domingo, 13 de setembro de 2026

Cuidado com os 60 Mais...


 .... *> 60* ....

Não briguem com pessoas com mais de 60 anos. Sério, evitem.


Não é só uma questão de idade: é uma verdadeira lição de sobrevivência.


Eles cresceram sem Google, sem entrega de refeições em casa, sem podcasts de desenvolvimento pessoal e sem botão de “Cancelar”. Quando algo quebrava, eles pegavam fita adesiva, WD-40, um martelo e exibiam uma expressão tão determinada que até o aparelho defeituoso acabava duvidando de si mesmo.


Crianças, eles sabiam exatamente de que humor estava a mãe só pelo barulho que ela fazia ao colocar mais ou menos violentamente a frigideira de ferro fundido no fogão.


Era a geração de crianças que voltavam sozinhas da escola, com a chave da casa pendurada no pescoço e instruções muito claras: aquecer o almoço e, acima de tudo, não botar fogo na cozinha. Aos dez anos, eles eram capazes de ir de bicicleta até a mercearia da esquina, comprar uma garrafa de leite para a vizinha, alimentar o cachorro e ainda ter tempo de brincar lá fora com os amigos até o anoitecer.


Os joelhos deles estavam permanentemente cobertos de arranhões, hematomas e marcas de antisséptico. O kit de primeiros socorros universal deles? Uma rápida lavada sob a mangueira e um curativo. Contanto que nenhum osso estivesse para fora, tudo bem.


Eles bebiam direto da mangueira, comiam pão de forma coberto de manteiga e açúcar, dividiam uma única garrafa de Coca-Cola entre cinco e, misteriosamente, sobreviviam apesar dessa total ausência de desinfecção.


É a geração que sabe rebobinar uma fita cassete com um lápis. Aquela que conhece a suspense de esperar uma semana inteira para um filme passar na televisão, porque se perdesse… estava acabado. Ela se lembra dos telefones de disco, das enormes listas telefônicas de papel nas quais se procurava o número de uma família, e da empolgação causada pela chegada da televisão em cores.


Eles conheceram as linhas telefônicas compartilhadas, as fitas de máquinas de escrever, os primeiros telefones portáteis do tamanho de tijolos, depois os flip phones. E hoje, talvez eles acabem enviando acidentalmente uma mensagem de voz de sete minutos, das quais os primeiros seis são basicamente compostos pela respiração deles e por:


“Alô? Você me ouve?”


E não se atreva a rir.


Porque sem GPS, essas pessoas eram capazes de atravessar metade do país com como únicos guias um velho mapa rodoviário de papel, um cooler cheio de sanduíches e essa convicção profunda de que:


“A saída não deve estar muito longe…”


Eles são os mestres absolutos da gambiarra doméstica. Sabem costurar, apertar, colar e consertar quase qualquer coisa. E em algum lugar do armário deles, há um famoso “saco de sacos” cheio de sacos plásticos, provavelmente mais velhos que metade dos gadgets eletrônicos que você possui.


Então, deixem em paz as pessoas com mais de 60 anos.


Eles conheceram o mundo antes da internet, depois aprenderam a viver no de depois. E durante todo esse tempo, não se contentaram em sobreviver: eles se viraram, se adaptaram e continuaram em frente.


E se você revistar os bolsos deles hoje, provavelmente encontrará um pirulito de menta, um lenço cuidadosamente dobrado, um comprimido contra dor “para o caso de…”… e, acima de tudo, uma sabedoria adquirida na marra que nenhum App Store jamais permitirá que você baixe.


Pois é….

Eu sou um idoso… faz tempo que passei dos 60….


Vida que segue…


Feliz final de semana… A TODOS!



🎅🐣

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

25 anos depois, ainda há silêncios que dizem tudo

 

25 anos depois… ainda há silêncios que dizem tudo.

Por Abilio Machado 

Há acontecimentos que o tempo não consegue apagar.


Há 25 anos, o mundo assistiu, atônito, a duas torres desabarem. Mas, muito mais do que concreto, aço e vidro, naquele dia desabaram sonhos, famílias, histórias e vidas que jamais teriam a oportunidade de continuar.


