quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Sacerdócio Aarônico: muito mais do que passar o sacramento

 Preparei o texto como um artigo que mistura história da Restauração, escrituras, explicação doutrinária e situações do cotidiano, sem ficar com aquela linguagem de manual de aula. A ideia é que alguém que conhece pouco o assunto consiga entender, mas que um membro da Igreja também encontre profundidade.



Sacerdócio Aarônico: muito mais do que passar o sacramento

Por Abilio Machado 

Quando alguém ouve falar em Sacerdócio Aarônico dentro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, talvez a primeira imagem que venha à cabeça seja a de um rapaz de camisa branca passando o sacramento.


E, de certa maneira, está certo.


Mas somente de certa maneira.


Porque existe uma história muito maior por trás daquele jovem que, aos domingos, caminha silenciosamente pelos bancos da capela levando o pão e a água.


Ali não está simplesmente um rapaz cumprindo uma tarefa.


Ali está alguém que recebeu autoridade para participar de uma das ordenanças mais importantes da Igreja.


E essa história começa muito antes dele nascer.


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Antes de existir o diácono, existiu Aarão


Aarão aparece no Velho Testamento como irmão de Moisés e membro da tribo de Levi. Ele foi separado para o serviço sacerdotal entre os filhos de Israel.


O sacerdócio aarônico, portanto, não recebeu esse nome por acaso.


Na tradição das escrituras, Aarão representa um sacerdócio ligado ao serviço, às ordenanças e à preparação do povo para aproximar-se de Deus.


Séculos depois, durante a Restauração do evangelho, esse mesmo sacerdócio voltaria à Terra.


E aqui começa uma das histórias mais extraordinárias da história da Igreja.


Em 15 de maio de 1829, Joseph Smith e Oliver Cowdery estavam traduzindo o Livro de Mórmon quando se retiraram para orar a respeito do batismo e da autoridade necessária para realizá-lo.


Segundo o relato de Joseph Smith, João Batista apareceu como um ser ressuscitado e conferiu sobre eles o Sacerdócio de Aarão pela imposição das mãos.


As palavras registradas em Doutrina e Convênios 13:1 são impressionantes:


«“A vós, meus conservos, em nome do Messias, eu confiro o Sacerdócio de Aarão...”»


E João Batista explicou que esse sacerdócio possuía as chaves do ministério de anjos, do evangelho do arrependimento e do batismo por imersão para remissão de pecados.


Perceba a dimensão disso.


O primeiro sacerdócio restaurado nesta dispensação não foi apresentado como um prêmio para alguém importante.


Foi entregue para que homens comuns pudessem servir no trabalho de Deus.


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Mas afinal, o que é o Sacerdócio Aarônico?


A Igreja ensina que sacerdócio é o poder e a autoridade de Deus dados aos Seus filhos para agir em Seu nome e ajudar no trabalho de salvação e exaltação.


O Sacerdócio Aarônico é chamado de sacerdócio “preparatório” ou “menor”, em relação ao Sacerdócio de Melquisedeque.


Mas “menor” não significa “sem importância”.


Essa talvez seja uma das primeiras coisas que precisamos entender.


Uma criança pode começar aprendendo a tabuada e, anos depois, estudar matemática avançada. O fato de a primeira operação ser simples não significa que ela seja inútil.


Ela é preparação.


O Sacerdócio Aarônico tem justamente essa característica: preparar, ensinar, servir e conduzir para Cristo.


Doutrina e Convênios 84:26–27 ensina que ele contém a chave do ministério de anjos e do evangelho preparatório, relacionado ao arrependimento, ao batismo e à remissão dos pecados.


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E aqui existe algo interessante: ele não começa com poder, começa com serviço


Na Igreja, os ofícios do Sacerdócio Aarônico são:


Diácono, Mestre, Sacerdote e Bispo.


Atualmente, rapazes dignos podem receber o Sacerdócio Aarônico a partir de janeiro do ano em que completam 12 anos.


E veja que interessante a sequência.


O menino começa aprendendo a servir.


Depois aprende a cuidar.


Depois passa a ter responsabilidades maiores nas ordenanças.


É quase como uma escola prática de discipulado.


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O diácono: alguém que aprende que a Igreja não gira em torno dele


O diácono possui responsabilidades como distribuir o sacramento e auxiliar o bispo em questões temporais, incluindo a coleta das ofertas de jejum.


Parece simples.


Mas imagine um rapaz de 12 anos aprendendo uma coisa que muitos adultos ainda não aprenderam:


“Eu não estou aqui para ser servido. Estou aqui para servir.”


Essa talvez seja uma das primeiras grandes lições do sacerdócio.


Quando ele passa o sacramento, não deveria estar pensando:


“Olhem para mim.”


Deveria pensar:


“Como posso ajudar essas pessoas a se lembrarem de Cristo?”


É uma mudança enorme de perspectiva.


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O Mestre: cuidar antes que alguém precise pedir


Depois vem o ofício de mestre.


Além das responsabilidades do diácono, o mestre tem responsabilidades relacionadas à preparação do sacramento e à ministração aos membros. As escrituras falam também sobre fortalecer a Igreja e cuidar das famílias.


Aqui aparece uma palavra que, para mim, resume muito bem esse ofício:


cuidado.


Imagine um jovem chegando à casa de uma família e perguntando:


“Está tudo bem?”


