidade de Brasília (UnB), criou os CIEPs (Centros Integrados de Educação Pública) e esteve à frente de projetos voltados à formação de professores e à ampliação do acesso à educação. Também idealizou iniciativas como a Universidade Aberta do Brasil.


Autor de vasta obra — traduzida para diversos idiomas — tornou-se membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) em 1993, ocupando a cadeira nº 11. Nos últimos anos de vida, surpreendeu ainda com a produção de poemas.


#DarcyRibeiro #Educação #HistóriaDoBrasil #Antropologia

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Galileu Galilei

 


 Galileu Galilei nasceu em 15 de fevereiro de 1564, na cidade de Pisa, então parte do Ducado de Florença (atual Itália). Filho de Vincenzo Galilei, músico e teórico musical, e Giulia Ammannati, cresceu em um ambiente que valorizava o pensamento crítico e o questionamento — traços que marcariam profundamente sua trajetória. Ingressou na Universidade de Pisa para estudar Medicina, mas logo voltou seu interesse para a Matemática e a Filosofia Natural.


Astrônomo, físico, matemático e engenheiro, Galileu tornou-se uma das figuras centrais da Revolução Científica, sendo frequentemente chamado de “pai da astronomia observacional”, “pai da física moderna” e “pai do método científico”. Em 1609, ao aperfeiçoar o telescópio, realizou descobertas que transformaram a compreensão do Universo: observou montanhas na Lua, identificou as quatro maiores luas de Júpiter (Io, Europa, Ganimedes e Calisto), estudou as manchas solares e comprovou as fases de Vênus, evidência que fortalecia o modelo heliocêntrico de Nicolau Copérnico.


Seus estudos sobre movimento e queda dos corpos estabeleceram bases fundamentais para a física clássica, influenciando diretamente Isaac Newton. Ao defender o heliocentrismo, entrou em conflito com a Igreja Católica e, em 1633, foi julgado pela Inquisição, sendo condenado à prisão domiciliar até sua morte, em 1642.


#GalileuGalilei #HistóriaDaCiência #RevoluçãoCientífica

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Machado de Assis

 

Machado de Assis. Neto de escravos alforriados, filho de pintor de paredes pardo e lavadeira portuguesa. 


Epilético, gago, pobre. Tinha tudo pra não dar certo no Brasil Imperial de 1839.


Aprendeu a ler sozinho, em tipografia onde trabalhava aos 13 anos. Catava tipos metálicos, montava palavras, decorava. 


Lia jornal velho que ia pro lixo. Estudou francês com padeiro francês em troca de ajudar na entrega de pães.


Aos 16, publicou primeiro poema. Aos 25, era jornalista respeitado. Aos 42, lançou "Memórias Póstumas de Brás Cubas", romance narrado por DEFUNTO, ironia demolidora contra elite brasileira, técnica narrativa que Europa só usaria décadas depois.


Críticos literários internacionais colocam Machado no mesmo nível de Flaubert, Dostoiévski e Henry James. Harold Bloom (maior crítico literário do século XX) disse: "Machado de Assis é gênio negligenciado, deveria ser lido mundialmente como Kafka."


Mas Brasil mal ensina. Escola força adolescente a ler "Dom Casmurro" como obrigação chata de vestibular. 


Não explica que Machado estava destruindo hipocrisia da sociedade brasileira com ironia tão afiada que passa despercebida em primeira leitura.


Ele fundou Academia Brasileira de Letras em 1897 e foi primeiro presidente. Escreveu 9 romances, 200 contos, 600 crônicas, 10 peças de teatro, crítica literária. 


Tudo isso trabalhando como funcionário público do Ministério da Agricultura pra sobreviver.


Casou com Carolina Xavier, portuguesa branca, numa época em que casamento inter-racial era escandaloso. 


Ela morreu em 1904. Machado nunca se recuperou. Escreveu poema "A Carolina" considerado um dos mais belos da língua portuguesa. Morreu quatro anos depois, 1908.


Brasil tinha 16 milhões de habitantes. 100.000 foram ao enterro. Maior funeral da história brasileira até então.


E hoje? Adolescente brasileiro reclama de ler Machado. Acha "chato". Prefere resumo na internet.