O 11 de setembro não foi apenas uma data marcada nos calendários. Foi um daqueles momentos em que a humanidade descobriu, da maneira mais dolorosa, que a intolerância pode transformar diferenças em tragédias.


Vinte e cinco anos se passaram.


Alguns que eram crianças naquele dia hoje são pais. Alguns que perderam seus pais carregam consigo a saudade. Filhos cresceram sem abraçar novamente seus pais. Mães e pais envelheceram esperando por uma volta que nunca aconteceu.


E talvez essa seja uma das maiores lições que podemos guardar:


por trás de cada número existe uma vida.

Por trás de cada vida existe uma história.

E por trás de cada história existe alguém que amou e foi amado.


Que lembrar o 11 de setembro não seja alimentar o ódio, mas compreender o preço dele.


Que a memória das vítimas nos ensine que nenhuma causa, nenhuma ideologia e nenhuma crença pode justificar a destruição deliberada de vidas inocentes.


Porque quando o ódio vence, não existem verdadeiramente vencedores. Existem apenas sobreviventes, feridas e saudades.


Hoje, 25 anos depois, talvez a melhor homenagem seja escolher aquilo que os terroristas tentaram destruir:


a capacidade humana de amar, conviver, perdoar e construir pontes onde outros desejam levantar muros.


Que jamais esqueçamos.


Não para viver presos ao passado,

mas para que o passado não precise se repetir.


11 de setembro de 2001.

25 anos de memória.

25 anos de saudade.

25 anos perguntando à humanidade: o que aprendemos?


🕊️ Que a memória das vítimas permaneça viva. E que a paz seja sempre maior que o ódio.

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

O Enigmático Caso Marco Aurélio (08/06/1985)

    

O ENIGMÁTICO CASO MARCO AURÉLIO

Uma existência deletada, muitas possibilidades


Tudo começou sob um céu limpo, em 8 de junho de 1985. Marco Aurélio Simon, um escoteiro de apenas 15 anos, partiu de São Paulo rumo ao Pico dos Marins, em Piquete (SP), acompanhado de outros três adolescentes — Osvaldo, Ricardo e Ramatis — sob a liderança do monitor Juan Bernabeu Céspedes. A expedição tinha o espírito de um rito de passagem: testar limites físicos e emocionais em uma das montanhas mais desafiadoras do Brasil.


A subida começou com entusiasmo, mas o percurso mudou drasticamente quando Osvaldo Lousada machucou gravemente o joelho. A lesão tornou o avanço lento e perigoso. Por volta das 14 horas, diante da urgência, Juan tomou a decisão que marcaria a história: autorizou Marco Aurélio, considerado o mais preparado do grupo, a descer sozinho a montanha para buscar ajuda e avisar os donos da fazenda localizada na base.


Antes de desaparecer entre a vegetação, Marco deixou um sinal: marcou uma pedra com giz, escrevendo o número do grupo — 240 — e desenhou uma seta indicando o caminho que seguiria. Ele levava um apito, uma faca de mateiro e sua mochila. O combinado era simples: ele chegaria à base, pediria socorro, e aguardaria o restante do grupo.


Mas isso nunca aconteceu.


Quando Juan e os três meninos finalmente alcançaram a fazenda de Afonso Xavier, o choque foi imediato: Marco Aurélio jamais passou por ali. Nenhuma notícia. Nenhum rastro.


Acreditando que o garoto pudesse estar desorientado, Juan tomou outra decisão controversa: voltou sozinho à montanha durante a noite, enfrentando frio intenso e neblina cerrada, chamando pelo nome de Marco Aurélio. Encontrou apenas silêncio.


Pouco depois, já na madrugada, Juan e os escoteiros afirmaram ter ouvido algo inquietante: o som de um apito ecoando pela serra, seguido de gritos de socorro que pareciam vir de todos os lados — e de lugar nenhum. Relataram também a presença de luzes estranhas, azuladas e brancas, pairando sobre a mata, movendo-se de forma incomum.


No dia seguinte, teve início uma das maiores operações de busca já realizadas no Brasil. Centenas de bombeiros, policiais, alpinistas, voluntários, helicópteros e cães farejadores vasculharam a região. O resultado foi desconcertante: absolutamente nada. Nenhuma peça de roupa, nenhum objeto, nenhum vestígio do garoto.


