domingo, 10 de maio de 2026

Buscando a Deus !


 Muitas pessoas ainda buscam Deus em prédios feitos por mãos humanas. Eles caminham para grandes catedrais, ajoelham-se diante de belos altares e acendem velas na esperança de sentir a presença do céu. No entanto, enquanto seus lábios falam orações, seus corações muitas vezes permanecem distantes, feridos, vazios e sedentos por algo mais profundo. No entanto, Cristo nunca veio apenas para construir muros de pedra. Em vez disso, Ele veio para construir uma igreja viva dentro do coração humano.


É por isso que Paulo escreveu que Cristo deseja fazer morada em nossos corações. Não simplesmente para nos visitar por um momento, mas para habitar completamente dentro de nós, transformando nossos pensamentos, nossos desejos, nossa dor e nosso espírito até que nos tornemos a própria morada de Deus. Portanto, o verdadeiro santuário não se encontra em pisos de mármore ou altares dourados, mas em um rendido Alma quebrada diante Dele.


Além disso, o próprio Jesus revelou esta verdade quando falou sobre adorar o Pai em espírito e em verdade. Em outras palavras, a adoração já não está confinada a montanhas sagradas, templos ou sistemas religiosos. Em vez disso, a verdadeira adoração começa quando uma alma cansada cai diante de Deus com honestidade, humildade e arrependimento. Um coração partido tornou-se mais santo que a maior catedral porque Deus pode entrar onde o orgulho finalmente caiu.


Além disso, os que têm o coração partido não são rejeitados por Cristo. Pelo contrário, elas são as mesmas pessoas que Ele veio para curar. Aqueles que choram silenciosamente à noite, aqueles que se envergonham dos seus fracassos, aqueles que estão exaustos pelo pecado, pela rejeição e pela decepção - estas são as almas mais próximas do coração de Deus. Enquanto a religião muitas vezes esconde a fraqueza por trás das aparências, Cristo entra suavemente nas feridas que as pessoas tentam esconder. Ele não se cura através da condenação, mas através da Sua presença, da Sua misericórdia e do Seu amor infinito.


Às vezes as pessoas acreditam que a igreja é um lugar onde frequentam uma vez por semana. No entanto, a verdade mais profunda é que a igreja se torna viva sempre que Cristo vive verdadeiramente dentro do Seu povo. Portanto, a igreja não é construída pelo poder humano, popularidade ou desempenho religioso. Como diz as Escrituras, nem quem planta nem quem rega é qualquer coisa, mas só Deus que dá o crescimento. Uma pessoa pode pregar, outra pode encorajar, e outra pode orar através de lágrimas, mas é somente Deus que transforma a alma.


Por causa disto, o céu não mede grandeza como o mundo. Deus não está à procura dos edifícios mais impressionantes ou das vozes religiosas mais altas. Em vez disso, Ele procura corações dispostos a se tornarem Sua casa. Corações macios o suficiente para perdoar. Corações humildes o suficiente para se arrepender. Corações partidos o suficiente para precisar Dele completamente.


E assim, o verdadeiro templo é formado silenciosamente. É formado quando alguém escolhe a misericórdia em vez do ódio. É formado quando um pecador cai de joelhos e sussurra: "Senhor, preciso de Ti". É formado quando pessoas feridas descobrem que Cristo ainda os ama apesar das suas cicatrizes. Naqueles momentos sagrados, o céu toca a terra, e a igreja viva se ergue novamente - não através de muros de pedra, mas através de corações transformados cheios do Espírito de Deus.


Portanto, nossos corações são a igreja agora. Não é religião vazia. Não rituais frios. Não tradições sem vida. Mas almas vivas cheias do próprio Cristo. E onde Cristo realmente habita, ali o reino de Deus já está presente.



Entre dar a outra face e perder a própria Alma: o caminho do pacificador sem perder a dignidade.

 


Hoje na aula do quórum vimos o discurso Vivos em Cristo, debatemos sobre se manter digno e fiel em todos os momentos a sermos como Cristo e sermos pacificadores, porém muitos confundem ser pacificador com o ser trouxa, de ser submisso e aceitar, cheguei a citar a crônica que escrevi ontem sobre a autosabotagem no comércio para o blog O Capivara News. O que posso desenvolver sobre este tema de o ser como Cristo e ser pacificador porém não ser trouxa.

 Até onde iria nossa outra face ?

Entre dar a outra face e perder a própria Alma: o caminho do pacificador sem perder a dignidade. 