Machado provou que genialidade não precisa de berço. Precisa de fome intelectual, disciplina e coragem de olhar pra própria sociedade e dizer verdades que ninguém quer ouvir.


Neto de escravo que virou maior escritor do Brasil.


E a gente nem ensina direito nas escolas.


#MachadoDeAssis #LiteraturaB rasileira #HistóriaDoBrasil #GênioNacional #Superação

ORAÇÃO PARA ADORMECER NO COLO DE DEUS E ACORDAR COM VONTADE DE FELICIDADE

 


ORAÇÃO PARA ADORMECER NO COLO DE DEUS

E ACORDAR COM VONTADE DE FELICIDADE

“Senhor…

meus olhos estão molhados, cansados, querendo fechar.

Não luto contra isso.

Só peço que, enquanto adormeço,

o Senhor me segure pelas bordas da alma

e me embale nesse silêncio que cura.

Deita Tua mão sobre o meu peito,

acalma o que ainda corre dentro de mim,

desfaz o nó das preocupações

e sopra paz onde a noite deixou sombra.

Que eu adormeça em Ti,

sem medo, sem defesas, sem máscaras.

Que meu sono seja Teu colo.

Que meus sonhos sejam Tua respiração.

E quando a manhã chegar —

traz luz para onde a tristeza fez morada,

traz força para os músculos do espírito,

traz coragem para os passos.

Mas, acima de tudo,

traz disposição para viver a felicidade

que tantas vezes desejei

e tantas vezes adiei.

Acorda comigo, Deus.

Anda comigo nas primeiras horas.

Me ensina, devagar,

a receber o que sempre quis:

a alegria simples, possível, diária,

aquela que nasce quando a gente decide viver.

Eu te entrego minha noite,

e Te peço minha manhã de volta —

renovada, leve,

e cheia do brilho que perdi

mas que o Senhor nunca deixou de ver em mim.”

ORAÇÃO DO QUE AINDA PULSA



 ORAÇÃO DO QUE AINDA PULSA

“Deus…

hoje eu chego meio quebrado.

Carrego dores que já não sei onde começaram,

frustrações que finjo ter superado,

anseios que latejam como se fossem perguntas antigas demais…

e, mesmo assim, não morrem.

Eu trago também minhas esperanças —

essas teimosas —

que insistem em nascer mesmo quando o chão é árido.

E trago meus amores,

uns que me levantaram,

outros que me derrubaram,

e aqueles que ainda me confundem

porque a gente nunca sabe direito onde termina o amor

e onde começa o apego.

Eu tô cansado, Deus.

Não de Ti.

Mas desse peso apaixonado de existir.

Desse corpo que dói antes mesmo de eu lembrar por quê.

Desse coração que quer seguir,

mas tropeça nos próprios medos.

Hoje não quero respostas.

Quero colo.

Quero que o Senhor me veja sem que eu precise explicar.

Quero que toque o que há de mais amassado em mim

e, se der, ajeite só um pouquinho —

não tudo, só o que eu não consigo ajeitar sozinho.

Recebe também o que ainda pulsa:

a vontade de continuar,

a esperança que insiste,

o amor que resta,

e esse pedido meio rouco, meio cansado,

mas verdadeiro:

Fica comigo enquanto eu tento descansar.

E, se eu adormecer,

que o Senhor termine a oração por mim.”

ORAÇÃO EM FORMA DE SUSPIRO



 ORAÇÃO EM FORMA DE SUSPIRO

“Deus…

eu tô aqui meio torto, meio lento, quase caindo no sono.

Não vim com palavras bonitas, não vim com força —

vim só com o que sobrou de mim hoje.

Se o Senhor puder, encosta um pouco nesse meu cansaço,

senta ao meu lado como quem não exige nada,

como quem entende quando a alma está esfiapada.

Eu não quero prometer nada agora,

não tenho nem clareza pra isso.

Só queria que o Senhor respirasse comigo,

bem devagar, nesse ritmo de quem já não luta contra o sono.

Se eu dormir no meio da oração,

fica, por favor.

Porque talvez esse seja o jeito mais sincero

que eu tenho de estar Contigo agora.”