quarta-feira, 10 de junho de 2026

O médico dos pobres - da série Histórias Inspiradoras



 Ele nunca teve um carro. Nunca carregou um smartphone moderno. Passou a vida inteira em um pequeno apartamento apertado, usando roupas simples e gastas pelo tempo. Ainda assim, esse homem salvou mais vidas do que muitos grandes hospitais juntos.


Seu nome era Dr. Muhammad Mashali, mas milhões de pessoas no Egito e em outras partes do mundo o conheciam como o "Médico dos Pobres". Durante mais de cinquenta anos, ele percorreu as ruas de Tanta, no Delta do Nilo, dedicando cada minuto da sua existência a cuidar de quem mais precisava. Enquanto muitos buscavam riqueza e prestígio, ele escolheu servir à humanidade.


Todas as manhãs, seguia para sua modesta clínica, onde atendia até cinquenta pacientes por dia. Muitas vezes trabalhava mais de dez horas seguidas, sem descanso adequado. Para quem podia pagar, a consulta custava menos de um dólar. Para quem não tinha nada, o atendimento era totalmente gratuito. E quando a medicina já não conseguia oferecer respostas, ele tratava seus pacientes com algo igualmente poderoso: gentileza, empatia e respeito.


Essa missão nasceu de uma promessa. Formado com destaque em Medicina, em 1967, Mashali jamais esqueceu os sacrifícios feitos por seu pai, que abriu mão do próprio conforto e da própria saúde para garantir os estudos do filho. Após a morte dele, o jovem médico fez um voto diante de Deus: nunca cobraria de uma pessoa pobre por uma consulta. E cumpriu essa promessa até o último dia de vida.


Sua história acabou ultrapassando as fronteiras do Egito. Certa vez, um empresário do Golfo Pérsico decidiu recompensá-lo e lhe ofereceu um apartamento de luxo, um carro novo e vinte mil dólares em dinheiro. O médico agradeceu, mas recusou o conforto pessoal. Aceitou os recursos apenas para vender os bens e transformar tudo em equipamentos modernos para sua clínica e medicamentos gratuitos para seus pacientes. Quando perguntavam por que rejeitava uma vida mais confortável, ele respondia com simplicidade: "Não preciso de carro nem de roupas finas. Sou médico, e meu dever é cuidar de quem não tem nada."


Para ele, religião e posição social nunca importaram. Muçulmanos e cristãos coptas aguardavam lado a lado na fila de sua clínica. Dr. Mashali não enxergava crenças ou diferenças; enxergava seres humanos sofrendo e necessitando de ajuda.


Sua generosidade não conhecia limites. Ele doava seu tempo, sua energia e boa parte do que ganhava. Quando percebia que um paciente não teria condições de comprar os remédios prescritos, discretamente colocava dinheiro em seu bolso antes da despedida, garantindo que aquela pessoa pudesse sair dali direto para a farmácia.


Dr. Muhammad Mashali faleceu em 2020, aos 76 anos. Não deixou mansões, contas milionárias ou títulos grandiosos. Deixou algo muito mais valioso: um legado de compaixão, sacrifício e amor ao próximo.


Em um mundo que costuma medir o valor das pessoas pelo dinheiro e pelo status que possuem, esse médico humilde mostrou que a verdadeira grandeza não está naquilo que acumulamos, mas naquilo que somos capazes de oferecer aos outros.


Sua memória continua inspirando milhões de pessoas e prova que uma única vida dedicada ao próximo pode iluminar o mundo inteiro.

Harriet Glickman e Charlie Brown - da série Histórias Inspiradoras

 


Onze dias depois do assassinato de Martin Luther King Jr., uma professora decidiu fazer algo que parecia pequeno, mas que acabaria mudando uma das tirinhas mais famosas dos Estados Unidos.


