sábado, 28 de fevereiro de 2026

REFLEXÃO SOBRE A ALMA E O ESFORÇO ETERNO



REFLEXÃO SOBRE A ALMA E O ESFORÇO ETERNO

Todas as coisas verdadeiramente dignas do espírito exigem esforço consciente e deliberado. Contudo, somos criaturas profundamente moldadas pelos hábitos — correntes invisíveis que a mente e o corpo tecem ao longo do tempo, resistindo com tenacidade quase instintiva a qualquer tentativa de ruptura.

Antes de sermos tocados pela luz restaurada do Evangelho de Jesus Cristo, carregávamos em nossa alma e em nossa carne padrões de vida desalinhados com o plano eterno que o Pai Celestial traçou com amor infinito para nossa exaltação. Mesmo após o despertar espiritual, muitos de nós — conhecendo a verdade, compreendendo o caminho da santidade — ainda vacilamos diante da exigência de transformação. Falta-nos, por vezes, a coragem interior, a ambição sagrada da alma que anseia alinhar-se plenamente à vontade divina. Sabemos o que deve ser mudado, mas o “eu” antigo adia, racionaliza, promete para amanhã... e ora fervorosamente por bênçãos que, no entanto, o próprio céu condiciona à obediência ativa.

Conhecemos, pela revelação, que o melado, o mel puro ou o açúcar mascavo preservam mais da essência vital que o Criador depositou nos alimentos; que o pão integral guarda a integridade nutritiva que o Senhor intencionalmente criou, enquanto o refinado branco, despojado de suas substâncias vitais, representa a perda da plenitude original. Todo processo de refinamento excessivo rouba ao alimento aquilo que Deus designou para nutrir corpo e espírito em harmonia.

Sabemos que a cevada, a água pura, o leite ou bebidas suaves honram o templo do corpo muito mais que o café — e inúmeras outras orientações da Palavra de Sabedoria nos foram dadas como lei de saúde e de sabedoria espiritual. No entanto, o adiamento persiste: “amanhã começarei”.

O próprio Senhor revelou que a carne deve ser consumida com moderação — parcimoniosamente, talvez alternando dias, e em pequenas porções —, pois o equilíbrio entre o físico e o espiritual é sagrado. Boa saúde é o fundamento terreno da felicidade plena. Todos almejam saúde, mas quão poucos se dispõem a pagar o preço psicológico e espiritual da disciplina diária!

Mudar hábitos não é mero ajuste comportamental: é uma batalha da alma contra a inércia da carne, é submeter a vontade inferior à vontade superior revelada. Se não nos dispusermos a esse esforço redentor — alinhando corpo, mente e espírito ao plano divino —, as bênçãos celestiais, por mais sinceras que sejam nossas orações, não descerão em plenitude. O céu responde à ação fiel, não apenas ao desejo verbalizado.

Que possamos, pois, romper as correntes do hábito com a força que vem de Cristo, permitindo que o Espírito renove nossa mente e santifique nosso corpo. Só assim o plano eterno se cumprirá em nós.

(Baseado no texto de Liahona, outubro de 1952 compartilhado pelo Irmão Dorival) 🤔

Abilio

Campo Largo, Paraná, Brasil

28 de fevereiro de 2026

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

O girassol 🌻🌞🌻 e Fibonacci

 


Muitos olham para um girassol e vê apenas uma flor bonita, mas no centro dela existe uma organização bem curiosa. As sementes não crescem de forma aleatória. Elas surgem seguindo um padrão chamado sequência de Fibonacci, um modelo matemático simples que a natureza usa para distribuir elementos da maneira mais eficiente possível.


Esse arranjo permite que as sementes ocupem quase todo o espaço disponível sem se sobrepor. Em vez de competir por lugar, elas se encaixam de forma equilibrada, ajudando o girassol a produzir mais sementes enquanto mantém boa exposição à luz e acesso aos nutrientes. Aquilo que parece apenas estética é, na verdade, eficiência natural em funcionamento.