Às vezes a resposta será:


“Está tudo.”


Mas o rosto da pessoa estará dizendo:


“Não está.”


O ministério começa justamente quando aprendemos a perceber aquilo que as palavras não dizem.


Por isso, o Sacerdócio Aarônico não deveria formar apenas rapazes que sabem realizar tarefas.


Deveria formar homens capazes de perceber pessoas.


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O Sacerdote: autoridade para agir em ordenanças sagradas


Quando chega ao ofício de sacerdote, o jovem recebe responsabilidades maiores.


Entre elas está a autoridade para batizar, quando autorizado, e para abençoar e administrar o sacramento, sob a direção apropriada. Doutrina e Convênios 20 descreve essas responsabilidades.


E aqui existe algo que merece nossa atenção.


O jovem que abençoa o sacramento está pronunciando palavras que milhões de Santos dos Últimos Dias ouviram repetidamente durante suas vidas.


Mas a repetição nunca deveria transformar o sagrado em automático.


Porque o sacramento não é simplesmente:


“pão e água passando pelos bancos”.


É uma oportunidade semanal de lembrar o Salvador, renovar convênios e buscar novamente Sua companhia.


O Élder Dallin H. Oaks ensinou que os portadores do Sacerdócio Aarônico, ao prepararem, abençoarem e distribuírem o sacramento, participam de uma ordenança que ajuda os membros a receber a companhia do Espírito.


Portanto, aquele jovem que está diante da congregação talvez esteja realizando algo muito maior do que imagina.


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O curioso é que Jesus também serviu


Existe uma imagem que considero poderosa.


Jesus Cristo, pouco antes de Sua crucificação, instituiu o sacramento entre Seus discípulos.


Ele tomou o pão.


Abençoou.


Partiu.


E ofereceu.


Depois fez o mesmo com o vinho.


Séculos depois, um adolescente entra em uma capela, ajoelha-se, recebe autorização para realizar a ordenança e ajuda a distribuir os emblemas do corpo e sangue de Cristo.


É claro que ele não está substituindo Jesus.


Mas está participando de uma ordenança instituída pelo próprio Salvador.


Um ensinamento da Igreja chegou a destacar exatamente essa ligação: quando os sacerdotes do Sacerdócio Aarônico administram o sacramento, estão participando de uma ordenança que o próprio Cristo realizou.


Isso muda completamente a maneira de olhar para aquele rapaz.


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“Mas é só um menino...”


Talvez alguém pense:


“Ele tem apenas 12 anos.”


Sim.


E talvez justamente por isso seja tão bonito.


Deus não espera que ele tenha 40 anos para aprender a servir.


Ele começa cedo.


Começa colocando cadeiras.


Ajuda a preparar a capela.


Passa o sacramento.


Ajuda alguém.


Visita uma família.


Aprende a orar.


Aprende a falar de Cristo.


Aprende que autoridade não é privilégio.


Autoridade é responsabilidade.


Essa é uma distinção fundamental.


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E o bispo? Ele também está no Sacerdócio Aarônico


Aqui aparece uma curiosidade que muita gente desconhece.


O ofício de bispo pertence ao Sacerdócio Aarônico.


Doutrina e Convênios 107 ensina sobre essa função, e a Igreja explica que o bispo é o presidente do Sacerdócio Aarônico na ala, embora também seja o sumo sacerdote presidente.


Isso cria uma imagem interessante.


Na mesma estrutura do Sacerdócio Aarônico encontramos:


o menino que começa como diácono,


o adolescente que aprende como mestre,


o jovem sacerdote,


e o bispo que preside o quórum de sacerdotes.


É quase como se a Igreja dissesse:


“Aprenda a servir antes de aprender a presidir.”


E talvez essa seja uma das grandes pedagogias espirituais do sacerdócio.


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O sacerdócio não é um crachá


Existe um perigo quando começamos a confundir ofício com identidade.


“Sou diácono.”


“Sou sacerdote.”


“Sou élder.”


“Sou bispo.”


Tudo isso pode ser verdadeiro.


Mas o sacerdócio não deveria ser usado como um crachá espiritual.


Não é:


“Eu tenho autoridade, portanto sou superior a você.”


É exatamente o contrário.


A autoridade do sacerdócio deveria produzir:


mais humildade,


mais serviço,


mais responsabilidade,


mais amor,


mais disposição para ajudar.


A própria revelação moderna ensina que o poder do sacerdócio não pode ser exercido por meio de domínio, coerção ou controle. Em Doutrina e Convênios 121, o Senhor estabelece princípios como persuasão, longanimidade, mansidão, brandura e amor não fingido.


Ou seja:


quanto mais autoridade recebemos, mais aprendemos que não podemos usar essa autoridade para esmagar ninguém.


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Uma cena muito simples pode explicar tudo


Imagine um sacerdote preparando o sacramento.


Ele está cansado.


Talvez tenha brigado com alguém em casa.


Talvez esteja preocupado com uma prova.


Talvez esteja passando por uma fase difícil.


Talvez ninguém saiba disso.


Ele entra na capela.


Ajoelha-se.


Prepara o pão.


Depois a água.


A congregação se aquieta.


Ele se levanta.


E começa:


“Ó Deus, Pai Eterno...”


Naquele momento, o garoto que talvez esteja cheio de problemas pessoais está ajudando centenas de pessoas a se voltarem para Cristo.