Por Abilio Machado 

Talvez aí exista uma das maiores confusões espirituais do nosso tempo: acreditar que ser semelhante a Cristo é viver sem limites, sem firmeza e sem discernimento. Como se bondade fosse passividade. Como se mansidão fosse covardia.

Cristo nunca foi “trouxa”.

Ele acolhia, mas também confrontava.

Perdoava, mas não se submetia ao abuso.

Amava profundamente, porém não negociava a verdade.

Quando expulsou os vendilhões do templo, não foi falta de amor. Foi justamente amor pelo sagrado. Quando se afastava das multidões para descansar, não era egoísmo. Era consciência de limite. Quando silenciava diante de certas provocações, não era fraqueza. Era domínio próprio.

O problema é que muitas pessoas confundem “dar a outra face” com permitir a continuação da violência, da manipulação ou da humilhação.

Mas talvez “dar a outra face” tenha menos relação com submissão e mais relação com não se tornar igual ao agressor.

É diferente.

Cristo não ensinou: — “Aceite ser destruído.” Ele ensinou: — “Não deixe o mal definir quem você se tornará.”

O pacificador não é aquele que evita conflitos a qualquer custo.

É aquele que tenta impedir que o conflito destrua a humanidade das pessoas envolvidas.

Às vezes, ser pacificador é conversar.

Às vezes, é se afastar.

Às vezes, é colocar limites.

E em certos momentos, é dizer um “não” firme, sem ódio.

A própria crônica da autosabotagem no comércio toca nisso. O cliente fiel não precisa destruir o comerciante, mas também não precisa continuar aceitando pão mofado, sonho vazio e desrespeito embalado com sorriso. Permanecer ali, fingindo que está tudo bem, não é bondade — é ausência de dignidade.

Existe uma espiritualidade adoecida que transforma virtude em servidão emocional.

Pessoas acabam acreditando que:

tolerar abuso é humildade;

sofrer calado é santidade;

nunca reagir é maturidade;

aceitar migalhas é amor cristão.

Mas Cristo também ensinava sobre fruto, verdade, justiça e consciência.

Até onde iria nossa “outra face”?

Talvez ela vá até o limite onde ainda conseguimos oferecer humanidade sem permitir a destruição da própria alma.

Depois disso, oferecer a outra face pode deixar de ser evangelho… e virar conivência.

E há uma diferença enorme entre:

sofrer por amor, e

aceitar degradação por medo de parecer “menos cristão”.

O Cristo pacificador não era um homem sem voz.

Era um homem sem ódio.

Talvez esteja aí a diferença mais difícil de aprender.


terça-feira, 5 de maio de 2026

Bodes e a Expiação

 



VELHO TESTAMENTO COMENTADO


Bodes e a Expiação

O Dia da Expiação, ou Yom Kippur, era o único dia no ano em que o sumo sacerdote israelita tinha permissão para entrar no Santo dos Santos — o espaço mais sagrado dentro do Tabernáculo e, posteriormente, dos templos antigos. Como parte do ritual estabelecido para essa data, o sumo sacerdote deveria levar dois bodes ao Tabernáculo (ou Templo) e lançar sortes sobre cada um deles.

Um animal era designado como o "bode do Senhor" e o outro como o "bode emissário" (ou Azazel). Uma fita vermelha era amarrada nos chifres do bode emissário para distingui-lo do outro. O bode do Senhor era sacrificado, e seu sangue, aspergido sobre a Arca da Aliança, no Santo dos Santos. Já o bode emissário era apresentado diante do sumo sacerdote, que impunha as mãos sobre a cabeça do animal, transferindo simbolicamente para ele todos os pecados de Israel. Em seguida, o animal era conduzido ao deserto e solto (ver Levítico 16:7-10).

O bode oferecido em sacrifício simboliza claramente Cristo, que realizou a Expiação por nós. O bode emissário, ao ser levado para o deserto, simboliza o pecado sendo removido do meio do povo. No Novo Testamento, encontramos um paralelo interessante:

“Ora, por ocasião da festa, costumava o governador soltar um preso, escolhendo o povo aquele que quisesse. E tinham então um preso bem conhecido, chamado Barrabás. Portanto, reunindo-se eles, disse-lhes Pilatos: Qual quereis que vos solte? Barrabás, ou Jesus, chamado Cristo?” (Mateus 27:15-17).

Cedendo ao clamor da multidão, Pilatos soltou Barrabás, enquanto Jesus foi levado para ser crucificado. Barrabás, que personificava a rebelião e a violência, acabou cumprindo o papel do bode emissário: ele foi solto, mas ainda carregava seus pecados consigo. Jesus, por sua vez, cumpriu o papel do "bode do Senhor", entregando Sua vida para expiar os pecados de toda a humanidade.