Harriet Glickman, uma mãe e professora da Califórnia, escreveu uma carta para Charles Schulz, criador da turma do Snoopy e do Charlie Brown. Ela pediu que ele colocasse uma criança negra na história de Charlie Brown, Snoopy, Lucy e Linus. A tirinha já existia havia dezoito anos e, até então, nenhuma criança negra havia aparecido nela.


Schulz quase recusou. Ele tinha medo de que, sendo um homem branco, acabasse desenhando aquele personagem de forma errada, como se fosse pena ou condescendência. Mas Harriet não desistiu. Pediu permissão para mostrar a resposta dele a amigos negros, para que eles mesmos dissessem o que pensavam.


Um deles era Kenneth Kelly, engenheiro negro que trabalhava no programa Surveyor, responsável por levar sondas americanas à Lua. Kelly escreveu a Schulz dizendo que ver uma criança negra na turma do Snoopy e do Charlie Brown não seria ofensivo. Pelo contrário, poderia significar muito para milhares de crianças que nunca se viam representadas nas páginas dos jornais.


Ele deu um conselho simples: não transforme o menino em símbolo, herói ou lição de moral. Faça dele apenas uma criança comum. Alguém da turma. Alguém que simplesmente estivesse ali.


E foi isso que Schulz fez.


Em 31 de julho de 1968, Charlie Brown apareceu na praia procurando sua bola perdida. Um menino entrou na água, pegou a bola e devolveu para ele. Seu nome era Franklin. Os dois conversaram, brincaram e construíram um castelo de areia juntos. Não houve discurso. Não houve sermão. Apenas duas crianças dividindo uma tarde de verão.


A chegada de Franklin gerou muitas cartas de agradecimento, mas também incomodou algumas pessoas. Quando Schulz desenhou Franklin sentado na escola ao lado de uma menina branca, um editor do sul dos Estados Unidos reclamou. Disse que aceitava um personagem negro, mas não queria vê-lo estudando junto com crianças brancas.


Schulz não respondeu. Apenas continuou desenhando Franklin ali.


Longe dali, um menino negro de seis anos chamado Robb Armstrong viu Franklin nas tirinhas e pensou: "Ele é como eu." Robb havia perdido o irmão mais velho poucos dias antes e encontrou naquele personagem uma forma silenciosa de pertencimento. Mais tarde, ele se tornaria cartunista e criaria JumpStart, uma das tirinhas negras mais conhecidas dos Estados Unidos.


Décadas depois, Schulz percebeu que Franklin nunca tinha recebido um sobrenome. Então ligou para Robb Armstrong e pediu permissão para usar o seu. Robb aceitou imediatamente.


Foi assim que Franklin passou a se chamar Franklin Armstrong.


 Harriet Glickman morreu em 2020, aos 93 anos, na mesma casa onde havia escrito aquela carta em 1968. A carta hoje está preservada no Museu Charles M. Schulz. Na página, ainda aparece a data: 15 de abril de 1968.


Onze dias depois da morte de Dr. King, uma mulher comum sentou diante de uma máquina de escrever acreditando que talvez ninguém fosse ouvi-la.


Mas alguém ouviu.

Dia da Artilharia - 10 de junho



 A Artilharia de Campanha é o principal meio de apoio de fogo da Força Terrestre. Suas unidades e subunidades podem ser dotadas de canhões, obuses, foguetes ou mísseis. Tem por missão apoiar a arma-base pelo fogo, destruindo ou neutralizando os alvos que ameacem o êxito da operação. A artilharia antiaérea, componente terrestre da defesa aeroespacial ativa, realiza a defesa antiaérea de forças, instalações ou áreas. A artilharia de costa participa da defesa contra operações navais inimigas em áreas marítimas próximas ao litoral ou em águas interiores. Suas características são a precisão e a rapidez, para destruir ou neutralizar as instalações, os equipamentos e as tropas inimigas localizadas em profundidade no campo de batalha.