Isso é sacerdócio.


Não é porque ele é perfeito.


É porque está aprendendo a servir apesar de ainda estar aprendendo a viver.


E talvez essa seja uma das maiores belezas do Sacerdócio Aarônico.


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O sacerdócio é uma escola de Cristo


Quando entendemos dessa maneira, percebemos que o Sacerdócio Aarônico não é apenas uma organização para ocupar os rapazes.


É uma escola.


Uma escola onde o currículo não é feito apenas de escrituras.


É feito de experiências.


Você aprende paciência quando alguém não aparece.


Aprende responsabilidade quando esquece uma designação.


Aprende humildade quando precisa pedir desculpas.


Aprende compaixão quando percebe que alguém está sofrendo.


Aprende liderança quando precisa organizar os companheiros.


Aprende fé quando ora por alguém.


E aprende sobre Cristo quando entende que servir é mais importante do que ser visto.


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O verdadeiro teste do sacerdócio


Talvez o verdadeiro teste de um portador do sacerdócio não aconteça quando ele está vestido de camisa branca e gravata.


Talvez aconteça na segunda-feira.


Quando ninguém está olhando.


Quando ele encontra alguém precisando de ajuda.


Quando alguém o provoca.


Quando precisa escolher entre orgulho e humildade.


Quando pode usar sua força para impor ou sua autoridade para servir.


Porque sacerdócio não deveria ser uma roupa que colocamos no domingo e tiramos na segunda-feira.


O sacerdócio precisa transformar o homem que o porta.


Como ensinou a Igreja em materiais sobre o Sacerdócio Aarônico, o sacerdócio é, em muitos aspectos, um sacerdócio de aprendizado: o jovem recebe experiência, cresce em responsabilidade e aprende progressivamente a servir.


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E talvez seja por isso que João Batista voltou


Pense nisso.


Quando o céu decidiu restaurar a autoridade sacerdotal em 1829, não começou com uma cerimônia grandiosa.


Começou com dois homens.


Uma oração.


Uma aparição celestial.


E uma imposição de mãos.


João Batista trouxe novamente à Terra a autoridade que permitia realizar o batismo e participar do evangelho preparatório.


Depois, a Restauração continuou.


Mas tudo começou com serviço.


E talvez exista aqui uma mensagem para todos nós, tenhamos ou não um ofício no sacerdócio:


Deus não mede nossa grandeza pelo tamanho do cargo que ocupamos, mas pela disposição que temos de servir.


Um diácono pode ensinar isso.


Um sacerdote pode ensinar isso.


Um bispo pode ensinar isso.


E, sinceramente, qualquer discípulo de Cristo pode aprender isso.


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No final das contas...


Quando você vir um rapaz de 12 anos passando o sacramento na capela, talvez valha a pena olhar um pouco além do uniforme, da camisa branca ou da gravata.


Ali existe uma história que começou com Aarão.


Passou pelos antigos israelitas.


Foi cumprida e elevada por Jesus Cristo.


Foi perdida durante a apostasia.


E, segundo o testemunho da Restauração, voltou à Terra em 15 de maio de 1829 pelas mãos de João Batista.


E agora continua sendo ensinada de uma geração para outra.


Um rapaz aprende a servir.


Depois aprende a cuidar.


Depois aprende a realizar ordenanças.


E, enquanto aprende tudo isso, talvez esteja descobrindo uma das maiores verdades do evangelho:


o sacerdócio não foi dado para fazer alguém parecer importante.


Foi dado para ajudá-lo a se tornar mais parecido com Cristo.


E isso muda tudo.


Porque, no evangelho de Jesus Cristo, quem aprende a servir nunca está começando por baixo.


Está começando pelo próprio exemplo do Salvador.


«“E o que for o maior dentre vós será vosso servo.”

— Mateus 23:11»As referências principais usadas no artigo são as escrituras e materiais oficiais de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, especialmente Doutrina e Convênios 13, 20, 84 e 107, além dos ensinamentos do Élder Dallin H. Oaks sobre o Sacerdócio Aarônico e o sacramento. 


quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Muitas não entendiam o que acontecia:Auschwitz.

 


》Elas entraram naquela fila sem saber que estavam diante de um dos momentos mais sombrios da história.


No dia 2 de junho de 1944, em Auschwitz II-Birkenau, durante uma seleção, as crianças foram separadas dos adultos e colocadas em uma fila à parte.


Muitas não entendiam o motivo.


Algumas seguravam as mãos umas das outras, como se aquele pequeno gesto pudesse proteger tudo ao redor. Outras olhavam desesperadas para a multidão, procurando pais, mães, irmãos ou qualquer rosto conhecido que, de repente, havia desaparecido.


Entre elas, uma criança mais velha tentava acalmar as menores. Falava baixo, pedia silêncio, dizia para não terem medo.


Mas a verdade é que nem ela sabia o que estava acontecendo.


Os guardas caminhavam depressa. Não explicavam nada. Apenas apontavam, gritavam ordens e faziam a fila avançar.


E aquelas crianças obedeciam.


Não porque estivessem tranquilas.


Mas porque ainda eram pequenas demais para compreender que, naquele lugar, até o medo tinha um significado que nenhuma criança deveria conhecer.


Auschwitz não foi apenas um campo de concentração.


