Uma das pesquisas mais promissoras na área de regeneração medular acabou se tornando símbolo de uma oportunidade perdida para o Brasil. A Dra. Tatiana Sampaio tornou público que a patente internacional da polilaminina — substância estudada como potencial ferramenta para auxiliar na recuperação de lesões na medula espinhal — não foi mantida porque a UFRJ não conseguiu arcar com os custos das taxas internacionais de registro.
Os cortes orçamentários que atingiram a ciência brasileira em 2015 e 2016 tiveram consequências profundas. O que poderia representar um avanço histórico para a medicina nacional e um marco de soberania científica acabou abrindo espaço para que o conhecimento desenvolvido aqui fosse aproveitado fora do país. Anos de pesquisa, dedicação e investimento intelectual ficaram vulneráveis diante da falta de recursos para proteger a inovação.
O episódio evidencia como o subfinanciamento da ciência não apenas desacelera descobertas, mas também fragiliza a capacidade do país de transformar pesquisa em desenvolvimento econômico e impacto social. Quando faltam recursos para sustentar e proteger a produção científica, perde-se mais do que uma patente: perde-se protagonismo, competitividade e a chance de liderar avanços que poderiam beneficiar milhões de pessoas.
CIÊNCIA NÃO É GASTO. É PRIORIDADE!
Seria um caso de descaso ou descuido???