Atualmente, a Artilharia brasileira avança alicerçada por uma indústria de defesa nacional robusta e soberana, com o Programa Estratégico do Exército ASTROS-FOGOS, o desenvolvimento do Míssil Tático de Cruzeiro (MTC), bem como o aprimoramento da família de foguetes. Além disso, os radares SABER M60 e M200 são provas do avanço tecnológico brasileiro na Artilharia Antiaérea. O Sistema Digitalizado de Artilharia de Campanha (SISDAC), as VBC OAP M109 A5 + BR e o uso de Sistemas de Aeronaves Remotamente Pilotadas (SARP), como o MATRICE 300, recentemente incorporada ao Núcleo da Bateria de Busca de Alvos, em sinergia, conferem à Arma a capacidade de aquisição de alvos em tempo real, potencializando a precisão dos fogos no campo de batalha moderno


“É com fogo que se ganham as batalhas; logo, aumente sua Artilharia !” Frederico, o Grande

terça-feira, 9 de junho de 2026

Despojar-se de si



 "Os que encontram seu destino

e anseiam por realizá-lo

não desperdiçam nem tempo afagando o Tempo, nem passos percorrendo o Espaço. 


Em uma única curta vida eles podem abreviar éons e aniquilar estupendas vastidões.


Para isso, precisais estar despojados de tudo, para que o Tempo

e o Espaço não tenham domínio sobre vosso coração. 


Quanto mais possuirdes,

mais sereis possuídos. 

Quanto menos possuirdes,

menos sereis possuídos.


Sim, sede despojados de tudo, exceto da vossa Fé, de vosso Amor

e de vosso anseio por libertação através da Sagrada Compreensão."


Mikhail Naimy - "O Livro de Mirdad" 

Imagem: nvd9612, por Pixabay

segunda-feira, 8 de junho de 2026

O Beijo da Vida

 


O Beijo da Vida


Antes de julgar a cena, observe-a com atenção.


À primeira vista, muitos enxergam apenas dois homens abraçados no alto de um poste. Alguns podem até interpretar a fotografia de forma equivocada. Mas o que ela registra é algo muito maior: um dos mais impressionantes atos de coragem, amizade e amor ao próximo já capturados por uma câmera.


A imagem ficou conhecida como "O Beijo da Vida" e foi fotografada por Rocco Morabito em 1967. Nela aparecem os eletricistas Champion Randall e J.D. Thompson durante um trabalho de manutenção em uma rede elétrica.


Tudo parecia ser mais um dia comum de serviço. Porém, em um instante, a rotina transformou-se em tragédia. Champion acidentalmente entrou em contato com uma linha energizada e recebeu uma descarga superior a 4.000 volts. Para termos uma ideia da gravidade, uma cadeira elétrica utiliza aproximadamente metade dessa tensão. Seu coração parou imediatamente.


O que impediu sua queda foi apenas o cinturão de segurança preso ao poste.


Lá em cima, suspenso entre a vida e a morte, Champion já não respirava.


Foi então que seu companheiro de trabalho, J.D. Thompson, sem pensar em fama, reconhecimento ou riscos pessoais, escalou rapidamente até ele. Diante da impossibilidade de realizar uma reanimação completa naquela altura, começou a fazer respiração boca a boca, mantendo seus pulmões funcionando enquanto lutava contra o tempo.


Minutos que pareceram eternidade.


Quando finalmente percebeu um leve sinal de vida, Thompson soltou o arnês, colocou o colega sobre os ombros e iniciou a descida. No solo, com a ajuda de outros trabalhadores, continuou a reanimação até que a respiração e os batimentos cardíacos fossem gradualmente restabelecidos.


Champion sobreviveu.


Não apenas sobreviveu ao acidente. Ganhou mais 35 anos de vida. Faleceu apenas em 2002, aos 64 anos, por insuficiência cardíaca. Thompson, o homem que lhe devolveu a existência naquele dia, continuou sua caminhada carregando consigo uma história que o mundo jamais esqueceria.