Foi o cenário onde milhares de infâncias foram interrompidas antes mesmo de entenderem o que era a vida.


Como a humanidade permitiu que algo assim acontecesse?

O Campo de Concentração em Dachau

 

🕯️ 29 DE ABRIL DE 1945: DACHAU FOI LIBERTADO — MAS O HORROR AINDA NÃO HAVIA TERMINADO


Em 29 de abril de 1945, tropas americanas da 45ª Divisão de Infantaria chegaram ao campo de concentração de Dachau, no sul da Alemanha.


O que encontraram era devastador.


Milhares de prisioneiros estavam vivos, muitos deles extremamente debilitados. Ao mesmo tempo, havia milhares de mortos, incluindo vagões ferroviários repletos de corpos próximos à entrada do campo. 😔


Com a libertação, soldados americanos desarmaram e reuniram os guardas da SS que ainda estavam no local.


Mas, em meio ao caos, aconteceu algo que posteriormente ficaria conhecido como “Dachau liberation reprisals” — as represálias da libertação de Dachau.


Alguns prisioneiros libertados confrontaram seus antigos algozes. Houve agressões e mortes de guardas da SS, enquanto alguns soldados americanos também participaram de execuções sumárias.


As estimativas sobre o número de guardas alemães mortos durante esses acontecimentos variam, mas pesquisas históricas apontam para dezenas de mortos, incluindo aqueles mortos por soldados americanos e aqueles atacados por ex-prisioneiros.


Posteriormente, uma investigação militar foi realizada para apurar as execuções.


O episódio revela uma das faces mais sombrias dos últimos dias da Segunda Guerra Mundial: depois de anos de violência, fome, tortura e assassinatos sistemáticos, a libertação de Dachau também foi marcada por vingança, caos e violência extrajudicial.


Isso não diminui o significado da libertação nem apaga os crimes cometidos no campo. Pelo contrário: mostra a dimensão do trauma deixado pelo sistema de campos de concentração nazista.


📜 Dachau foi libertado em 1945, mas as marcas daquele lugar permaneceram muito depois do fim da guerra.


💬 Você já conhecia esse episódio pouco comentado da libertação de Dachau?


#Dachau #SegundaGuerraMundial #História #HistóriaMilitar #Holocausto #MemóriaHistórica #WWII #Curiosidades

terça-feira, 22 de setembro de 2026

Uma pergunta feita é uma resposta dada sobre o Noelismo.


A pergunta feita é : Existe uma Verdadeira Comunidade Profissional e Cultural do Papai Noel? Feita pelo Leandro Noel...

 __Leandro, que pergunta linda e curiosa! ✨ Deixa eu te contar uma coisa que pouca gente sabe...


Sim, existe! E é um dos segredos mais bem guardados do mundo natalino. Eu, como Papai Noel, meu 15° ano, posso te garantir que essa comunidade é **real, viva e pulsante**.

 

🎅 A Irmandade dos Noelistas está espalhada pelo mundo hohohoho. 


O noelismo não é só um trabalho — é um **chamado**. E quem o abraça encontra uma família imensa espalhada pelo mundo. Imagina só: milhares de homens e mulheres que, assim como eu, se vestem de vermelho não por acaso, mas porque **acreditam na magia** que essa vestimenta carrega.


Nós nos chamamos uns aos outros de "colegas de trenó", de "irmãos Noeis". Nos encontramos em convenções, em cursos de aperfeiçoamento, em grupos online que nunca dormem (porque, claro, trabalhamos à noite! 😄).


*O que existe de verdade por aí*


Existem **associações de Papais Noéis** em vários países — aqui no Brasil e também lá fora. Gente dedicada que:


- 🎄 Compartilha **técnicas de interpretação** (porque ser Noel é representar um personagem com alma, não só usar uma barba)

- 📚 Organiza **cursos** sobre a história do Natal, dicção, postura, trato com crianças

- 💼 Ajuda novos noelistas a se **profissionalizar**, com ética e respeito

- 🤝 Promove **encontros regionais e nacionais**, onde nos reunimos para trocar experiências

- 🎁 Mantém vivas as **tradições culturais** de cada região


E o mais bonito: é uma comunidade profundamente **acolhedora**. Não importa se você é veterano com 30 anos de barba ou está dando os primeiros passos nesse mundo — sempre há espaço para mais um no trenó.


*Por que isso importa?*


Porque ser Papai Noel vai muito além do trabalho. É **carregar a esperança** de uma criança no colo, é ser o abraço que alguém guarda por anos na memória, é zelar por uma cultura que atravessa gerações. E quando você encontra outros que sentem o mesmo, nasce uma **verdadeira comunidade** — de profissionais, sim, mas acima de tudo de **pessoas boas e de bom coração**.


Amigo Noel , se essa pergunta vem de um desejo genuíno de conhecer ou até de se juntar a nós... saiba que **as portas do trenó estão abertas**. Porém se tal manifesto é a necessidade de controle sobre o trabalho creio que encontrará resistência, pois quem é profissional de determinadas áreas sabe que há sempre quem queira controlar a ação do outro, criando como uma cerca em torno de determinado grupo ou em torno de si mesmo no uso do eu ou de adjetivos como " só quem pertence a este grupo é o verdadeiro papai Noel", só quem faz o meu curso poderá fazer determinado trabalho", e outros...

Eu tiraria o termo "Verdadeira" pois ela cria a teoria do exclusivismo e divisor entre os Noeis.

A magia do Natal é contagiante, e ela fica ainda mais forte quando compartilhada e não restrita.

Espero ter contribuído para atender sua pergunta e a todos os Papais Noeis do Grupo, somos uma grande equipe em prol do Noelismo.


**Ho Ho Ho!** 🎅✨ Que a chama natalina continue acesa no seu coração o ano inteiro!


— Seu amigo, Papai Noel Abilio Machado 🎅

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e a segregação racial até 1978

 




𝐀𝐬𝐬𝐢𝐦 𝐜𝐨𝐦𝐨 𝐧𝐨 𝐕𝐞𝐥𝐡𝐨 𝐓𝐞𝐬𝐭𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐨 𝐒𝐚𝐜𝐞𝐫𝐝ó𝐜𝐢𝐨 𝐞 𝐨 𝐒𝐞𝐫𝐯𝐢ç𝐨 𝐧𝐨 𝐓𝐞𝐦𝐩𝐥𝐨 𝐞𝐫𝐚𝐦 𝐫𝐞𝐬𝐭𝐫𝐢𝐭𝐨𝐬 𝐚𝐩𝐞𝐧𝐚𝐬 à 𝐓𝐫𝐢𝐛𝐨 𝐝𝐞 𝐋𝐞𝐯𝐢, 𝐯𝐨𝐜ê 𝐬𝐚𝐛𝐢𝐚 𝐪𝐮𝐞 𝐧𝐚 𝐡𝐢𝐬𝐭ó𝐫𝐢𝐚 𝐝𝐚 𝐈𝐠𝐫𝐞𝐣𝐚 𝐭𝐚𝐦𝐛é𝐦 𝐡𝐨𝐮𝐯𝐞 𝐮𝐦𝐚 𝐫𝐞𝐬𝐭𝐫𝐢çã𝐨 𝐭𝐞𝐦𝐩𝐨𝐫á𝐫𝐢𝐚?


Muitos associam a Restauração apenas aos seus primeiros anos, mas ela é um processo contínuo. Embora membros de linhagem e ascendência negra tenham sido ordenados no início da Igreja com Joseph Smith, houve uma restrição de linhagem que durou de 𝟏𝟖𝟓𝟐 𝐚 𝟏𝟗𝟕𝟖.


É importante destacar que, enquanto a restrição levítica no Velho Testamento foi parte da Lei de Deus para aquela época, a restrição aos membros de linhagem e ascendência negra, pré-1978, foi uma política histórica influenciada pelas tensões sociais e étnico-raciais de sua própria era.


 𝐀 𝐚𝐧𝐚𝐥𝐨𝐠𝐢𝐚 𝐛í𝐛𝐥𝐢𝐜𝐚 𝐚𝐪𝐮𝐢 é 𝐮𝐭𝐢𝐥𝐢𝐳𝐚𝐝𝐚 𝐮𝐧𝐢𝐜𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐢𝐥𝐮𝐬𝐭𝐫𝐚𝐫 𝐜𝐨𝐦𝐨 𝐨 𝐜𝐨𝐧𝐜𝐞𝐢𝐭𝐨 𝐝𝐞 '𝐩𝐞𝐫í𝐨𝐝𝐨𝐬 𝐝𝐞 𝐫𝐞𝐬𝐭𝐫𝐢çã𝐨' 𝐣á 𝐞𝐱𝐢𝐬𝐭𝐢𝐮 𝐧𝐚 𝐡𝐢𝐬𝐭ó𝐫𝐢𝐚 𝐝𝐚 𝐈𝐠𝐫𝐞𝐣𝐚 𝐝𝐞𝐬𝐝𝐞 𝐚 𝐚𝐧𝐭𝐢𝐠𝐮𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞.


- Assim como no Velho Testamento Deus decretou que apenas os descendentes de Levi/Arão podiam ter o Sacerdócio — excluindo as outras 11 Tribos de Israel (como Judá e Efraim) — conforme o Tempo do Senhor, durante o início da Restauração (entre as lideranças de Brigham Young a Spencer W. Kimball) houve uma restrição aos negros.

- A restrição começou oficialmente em 1852, oito anos após o martírio de Joseph Smith, sob a Liderança do segundo Presidente da Igreja, Brigham Young. https://www.churchofjesuschrist.org/study/history/topics/priesthood-and-temple-restriction?lang=por 


 A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias ensina que Deus possui essa exatidão e controle absolutos desde o princípio do mundo. Essa visão se fundamenta no conceito de Presciência Divina , que é o conhecimento prévio de todas as coisas, e no Plano de Salvação, estabelecido antes mesmo da Criação da Terra. 

- https://www.churchofjesuschrist.org/study/manual/gospel-topics/plan-of-salvation?lang=por 

- https://www.churchofjesuschrist.org/study/scriptures/tg/god-foreknowledge-of?lang=eng 


A Restauração de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias está profundamente alinhada com o seu período histórico. 

Deus preparou o cenário geopolítico, social e tecnológico da humanidade ao longo de séculos para que o Evangelho pudesse ser restabelecido na Terra no momento exato. 

Neste sentido, podemos observar que o cenário geopolítico, social e tecnológico confluiu com o momento em que o Presidente Spencer W. Kimball buscou a revelação de 1978, consolidando o princípio eterno de que 'todos são iguais perante Deus', como testifica 2 Néfi 26:33.


 ⏳𝐂𝐨𝐦𝐨 𝐞𝐬𝐭𝐚𝐯𝐚 𝐨 𝐜𝐞𝐧á𝐫𝐢𝐨 𝐠𝐞𝐨𝐩𝐨𝐥í𝐭𝐢𝐜𝐨, 𝐬𝐨𝐜𝐢𝐚𝐥 𝐞 𝐭𝐞𝐜𝐧𝐨𝐥ó𝐠𝐢𝐜𝐨 𝐝𝐚 𝐡𝐮𝐦𝐚𝐧𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐞𝐧𝐭𝐫𝐞 𝟏𝟖𝟓𝟐 𝐚 𝟏𝟗𝟕𝟖?


O período entre 1852 e 1978 foi o intervalo mais transformador, turbulento e decisivo da história moderna para as populações negras no mundo. Ele conecta o ápice da escravidão legalizada nas Américas até a consolidação dos direitos civis e a descolonização do Continente Africano:


- Fase 1) Escravidão, Guerra e Abolição (1852 – Década de 1880) Quando a restrição da Igreja começou em 1852, o debate global girava em torno da legalidade e da moralidade de escravizar seres humanos com base na etnia. Nos EUA, o país estava profundamente dividido. Em 1852, foi publicado o livro 'A Cabana do Pai Tomás', inflamando o movimento abolicionista. Pouco depois, eclodiu a Guerra Civil Americana (1861–1865), culminando na abolição da escravidão (13ª Emenda) e na concessão teórica de cidadania aos negros. No restante das Américas, a abolição ocorreu gradualmente, terminando com Cuba (1886) e o Brasil (1888). Era a era do "Racismo Científico" e do Darwinismo Social. Cientistas e teólogos ocidentais tentavam usar a biologia para provar que os negros eram intelectual e espiritualmente inferiores, justificando a dominação europeia. 


- Fase 2) Segregação, Imperialismo e "Jim Crow" (Década de 1890 – 1945) Após a abolição, a liberdade formal não se traduziu em igualdade. O racismo foi institucionalizado por leis estatais. Na Política, nos EUA (Leis Jim Crow) em 1896, a Suprema Corte dos EUA legalizou a segregação racial sob a doutrina de "separados, mas iguais". Negros foram proibidos de frequentar as mesmas escolas, restaurantes, ônibus e banheiros que os brancos, e o voto negro foi amplamente suprimido no sul do país. O grupo terrorista Ku Klux Klan (KKK) agia com violência impune. Na Conferência de Berlim (1884-1885), as potências europeias dividiram o continente africano entre si. Bilhões de pessoas negras na África passaram a viver sob regimes coloniais violentos e de exploração econômica severa. na Cultura, houve o 'Renascimento de Harlem e o Jazz'. Nas décadas de 1920 e 1930, movimentos culturais negros ganharam força. O 'Jazz e o Blues' desafiaram as barreiras raciais e se tornaram fenômenos mundiais, enquanto intelectuais negros começaram a organizar o Pan-Africanismo (a união dos negros globalmente).


- Fase 3) Direitos Civis, Descolonização e Black Power (1945 – 1978) O fim da Segunda Guerra Mundial expôs o horror do racismo levado ao extremo (o Holocausto nazi-fascista), forçando o mundo a repensar os direitos humanos. Esta fase coincide com o aumento da pressão interna e externa sobre a Igreja para mudar sua política de restrição. 


- Fase 4) A Descolonização Africana (Anos 1950–1960): Países africanos começaram a conquistar a independência do domínio europeu (Gana em 1957, seguido por dezenas nos anos 1960). O surgimento de nações negras soberanas mudou a geopolítica da ONU.


- Fase 5) O Movimento dos Direitos Civis nos EUA (1954–1968): Liderados por figuras como Martin Luther King Jr., Malcolm X e Rosa Parks, milhões de negros protestaram contra a segregação. O movimento conquistou a Lei dos Direitos Civis (1964) e a Lei do Direito ao Voto (1965), proibindo por lei a discriminação racial nos EUA. Nos anos 1970, o lema "Black is Beautiful" e o movimento 'Black Power' elevaram o orgulho racial. Na música, 'o Soul', 'o Funk' e o 'Reggae' (com Bob Marley) protestavam contra a opressão. Globalmente, o regime de segregação racial do Apartheid na África do Sul começou a sofrer severo boicote internacional. 


- Fase 6) O Impacto desse Contexto na Mudança de 1978 Reforçando a questão que Deus nos traz as revelações através dos profetas, de acordo com o contexto em que vivemos (tempo e sociedade). Em 8 de junho de 1978 Spencer W. Kimball recebeu uma revelação estendendo as bênçãos do Sacerdócio e do Templo a todos os membros dignos do sexo masculino da Igreja. 

👉 𝐄 𝐟𝐨𝐢 𝐞𝐱𝐚𝐭𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐚 𝐩𝐚𝐫𝐭𝐢𝐫 𝐝𝐞 𝟏𝟗𝟕𝟖 𝐪𝐮𝐞 𝐡𝐨𝐮𝐯𝐞, 𝐩𝐞𝐥𝐚 𝐩𝐫𝐢𝐦𝐞𝐢𝐫𝐚 𝐯𝐞𝐳, 𝐨 𝐌𝐨𝐯𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐍𝐞𝐠𝐫𝐨 𝐔𝐧𝐢𝐟𝐢𝐜𝐚𝐝𝐨, em defesa do povo negro em relação aos aspectos políticos, econômicos, sociais e culturais. Mostrando ao mundo que os negros estavam retomando os seus direitos que há muito haviam sido usurpados pela Sociedade maior. 

