segunda-feira, 27 de julho de 2026

A farda...

 


A Farda: Uma Segunda Pele🫡🇧🇷!

"A farda não é uma veste, que se despe com facilidade e até com indiferença, mas uma outra pele, que adere à própria alma, irreversivelmente para sempre."


Essa frase expressa, com profundidade, o verdadeiro significado da farda para aqueles que dedicaram parte de suas vidas ao serviço da Pátria. Muito além de um uniforme, a farda representa um compromisso assumido com honra, disciplina, lealdade e espírito de sacrifício. Ela simboliza valores que permanecem vivos mesmo depois que o militar deixa o serviço ativo.


Ao vestir a farda, homens e mulheres aceitam uma missão que exige renúncias, coragem e responsabilidade. Aprendem que o dever está acima dos interesses individuais, que a camaradagem fortalece os momentos difíceis e que o amor ao Brasil deve ser demonstrado por meio de atitudes e exemplos. Esses ensinamentos não desaparecem quando a farda é retirada; eles passam a fazer parte da identidade de quem a vestiu.


Por isso, dizer que a farda é "uma outra pele" significa reconhecer que ela marca a alma de forma permanente. O militar pode seguir novos caminhos na vida, mas continuará carregando consigo os princípios aprendidos nos quartéis, o respeito à hierarquia e à disciplina, a honra de servir e a lembrança dos companheiros de jornada.


A verdadeira essência da farda não está no tecido, nas insígnias ou nas condecorações. Ela está nos valores que moldam o caráter e permanecem para sempre. É uma herança moral que acompanha o combatente durante toda a vida, tornando impossível separar o homem da missão que um dia jurou cumprir. A farda pode deixar os ombros, mas jamais deixa o coração

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Procrastinação espiritual

 

Meu irmãozinho William postou um print que reflete um pensamento que sempre me questionei sobre o porque muitos se prendem no último instante como resposta a tudo que fizeram ou se omitiram.


A Procrastinação Espiritual

Nessa primeira parte vou me referir ao acerto de contas com Ele...

Há uma ideia que, ao longo do tempo, parece ter sido assimilada por muitos cristãos, ainda que nem sempre tenha sido essa a intenção da pregação: "Algum dia eu me arrependo."


Essa frase, aparentemente inocente, revela um dos mecanismos mais perigosos da alma humana. Psicologicamente, ela funciona como um anestésico da consciência. A pessoa reconhece que precisa mudar, mas adia a mudança para um futuro imaginário. É uma forma de negociar consigo mesma: "Continuo vivendo como desejo e, mais tarde, acerto minhas contas com Deus."


Chamo esse fenômeno de procrastinação espiritual.


O mais curioso é que essa mentalidade frequentemente encontra justificativa no episódio do Bom Ladrão crucificado ao lado de Cristo. Muitos enxergam naquele acontecimento uma prova de que sempre haverá tempo para o arrependimento. No entanto, essa interpretação inverte completamente o sentido do texto bíblico.


O ladrão não planejou arrepender-se na última hora. Ele não viveu apostando na misericórdia futura. Seu arrependimento foi espontâneo, profundo e sincero, nascido diante da verdade de Cristo e da própria finitude. O Evangelho descreve um acontecimento extraordinário; não estabelece uma estratégia de vida.


Quando esse relato é transformado em um modelo de comportamento, a graça deixa de ser um convite à transformação e passa a ser tratada como uma espécie de seguro espiritual: vive-se como se deseja hoje, acreditando que bastará um pedido de perdão amanhã.


É justamente aí que mora o perigo psicoteológico.


A procrastinação espiritual produz a ilusão de que controlamos o tempo, como se soubéssemos quando será nossa última oportunidade de escolher Deus. Entretanto, ninguém possui essa garantia. O amanhã pertence apenas aos nossos planos; jamais às nossas certezas.


A graça nunca foi um incentivo ao adiamento. Ela sempre foi um chamado ao presente.


O episódio da cruz nos ensina que nunca é tarde para um arrependimento verdadeiro. Mas jamais ensina que devemos deixar para nos arrepender no último instante.


Talvez a maior tragédia espiritual não seja o pecado em si, mas a falsa segurança de acreditar que sempre haverá tempo para abandoná-lo.


Porque quem vive dizendo "algum dia eu me arrependo" corre o risco de descobrir, tarde demais, que o único tempo sobre o qual realmente tinha domínio chamava-se hoje.


Abilio Machado

Psicoarteterapeuta

O sopro, os ossos e a razão

 


Para hoje, despido de qualquer jargão de escritório ou analogia corporativa, o texto de Marco Aurélio nos joga direto para dentro do espelho. É uma das passagens mais viscerais sobre a nossa própria substância e sobre a urgência de parar de desperdiçar a vida com superficialidades.

*A Mensagem de Hoje:* O sopro, os ossos e a Razão

"O que sou eu, afinal? Um pouco de carne, um sopro de vida e a razão diretora. Deixa de lado os livros! Não te distraias mais com eles; isso não te é permitido. Mas, como se estivesses agora mesmo no limiar da morte, despreza a carne: este emaranhado de sangue, ossos e uma rede tecida de nervos, veias e artérias. Olha também para o sopro de vida: o que ele é? Vento, e nem sequer um vento sempre igual, mas que a cada instante é expelido e novamente sugado. Resta-te, pois, a razão diretora..."

— MARCO AURÉLIO, MEDITAÇÕES, 2.2

O Exame de Consciência

Marco Aurélio escreveu isso para si mesmo para destruir o próprio ego e a ilusão de que ele era algo grandioso por ser Imperador. Ele reduz a sua existência física à sua real crueza biológica: um saco de carne, sangue, ossos e um sopro de ar que entra e sai.

O erro que cometemos diariamente é gastar uma energia monumental tentando proteger o nosso orgulho, nos irritando com pequenas ofensas, acumulando distrações ou correndo atrás de validação externa. Nós agimos como se fôssemos eternos, esquecendo que o nosso corpo é frágil e está se decompondo a cada segundo.

O Imperador nos dá uma ordem direta: Deixa de lado as distrações. Olhe para o que realmente importa. A única coisa que você possui de fato, e que nenhuma circunstância pode tirar de você, é a sua razão diretora (o seu Hegemonikon). É a sua capacidade de escolher como agir, como pensar e como se posicionar diante da realidade. O resto — o corpo, a reputação, os bens materiais — é poeira ao vento.

*A Reflexão para hoje*

Se você estivesse agora mesmo na fronteira final da sua vida, o que desse barulho mental que te cercou hoje realmente importaria?

A reflexão de hoje é sobre essencialismo moral. É olhar para dentro e separar o que é apenas "carne e sopro" (o orgulho, as picuinhas, os desejos vãos, a agitação) daquilo que é a sua Razão (a sua integridade, a sua calma, a sua busca por ser um homem melhor hoje).

Não espere a noite chegar para lembrar que o tempo é curto. Use a sua razão diretora para governar o seu interior agora, com a firmeza de quem sabe que o presente é a única posse real que nos resta.

Um conselho barato de positividade.

 


Isso não é um conselho barato de positividade, mas uma ferramenta de sobrevivência mental que foi escrita há quase dois mil anos por um homem que carregava o peso de um império nas costas e, ainda assim, precisava encontrar o caminho de volta para a própria sanidade.

Nas suas Meditações, Marco Aurélio escreveu uma pergunta que todos nós deveríamos nos fazer quando o mundo parece pesado ou confuso demais:

"A que fim, pois, estou empregando agora a minha alma? Interroga-te a ti mesmo a todo momento e indaga: o que há agora nesta parte de mim que chamam de razão diretora? De quem é a alma que possuo agora? De uma criança? De um jovem? De um tirano? De um animal domesticado ou de uma fera selvagem?"

Quando a vida aperta, quando os problemas acumulam e a ansiedade tenta ditar o ritmo das nossas batidas cardíacas, a nossa mente tende a entrar no piloto automático. Sem perceber, nós entregamos o controle. Quem passa a governar as nossas ações não é o homem maduro e sábio que somos, mas sim o nosso medo, o nosso cansaço ou o nosso orgulho ferido.