A fotografia percorreu jornais em diversos países e recebeu o Prêmio Pulitzer em 1968. Mas seu verdadeiro valor não está na premiação.


Seu verdadeiro valor está naquilo que ela nos ensina.


Vivemos em uma época em que muitos acumulam contatos, seguidores e conhecidos. Entretanto, poucos possuem alguém que, diante da adversidade, permaneça ao seu lado quando tudo parece perdido.


Há pessoas que nos acompanham enquanto tudo vai bem.


E há aquelas que seguram nossa alma quando a vida nos deixa pendurados entre a esperança e o desespero.


Nem sempre o "beijo da vida" vem na forma de uma respiração boca a boca. Às vezes ele chega por meio de uma palavra de encorajamento, de uma visita inesperada, de uma oração silenciosa, de uma mão estendida ou simplesmente da presença de alguém que se recusa a nos abandonar.


Afinal, existem amigos que passam por nossa história.


E existem amigos que ajudam a escrever os capítulos que jamais teríamos conseguido viver sozinhos.


"Em todo tempo ama o amigo, e na angústia nasce o irmão." (Provérbios 17:17)

O que mais me chama a atenção nessa fotografia é que ela desmonta uma ilusão muito comum: a ideia de que heroísmo sempre acontece em grandes palcos. Na verdade, os atos mais extraordinários costumam ocorrer longe das câmeras, quando alguém decide não desistir de outra pessoa.

Talvez seja por isso que a imagem continue tão impactante décadas depois. Ela não fala apenas de eletricidade, acidentes ou primeiros socorros. Fala de responsabilidade humana. Fala daquele instante em que a vida de alguém passa a depender da coragem de outro.

E, pensando bem, todos nós já fomos um pouco Champion e um pouco Thompson.

Em alguns momentos, fomos nós que ficamos suspensos entre a esperança e o desânimo, precisando que alguém nos devolvesse o fôlego para continuar. Em outros, fomos chamados a sustentar quem estava prestes a cair.

A vida tem dessas ironias bonitas: ninguém atravessa a existência sozinho. Sobrevivemos graças às pessoas que, em determinados momentos, se recusaram a nos deixar partir.

Uma fotografia premiada registra um segundo.

Uma amizade verdadeira pode salvar uma vida inteira.

Abilio Machado 🌿📖

domingo, 7 de junho de 2026

Eu Não Quero Que Meu Filho Apenas Acredite. Quero Que Ele Saiba Por Que Acredita.


Eu Não Quero Que Meu Filho Apenas Acredite. Quero Que Ele Saiba Por Que Acredita.
Por Abilio Machado 

Foi numa noite de sábado, depois de uma reunião do quórum de élderes, que ouvi uma história que não saiu mais da minha cabeça.

Um irmão da Igreja contou sobre um jovem que havia crescido no evangelho. Frequentou a Primária, participou do Seminário, serviu em chamados, conhecia escrituras de cor e sempre parecia ter um testemunho firme.

Então veio a faculdade.

Vieram as perguntas.

Vieram os professores, os colegas, os vídeos na internet, os influenciadores ateus e os discursos que pareciam intelectualmente sofisticados.

Pouco tempo depois, aquele rapaz já não sabia mais no que acreditava.

Naquela noite, ao chegar em casa, encontrei meu filho Caio sentado à mesa, estudando sua lição do Seminário.

Observei-o por alguns minutos.

Ele conhecia histórias.

Conhecia personagens.

Conhecia acontecimentos.

Mas uma pergunta me inquietou:

"Será que ele sabe por que acredita?"

Sentei-me ao seu lado.

— Caio, por que você acredita que Jesus Cristo vive?

Ele respondeu rapidamente:

— Porque a Bíblia ensina isso.

— E como sabemos que a Bíblia é confiável?

Ele pensou.

Ficou em silêncio.

Então perguntei:

— E por que você acredita que o Livro de Mórmon é verdadeiro?