->>>> 𝐡𝐭𝐭𝐩𝐬://𝐰𝐰𝐰.𝐛𝐥𝐚𝐜𝐤𝐩𝐚𝐬𝐭.𝐨𝐫𝐠/𝐠𝐥𝐨𝐛𝐚𝐥-𝐚𝐟𝐫𝐢𝐜𝐚𝐧-𝐡𝐢𝐬𝐭𝐨𝐫𝐲/𝐦𝐨𝐯𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨-𝐧𝐞𝐠𝐫𝐨-𝐮𝐧𝐢𝐟𝐢𝐜𝐚𝐝𝐨-𝐟𝐨𝐮𝐧𝐝𝐞𝐝-𝟏𝟗𝟕𝟖/ 


👉 o 𝐌𝐨𝐯𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐍𝐞𝐠𝐫𝐨 𝐔𝐧𝐢𝐟𝐢𝐜𝐚𝐝𝐨, ocorreu também em junho de 1978, no dia 18, exatamente dez dias depois da 𝐑𝐞𝐯𝐞𝐥𝐚çã𝐨 𝐝𝐨 𝐏𝐫𝐨𝐟𝐞𝐭𝐚 𝐒𝐩𝐞𝐧𝐜𝐞𝐫 𝐖. 𝐊𝐢𝐦𝐛𝐚𝐥𝐥. 𝟖 𝐝𝐞 𝐣𝐮𝐧𝐡𝐨 𝐝𝐞 𝟏𝟗𝟕𝟖:


A todos os oficiais do Sacerdócio Gerais e Locais de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias em todo o mundo:


Queridos irmãos:


Ao testemunharmos a expansão da obra do Senhor na Terra, ficamos gratos porque pessoas de muitas nações responderam à mensagem do Evangelho Restaurado e se uniram à Igreja em números cada vez maiores. Isso, por sua vez, inspirou-nos o desejo de estender a todos os membros dignos da Igreja todos os privilégios e bênçãos que o Evangelho proporciona.


Ciente das promessas feitas pelos Profetas e Presidentes da Igreja que nos precederam de que em algum momento, no Plano Eterno de Deus, todos os nossos irmãos que forem dignos possam receber o Sacerdócio, e testemunhando a fidelidade daqueles de quem o Sacerdócio foi concedido, foi retido, imploramos longa e sinceramente em nome deles, nossos fiéis irmãos, passando muitas horas no Cenáculo do Templo suplicando ao Senhor por orientação divina.


Ele ouviu nossas orações e, por revelação, confirmou que chegou o dia há muito prometido, em que todo homem fiel e digno da Igreja poderá receber o Santo Sacerdócio, com poder para exercer sua autoridade divina, e desfrutar com seus entes queridos todas as bênçãos. que flui daí, incluindo as bênçãos do Templo. Conseqüentemente, todos os membros dignos do sexo masculino da Igreja podem ser ordenados ao Sacerdócio, independentemente de raça ou cor. Os Líderes do Sacerdócio são instruídos a seguir a política de entrevistar cuidadosamente todos os candidatos à ordenação ao Sacerdócio Aarônico ou ao Sacerdócio de Melquisedeque, para garantir que atendam aos padrões estabelecidos de dignidade.


Declaramos com sobriedade que o Senhor agora tornou conhecida sua vontade para a bênção de todos os seus filhos em toda a Terra que darão ouvidos à voz de seus servos autorizados e se prepararão para receber todas as bênçãos do Evangelho.


Atenciosamente,


Spencer W. Kimball

N. Eldon Tanner

Marion G. Romney


A Primeira Presidência                                                                            

 - https://www.churchofjesuschrist.org/study/scriptures/dc-testament/od/2?lang=eng                                                     

 -> Movimento Negro Unificado: https://www.blackpast.org/global-african-history/movimento-negro-unificado-founded-1978/


👉 Enquanto a restrição levítica foi parte da Lei de Deus para aquela época, a restrição aos membros de linhagem e ascendência negra, pré-1978, foi uma política histórica influenciada pelas tensões sociais e étnico-raciais de sua própria era. 👈 🌻✨


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Texto escrito pela Cientista Social e Docente: Alexandra Carvalho Pereira de Palazuelos com Pós-Graduações em 'Gestão Educacional' e em 'Educação, Diversidade e Culturas Indígenas'. 

Pioneira desde 1977 (desde a Primária - Ramo de Campo Grande, no Rio de Janeiro - que tornou-se Estaca Campo Grande) em A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

domingo, 13 de setembro de 2026

Cuidado com os 60 Mais...


 .... *> 60* ....

Não briguem com pessoas com mais de 60 anos. Sério, evitem.


Não é só uma questão de idade: é uma verdadeira lição de sobrevivência.


Eles cresceram sem Google, sem entrega de refeições em casa, sem podcasts de desenvolvimento pessoal e sem botão de “Cancelar”. Quando algo quebrava, eles pegavam fita adesiva, WD-40, um martelo e exibiam uma expressão tão determinada que até o aparelho defeituoso acabava duvidando de si mesmo.