Padrões em espiral semelhantes também aparecem em conchas e em algumas galáxias, mostrando que regras simples podem gerar estruturas complexas e funcionais. O girassol acaba sendo um exemplo claro de como a matemática está presente na natureza, organizada de um jeito tão eficiente que muitas vezes passa despercebida.

📖 Estudo 13 Evangelho de Lucas 4:14–21

 

📖 Estudo 13

Evangelho de Lucas 4:14–21

“Então Jesus voltou para a Galileia, no poder do Espírito; e a sua fama correu por toda a circunvizinhança.” (Lucas 4:14)

“Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos.” (Lucas 4:21)

🌿 Estudo

Depois do deserto, o texto diz algo fundamental:

Jesus retorna no poder do Espírito.

O deserto não o diminuiu. O fortaleceu.

Ele entra na sinagoga em Nazaré, sua terra. Abre o rolo do profeta Isaías e lê:

“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos, restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos.”

E então declara:

“Hoje se cumpriu.”

Não é um discurso sobre o futuro.

É posicionamento no presente.

Jesus assume publicamente sua missão.

Observe: primeiro identidade confirmada.

Depois deserto.

Agora propósito declarado.

🔎 Analogia aos dias de hoje

Muitos passam pelo deserto, mas poucos retornam com clareza de missão.

Vivemos tempos de dispersão. Pessoas talentosas, mas sem direção. Vozes altas, porém sem conteúdo. Muita exposição, pouca essência.

O que diferencia este momento?

Consciência.

Jesus não age por impulso. Ele sabe quem é e para que veio.

Talvez o Dia 13 seja sobre isso:

Depois de um período difícil, você retorna menor ou mais alinhado?

Quantas vezes precisamos voltar para “nossa Nazaré” — os lugares onde fomos conhecidos como comuns — e ali afirmar um novo tempo?

Nem todos aceitaram Jesus naquele momento.

Propósito assumido sempre gera tensão.

Mas missão não depende de aplauso.

Depende de convicção.

🙏 Oração

Senhor,

depois dos meus desertos, ensina-me a retornar fortalecido.

Dá-me clareza de propósito para que eu não viva disperso.

Que eu tenha coragem de assumir minha missão, mesmo diante da dúvida alheia.

Que meu hoje seja marcado por consciência, não por medo.

Amém.

✨ 

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📖 Estudo 12 Evangelho de Lucas 4:1–13

 


📖 Estudo 12

Evangelho de Lucas 4:1–13

“Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi guiado pelo Espírito ao deserto, onde, durante quarenta dias, foi tentado.” (Lucas 4:1-2)

🌿 Estudo

Logo após a confirmação pública de sua identidade — “Tu és meu Filho amado” — Jesus é conduzido ao deserto. Não é um acidente. Não é descuido divino. É processo.

O texto diz que Ele estava cheio do Espírito, e mesmo assim foi levado para um lugar de escassez. Isso desconstrói a ideia de que espiritualidade elimina confronto. Às vezes, quanto mais conscientes estamos de quem somos, mais somos confrontados.

As tentações não eram grotescas. Eram sutis.

Transformar pedra em pão — a sedução de usar poder para suprir necessidades imediatas.

Receber reinos e glória — a troca da essência pelo reconhecimento.

Pular do templo — a necessidade de provar quem se é por meio do espetáculo.

O adversário não questiona apenas ações. Questiona identidade:

“Se és o Filho de Deus…”

O ataque é sempre na identidade.

Jesus responde com consciência, não com impulso. Ele não negocia quem é para aliviar a fome, ganhar visibilidade ou impressionar.

O deserto não o enfraqueceu. O alinhou.

🔎 Analogia aos dias de hoje

Quantas vezes somos tentados a:

– Provar nosso valor produzindo mais do que podemos?

– Aceitar atalhos para conquistar reconhecimento?

– Forçar situações para que os outros validem nossa importância?

Vivemos a cultura do imediato. Da performance. Da exposição constante.

Mas antes de qualquer missão sólida, há um deserto silencioso onde nossas motivações são reveladas.

