sábado, 18 de julho de 2026

18 de julho Dia do Veterano

 


Neste glorioso dia dedicado aos Veteranos, presto minha mais sincera continência a todos aqueles que, com coragem, disciplina e espírito de sacrifício, dedicaram parte de suas vidas à defesa da Pátria e ao serviço da sociedade.


Ser veterano é carregar na alma a honra do dever cumprido e manter vivo o compromisso com os valores da lealdade, da coragem e da camaradagem.


Minha eterna gratidão e respeito a cada veterano. Que Deus abençoe a todos.


Sd PE Abilio



#BPEB #ccsv #CIEx #exercitobrasileiro 

Naquela época

 


Naquela época, a melhor conexão não dependia de Wi-Fi. ❤️


Bastava o intervalo tocar para a turma se reunir no chão da quadra. Ali nasciam amizades, confidências, risadas, planos e histórias que ficaram para a vida inteira. O tempo passava sem pressa, e a conversa era a melhor rede social que existia.


Quem viveu essa fase sabe que as lembranças mais valiosas não cabem na tela de um celular, mas ficam guardadas no coração.


E você, também sentava no chão da quadra para conversar até o sinal tocar? Conta nos comentários e marque aquele amigo que fazia parte desses momentos. 🥹


#Nostalgia #Anos90 #BoasLembranças #Infância #Recordações

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Hermann Göring um dos oficiais mais cruéis de Hitler

 


Hermann Göring já estava preso em Nuremberg e aguardava seu julgamento quando fez uma das declarações mais perturbadoras do pós-guerra. Não foi diante dos juízes nem das câmeras, mas durante uma conversa privada, em 18 de abril de 1946, com o psicólogo americano Gustave M. Gilbert. O diálogo seria publicado mais tarde no livro Nuremberg Diary, de 1947.


Longe da formalidade do tribunal, Göring descreveu, com frieza, como acreditava que governos conseguiam levar povos inteiros à guerra.


Segundo ele, as pessoas comuns raramente desejam um conflito. O que muda esse cenário, afirmou, é a capacidade dos líderes de convencê-las de que existe uma ameaça da qual precisam se defender. Basta despertar o medo, dizer que o país está sob ataque e acusar aqueles que defendem a paz de falta de patriotismo ou de traição.


Gilbert contestou esse raciocínio. Argumentou que, em uma democracia, a população possui voz por meio de seus representantes e pode influenciar as decisões do governo.


Göring respondeu que, para ele, isso fazia pouca diferença.


Na sua visão, qualquer sistema político poderia ser conduzido ao mesmo resultado se o medo fosse utilizado de forma eficaz.


Essas palavras não possuem importância por terem sido ditas por Göring, nem devem ser interpretadas como uma verdade absoluta sobre todos os conflitos. Vindas de um dos principais dirigentes do regime n*zista, elas oferecem um raro retrato de como alguém que participou da construção daquele sistema enxergava o uso da propaganda e da manipulação da opinião pública.


Por isso, esse trecho costuma ser lembrado não como uma lição moral de quem o pronunciou, mas como um alerta sobre um mecanismo que a história registra em diferentes épocas: o uso do medo, da propaganda e da criação de inimigos para mobilizar sociedades.


Em 15 de outubro de 1946, poucas horas antes de ser executado pelos crimes pelos quais havia sido condenado no Tribunal de Nuremberg, Göring suicidou-se com uma cápsula de cianeto.


Sua vida terminou naquela cela.


Mas aquela conversa continua sendo citada por historiadores e estudiosos justamente porque lembra que guerras não começam apenas quando o primeiro tiro é disparado.


Muitas vezes, elas começam antes.


Começam nas palavras, nos discursos, na construção do medo e na forma como uma sociedade passa a enxergar aqueles que considera seus inimigos.


Créditos: História Perdida


Fontes:


Nuremberg Diary — Gustave M. Gilbert


The Anatomy of the Nuremberg Trials — Telford Taylor

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Quando um país deixa de ler, começa a esquecer como pensar...

