sábado, 8 de agosto de 2026

A DEGOLA NA REVOLUÇÃO FEDERALISTA: O CAPÍTULO MAIS SOMBRIO DA GUERRA CIVIL BRASILEIRA

 

⚔️🩸 A DEGOLA NA REVOLUÇÃO FEDERALISTA: O CAPÍTULO MAIS SOMBRIO DA GUERRA CIVIL BRASILEIRA


Quando se fala nas guerras que marcaram a formação da República, poucos brasileiros conhecem um dos episódios mais brutais da nossa história: a prática da degola durante a Revolução Federalista (1893–1895). Esse conflito, que devastou principalmente o Sul do Brasil, deixou milhares de mortos e revelou um nível de violência raramente lembrado nos livros escolares.


A Revolução Federalista teve início no Rio Grande do Sul em 1893, colocando frente a frente os federalistas, conhecidos como maragatos, e os republicanos legalistas, apelidados de pica-paus, apoiadores do governo estadual de Júlio de Castilhos e, posteriormente, do presidente Floriano Peixoto.


Embora o conflito tivesse motivações políticas e militares, rapidamente assumiu características de uma guerra civil. As batalhas eram travadas em áreas rurais, pequenas cidades e campos abertos, muitas vezes sem a estrutura necessária para manter prisioneiros de guerra.


Foi nesse contexto que surgiu uma das práticas mais cruéis do conflito: a execução de prisioneiros por degola. O método consistia em cortar a garganta do capturado com arma branca, normalmente facões ou facas. Além de eliminar rapidamente os prisioneiros, a prática também tinha o objetivo de intimidar o adversário.


A documentação histórica demonstra que não há consenso entre os historiadores sobre o número exato de vítimas, mas há amplo reconhecimento de que a degola foi utilizada durante o conflito. Estudos também indicam que episódios dessa natureza ocorreram em diferentes momentos da guerra e envolveram combatentes de ambos os lados, ainda que existam divergências sobre a frequência, a escala e as responsabilidades específicas em cada caso.


Relatórios militares, correspondências da época, jornais do final do século XIX e memórias de participantes registram cenas de extrema violência. Em diversas localidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, famílias inteiras testemunharam os efeitos da guerra. Muitas comunidades permaneceram marcadas por décadas.


A brutalidade atingiu seu auge durante algumas campanhas militares, especialmente após combates em que havia grande número de prisioneiros. Em vez de serem encaminhados à custódia, muitos eram executados sumariamente. Essas ações alimentavam um ciclo de vingança, fazendo com que novas represálias fossem cometidas.


Os impactos humanos foram devastadores. Estima-se que a Revolução Federalista tenha provocado milhares de mortes, além da destruição de propriedades, deslocamento de populações e grave crise econômica nas regiões afetadas. A violência do conflito contribuiu para consolidar a autoridade do governo federal, mas deixou profundas cicatrizes sociais.


Hoje, a historiografia busca compreender esses acontecimentos com base em documentos e evidências, evitando interpretações simplificadas. O estudo da degola durante a Revolução Federalista não tem o objetivo de glorificar a violência, mas de compreender como conflitos políticos podem evoluir para tragédias humanas quando o respeito às normas de guerra desaparece.


Conhecer esse capítulo da história brasileira é fundamental para entender os desafios enfrentados na consolidação da República e para preservar a memória das vítimas de um dos conflitos internos mais sangrentos do país.


📚 Fontes consultadas: Arquivo Nacional, Biblioteca Nacional, Atlas Histórico do Brasil (FGV), documentação militar da Primeira República e obras clássicas da historiografia sobre a Revolução Federalista.


👉 Você já conhecia esse episódio da história do Brasil? Acredita que acontecimentos como esse deveriam receber mais espaço nos livros escolares?