Os cães farejadores seguiram o rastro de Marco Aurélio por quilômetros — até que, subitamente, pararam. O cheiro terminava em uma área de mato amassado, como se o rastro tivesse sido interrompido verticalmente. O Pico dos Marins, conhecido por anomalias magnéticas que afetam bússolas, passou a alimentar teorias ainda mais inquietantes. Para alguns, Marco Aurélio teria atravessado algo inexplicável — um “portal”.


A investigação, porém, concentrou-se na hipótese criminal. A polícia considerou que Juan poderia ter matado o garoto e inventado a história da descida solitária. Mas essa teoria esbarrava em um obstáculo crucial: os outros três adolescentes. Para que fosse verdadeira, exigiria um pacto de silêncio entre eles. Mesmo submetidos a interrogatórios separados e intensa pressão, nenhum deles jamais mudou uma vírgula do relato. Até hoje, todos afirmam que Marco Aurélio desceu sozinho, por ordem do monitor.


Outro elemento perturbador surgiu dos próprios meninos. Eles relataram que, horas antes do desaparecimento, viram um homem estranho observando o grupo à distância — alguém que parecia um andarilho ou ermitão da região. Essa figura misteriosa alimentou a hipótese de que Marco Aurélio pudesse ter sido interceptado por alguém que conhecia profundamente a serra, suas trilhas e cavernas.


Para aumentar ainda mais o mistério, surgiu o depoimento de um caminhoneiro, que afirmou ter dado carona, naquela mesma noite, a um jovem com características muito semelhantes às de Marco Aurélio, em uma estrada próxima. O rapaz parecia desorientado, mas sem ferimentos graves. A pergunta passou a ecoar:

E se ele tivesse conseguido descer por outro caminho?

Mas então, por quê fugir? Do que estaria escapando? Teria sofrido um trauma, uma queda, um surto de amnésia?


Em busca de respostas, a família procurou o médium Chico Xavier. Ao ser questionado, Chico afirmou que não conseguia estabelecer contato espiritual com Marco Aurélio, explicando que suas comunicações eram apenas com os mortos. Segundo ele, o garoto estava vivo.


Os anos passaram. O silêncio permaneceu.


Em 2021, a Polícia Civil reabriu o caso, agora com recursos inéditos. Drones de alta tecnologia, alguns equipados com sensores alemães, utilizaram GPR (Radar de Penetração no Solo), capazes de detectar alterações no subsolo. Scanners térmicos e sistemas de inteligência artificial mapearam a montanha em busca de anomalias invisíveis ao olho humano.


Entre 2021 e 2023, e novamente em 2024 e 2025, equipes de arqueologia forense realizaram escavações cirúrgicas em pontos considerados suspeitos.

Nada foi encontrado.


Mais recentemente, uma nova revelação reacendeu as esperanças — e a frustração. A filha de um antigo morador da região afirmou que seu pai, em leito de morte, teria confessado que o corpo do escoteiro estava enterrado sob o assoalho de sua casa. O local foi demolido, periciado, escaneado.

Mais uma vez: nenhuma evidência.


A dor da família Simon atravessou décadas. O pai, Ivo Simon, jornalista, repetia incansavelmente que “um filho não é uma agulha para sumir do nada”. Ele e a esposa, Terezinha Simon, morreram sem jamais obter respostas.


O irmão gêmeo de Marco Aurélio, Marco Antônio, viveu a experiência única e devastadora de perder sua “outra metade”. Até hoje, ele sustenta a convicção íntima de que o irmão está vivo em algum lugar.


O Pico dos Marins continua de pé.

A montanha guarda seu silêncio.

E o caso Marco Aurélio segue como um dos maiores mistérios não resolvidos do Brasil —

uma história onde nenhuma teoria explica tudo,

e onde a ausência pesa mais do que qualquer prova.


Créditos: Estudos Históricos

domingo, 6 de setembro de 2026

Código de honra do veterano PE

 


CÓDIGO DE HONRA DO VETERANO PE


O veterano PE é um autêntico herdeiro do Espírito de Ares.

O veterano PE honra e ama sempre a sua Pátria.