 


Quando um país deixa de ler, começa a esquecer como pensar

Por Abilio Machado 

A mais recente edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil trouxe um dos dados mais preocupantes das últimas décadas: pela primeira vez, os brasileiros que não leram nenhum livro nos três meses anteriores à pesquisa (53%) superaram aqueles considerados leitores (47%). Em apenas quatro anos, o Brasil perdeu aproximadamente 6,7 milhões de leitores. O dado não afeta apenas o mercado editorial ou as estatísticas educacionais; ele revela transformações profundas na forma como a sociedade se relaciona com o conhecimento.


Quando observamos esse cenário, surge uma pergunta inevitável: como podemos imaginar um futuro melhor se estamos lendo cada vez menos?


A leitura não é apenas um instrumento de acesso à informação. Ela é uma prática que desenvolve a capacidade de reflexão, amplia o vocabulário, fortalece a memória, estimula a criatividade e favorece a compreensão da complexidade humana. Ler é muito mais do que decifrar palavras; é exercitar a capacidade de pensar.


Sob a perspectiva psicológica, a leitura mobiliza funções cognitivas sofisticadas, como atenção sustentada, interpretação, imaginação, planejamento e pensamento abstrato. Diferentemente dos conteúdos rápidos consumidos nas redes sociais, o livro exige permanência. Ele convida o leitor a desacelerar, acompanhar raciocínios mais longos e conviver com a dúvida antes de alcançar uma conclusão.


Entretanto, é importante compreender que a leitura não nasce espontaneamente. Ela se conquista através do hábito. Ninguém nasce leitor. Torna-se leitor. E esse processo não ocorre por imposição, mas pela repetição de experiências significativas com os livros.


O hábito da leitura é semelhante ao cultivo de um jardim. Ele exige tempo, constância e cuidado. Quanto mais se lê, mais natural a leitura se torna. Quanto menos se lê, mais distante ela parece. Por isso, a formação de leitores depende não apenas da escola, mas também da família, da comunidade e da valorização cultural dos livros.


Nesse ponto, surge outra questão frequentemente levantada: será que as novas gerações perderam a curiosidade?


Talvez a resposta seja não.


Os jovens continuam curiosos. Nunca houve tanta busca por informação, tutoriais, vídeos explicativos, conteúdos sobre tecnologia, ciência, arte e entretenimento. A curiosidade permanece viva. O que mudou foi a forma como ela é alimentada.


A diferença é que vivemos em uma cultura marcada pela velocidade. As respostas chegam em segundos. Os vídeos duram poucos minutos. Os algoritmos oferecem novidades incessantemente. O problema não parece ser a ausência de curiosidade, mas a dificuldade crescente de sustentar a atenção por períodos mais longos.


Assim, talvez estejamos diante não de uma crise da curiosidade, mas de uma crise da profundidade.


As pessoas continuam fazendo perguntas, mas encontram cada vez menos espaço para permanecer diante das respostas. E a leitura, especialmente a leitura de livros, exige exatamente isso: permanência, concentração e reflexão.


Sob o aspecto social, uma população que lê menos tende a reduzir seu contato com diferentes perspectivas de mundo. Livros permitem viajar por culturas, épocas e experiências humanas distintas. Quando essa experiência diminui, aumenta o risco de interpretações simplificadas da realidade, de polarizações e da dificuldade de compreender a complexidade dos fenômenos sociais.


Politicamente, a questão também merece atenção. Uma sociedade que lê pouco torna-se mais vulnerável à desinformação, aos discursos simplistas e às narrativas que dispensam reflexão crítica. A leitura não torna ninguém automaticamente sábio ou virtuoso, mas amplia a capacidade de analisar argumentos, comparar ideias e construir opiniões fundamentadas.


É importante reconhecer que esse cenário não pode ser atribuído a um único governo, partido ou corrente ideológica. Trata-se de um fenômeno multifatorial, resultado das transformações tecnológicas, das mudanças nos hábitos culturais, das desigualdades educacionais e das políticas públicas desenvolvidas — ou negligenciadas — ao longo de décadas.


Talvez a pergunta mais importante não seja apenas por que os brasileiros estão lendo menos. Talvez devêssemos perguntar o que acontece com uma sociedade quando ela perde, aos poucos, o hábito de dedicar tempo à reflexão profunda.


O futuro de uma nação não depende apenas de sua economia, de sua tecnologia ou de seus recursos naturais. Depende também da sua capacidade de formar cidadãos que pensem, interpretem, questionem e compreendam.