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sexta-feira, 7 de agosto de 2026

O CERCO DA LAPA: A BATALHA QUE MUDOU O DESTINO DA REPÚBLICA BRASILEIRA



 🇧🇷⚔️ O CERCO DA LAPA: A BATALHA QUE MUDOU O DESTINO DA REPÚBLICA BRASILEIRA


Poucos brasileiros conhecem a história do Cerco da Lapa, um dos episódios militares mais importantes da Primeira República. Embora raramente apareça nos livros escolares com o destaque que merece, essa resistência influenciou diretamente o desfecho da Revolução Federalista e ajudou a impedir que forças rebeldes chegassem à então capital da República.


Em janeiro de 1894, o Brasil vivia um dos momentos mais turbulentos de sua história. A Revolução Federalista, iniciada no Rio Grande do Sul em 1893, já havia ultrapassado as fronteiras gaúchas. Os federalistas, conhecidos como maragatos, avançavam pelo Sul do país aliados aos remanescentes da Revolta da Armada, com o objetivo de derrubar o governo do presidente Floriano Peixoto.


No caminho até Curitiba estava a pequena cidade da Lapa, no Paraná. Seu valor militar era enorme: quem controlasse a cidade teria uma importante rota para avançar rumo ao restante do país.


Foi então que cerca de 600 defensores, liderados pelo general Antônio Ernesto Gomes Carneiro, decidiram resistir ao avanço de milhares de combatentes federalistas. Mesmo em inferioridade numérica, enfrentando escassez de munição, alimentos e medicamentos, recusaram-se a entregar a posição.


Durante aproximadamente 26 dias, a cidade permaneceu cercada. Bombardeios constantes, combates urbanos e doenças enfraqueciam diariamente os defensores. O próprio general Gomes Carneiro foi gravemente ferido, mas continuou comandando a resistência até seus últimos dias, tornando-se um dos símbolos do Exército Brasileiro.


Militarmente, a Lapa acabou sendo ocupada. Porém, estrategicamente, os defensores alcançaram seu objetivo: atrasaram o avanço dos federalistas pelo tempo necessário para que o governo reorganizasse suas forças e enviasse reforços ao Sul. Esse atraso alterou o rumo da campanha militar.


Após o fracasso da ofensiva sobre Curitiba, a iniciativa dos revoltosos perdeu força. Nos meses seguintes, as tropas governistas recuperaram terreno, e a Revolução Federalista caminhou para sua derrota definitiva em 1895.


O conflito, entretanto, deixou marcas profundas. A guerra civil foi uma das mais sangrentas da história republicana brasileira, com milhares de mortos. Em diversas regiões ocorreram execuções sumárias de prisioneiros por ambos os lados, prática conhecida como degola, um dos capítulos mais violentos daquele período.


O Cerco da Lapa permanece como um exemplo de como uma pequena cidade e um reduzido grupo de soldados puderam influenciar acontecimentos nacionais. Até hoje, monumentos, documentos militares e estudos históricos preservam a memória daqueles dias em que o destino da República esteve em jogo.

"O povo brasileiro precisa valorizar mais a história do Brasil. Nossa história é nova tem pouco mais de 500 anos, e com certeza existe muitos documentos que falam do Brasil. Dá nossa existência, da nossa colonização e como chegamos onde chegamos. Se houve injustiça pelo caminho ou não, faz parte da nossa história, da nossa existência e tem sim que ser contada."

"Conheci a cidade de Lapa Pr onde em seus museus estão Guardados o acervo dessa Revolução...muito interessante....

Lá também tem um panteão que guarda os restos mortais dos heróis que tombaram nessa Revolução...

Conhecida como a Revolução da degola..."

📚 Fontes utilizadas: Atlas Histórico do Brasil (FGV), documentação da Primeira República, historiografia sobre a Revolução Federalista e estudos militares brasileiros.


👉 Você já conhecia essa batalha? Na sua opinião, por que episódios como o Cerco da Lapa aparecem tão pouco nos livros de História?


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Também crônicas sobre espiritualidade, psicologia, teologia, sexualidade e curiosidades políticas e culturais.

_Abilio Machado.

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

O céu fala no silêncio



 **Há momentos em que o céu fala em silêncio… e a alma nunca mais esquece.**


Ao olhar para esta imagem, o meu coração voltou a uma das experiências espirituais mais sagradas que vivi quando servia como missionário de tempo integral.


Naquela época, eu estava a preparar o sacramento. Antes de começar, fiz uma oração sincera, pedindo ao Senhor que me ajudasse a preparar tudo com reverência, amor e dignidade.


Para nós, o sacramento é algo santo. É o momento em que recordamos Jesus Cristo, o Seu sacrifício, o Seu corpo, o Seu sangue e os convénios sagrados que fizemos com Ele no batismo.


Enquanto eu preparava tudo com cuidado, em silêncio e profunda reverência, algo aconteceu.


Uma voz sussurrou de forma tão delicada, tão suave e tão real:


**“Fazei isto em memória de Mim.

Este é o Meu corpo.

Este é o Meu sangue.”**


Naquele momento, pensei que tivesse sido o meu companheiro a falar comigo. Levantei o rosto, olhei para um lado, depois para o outro… mas não havia ninguém ali.


Foi uma experiência única. Real. Sagrada. Um daqueles momentos que ficam gravados para sempre na alma.


Naquele instante, senti que o céu estava perto. Senti que Jesus Cristo vive. Senti que Ele conhece os Seus servos, que Ele vê os nossos atos de fé, mesmo os mais simples, quando são feitos com amor e reverência.


Hoje, presto o meu testemunho com todo o meu coração:


**Jesus Cristo vive.

Ele é real.

Ele ama-nos.

Ele conhece-nos pelo nome.

Ele deu o Seu corpo e o Seu sangue por nós.

E o sacramento é um convite santo para nunca nos esquecermos Dele.**


Eu amo o meu Salvador de todo o meu coração.

Sou grato pelo Seu sacrifício, pela Sua misericórdia e pela Sua presença na minha vida.


Em nome de Jesus Cristo, amém.


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sábado, 1 de agosto de 2026

As forças armadas como alvo de ataques nas redes sociais.

 


Após o término do governo de Jair Bolsonaro e o esvaziamento dos acampamentos em frente aos quartéis, as Forças Armadas brasileiras passaram a ser alvo de ataques sistemáticos nas redes sociais. Perfis oficiais do Exército Brasileiro em plataformas como o X e o Instagram, outrora elogiados por determinados grupos políticos, registram hoje uma enxurrada contínua de comentários negativos. Essa hostilidade digital partiu de setores que exigiam uma intervenção militar no país e que se frustraram intensamente com a ausência de apoio para uma ruptura institucional.


A mudança drástica de comportamento ocorreu porque a corporação manteve o seu papel estritamente constitucional, negando-se a endossar qualquer tipo de golpe de Estado. Nas caixas de respostas das publicações — que rotineiramente tratam apenas de atividades militares, datas comemorativas e campanhas institucionais —, internautas acusam frequentemente os oficiais de omissão e os chamam de "covardes". Há também o uso recorrente de deboches, ofensas diretas ao alto comando e imagens depreciativas, refletindo o forte ressentimento daqueles que acreditavam que o Exército agiria para reverter o resultado eleitoral.


O volume dessas interações agressivas criou um cenário de tensão constante, exigindo inclusive que a instituição adotasse regras de moderação mais rígidas para tentar conter mensagens de ódio e a incitação à violência nos seus canais oficiais. Embora a missão primordial das Forças Armadas seja a defesa da soberania nacional, a proteção das fronteiras e a garantia do Estado Democrático de Direito, o ambiente virtual transformou-se em um foco de desgaste diário. A corporação militar lida agora com a radicalização de uma parcela da sociedade que continua a cobrar posturas que ferem a legalidade.

Como já disse:_Vivi para ver veteranos, colegas, chamando o exército brasileiro de melancias e isso me dói profundamente. Pois demonstram que não aprenderam o que é ser e pertencer ao exército e as outras armas.


Nota: Imagens geradas por Inteligência Artificial para fins ilustrativos.