Mantém o dever e a disciplina como lemas.

Cultua a verdade, a justiça e a lealdade.

Valoriza as tradições, engrandecendo o prestígio e os valores da Polícia do Exército.

Orgulha-se de ser um Veterano PE e de ter pertencido a uma Tropa de Elite.

O veterano PE está sempre pronto para o chamado da Nação.

Cumpre e faz cumprir o Código de Honra e os Estatutos da sua Unidade.

Está sempre disposto a ajudar aos que dele necessitem.

Recusa intransigentemente colaborar em qualquer ação que contrarie a honra e a disciplina militares da PE.

Faz da disciplina e da camaradagem a sua força; do valor e da lealdade, suas virtudes.

Um Veterano PE considera seu irmão todo veterano PE, independentemente de qualquer circunstância (credo, etnia, nacionalidade ou unidade militar).

Cumpre com a sua palavra e cuida do seu corpo e de sua alma.

Respeita a autoridade e repudia a injustiça.

Um veterano PE Jamais deixará de ser o verdadeiro PE!


UM COMPROMISSO QUE NUNCA MORRE: UMA VEZ PE SEMPRE PE!!!


UMA FELIZ SEMANA DO BRASIL !!!

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Tartaria Magna

 


**O “mapa de Tartária” (ou Tartaria / Grande Tartária)** refere-se a um termo geográfico antigo que aparecia em mapas europeus entre os séculos XIII e XIX, e não a um país ou império unificado com fronteiras rígidas e governo central.


### O que era a Tartária historicamente

A Tartária (do latim *Tartaria* ou *Tartaria Magna*) era o nome genérico que os europeus davam a uma vasta região pouco conhecida da Ásia Central e Setentrional. Ela se estendia, de forma aproximada, do Mar Cáspio e dos Montes Urais até o Oceano Pacífico, abrangendo áreas que hoje correspondem à Sibéria, partes do Turquestão, Mongólia, Manchúria e, em alguns mapas, regiões próximas.


Os habitantes eram genericamente chamados de “tártaros” (termo derivado dos povos turcos e mongóis ligados ao Império Mongol e seus sucessores). Na prática, a palavra funcionava como um rótulo cartográfico amplo — parecido com a forma como alguém poderia dizer “Ásia Central” ou “Oriente” sem indicar um Estado único. Não havia um império chamado Tartária com capital, bandeira oficial unificada, sistema legal próprio ou governo central que controlasse todo aquele território.


Com o tempo, os cartógrafos passaram a subdividir a região:

- Tartária Moscovita ou Russa (principalmente a Sibéria ocidental, sob influência russa)

- Tartária Independente (áreas da Ásia Central)

- Tartária Chinesa (Manchúria, Mongólia e partes sob influência Qing)

- Tartária Oriental e outras variações


Mapas famosos, como o de Abraham Ortelius de 1570 (*Tartariae sive Magni Chami Imperium*), mostram essa grande área. À medida que a exploração russa avançou para o leste e o conhecimento geográfico europeu melhorou no século XVIII e especialmente no XIX, o termo genérico foi sendo abandonado em favor de nomes mais precisos (Sibéria, Turquestão, etc.). Por isso ele desaparece dos mapas modernos.


### A teoria da conspiração moderna

A partir de cerca de 2016–2018, o termo ganhou popularidade em círculos online como base de uma teoria conspiratória. Segundo essa narrativa:

- Existiria um grande “Império Tartariano” avançado, tecnologicamente superior e muitas vezes descrito como pacífico e global.

- Esse império teria sido destruído ou apagado da história (geralmente por um “mud flood” — inundação de lama catastrófica — no século XIX).

- Edifícios antigos em várias cidades do mundo (com portas e janelas “enterradas”, arquitetura monumental etc.) seriam restos dessa civilização, e a história oficial teria sido reescrita para escondê-la.


A teoria se alimenta de imagens de mapas antigos, fotografias antigas de cidades e interpretações seletivas de arquitetura. Suas raízes estão em correntes de pseudohistória russa (como a “Nova Cronologia” de Anatoly Fomenko e ideias de Nikolai Levashov), que depois se espalharam e se misturaram com outras narrativas conspiratórias na internet.