Porque a leitura não é apenas um caminho para o conhecimento.


É um exercício diário de liberdade intelectual.


E toda sociedade que deixa de ler corre o risco de delegar a outros a tarefa de pensar por ela.


Referências


Instituto Pró-Livro. Retratos da Leitura no Brasil – 6ª edição.


Fundação Itaú. Observatório da Leitura – Retratos da Leitura no Brasil.


Câmara Brasileira do Livro (CBL). Mais da metade dos brasileiros não lê livros, aponta pesquisa.


Freire, Paulo. A Importância do Ato de Ler. São Paulo: Cortez Editora.


Wolf, Maryanne. O Cérebro no Mundo Digital. Editora Contexto.

Quando a guitarra falou mais alto que o silêncio

 Quando a guitarra falou mais alto que o silêncio


Uma crônica para o Dia Mundial do Rock


Há músicas que ouvimos. Outras, nós habitamos.


O rock pertence a essa segunda categoria. Ele nunca foi apenas uma sucessão de acordes distorcidos, solos de guitarra ou baterias ensurdecedoras. O rock sempre foi um idioma. Um idioma falado por quem não encontrava palavras para explicar suas angústias, suas revoltas, seus sonhos e, curiosamente, também seus amores.


É interessante perceber que quase todas as gerações tiveram "o seu rock". Para alguns, ele começou quando quatro rapazes de Liverpool provaram que a simplicidade podia mudar o mundo. Para outros, nasceu quando Jimmy Page fez a guitarra soar como um trovão, quando Freddie Mercury transformou um palco em uma ópera ou quando David Gilmour fez a guitarra chorar em silêncio.


Vieram depois os riffs pesados do Black Sabbath, a energia inesgotável do AC/DC, a velocidade do Iron Maiden, a precisão do Metallica, a irreverência do Guns N' Roses e a melancolia quase poética do Nirvana. Cada banda marcou uma época, mas todas compartilharam a mesma essência: lembrar que a música pode ser um ato de liberdade.


No Brasil, o rock também ganhou sotaque próprio. Renato Russo ensinou que "o futuro não é mais como era antigamente". Cazuza mostrou que viver vale mais do que sobreviver. Herbert Vianna transformou leveza em profundidade. Os Titãs questionaram convenções, enquanto tantas outras bandas fizeram do palco um espaço para reflexão, protesto e esperança.


Talvez seja justamente por isso que o rock nunca envelheça.


Os cabelos embranquecem. As jaquetas de couro ganham algumas marcas do tempo. As guitarras precisam de novas cordas. Os discos de vinil viram peças de coleção e as fitas cassete se transformam em lembranças de uma gaveta antiga.


Mas basta os primeiros acordes de "Stairway to Heaven", "Bohemian Rhapsody", "Nothing Else Matters", "Sweet Child O' Mine" ou "Tempo Perdido" ecoarem, e algo extraordinário acontece: o tempo perde a força. O adolescente que existia dentro de nós desperta novamente.


Porque o rock não conversa apenas com os ouvidos.


Ele dialoga com a memória.


Vivemos uma época em que as músicas, muitas vezes, nascem para durar algumas semanas nas plataformas digitais. O algoritmo decide o sucesso antes mesmo de o coração decidir se aquela canção merece permanecer. O consumo tornou-se rápido; a emoção, descartável.


O rock caminhou na direção oposta.


Ele ensinou que grandes obras exigem tempo. Que uma introdução pode durar minutos. Que um solo pode contar uma história inteira sem pronunciar uma única palavra. Que uma letra pode ser lida como poesia.


Talvez seja esse seu maior legado.


Em um mundo que corre, o rock nos convida a sentir.


Em uma sociedade que padroniza, ele celebra a diferença.


Em uma cultura que frequentemente recompensa a aparência, ele continua lembrando que autenticidade ainda faz barulho.


E que belo barulho.


Neste Dia Mundial do Rock, não celebramos apenas bandas lendárias ou guitarristas inesquecíveis. Celebramos pessoas que encontraram coragem em uma canção, consolo em uma letra ou identidade em uma melodia.


Porque, no fim das contas, o rock nunca foi sobre volume.


Sempre foi sobre verdade.


E enquanto houver alguém disposto a aumentar o som, fechar os olhos e sentir a guitarra conversar com a própria alma, o rock continuará vivo.