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quinta-feira, 30 de julho de 2026

O relógio

 


O Relógio


Um fazendeiro descobriu que tinha perdido o relógio no celeiro. Muito valioso e de grande valor sentimental.

Após extensa procura em vão, ele recorreu à ajuda de um grupo de crianças e prometeu uma valiosa recompensa para quem encontrasse o seu relógio.

Quando o fazendeiro estava prestes a desistir, um menino lhe pediu uma chance para tentar, já que todos os outros não conseguiram. Porque não?

Seria uma tentativa a mais.

Então, o fazendeiro autorizou o menino a entrar no celeiro .

Depois de um tempo, o menino saiu com o relógio em sua mão.!!! Todos ficaram espantados. Então perguntei; Como conseguiu encontrar?? 

O menino respondeu: Eu não fiz nada a não ser ficar sentado no chão escutando.

No silêncio, eu escutei o tique - taque do relógio e apenas olhei para a direção certa .

Uma mente em Paz pode pensar melhor do que uma mente confusa.

Dê alguns minutos de silêncio à sua mente todos os dias, pois assim você ouvirá a voz de seu interior ( Deus) que te conduzirá na direção certa e lhe ajuda a definir a sua vida!


#orelogio

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quarta-feira, 29 de julho de 2026

Vincent Van Gogh 29 de julho de 1890

 


Hoje na História:

Em 29 de julho de 1890 morre VINCENT VAN GOGH em Auvers sur Oise 🌻 

A instabilidade mental de Vincent Van Gogh chegou ao final de julho de 1890. No domingo, 27 de julho de 1890, num campo atrás do castelo onde pintou talvez uma tela final, enquanto levou consigo o seu material de pintura, disparou um revólver no peito (para apontar ao coração) ou no abdômen.

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Voltando cambaleante ao albergue Ravoux, ele vai direto para o seu quarto. Seus gemidos chamam a atenção do hospedeiro Arthur Ravoux que o descobre ferido: ele traz o Dr. Gachet, que lhe faz uma bandagem sumária (uma cirurgia é impossível dado o estado da medicina naquela altura) e apressa-o em avisar a Theo van Gogh em Paris.



Vincent van Gogh morre dois dias depois, aos 37 anos, com o seu irmão Theo ao lado da cama.

Theo, com quem tem trocado correspondência desde 1872, encontra no seu bolso a sua última carta.

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Van Gogh vendeu apenas um quadro em vida... enquanto contava cerca de 2000 obras entre suas telas, desenhos e esboços..

O quarto de alguns metros quadrados pode ser visto no albergue onde ele estava hospedado.

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Uma cama de ferro, uma cadeira, um armário pequeno, um vaso... No topo de uma escada de madeira... ( tudo foi restaurado e preservado)

A emoção quando se chega em frente à porta do quarto é grande.



Seu túmulo fica ao lado do túmulo do seu irmão Theo graças à iniciativa de sua esposa que quis unir os dois irmãos para a eternidade 🌻🌻🌻

#abiliomachadoartes

Oração desta tarde

 

Me prostei ao chão de joelhos em oração nesta tarde, orei pelo meu passado e por todos aqueles que de alguma maneira tocaram minha Alma, seja de forma bondosa ou seja de forma desonesta e má... orei pelo meu presente, por todos que tem me tocado de alguma maneira, que têm deixado em mim suas marcas, cada uma delas é construção de minhas memórias... orei pelo meu, pelo seu, pelo nosso futuro, que cada ato, cada pensar, cada abrir de asas seja abençoado, que monha gratidão e perdão pelo passado ssejam aceitos, que meu parecer hoje seja absorvido é transformado em.energia para mim e para aqueles que me cercam... espero que apreciem o meu esforço de ter sido um bom filho, um bom amigo, um bom esposo, um bom pai. Sei que não é nada fácil, mas tenho tentado e que estas orações ajudem a acalmar as tempestades e ajudem a abrir o sol....

#abiliomachado