No ritual do Dia da Expiação, um animal morre para que o pecado possa ser extirpado. Segundo a tradição do Segundo Templo, o bode emissário era levado a um penhasco específico no deserto e empurrado para a morte, garantindo que o animal (e, simbolicamente, o pecado) jamais retornasse.¹ Ao ser afastado do templo de Deus e morto, o bode emissário tipificava a consequência mais grave do pecado: a morte espiritual.

O sangue do bode sacrificado era aspergido sete vezes sobre a arca da aliança (Levítico 16:14-15). Nas Escrituras, o número sete geralmente simboliza perfeição, completude e totalidade.² Isso reforça que Cristo realizou uma Expiação perfeita e completa por cada um de nós.

Notas:

1. Mishná Yoma 6:2-6

2. Corbin Volluz; “A Study in Seven: Hebrew Numerology in the Book of Mormon”, BYU Studies Quarterly: Vol. 53 : Iss. 2 , Article 7. Disponível em: scholarsarchive.byu.edu/byusq/vol53/iss2/7

domingo, 3 de maio de 2026

Cada igreja quer ser dona de Deus

Cada igreja quer ser dona de Deus

(Uma provocação necessária sobre fé, controle e pertencimento)

📍De onde esse texto nasce…

Sentado no banco da igreja, olhando para o altar enquanto o silêncio parecia mais honesto do que muitos discursos…

foi ali que essa inquietação apareceu:

quando foi que começamos a tentar aprisionar Deus dentro das nossas próprias certezas?

Vou falar sem rodeio:

toda igreja, em algum momento, flerta com a ideia de ser a “certa” ou faz disso uma bandeira cotidiana.

Inclusive a minha. Inclusive a sua.

E não adianta fingir que não.

Porque no fundo, o discurso muda…

mas a estrutura é a mesma:

“aqui tem mais verdade”,

“aqui é mais puro”,

“aqui é mais bíblico”,

“aqui é mais Deus”.

E aí começa o jogo.

Não é só teologia — é psicológico.

O ser humano não lida bem com dúvida.

A fé já é, por natureza, um salto no invisível.

Então o que a gente faz?

Constrói certezas.

Organiza o mistério.

Engaveta Deus em doutrinas.

E chama isso de segurança espiritual.

No fundo, não é sobre Deus…

é sobre não enlouquecer com a incerteza.

Pertencer custa caro.

Toda igreja precisa de identidade.

E identidade se constrói assim:

nós estamos certos — os outros, nem tanto.

Isso cria união.

Mas também cria cegueira.

Porque quando o grupo vira referência absoluta,

questionar deixa de ser reflexão

e passa a ser ameaça.

O medo disfarçado de convicção.

Pouca gente admite, mas está lá:

o medo de estar no lugar errado.

Medo de “perder a salvação”.

Medo de “não agradar a Deus do jeito certo”.

Então a igreja vira porto seguro —

e, para se manter como porto, precisa convencer que o resto é mar aberto.

E tem poder nisso, sim.

Não vamos romantizar.

Quando alguém diz:

“aqui está a verdade”

não está só falando de fé.

Está falando de influência.

De autoridade.

De controle de narrativa.

Porque quem define a verdade…

define o comportamento.

Cada um lê — e acha que Deus assinou embaixo.

Texto sagrado não fala sozinho.

Sempre tem alguém interpretando.

O problema não é interpretar.

O problema é achar que a própria leitura é a última palavra de Deus.

Aí não tem diálogo.

Só tem disputa.

O ponto mais incômodo.

Muita igreja não adora Deus.

Adora a imagem de Deus que construiu.

Um Deus que concorda com tudo que ela acredita.

Que rejeita quem ela rejeita.

Que valida o que ela já decidiu.

Nesse ponto…

Deus deixa de ser transcendente

e vira extensão do grupo.

E a gente entra nisso sem perceber.

Porque tem história.

Tem família.

Tem afeto.

Questionar a igreja, às vezes, parece questionar quem a gente é.

Então a gente protege…

mesmo quando algo dentro já começou a incomodar.

O problema não é ter convicção.

É precisar que todo mundo esteja errado

pra eu me sentir certo.

Agora, o ponto que quase ninguém fala:

Se Deus for mesmo quem a gente diz que é…

Ele não cabe inteiro em nenhuma igreja.

Nenhuma.

Isso não invalida a fé.

Mas desmonta a soberba.

Fechamento

No fim das contas, não são as igrejas que querem ser donas de Deus.