O deserto contemporâneo pode ser: – Uma crise profissional.

– Um período de pouca visibilidade.

– Um momento de solidão.

– Uma fase em que ninguém aplaude.

E talvez não seja abandono.

Seja alinhamento.

🙏 Oração

Senhor,

quando eu for conduzido aos meus desertos, ajuda-me a não confundir silêncio com ausência.

Fortalece minha identidade para que eu não negocie quem sou por necessidade, aplauso ou medo.

Que eu aprenda a responder às pressões com consciência e verdade.

Que o deserto me amadureça, e não me desvie.

Amém.

✨ 

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Não olhes para trás

 VELHO TESTAMENTO COMENTADO



Não olhes para trás

 

Ló e sua família receberam a ordem de sair de Sodoma, pois a cidade seria destruída devido à iniquidade de seus habitantes. A instrução do mensageiro do Senhor foi clara: “Escapa por tua vida; não olhes para trás de ti, e não pares em toda esta campina; escapa lá para o monte, para que não pereças” (Gênesis 19:17). Enquanto fugiam, porém, “a mulher de Ló olhou para trás dele, e ficou convertida numa estátua de sal” (Gênesis 19:26).


Geralmente, os leitores imaginam que ela virou literalmente uma estátua de sal no instante em que virou o rosto. No entanto, o mesmo capítulo relata que Abraão “foi para aquele lugar onde estivera diante da face do Senhor; E olhou para Sodoma e Gomorra, e para toda a terra da campina; e viu, e eis que a fumaça da terra subia, como a fumaça de uma fornalha” (Gênesis 19:27-28). Note que o patriarca contemplou a destruição e não se tornou uma estátua de sal.

 

Nas Escrituras, “olhar para trás” é frequentemente uma expressão idiomática que descreve a dificuldade de renunciar a algo que deveria ter sido deixado. Os israelitas, por exemplo, desejaram voltar para o Egito, onde haviam sido escravos (Números 14:1-4). Da mesma forma, quando Leí e sua família deixaram Jerusalém antes de sua destruição, Lamã e Lemuel manifestaram o desejo de retornar (1 Néfi 7:6-7). O próprio Salvador advertiu: “Ninguém que lança mão do arado e olha para trás é apto para o reino de Deus” (Lucas 9:62).


A palavra hebraica que descreve o ato da esposa de Ló é nabat, que sugere mais do que um vislumbre rápido; indica uma observação atenta ou um olhar de desejo.¹ O Élder Jeffrey R. Holland explicou: “Aparentemente, o erro da mulher de Ló não foi apenas o de olhar para trás. Em seu coração, ela queria voltar (...). É possível que ela tenha olhado para trás com ressentimento contra o Senhor pelo que Ele estava pedindo que abandonasse”.²

 

O comentarista Coffman reforça que a ordem de Deus não era apenas uma proibição visual, mas referia-se a um "retorno" proposital à cidade condenada.³ A mulher de Ló deve ter tentado retornar ou, ao menos, hesitou em sua fuga ao contemplar a cidade. Ao agir assim, ela pode ter sido atingida por uma chuva de sedimentos e cinzas sufocantes — a mesma fumaça vista por Abraão. Ao ser soterrada e preservada por uma crosta de minerais, ela tornou-se, na prática, um monumento de detritos. É um processo semelhante ao que ocorreu com as vítimas de Pompeia, preservadas sob as cinzas vulcânicas.

 Nestes últimos dias, o Salvador advertiu: “Saí dentre as nações, sim, de Babilônia, do meio da iniquidade (...). E o que for não olhe para trás, para que não lhe sobrevenha uma destruição repentina” (D&C 133:14-15). Que cada um de nós tenha o mesmo foco do apóstolo Paulo: “Esquecendo-me das coisas que para trás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, ao prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Filipenses 3:13-14).


