Simbolismo Místico e Processo de Iniciação
Esta imagem, rica em simbolismo místico, descreve o processo de iniciação: um buscador que, através do silêncio e da disciplina, tenta cruzar o limiar do profano para o sagrado para fazer sua alma (a rosa) florescer sobre sua vida física (a cruz).
Símbolos chave:
• O monge com o dedo sobre os lábios é um símbolo universal do silêncio para proteger as verdades ocultas, e da discrição para a preservação do sagrado. Sugere que o conhecimento espiritual profundo não pode ser expresso por palavras, mas deve ser experimentado individualmente. Na busca da verdade, o silêncio é necessário para ouvir a voz do Mestre interior.
• Quanto à Rosacruz na porta, sabemos que a cruz representa o corpo físico, o mundo material e o sacrifício ou as provas da vida terrena. La Rosa representa a personalidade animada que devemos fazer florescer, é o despertar e expansão da consciência que se desenvolve através do trabalho interior. Que a cruz seja de ouro reforça a ideia da "Grande Obra" ou a transmutação alquímica que devemos realizar, transformando o chumbo da personalidade no ouro da Alma.
• O contraste entre a madeira da porta e a pedra da parede simboliza a solidez da tradição e a proteção do segredo. O monge está fora, prestes a entrar, o que representa o neófito ou o Seeker que encontrou o limiar de um mistério maior.
• A Planta Verde ao lado representa a vida e a natureza, o crescimento que nos acompanha em nossa evolução.
• A porta representa um limiar e faz referência à passagem bíblica de Mateus 7:14: "Porque estreita é a porta e estreita o caminho que leva à vida, e poucos são os que a encontram". Simboliza que o caminho para a iluminação requer disciplina, esforço pessoal e deixar para trás os "fardos" desnecessários do ego.
A imagem também pode representar o caminho que iniciamos quando apenas começamos os estudos Rosacruces, marcado pelo lema “AD ROSAM PER CRUCEM, AD CRUCEM PER ROSAM” que nos indica a obediência às leis e princípios que temos que obedecer, para começar a nossa transformação espiritual através da união do sofrimento/sacrifício (cruz) e o florescimento da alma/sabedoria divina (rosa), indicando um ciclo de requinte onde no final alcançaremos o ponto de transformação mais profundo do caminho místico: a passagem da disciplina externa para o mestrado interno indicado pelo lema “AD ROSAM PER ROSAM”. Viver sob a lei da graça.
As Três Fases da Estrada:
1. A primeira etapa: Ad Rosam Per Crucem (À Rosa pela Cruz) no início, o neófito está cheio de velhos hábitos, preconceitos e desejos do ego, e a Cruz como lei e princípio representa a autodisciplina, o sacrifício e o esforço que devemos fazer para vencê-los e transformar-se. O iniciado deve obedecer a leis, princípios e rituais, não como limitação, mas porque é o que a ordem permite.
2. A segunda etapa: Ad Crucem Per Rosam (A la Cruz pela Rosa). Uma vez que o iniciado teve seus primeiros contatos com seu mestre interno (a Rosa), sua perspectiva muda, já não carrega sua cruz por obrigação, mas por amor. Os sacrifícios e o serviço aos outros deixam de ser pesados porque são feitos com a alegria da alma florescente.
3. A terceira etapa: Ad Rosam Per Rosam (A la Rosa pela Rosa) que é o estado Rosacruz, o símbolo da iluminação. Neste estado, o iniciado não precisa mais de "leis" externas porque a sua natureza interna tornou-se una com a Lei Divina, portanto, já não há cruz (sofrimento/resistência), mas vive sob a égide da sabedoria divina, tudo é beleza e amor.
Como disse o nosso passado Imperator Harvey Spencer Lewis, "o amor é a lei", porque quem ama de verdade não pode mais agir contra a ordem natural.
Salve esta publicação para meditar nestas três etapas.
R. Â. R.
A.M.O.R.C. - Uma sabedoria antiga para um mundo novo.
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