É o ser humano tentando reduzir o infinito

pra caber dentro da própria segurança.

E talvez fé de verdade não seja encontrar um lugar onde Deus está preso…

Mas ter maturidade pra seguir buscando

mesmo sabendo que Ele nunca vai caber completamente em lugar nenhum.

Me conta nos comentários se sua igreja é assim com argumentos por favor.

Abilio Machado 

📞 Contato: 41 99845-1364 | 41 99635-3923

📷 Instagram: @psicoterapeutaabiliomachado

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Referência:

Machado de Lima Filho, Abilio. Ser bom não é ser perfeito: a coragem de existir com limites. Campo Largo: Produção independente, 2026.

sábado, 2 de maio de 2026

VEJA, OUÇA E CALE: Disciplina do Iniciado

 

VEJA, OUÇA E CALE: Disciplina do Iniciado


“Ver, ouvir e calar” não é um slogan de passividade, mas uma prática de domínio interior. É aprender a observar sem preconceito, a ouvir sem interromper e a ficar calado sem reprimir, transformando tudo isso em compreensão.


Ver, implica perceber além da aparência.

Ouvir, significa atender não só as palavras, mas também as suas intenções.

Calar-se, exige controle suficiente para não reagir, mas responder com consciência.


Na tradição inicática, estas três ações formam a base da aprendizagem. Antes de julgar, o homem deve educar seu olhar, afinar sua escuta e temperar sua palavra.


O silêncio, neste contexto, não é vazio: é elaboração. É o espaço onde o visto e o ouvido são ordenados, analisados e transformados em critério.


Quem fala sem ter visto, está errado.

Quem pensa sem ter ouvido, se precipita.

Quem não sabe calar se trai.


- Assista com atenção

- Ouvir com intenção

- Cale-se com sabedoria.


Só então a palavra, quando chegar, será justa, necessária e oportuna.


Porque o verdadeiro conhecimento não começa quando fala... mas ao aprender a observar, ouvir e ficar em silêncio.


 #VerOirYCallar #SilencioInterior #DisciplinaMasonica #Autodominio #Reflexion #Sabiduria #TemploInterior #TrabajoInterior 

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Que os irmãos vivam em união...

 


*'Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união. É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes. Como o orvalho de Hermom, e como o que desce sobre os montes de Sião, porque ali o SENHOR ordena a bênção e a vida para sempre.' Salmos 133:1-3*


Viver em comunhão no lar, no trabalho, na igreja e na sociedade deve ser nossa motivação diária. Precisamos nos relacionar bem com as pessoas ao nosso redor, ajudando uns aos outros, vivendo sempre em união, pois é na unidade que o Espirito Santo de Deus derrama seu óleo sobre nós. E ainda mais, é na unidade e na comunhão que o Senhor ordena Sua benção e a vida para sempre.


ORAÇÃO: Pai querido, eu peço que o Senhor ajude a me relacionar bem com a minha família, meus colegas e com meu próximo. Ajuda-me a entender que não há ninguém perfeito, e as pessoas cometem erros, e caso alguém falhe, e me cause alguma ofensa ou algum dano, que eu possa estar pronto para perdoar. Ajuda-me a não me deixar envolver em intrigas, discussões e confusão que causam inimizades e desunião. Eu oro em nome de Jesus. Amém.



#ensinamentosdopapainoel 

#queestejapronto

#capelaniaessencial

domingo, 26 de abril de 2026

A foto Pulitzer que mostra Che Guevara esperando para executar um camponês que não concordava com as atrocidades de Fidel

 


Conhece o carinha da foto esperando para dar a ordem de fuzilamento do camponês (que segundo o Estadão Verifica Fatos era um soldado, acreditemos, como se fosse mudar o fato que é uma execução sumária)?! É, é o cara das camisetas que você usa... E que fiz que era um libertário... Che Guevara que em um ano fuzilou 3 vezes mais do que 30 anos do regime militar, ah mas é coisa que aquele professor não vai falar para você, nem que ele fuzilava gays, lésbicas, negros e quando fuzilava o pai matava os adolescentes com a célebre frase que não queria passar a vida olhando para trás, e seu fim foi na mão de um destes meninos que sobreviveu e o procurou pela América Latina.

Facebook app e Estadão Verifica Fatos soldado ou camponês é um ser humano tomando sua bênção para a morte por fuzilamento e che guevara de prontidão para dar a ordem... mudar o morto não muda o contexto que é mostrar que muitos jovens são levados a idolatrar o verdadeiro genocida da América Latina.... Podem tentar , mas a verdade sempre tem contexto.