sábado, 18 de abril de 2026

Tudo exige...

 


Tudo exige...


E quase tudo que exige... também ensina.


Acordar cedo pesa, mas ter um propósito é raro.


Lidar com pessoas desgasta, mas ter vínculos é riqueza.


Resolver problemas cansa, mas é sinal de que estamos vivos e em movimento.


O que muitas vezes chamamos de fardo, ontem era sonho.


A vida não vai parar de cobrar, mas podemos mudar a forma como respondemos.


Entre o cansaço e a gratidão, existe um olhar possível:


o que reconhece o valor das pequenas conquistas.


Nem sempre será fácil, mas pode ser mais leve quando lembramos do quanto já caminhamos.


A rotina só vira prisão quando esquecemos que ela também é abrigo. E o esforço só pesa demais quando deixamos de enxergar o sentido por trás dele.

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Hoje! Dia da Voz e do Sacerdócio



Hoje dia do sacerdócio e da voz.

Cada um de nós o possuímos, desde nosso batismo cristão, como dizia um velho que conheci: _ ah se soubessem deste poder que possuem o mundo não adoeceria tanto.

Que hoje, seja seu dia em olhar para si e tomar deste conhecimento de que suas palavras podem elevar e podem destruir, e além disso saber que toda a energia propagada ao universo irá retornar igual ou maior do que como foi lançada, então emane boas palavras, nos pensamentos, pois tudo isso são energias produzidas por você,  

Que está dádiva sacerdotal que é inerente ao teu espírito seja usada para abençoar teus passos, teu trabalho, tua família e teus amigos.

Se não for para falar ou fazer o bem , se cale. Se não for para alegrar o seu redor fica quieto.

Sua energia é como a pedra lançada ao lago...poderá produzir belas ondas ou causar um tsunami, então contenha sua pedra, use sua H do SPECH.

Luz, harmonia e chakras livres de limitações para sua jornada.


#ensinamentosdopapainoel

O marido de Maria



 Era ainda de manhã, Maria ouviu alguém entrando em casa e para sua surpresa, era o seu marido. Ela não o esperava pois sabia que estava em viagem pelo Brasil, com seu caminhão.

E também por estarem brigados... 

- E suas coisas? Pergunta ela

- Não trouxe, só vim falar contigo. 

Ela ficou surpresa já que antes tinham discutido e passado vários dias sem se falar.

- O que você quer conversar?

- Só vim dizer que apesar de termos tido nossas diferenças, eu te amo e esses dias que estivemos brigados eu quis te ligar umas mil vezes, mas o meu orgulho foi mais forte e não me deixou. 

Gostaria que me perdoasse.

Ela mudou a feição e acariciou sua mão. 

- Eu também te amo, e quero que saiba que o meu amor por você é muito grande, mas eu deixei que a raiva e o orgulho fossem uma prioridade.

Respondeu ela. 

Ele continuou dizendo

- Você e os nossos filhos são as coisas mais importante que tenho. 

Ele lhe deu um terno beijo na testa,

e terminou dizendo...

- Sempre vou estar contigo aconteça o que acontecer. Vou tomar um banho e depois tenho de ir, mas desta vez a viagem será um pouco mais longa.

Enquanto ela ouvia o som da água do chuveiro, tocou o telefone.

- Bom dia, procuro a senhora Maria. 

- Sim, está falando com ela, em que posso ajudar?

- Senhora, estou ligando para informá-la que o seu marido teve um acidente grave e veio a falecer. 

- Deve haver algum engano, o meu marido está em casa, foi agora mesmo tomar um banho para seguir viagem. 

- Minha senhora, lamentamos a sua dor mas não há engano nenhum, é realmente o seu marido.

- Deixe eu chamá-lo para que desfaça esta confusão. 

Ela correu para o banheiro e procurou em cada canto da casa e não o encontrou, um silêncio invadiu a sua alma e um arrepio percorreu o seu corpo e ai percebeu que ele apenas veio despedir-se e que já não ia mais voltar. 

Nunca saia de casa com raiva de quem ama, pode ser a última vez que você veja essa pessoa, por isso beije, abrace e ame como se fosse a última vez!!!

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Há uma ironia silenciosa na palavra “paciente”.

   

 

Estava conversando com minha amiga Katia e falávamos sobre espera para exames, morosidade principalmente na área da saúde, falei a ela: Por isso nos chamam de pacientes. E assim surge esta crônica.

Há uma ironia silenciosa na palavra “paciente”. 

Ela nasce do latim patiens, aquele que sofre, aquele que suporta. Não se refere, originalmente, à virtude da calma, mas à condição de quem atravessa algo — uma dor, um processo, uma espera. Ainda assim, no cotidiano dos serviços de saúde, o termo parece ganhar uma camada quase cruel de sentido: o paciente não apenas sofre, ele também precisa aprender a esperar.

Filas longas, diagnósticos adiados, retornos distantes… o sistema, muitas vezes, ensina à força uma paciência que não foi escolhida, mas imposta. Como se, além da dor física ou emocional, houvesse um rito silencioso de resistência: suportar o tempo lento das instituições.

Mas talvez seja justamente aí que a palavra revele sua ambiguidade mais profunda. O paciente não é apenas alguém que espera — é alguém que atravessa. E, nesse atravessar, há algo de humano, de vulnerável, mas também de potência. Porque mesmo na espera, há vida acontecendo, há sentido sendo construído.

No fim, ser paciente não deveria significar resignar-se à demora, mas reconhecer a dignidade de quem está em processo. A saúde, afinal, não deveria exigir paciência — deveria oferecer cuidado.

domingo, 5 de abril de 2026

Eu e a páscoa...

 


Nesta Páscoa, meu coração se volta não apenas para um sentimento de recomeço, mas para a profundidade daquilo que sustenta a minha fé.


A celebração que hoje vivo como cristão tem raízes antigas, na Pessach, quando Deus libertou o povo de Israel da escravidão no Egito. Ali, o sangue do cordeiro marcou portas — e marcou também o início de uma história de redenção, cuidado e promessa.


Para mim, como cristão, essa história não termina ali — ela encontra seu cumprimento em Jesus Cristo.


Ele é o Cordeiro que tira o pecado do mundo.

Ele é a libertação que vai além do físico — alcança a alma.

Ele é a prova de que Deus não apenas liberta… Ele transforma, restaura e dá vida eterna.


Entre estudos, ensaios e o som do meu violoncelo preenchendo o silêncio, percebo que cada recomeço que vivo carrega esse significado mais profundo: não é apenas sobre tentar de novo — é sobre viver a nova vida que me foi dada em Cristo.


Mesmo longe do Brasil, construindo meu caminho aqui, minha fé me lembra todos os dias de onde vem minha verdadeira identidade e esperança.


A Páscoa me ensina que Deus sempre esteve escrevendo uma única história — da libertação no Egito à cruz, da promessa ao cumprimento.


E essa história continua em nós.

Adquira meu e-book Páscoa a verdadeira história da Páscoa contada por Coelhobaldo Orelhas... De 30,00 por apenas 14,99. Saiba de curiosidade, história, culturas, celebrações, receitas e muita espiritualidade.

Feliz Páscoa! ✝️✨




sábado, 4 de abril de 2026

Evolução do paciente de 33 anos.

 


Paciente masculino, aproximadamente 33 anos, submetido previamente a flagelação severa, compatível com múltiplas lesões lacerocontusas dorsais e perda sanguínea significativa, membros superiores e inferiores fixados a estrutura de madeira por meio de perfuração transfixante.