### O que dizem os historiadores e geógrafos

A visão acadêmica e cartográfica é clara: a Tartária nunca foi um Estado unificado ou império avançado oculto. Era um termo europeu de conveniência para terras pouco mapeadas e habitadas por diversos povos. Sociedades geográficas (incluindo a Sociedade Geográfica Russa) e historiadores apontam que os mapas estão disponíveis, a história da região é documentada e o desaparecimento do nome é o resultado natural do avanço do conhecimento geográfico, não de um apagamento deliberado.


Em resumo: o “mapa de Tartária” mostra um conceito cartográfico europeu antigo para uma grande parte da Ásia interior. Ele é real como rótulo histórico em mapas antigos, mas a ideia de um império perdido e avançado que teria sido apagado da história é uma construção moderna sem apoio nas evidências históricas e arqueológicas.

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Quando ouvir é mais importante que fazer, e sim transformar


 QUANDO OUVIR É MAIS IMPORTANTE QUE FAZER, E SIM TRANSFORMAR...


Jesus entrou na casa de Marta e Maria.


Enquanto Maria se sentou aos pés de Jesus para ouvir suas palavras, Marta estava ocupada com os afazeres da casa — e se incomodou por estar trabalhando sozinha.


Jesus, porém, mostrou-lhe algo profundo:


“Maria escolheu a boa parte.”


Há momentos em que estamos tão ocupados fazendo, resolvendo e servindo que esquecemos de parar para ouvir aquilo que pode transformar nossa maneira de viver.


A Palavra que edifica não é apenas aquela que escutamos com os ouvidos.


É aquela que entra na consciência, confronta, consola e nos transforma.


Porque nem sempre precisamos de mais respostas.


Às vezes, precisamos simplesmente parar e ouvir.


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Entre dois ladrões, Jesus ensina sobre escolhas


 ENTRE DOIS LADRÕES, JESUS NOS ENSINA SOBRE ESCOLHAS


No Calvário, Jesus está entre dois ladrões.


Dois homens diante da mesma cruz.

Do mesmo sofrimento.

Da mesma proximidade com a morte.

Mas duas atitudes completamente diferentes.


Um olha para Jesus e exige:

“Salva a ti mesmo e a nós!”


O outro reconhece sua própria condição, olha para Jesus e diz, em essência:

“Lembra-te de mim.”


E Jesus responde com uma das frases mais profundas do Evangelho:

“Hoje estarás comigo no paraíso.”


Talvez a grande lição não esteja apenas nos ladrões, mas naquilo que fazemos quando a vida nos coloca diante dos nossos próprios limites.


Há pessoas que, diante da dor, tornam-se acusadoras:

“Por que Deus permitiu isso?”

“Por que comigo?”

“Se Deus existe, Ele tem que resolver!”


E há aquelas que, mesmo sem entender tudo, conseguem reconhecer:

“Eu não controlo tudo. Eu também errei. Preciso de graça.”


A diferença não está em quem sofreu mais.

Os dois estavam na mesma situação.


A diferença estava na maneira como cada um se posicionou diante dela.


E talvez seja essa uma das grandes mensagens psicológicas e espirituais do Calvário:


Nem sempre podemos escolher a cruz que a vida coloca diante de nós.

Mas podemos escolher quem seremos diante dela.


Jesus não pergunta ao ladrão arrependido pelo seu currículo.

Não exige que ele tenha tempo para reconstruir toda a sua história.

Ele encontra naquele último momento algo precioso: consciência, reconhecimento e confiança.


Isso também nos ensina sobre pessoas.


Cuidado ao acreditar que alguém está definitivamente perdido por causa do seu passado.


Há histórias que mudam no último capítulo.


Há pessoas que encontram consciência depois de muitos erros.


E há quem passe uma vida inteira dentro da igreja, mas continue incapaz de reconhecer os próprios erros.


Entre dois ladrões, Jesus nos mostra que a graça não é prêmio para quem teve uma história perfeita.


É possibilidade para quem, em algum momento, decide olhar para si mesmo com honestidade.


“Diante da minha própria cruz, eu tenho exigido que Deus mude as circunstâncias ou tenho permitido que Ele transforme a mim?”


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