A resposta veio ainda mais tímida:

— Porque o profeta disse...

Novamente o silêncio.

Naquele instante percebi algo importante.

Meu filho conhecia muitas respostas.

Mas não conhecia as razões por trás delas.

E talvez a culpa não fosse dele.

Talvez fosse minha.

Talvez eu tivesse ensinado o "o quê", mas não o "porquê".

Durante anos enfatizamos a memorização de histórias sagradas.

Mas nem sempre ensinamos nossos filhos a refletir sobre as evidências, a lógica, a história e os testemunhos que sustentam essas verdades.

Comecei então a estudar com mais profundidade.

Voltei aos Evangelhos.

Voltei às epístolas.

Voltei ao Livro de Mórmon.

E descobri algo extraordinário.

A fé restaurada não pede que abandonemos a razão.

Ela convida a razão a caminhar junto com a revelação.

Quando lemos os Evangelhos, encontramos testemunhas oculares de Cristo.

Quando estudamos o Livro de Mórmon, encontramos outro testemunho de Jesus Cristo.

A Bíblia declara:

"Na boca de duas ou três testemunhas toda palavra será estabelecida."

E o Livro de Mórmon cumpre exatamente esse princípio.

Ele não substitui a Bíblia.

Ele a fortalece.

Ele confirma que Jesus nasceu, viveu, morreu e ressuscitou.

Ele testifica que Cristo fala a todos os povos.

Ele reafirma doutrinas fundamentais da Expiação, do arrependimento, da graça e da salvação.

Alguns perguntam:

"Como sabemos que o Livro de Mórmon não foi alterado ao longo do tempo?"

A mesma pergunta é feita sobre a Bíblia.

E a resposta é semelhante.

Nenhum livro sagrado é aceito apenas porque alguém o declarou verdadeiro.

Ele é examinado.

Estudado.

Comparado.

Testado.

Mas, acima de tudo, existe um convite único feito pelo próprio Livro de Mórmon:

Ler.

Refletir.

E perguntar sinceramente a Deus.

Milhões de pessoas ao redor do mundo afirmam ter recebido essa confirmação espiritual.

Eu sou uma delas.

Meu filho precisa conhecer isso.

Não apenas repetir isso.

Precisa compreender por que acredita.

Precisa entender por que a Expiação era necessária.

Por que a Ressurreição muda tudo.

Por que Cristo não é apenas um mestre moral.

Por que a Restauração faz sentido.

Por que profetas modernos são importantes.

Por que a revelação continua.

E também precisa conhecer os questionamentos que encontrará.

Karl Marx criticou a religião como instrumento social.

Friedrich Engels questionou instituições tradicionais.

Vladimir Lenin promoveu o materialismo ateu.

Alexandra Kollontai defendia transformações radicais na estrutura familiar.

Antonio Gramsci analisou a influência cultural das instituições religiosas.

Esses autores fazem parte da história do pensamento humano.

Devem ser estudados.

Mas não temidos.

A fé verdadeira não teme perguntas.

A fé verdadeira cresce quando é examinada.

Meu receio nunca foi que Caio encontrasse ideias diferentes.

Meu receio era que ele as encontrasse sem estar preparado para pensar.

Porque o problema não é uma pergunta difícil.

O problema é nunca ter aprendido a raciocinar sobre a própria fé.

Foi então que mudamos nossa rotina.

Começamos a estudar os Evangelhos juntos.

Não apenas ler.

Estudar.

Questionar.

Pesquisar.

Refletir.

Passamos a dar mais atenção ao Seminário.

Não como uma obrigação.

Mas como uma oportunidade.

Ali, os jovens têm contato diário com as escrituras, com a história sagrada e com princípios que os ajudarão quando chegarem à universidade, ao mercado de trabalho e aos desafios da vida adulta.

Hoje nossas conversas são diferentes.

Caio faz perguntas.

Muitas perguntas.

E isso me alegra.