Crianças, eles sabiam exatamente de que humor estava a mãe só pelo barulho que ela fazia ao colocar mais ou menos violentamente a frigideira de ferro fundido no fogão.


Era a geração de crianças que voltavam sozinhas da escola, com a chave da casa pendurada no pescoço e instruções muito claras: aquecer o almoço e, acima de tudo, não botar fogo na cozinha. Aos dez anos, eles eram capazes de ir de bicicleta até a mercearia da esquina, comprar uma garrafa de leite para a vizinha, alimentar o cachorro e ainda ter tempo de brincar lá fora com os amigos até o anoitecer.


Os joelhos deles estavam permanentemente cobertos de arranhões, hematomas e marcas de antisséptico. O kit de primeiros socorros universal deles? Uma rápida lavada sob a mangueira e um curativo. Contanto que nenhum osso estivesse para fora, tudo bem.


Eles bebiam direto da mangueira, comiam pão de forma coberto de manteiga e açúcar, dividiam uma única garrafa de Coca-Cola entre cinco e, misteriosamente, sobreviviam apesar dessa total ausência de desinfecção.


É a geração que sabe rebobinar uma fita cassete com um lápis. Aquela que conhece a suspense de esperar uma semana inteira para um filme passar na televisão, porque se perdesse… estava acabado. Ela se lembra dos telefones de disco, das enormes listas telefônicas de papel nas quais se procurava o número de uma família, e da empolgação causada pela chegada da televisão em cores.


Eles conheceram as linhas telefônicas compartilhadas, as fitas de máquinas de escrever, os primeiros telefones portáteis do tamanho de tijolos, depois os flip phones. E hoje, talvez eles acabem enviando acidentalmente uma mensagem de voz de sete minutos, das quais os primeiros seis são basicamente compostos pela respiração deles e por:


“Alô? Você me ouve?”


E não se atreva a rir.


Porque sem GPS, essas pessoas eram capazes de atravessar metade do país com como únicos guias um velho mapa rodoviário de papel, um cooler cheio de sanduíches e essa convicção profunda de que:


“A saída não deve estar muito longe…”


Eles são os mestres absolutos da gambiarra doméstica. Sabem costurar, apertar, colar e consertar quase qualquer coisa. E em algum lugar do armário deles, há um famoso “saco de sacos” cheio de sacos plásticos, provavelmente mais velhos que metade dos gadgets eletrônicos que você possui.


Então, deixem em paz as pessoas com mais de 60 anos.


Eles conheceram o mundo antes da internet, depois aprenderam a viver no de depois. E durante todo esse tempo, não se contentaram em sobreviver: eles se viraram, se adaptaram e continuaram em frente.


E se você revistar os bolsos deles hoje, provavelmente encontrará um pirulito de menta, um lenço cuidadosamente dobrado, um comprimido contra dor “para o caso de…”… e, acima de tudo, uma sabedoria adquirida na marra que nenhum App Store jamais permitirá que você baixe.


Pois é….

Eu sou um idoso… faz tempo que passei dos 60….


Vida que segue…


Feliz final de semana… A TODOS!



🎅🐣

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

25 anos depois, ainda há silêncios que dizem tudo

 

25 anos depois… ainda há silêncios que dizem tudo.

Por Abilio Machado 

Há acontecimentos que o tempo não consegue apagar.


Há 25 anos, o mundo assistiu, atônito, a duas torres desabarem. Mas, muito mais do que concreto, aço e vidro, naquele dia desabaram sonhos, famílias, histórias e vidas que jamais teriam a oportunidade de continuar.


O 11 de setembro não foi apenas uma data marcada nos calendários. Foi um daqueles momentos em que a humanidade descobriu, da maneira mais dolorosa, que a intolerância pode transformar diferenças em tragédias.


Vinte e cinco anos se passaram.


Alguns que eram crianças naquele dia hoje são pais. Alguns que perderam seus pais carregam consigo a saudade. Filhos cresceram sem abraçar novamente seus pais. Mães e pais envelheceram esperando por uma volta que nunca aconteceu.


E talvez essa seja uma das maiores lições que podemos guardar:


por trás de cada número existe uma vida.

Por trás de cada vida existe uma história.

E por trás de cada história existe alguém que amou e foi amado.


Que lembrar o 11 de setembro não seja alimentar o ódio, mas compreender o preço dele.


Que a memória das vítimas nos ensine que nenhuma causa, nenhuma ideologia e nenhuma crença pode justificar a destruição deliberada de vidas inocentes.


Porque quando o ódio vence, não existem verdadeiramente vencedores. Existem apenas sobreviventes, feridas e saudades.


Hoje, 25 anos depois, talvez a melhor homenagem seja escolher aquilo que os terroristas tentaram destruir:


a capacidade humana de amar, conviver, perdoar e construir pontes onde outros desejam levantar muros.


Que jamais esqueçamos.


Não para viver presos ao passado,

mas para que o passado não precise se repetir.


11 de setembro de 2001.

25 anos de memória.

25 anos de saudade.

25 anos perguntando à humanidade: o que aprendemos?


🕊️ Que a memória das vítimas permaneça viva. E que a paz seja sempre maior que o ódio.