O erro que todos nós cometemos é olhar apenas para o tamanho do barulho lá fora — as cobranças, os imprevistos, as coisas que não saíram como planejamos — e esquecer de olhar para o estado da nossa mente que recebe tudo isso. O problema real nunca é o que acontece do lado de fora, mas sim o que permitimos que aconteça aqui dentro.

Se você está se sentindo sobrecarregado ou cansado hoje, faça uma pausa. Respire.

Recuse-se a deixar que as circunstâncias externas governem você. Faça a si mesmo essa pergunta de Marco Aurélio: "Quem está no comando da minha cabeça agora? É a minha razão calma e equilibrada, ou é a minha preocupação?"

Não permita que a sua mente seja um território sem lei onde qualquer problema externo entra e faz o que quer. Você é o sentinela da sua própria vida. Quando sentir que a calmaria está escapando, identifique o que está tentando te desestabilizar, dê um passo atrás e lembre-se de que a sua capacidade de escolher como reagir a tudo isso é a única coisa que ninguém pode tirar de você.

Retome o controle da sua atenção. Isole o dia de hoje. Dê o próximo passo com a calma e a dignidade que você tem dentro de si.

Fique firme.

Dicas para o café da manhã no hotel

 


Dicas para o cafe da manhã no hotel:


- Chinelo de dedo, só em resort.

- Pijama, só no quarto.

- Sirva-se várias vezes, mas não encha o prato até transbordar.

- Sirva só do que vai comer, não desperdice.

- Não leve itens do buffet para o lanchinho de mais tarde.

- Chegou atrasado, não insista, ficará sem café. 

- Use fones de ouvido em seu celular. 

- Se a criança chorar, saia um pouco com ela até que se acalme.

- Tome seu café pensando em quem irá limpar a sua mesa depois.

- Seja gentil com quem faz o controle de acesso ao salão do café. 

- Lembre-se: a maioria das cozinhas não é especializada em culinária vegana ou celíaca.

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Sobre decepção!

 


A decepção dói, mas também revela. Ela não cria uma nova realidade; apenas retira o véu que impedia nossos olhos de enxergarem quem alguém realmente era — ou quem nós imaginávamos que fosse.


Na psicanálise, muitas de nossas relações são construídas sobre idealizações. Projetamos no outro virtudes, intenções e lealdades que, muitas vezes, pertencem mais aos nossos desejos do que à realidade. Quando a decepção chega, não é apenas a atitude do outro que nos fere, mas o luto pela imagem que construímos.


Por mais amarga que seja, a decepção pode ser um convite ao amadurecimento. Ela nos ensina a olhar com mais lucidez, a estabelecer limites e a compreender que enxergar a verdade, ainda que dolorosa, é mais saudável do que viver confortavelmente em uma ilusão.


Às vezes, perder a venda dos olhos é o primeiro passo para reencontrar a paz.


Psicoarteterapeuta Abilio Machado

domingo, 19 de julho de 2026

POR QUE A ARGENTINA É TÃO ODIADA NO MUNDO?

 


POR QUE A ARGENTINA É TÃO ODIADA NO MUNDO? 


Por amor ao Messi o pessoal estava pegando leve, tinha até brasileiro torcendo pela Argentina em 2022. Na verdade por amor ao futebol, pois nem seria justo que um craque desta dimensão não tivesse uma Copa. 


Mas a ficha caiu, logo todos viram que os argentinos fazem mal ao futebol, são racistas, adoram chamar brasileiros e negros de macacos, acham-se superiores aos vizinhos sul-americanos pensando que são europeus, não são, suas raizes são indígenas, apenas tiveram uma boa imigração de alemães e austríacos no durante e pós guerra. Para saber basta olhar para o rosto de cada jogador e a prepotência transparece. 


O problema maior é que uruguaios, chilenos, mexicanos, franceses, espanhóis, holandeses, egípcios e brasileiros desgostei dos argentinos, por não os considerarem eles leais. A imagem que quase nenhuma transmissora do evento mostrou foi o jogador argentino Paredes agredindo um garoto espanhol depois do fim da partida. O que leva a isso? Quanta arrogância. 


Sem Messi a Argentina será pequena como sempre foi.