Porque perguntas sinceras são sinais de crescimento.

Prefiro um filho que questione para compreender do que um filho que apenas repita sem entender.

O testemunho não é construído apenas pela emoção.

Nem apenas pelo intelecto.

É construído quando mente, coração e Espírito caminham juntos.

Meu desejo não é que Caio vença debates.

Meu desejo é que ele conheça Jesus Cristo.

Mas para permanecer firme em um mundo cheio de vozes conflitantes, ele precisará de mais do que frases prontas.

Precisará conhecer as escrituras.

Precisará estudar os Evangelhos.

Precisará compreender o Livro de Mórmon.

Precisará desenvolver um testemunho próprio.

Porque um dia eu não estarei ao seu lado para responder às perguntas.

Mas espero que, quando esse dia chegar, ele saiba não apenas no que acredita.

Espero que saiba por que acredita.

E que sua fé esteja edificada sobre a rocha que é Jesus Cristo, e não sobre a areia das opiniões passageiras deste mundo.

sábado, 6 de junho de 2026

6 de Junho – Dia D: Quando a Liberdade Desembarcou na Normandia



 6 de Junho – Dia D: Quando a Liberdade Desembarcou na Normandia


Um país sem memória é um país sem história. E uma nação que esquece os sacrifícios do passado corre o risco de repetir os erros que um dia custaram sangue, lágrimas e vidas.


Neste 6 de junho, recordamos o Dia D, marco decisivo da Segunda Guerra Mundial. Em 1944, nas praias da Normandia, teve início a Operação Overlord, a maior invasão anfíbia da história militar. Ainda antes do amanhecer, milhares de jovens atravessaram o Canal da Mancha em direção a um destino incerto. Muitos jamais voltariam para casa.



Não eram apenas soldados. Eram filhos, irmãos, amigos e pais. Rapazes que trocaram os sonhos da juventude pelo dever de enfrentar um dos regimes mais cruéis que a humanidade já conheceu. O nazismo não surgiu da noite para o dia. Cresceu lentamente, alimentado pela intolerância, pelo fanatismo e pela indiferença. Quando o mundo percebeu toda a extensão de sua violência, grande parte da Europa já havia sido mergulhada na dor, na perseguição e na destruição.



O desembarque na Normandia representou muito mais do que uma manobra militar. Foi a demonstração de que a liberdade exige coragem, de que a paz precisa ser defendida e de que a responsabilidade diante do mal não pode ser terceirizada. Aquelas praias tornaram-se um símbolo da determinação humana de resistir à tirania.



O Brasil também escreveu seu capítulo nessa história. A participação da Força Expedicionária Brasileira nos campos da Itália mostrou ao mundo que nossa pátria possui garra, disciplina, responsabilidade e espírito de sacrifício. Nossos pracinhas honraram a bandeira nacional e provaram que a defesa dos valores humanos não conhece fronteiras.



Hoje, minha continência é dirigida a esses meninos gigantes que tombaram em nome da liberdade. Homens comuns que realizaram feitos extraordinários. Creio ser acompanhado nesse gesto por todos os integrantes do Pelotão de Segurança CIEx 84.



Que a salva de tiros em sua homenagem não represente apenas o som das armas, mas o eco da gratidão de gerações inteiras. Que cada disparo simbolize a honra, o respeito e a memória daqueles que, mesmo diante do medo, avançaram. E que a bandeira desfraldada ao vento continue lembrando que a liberdade possui um preço, pago muitas vezes por aqueles cujos nomes a história nem sempre registra, mas cujo sacrifício jamais deve ser esquecido.



Aos heróis da Normandia, aos pracinhas brasileiros e a todos os combatentes que enfrentaram a escuridão para que outros pudessem viver em liberdade: nossa eterna continência.


"Os homens morrem. As gerações passam. Mas o dever cumprido e a honra conquistada permanecem para sempre na memória das nações." - Abilio Machado