Hipovolemia secundária à hemorragia prévia (flagelação e perfurações);

Dor intensa e estresse fisiológico extremo;

Comprometimento ventilatório progressivo, devido à posição forçada de abdução e elevação dos membros superiores, dificultando a expansão torácica;

Evolução para insuficiência respiratória;

Possível acidose metabólica e respiratória combinadas; apresenta saída de sangue e líquido seroso nas perfuração torácica que se associam a derrame pleural e/ou pericárdio,

Choque hipovolêmico e/ou distributivo, 

Evoluiu l para colapso cardiorrespiratório.

C4 no local.

 Provável causa morte; insuficiência respiratória aguda associada a choque hipovolêmico traumático, culminando em PCR.

Aos olhos humanos, o quadro era irreversível. A vida esvaía-se em meio à perda de sangue, ao colapso das forças e ao silêncio que precede a morte. Após longa agonia, foi declarado morto. Seu corpo foi colocado no sepulcro. A pedra foi selada. A esperança de muitos parecia ter sido enterrada junto com Ele.


Contudo, ao terceiro dia, algo extraordinário aconteceu.


O túmulo estava vazio.


Relatos começaram a surgir: Ele foi visto vivo. Não como antes, mas glorificado. Aquele que havia sido ferido estava de pé. Aquele que fora humilhado agora manifestava vitória. A morte, que parecia definitiva, fora vencida.


Seu nome: Jesus Cristo de Nazaré.

Sábado Santo: o silêncio que também testemunha

 


Sábado Santo: o silêncio que também testemunha

Há um dia que não grita.

Não há cruz erguida, nem pedra removida.

Não há multidão, nem milagre aparente.

Há apenas o silêncio.

Um sábado de vigília...

Onde os discípulos ficam vigilantes ao Senhor Jesus.

O Sábado Santo é o dia mais difícil para a alma apressada.

Porque nele, Deus parece ausente.

Parece que todo o ser se recondiciona.

Ontem houve dor pública.

A cruz foi vista, o sangue foi exposto, o amor foi rasgado diante de todos.

“Jesus morreu por você em público” — e isso não foi escondido, não foi íntimo, não foi discreto. Foi escancarado.

Mas hoje…

Hoje é o dia em que tudo parece enterrado.

E é justamente aqui que mora o maior conflito humano:

continuar crendo quando não há espetáculo.

O sábado de aleluia não é barulhento — ele é profundo.

É o intervalo entre a promessa e o cumprimento.

É o espaço onde a fé deixa de ser emoção e se torna decisão.

Muitos querem o domingo da ressurreição,

mas poucos suportam o sábado do silêncio.

Porque viver para Cristo em público exige mais do que palavras —

exige coerência quando ninguém aplaude,

exige firmeza quando nada acontece,

exige fé quando Deus não responde imediatamente.

O sábado nos confronta.

Ele pergunta:

— Você só vive para Deus quando Ele aparece… ou também quando Ele se cala?

Há uma espiritualidade confortável que se esconde no privado:

orações silenciosas, fé discreta, crença sem exposição.

Mas o Cristo que morreu às vistas do mundo não chamou seguidores invisíveis.

Ele não se escondeu na dor.

Então por que nos esconderíamos na fé?

O Sábado Santo nos ensina que até o silêncio de Deus trabalha.

Enquanto o mundo achava que era o fim,

o céu preparava o recomeço.

A pedra ainda está no lugar…

mas já não tem a última palavra.

Por isso, este dia não é vazio — é gestação.

Não é ausência — é preparação.

Não é derrota — é pausa divina.

E talvez, na sua vida, hoje também seja sábado.

Nada acontece.

Nada muda.

Nada responde.

Mas o convite permanece:

não viva para Ele apenas no privado.

Viva sua fé quando ela for questionada,

quando ela for testada,

quando ela não fizer sentido.

Porque quem permanece no sábado…

testemunhará o domingo.

E quando a pedra rolar,

não será apenas a história de Cristo que se revelará —

será também a sua.



#SabadoSanto #Aleluia #FeEmSilencio #CristoVive #ReflexaoCrista #Psicoteologia #Esperanca #Ressurreicao