Notas:


1. Jeffrey R. Holland, “O melhor está por vir”, A Liahona, janeiro de 2010, p. 17.


2. Strong’s Exhaustive Concordance.


3. James Burton Coffman, "Commentary on Genesis 19:26". Coffman's Commentaries on the Bible, Abilene Christian University Press, Abilene, Texas, EUA. 1983-1999. Acessado em studylight.org/commentary/genesis/19-26.html.

Trecho da carta de Giuseppe Garibaldi a Domingos José de Almeida, em 1859:

 


Trecho da carta de Giuseppe Garibaldi a Domingos José de Almeida, em 1859:


“Eu vi corpos de tropas mais numerosos, batalhas mais disputadas; mas nunca vi, em nenhuma parte, homens mais valentes, nem cavaleiros mais brilhantes que os da bela cavalaria rio-grandense, em cujas fileiras aprendi a desprezar o perigo e combater dignamente pela causa sagrada das nações. 

Quantas vezes fui tentado a patentear ao mundo os feitos assombrosos que vi realizar por essa viril e destemida gente, que sustentou por mais de nove anos contra um poderoso império a mais encarniçada e gloriosa luta! 

Onde estão agora esses buliçosos filhos do Continente, tão majestosamente terríveis nos combates? 

Onde Bento Gonçalves, Neto, Canabarro, Teixeira e tantos valorosos que não lembro?

 Oh! Quantas vezes tenho desejado nestes campos italianos um só esquadrão de vossos centauros avezados a carregar uma massa de infantaria com o mesmo desembaraço como se fosse uma ponta de gado? 

Que o Rio Grande ateste com uma modesta lápide o sítio em que descansam seus ossos. E que vossas belíssimas patrícias cubram de flores esses santuários de vossas glórias, é o que ardentemente desejo".


Entre nós reviva Atenas

Para assombro dos tiranos,

Sejamos Gregos na glória 

e na virtude Romanos.

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Fonte: Memórias do Pampa

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

AS CAMADAS QUE PROTEGEM A VIDA DESDE O INÍCIO


 AS CAMADAS QUE PROTEGEM A VIDA DESDE O INÍCIO


A imagem revela, de forma didática e impactante, as camadas que envolvem e protegem o bebê durante a gestação. Da pele ao útero, cada estrutura tem uma função essencial para garantir segurança, nutrição e desenvolvimento adequado ao longo de aproximadamente 40 semanas. Entender essa anatomia é também compreender a complexidade e a perfeição do corpo humano.


A primeira barreira é a pele, seguida pela gordura (tecido adiposo), que atua como proteção mecânica e reserva energética. Logo abaixo está a fáscia, tecido conjuntivo que envolve e organiza músculos e órgãos. O músculo compõe a parede abdominal, oferecendo sustentação e mobilidade. Em seguida, encontramos o peritônio, membrana que reveste a cavidade abdominal e protege os órgãos internos.


O útero, órgão muscular e altamente vascularizado, é o grande protagonista da gestação. Ele se expande de maneira extraordinária para acomodar o crescimento fetal, mantendo um ambiente estável e protegido. Dentro dele, o saco amniótico envolve o bebê em líquido amniótico, funcionando como um verdadeiro sistema de amortecimento contra impactos, além de contribuir para o desenvolvimento pulmonar e musculoesquelético.


Cada camada representada na imagem demonstra que a gestação não é apenas um evento biológico, mas um processo complexo, integrado e cuidadosamente estruturado. O corpo materno se adapta de forma dinâmica, promovendo alterações hormonais, circulatórias e anatômicas para sustentar uma nova vida.


Do ponto de vista científico, compreender essas estruturas é fundamental para profissionais de saúde, especialmente na obstetrícia e na enfermagem, pois auxilia na avaliação clínica, no acompanhamento pré-natal e na tomada de decisões seguras.  


A imagem, produzida com auxílio de Inteligência Artificial para fins educativos, reforça a importância da informação clara e acessível. Conhecimento salva vidas, orienta escolhas e fortalece o cuidado com a saúde materno-infantil.


Enfermeiro e Repórter investigativo Raimundo Renato da Silva Neto  

Coren-PR n° 325265