Ou, como diriam milhões de fãs ao redor do mundo:


Long Live Rock 'n' Roll! 🤘


— Abilio Machado

O advogado e o professor

 


Um advogado vendeu o seu poço a um professor. Dois dias depois, o advogado chegou ao professor e disse: "Senhor, vendi-lhe o poço, mas não é com a água dentro! Se quiser usar a água, terá que pagar um extra. "


O professor sorriu e respondeu: "Sim, eu estava prestes a ir ter contigo. Eu ia dizer que você deveria tirar sua água do meu poço, senão terá que começar a pagar aluguer a partir de amanhã. "


Ao ouvir isto, o advogado ficou nervoso e disse: "Oh, eu estava só brincando! "


O professor riu e disse: "É assim que pessoas como você se tornam advogados depois de estudarem conosco. "


Não subestime o humilde, nem lhe mensura pelo trajar ou vocabulário...


Paz profunda ✌ 🙏 🙌 🎅

Antes do nome existe uma Alma

 


Antes do nome, existe uma alma

Por Abilio Machado 

Há uma violência que raramente deixa hematomas. Ela não grita, não empunha armas, não derrama sangue diante dos nossos olhos. Ainda assim, é capaz de destruir pertencimentos, sufocar identidades e transformar irmãos em estranhos. Essa violência chama-se rótulo.


O rótulo tem uma estranha capacidade de reduzir uma história inteira a uma única palavra. Já não vemos uma pessoa; vemos "o estrangeiro", "o negro", "o branco", "o rico", "o pobre", "o doutor", "o analfabeto", "o conservador", "o progressista", "o heterossexual", "o homossexual". A complexidade da alma desaparece, substituída pela simplicidade confortável da classificação.


Talvez seja exatamente isso que torne o preconceito tão sedutor. Pensar exige tempo. Amar exige encontro. Mas rotular exige apenas um olhar apressado.


A psicanálise nos ensina que projetamos no outro aquilo que muitas vezes não suportamos reconhecer em nós mesmos. Assim, o diferente passa a carregar o peso das nossas inseguranças, dos nossos medos e das nossas sombras. O preconceito raramente fala do outro; quase sempre revela quem nós somos.


As redes sociais amplificaram esse fenômeno. Em poucos segundos decidimos quem merece nossa admiração, nosso desprezo ou nosso silêncio. O algoritmo recompensa a polarização, enquanto a empatia parece caminhar em passos lentos, quase invisíveis.


É justamente nesse cenário que o evangelho de Jesus Cristo se torna profundamente contracultural.


Quando Cristo encontrava alguém, quase nunca começava pela identidade social daquela pessoa. Antes do publicano, via um homem. Antes da samaritana, via uma filha de Deus. Antes do leproso, via alguém digno de ser tocado. Antes do pecador, via uma alma com futuro.


Talvez seja essa a maior diferença entre o olhar divino e o olhar humano: nós catalogamos; Deus contempla.


O Presidente Russell M. Nelson recordou que nossa identidade mais importante não está nas categorias criadas pela sociedade, mas em nossa condição eterna de filhos e filhas de Deus. Essa afirmação não elimina nossas histórias, culturas ou experiências. Ela apenas nos lembra que nenhuma delas é maior do que nossa origem divina.


Quando esquecemos isso, começamos a disputar quem vale mais. Quando nos lembramos, passamos a perguntar como podemos amar melhor.


Imagino que o adversário não precise criar novos pecados quando consegue apenas convencer pessoas boas de que determinados grupos merecem menos respeito, menos escuta ou menos misericórdia. Dividir sempre foi mais eficiente do que destruir.


Talvez a cura comece em gestos quase imperceptíveis: ouvir antes de julgar, perguntar antes de concluir, conhecer antes de condenar. Descobrir que, por trás de cada rótulo, existe uma biografia. E, por trás de cada biografia, existe uma alma infinitamente preciosa.


No fim, quando Deus pronunciar nosso nome, é difícil imaginar que Ele o faça acompanhado de qualquer etiqueta que inventamos uns para os outros. Talvez Ele simplesmente nos chame de filhos.


E, quem sabe, essa sempre tenha sido a única identidade capaz de unir toda a humanidade.

Assista a este vídeo: