domingo, 3 de maio de 2026

Cada igreja quer ser dona de Deus

Cada igreja quer ser dona de Deus

(Uma provocação necessária sobre fé, controle e pertencimento)

📍De onde esse texto nasce…

Sentado no banco da igreja, olhando para o altar enquanto o silêncio parecia mais honesto do que muitos discursos…

foi ali que essa inquietação apareceu:

quando foi que começamos a tentar aprisionar Deus dentro das nossas próprias certezas?

Vou falar sem rodeio:

toda igreja, em algum momento, flerta com a ideia de ser a “certa” ou faz disso uma bandeira cotidiana.

Inclusive a minha. Inclusive a sua.

E não adianta fingir que não.

Porque no fundo, o discurso muda…

mas a estrutura é a mesma:

“aqui tem mais verdade”,

“aqui é mais puro”,

“aqui é mais bíblico”,

“aqui é mais Deus”.

E aí começa o jogo.

Não é só teologia — é psicológico.

O ser humano não lida bem com dúvida.

A fé já é, por natureza, um salto no invisível.

Então o que a gente faz?

Constrói certezas.

Organiza o mistério.

Engaveta Deus em doutrinas.

E chama isso de segurança espiritual.

No fundo, não é sobre Deus…

é sobre não enlouquecer com a incerteza.

Pertencer custa caro.

Toda igreja precisa de identidade.

E identidade se constrói assim:

nós estamos certos — os outros, nem tanto.

Isso cria união.

Mas também cria cegueira.

Porque quando o grupo vira referência absoluta,

questionar deixa de ser reflexão

e passa a ser ameaça.

O medo disfarçado de convicção.

Pouca gente admite, mas está lá:

o medo de estar no lugar errado.

Medo de “perder a salvação”.

Medo de “não agradar a Deus do jeito certo”.

Então a igreja vira porto seguro —

e, para se manter como porto, precisa convencer que o resto é mar aberto.

E tem poder nisso, sim.

Não vamos romantizar.

Quando alguém diz:

“aqui está a verdade”

não está só falando de fé.

Está falando de influência.

De autoridade.

De controle de narrativa.

Porque quem define a verdade…

define o comportamento.

Cada um lê — e acha que Deus assinou embaixo.

Texto sagrado não fala sozinho.

Sempre tem alguém interpretando.

O problema não é interpretar.

O problema é achar que a própria leitura é a última palavra de Deus.

Aí não tem diálogo.

Só tem disputa.

O ponto mais incômodo.

Muita igreja não adora Deus.

Adora a imagem de Deus que construiu.

Um Deus que concorda com tudo que ela acredita.

Que rejeita quem ela rejeita.

Que valida o que ela já decidiu.

Nesse ponto…

Deus deixa de ser transcendente

e vira extensão do grupo.

E a gente entra nisso sem perceber.

Porque tem história.

Tem família.

Tem afeto.

Questionar a igreja, às vezes, parece questionar quem a gente é.

Então a gente protege…

mesmo quando algo dentro já começou a incomodar.

O problema não é ter convicção.

É precisar que todo mundo esteja errado

pra eu me sentir certo.

Agora, o ponto que quase ninguém fala:

Se Deus for mesmo quem a gente diz que é…

Ele não cabe inteiro em nenhuma igreja.

Nenhuma.

Isso não invalida a fé.

Mas desmonta a soberba.

Fechamento

No fim das contas, não são as igrejas que querem ser donas de Deus.

É o ser humano tentando reduzir o infinito

pra caber dentro da própria segurança.

E talvez fé de verdade não seja encontrar um lugar onde Deus está preso…

Mas ter maturidade pra seguir buscando

mesmo sabendo que Ele nunca vai caber completamente em lugar nenhum.

Me conta nos comentários se sua igreja é assim com argumentos por favor.

Abilio Machado 

📞 Contato: 41 99845-1364 | 41 99635-3923

📷 Instagram: @psicoterapeutaabiliomachado

#FeESemFiltro #PsicologiaDaFe #IgrejaEgo #DeusNaoCabeEmCaixa #ReflexaoProfunda #EspiritualidadeConsciente #AbilioMachado #PsicologiaEssencial #FeComConsciência #ProvocacaoDoDia

Referência:

Machado de Lima Filho, Abilio. Ser bom não é ser perfeito: a coragem de existir com limites. Campo Largo: Produção independente, 2026.

sábado, 2 de maio de 2026

VEJA, OUÇA E CALE: Disciplina do Iniciado

 

VEJA, OUÇA E CALE: Disciplina do Iniciado


“Ver, ouvir e calar” não é um slogan de passividade, mas uma prática de domínio interior. É aprender a observar sem preconceito, a ouvir sem interromper e a ficar calado sem reprimir, transformando tudo isso em compreensão.


Ver, implica perceber além da aparência.

Ouvir, significa atender não só as palavras, mas também as suas intenções.

Calar-se, exige controle suficiente para não reagir, mas responder com consciência.


Na tradição inicática, estas três ações formam a base da aprendizagem. Antes de julgar, o homem deve educar seu olhar, afinar sua escuta e temperar sua palavra.


O silêncio, neste contexto, não é vazio: é elaboração. É o espaço onde o visto e o ouvido são ordenados, analisados e transformados em critério.


Quem fala sem ter visto, está errado.

Quem pensa sem ter ouvido, se precipita.

Quem não sabe calar se trai.


- Assista com atenção

- Ouvir com intenção

- Cale-se com sabedoria.


Só então a palavra, quando chegar, será justa, necessária e oportuna.


Porque o verdadeiro conhecimento não começa quando fala... mas ao aprender a observar, ouvir e ficar em silêncio.


 #VerOirYCallar #SilencioInterior #DisciplinaMasonica #Autodominio #Reflexion #Sabiduria #TemploInterior #TrabajoInterior 

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Que os irmãos vivam em união...

 


*'Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união. É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes. Como o orvalho de Hermom, e como o que desce sobre os montes de Sião, porque ali o SENHOR ordena a bênção e a vida para sempre.' Salmos 133:1-3*


Viver em comunhão no lar, no trabalho, na igreja e na sociedade deve ser nossa motivação diária. Precisamos nos relacionar bem com as pessoas ao nosso redor, ajudando uns aos outros, vivendo sempre em união, pois é na unidade que o Espirito Santo de Deus derrama seu óleo sobre nós. E ainda mais, é na unidade e na comunhão que o Senhor ordena Sua benção e a vida para sempre.


ORAÇÃO: Pai querido, eu peço que o Senhor ajude a me relacionar bem com a minha família, meus colegas e com meu próximo. Ajuda-me a entender que não há ninguém perfeito, e as pessoas cometem erros, e caso alguém falhe, e me cause alguma ofensa ou algum dano, que eu possa estar pronto para perdoar. Ajuda-me a não me deixar envolver em intrigas, discussões e confusão que causam inimizades e desunião. Eu oro em nome de Jesus. Amém.



#ensinamentosdopapainoel 

#queestejapronto

#capelaniaessencial

domingo, 26 de abril de 2026

A foto Pulitzer que mostra Che Guevara esperando para executar um camponês que não concordava com as atrocidades de Fidel

 


Conhece o carinha da foto esperando para dar a ordem de fuzilamento do camponês (que segundo o Estadão Verifica Fatos era um soldado, acreditemos, como se fosse mudar o fato que é uma execução sumária)?! É, é o cara das camisetas que você usa... E que fiz que era um libertário... Che Guevara que em um ano fuzilou 3 vezes mais do que 30 anos do regime militar, ah mas é coisa que aquele professor não vai falar para você, nem que ele fuzilava gays, lésbicas, negros e quando fuzilava o pai matava os adolescentes com a célebre frase que não queria passar a vida olhando para trás, e seu fim foi na mão de um destes meninos que sobreviveu e o procurou pela América Latina.

Facebook app e Estadão Verifica Fatos soldado ou camponês é um ser humano tomando sua bênção para a morte por fuzilamento e che guevara de prontidão para dar a ordem... mudar o morto não muda o contexto que é mostrar que muitos jovens são levados a idolatrar o verdadeiro genocida da América Latina.... Podem tentar , mas a verdade sempre tem contexto.



Domingo de luz

 


"Quando você está em paz consigo, entende melhor o lugar que cada pessoa, cada trabalho e cada momento ocupa na sua vida. O equilíbrio de fora começa dentro."

Há um silêncio dentro de nós que entende o movimento do mundo.

Quando nos escutamos de verdade, a vida ao redor — família, amigos, trabalho, sonhos — se alinha com mais leveza.

*Ser inteiro em si é o que nos permite abraçar o que é verdadeiro lá fora.*

"Que este domingo seja um reencontro com sua própria essência.

Que hoje você encontre tempo para se ouvir, reconhecer quem caminha com você e fortalecer o que realmente importa."


#DomingoDeLuz #PazInterior #Equilíbrio #VidaComSentido #Família #AmizadeVerdadeira #TrabalhoComPropósito #Autoconhecimento

“A Parede dos 80 Anos”

 

O livro do ano no Japão:

O psicólogo Hideki Wada publicou um livro intitulado “A Parede dos 80 Anos”. Assim que foi lançado, o livro superou 500.000 cópias vendidas, tornando-se o mais vendido do momento. Se essa tendência continuar, as vendas deverão ultrapassar 1 milhão de exemplares, tornando-se o livro do ano no Japão.

O Dr. Wada, de 61 anos, é um médico especializado em doenças mentais em idosos. Ele condensou os segredos de uma vida “afortunada” para os jovens de 80 anos em 44 frases, listadas a seguir:

* Continue caminhando.

* Quando estiver zangado, respire profundamente.

* Faça exercícios suficientes para que seu corpo não fique rígido.

* Beba mais água ao usar ar-condicionado no verão.

* Quanto mais você mastigar, mais ativos estarão seu cérebro e seu corpo.

* A perda de memória não se deve à idade, mas à falta de uso do cérebro.

* Não há necessidade de tomar medicação em excesso.

* Não é necessário reduzir excessivamente a pressão arterial e o açúcar.

* Estar sozinho não é solidão; é passar o tempo em paz.

* A preguiça não é motivo de vergonha.

* Não é necessário gastar dinheiro com carteira de motorista (há uma campanha no Japão para que os idosos devolvam suas habilitações).

* Faça o que quiser; não faça o que não gosta.

* Os desejos naturais permanecem mesmo na velhice.

* Em qualquer caso, não fique sentado em casa o tempo todo.

* Coma o que quiser; um pouco de sobrepeso é melhor.

* Faça tudo com cuidado.

* Não se envolva com pessoas de quem você não gosta.

* Não assista televisão o tempo todo.

* “Quando o carro chega à montanha, o caminho aparece”: esta é a frase mágica da felicidade para os idosos.

* Coma frutas e saladas frescas.

* O tempo de banho não deve ultrapassar 10 minutos.

* Se não conseguir dormir, não se obrigue.

* As atividades que trazem alegria aumentam a atividade cerebral.

* Diga o que sente; não pense demais.

* Encontre um “médico de família” o quanto antes.

* Às vezes, mudar de ideia está tudo bem.

* Se você parar de aprender, envelhece.

* Não deseje fama; o que você tem já é suficiente.

* Quanto mais difícil é algo, mais interessante se torna.

* Tomar sol traz felicidade.

* Faça coisas que beneficiem os outros.

* Passe o dia de hoje com tranquilidade.

* O desejo é a chave da longevidade.

* Viva com alegria.

* Respire com leveza.

* Os princípios da vida estão em suas próprias mãos.

* Aceite tudo em paz.

* Pessoas alegres são amadas por todos.

* Um sorriso traz boas energias.


Com a perspectiva correta e hábitos diários saudáveis, os anos depois dos 60 podem ser os mais gratificantes da vida.

Compartilhe isto com todos os “jovens de idade avançada” que você conhece.

 Bom dia!

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Bondade é virtude.

 


Às vezes, ser bom demais faz com que as pessoas se acostumem com o que você oferece e esqueçam de reconhecer quem você é. Bondade é virtude, mas valor vem quando você também aprende a se respeitar.

Não diminua sua luz para agradar ninguém. Seja gentil, mas tenha limites. Ajude, mas não se anule. Ame, mas não aceite ser usado.

Quem realmente te valoriza não vai te procurar só quando precisa, vai caminhar ao seu lado quando você também precisar.

Seja bom, sim… mas nunca deixe de ser justo consigo.


DEUS te ama !

terça-feira, 21 de abril de 2026

Tiradentes 21 de abril

 

🇧🇷✨ 21 de Abril – Dia de Tiradentes ✨🇧🇷  


No coração da história pulsa um nome: Tiradentes.  

Homem simples, mas gigante em coragem, que ousou sonhar com um Brasil livre.  

Sua voz ecoou contra correntes, sua vida se tornou semente,  

e seu sacrifício floresceu em liberdade.  


Neste dia, não celebramos apenas um mártir,  celebramos a chama que nunca se apaga:  

a chama da independência, da justiça, da esperança.  


E junto a essa memória, reverenciamos também  

a bravura dos nossos lendários Pracinhas da Força Expedicionária Brasileira (FEB),  

que atravessaram oceanos e montanhas para lutar pela liberdade  

dos nossos irmãos e irmãs italianos durante a Segunda Guerra Mundial.  

Eles mostraram ao mundo que o Brasil é terra de coragem,  onde o sangue derramado se transforma em honra e orgulho nacional.  


Que o exemplo de Tiradentes e dos Pracinhas nos inspire:  

- A levantar a bandeira da verdade, mesmo diante da opressão.  

- A acreditar que um só coração pode mover multidões.  

- A lembrar que a liberdade é conquista diária, feita de coragem e fé.  


🌟 Hoje, sejamos todos Tiradentes e todos Pracinhas:  

lutadores incansáveis por um Brasil mais justo,  sonhadores que não se rendem,  patriotas que carregam no peito o orgulho de sua pátria.  


Que o 21 de abril nos lembre que a coragem é eterna,  e que o Brasil é feito de heróis que ousaram acreditar.  


🇧🇷 Somos Todos Força Expedicionária Brasileira FEB 🇧🇷

       

 Que A Cobra Continue Fumando em Nossos Corações

sábado, 18 de abril de 2026

Tudo exige...

 


Tudo exige...


E quase tudo que exige... também ensina.


Acordar cedo pesa, mas ter um propósito é raro.


Lidar com pessoas desgasta, mas ter vínculos é riqueza.


Resolver problemas cansa, mas é sinal de que estamos vivos e em movimento.


O que muitas vezes chamamos de fardo, ontem era sonho.


A vida não vai parar de cobrar, mas podemos mudar a forma como respondemos.


Entre o cansaço e a gratidão, existe um olhar possível:


o que reconhece o valor das pequenas conquistas.


Nem sempre será fácil, mas pode ser mais leve quando lembramos do quanto já caminhamos.


A rotina só vira prisão quando esquecemos que ela também é abrigo. E o esforço só pesa demais quando deixamos de enxergar o sentido por trás dele.

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Hoje! Dia da Voz e do Sacerdócio



Hoje dia do sacerdócio e da voz.

Cada um de nós o possuímos, desde nosso batismo cristão, como dizia um velho que conheci: _ ah se soubessem deste poder que possuem o mundo não adoeceria tanto.

Que hoje, seja seu dia em olhar para si e tomar deste conhecimento de que suas palavras podem elevar e podem destruir, e além disso saber que toda a energia propagada ao universo irá retornar igual ou maior do que como foi lançada, então emane boas palavras, nos pensamentos, pois tudo isso são energias produzidas por você,  

Que está dádiva sacerdotal que é inerente ao teu espírito seja usada para abençoar teus passos, teu trabalho, tua família e teus amigos.

Se não for para falar ou fazer o bem , se cale. Se não for para alegrar o seu redor fica quieto.

Sua energia é como a pedra lançada ao lago...poderá produzir belas ondas ou causar um tsunami, então contenha sua pedra, use sua H do SPECH.

Luz, harmonia e chakras livres de limitações para sua jornada.


#ensinamentosdopapainoel

O marido de Maria



 Era ainda de manhã, Maria ouviu alguém entrando em casa e para sua surpresa, era o seu marido. Ela não o esperava pois sabia que estava em viagem pelo Brasil, com seu caminhão.

E também por estarem brigados... 

- E suas coisas? Pergunta ela

- Não trouxe, só vim falar contigo. 

Ela ficou surpresa já que antes tinham discutido e passado vários dias sem se falar.

- O que você quer conversar?

- Só vim dizer que apesar de termos tido nossas diferenças, eu te amo e esses dias que estivemos brigados eu quis te ligar umas mil vezes, mas o meu orgulho foi mais forte e não me deixou. 

Gostaria que me perdoasse.

Ela mudou a feição e acariciou sua mão. 

- Eu também te amo, e quero que saiba que o meu amor por você é muito grande, mas eu deixei que a raiva e o orgulho fossem uma prioridade.

Respondeu ela. 

Ele continuou dizendo

- Você e os nossos filhos são as coisas mais importante que tenho. 

Ele lhe deu um terno beijo na testa,

e terminou dizendo...

- Sempre vou estar contigo aconteça o que acontecer. Vou tomar um banho e depois tenho de ir, mas desta vez a viagem será um pouco mais longa.

Enquanto ela ouvia o som da água do chuveiro, tocou o telefone.

- Bom dia, procuro a senhora Maria. 

- Sim, está falando com ela, em que posso ajudar?

- Senhora, estou ligando para informá-la que o seu marido teve um acidente grave e veio a falecer. 

- Deve haver algum engano, o meu marido está em casa, foi agora mesmo tomar um banho para seguir viagem. 

- Minha senhora, lamentamos a sua dor mas não há engano nenhum, é realmente o seu marido.

- Deixe eu chamá-lo para que desfaça esta confusão. 

Ela correu para o banheiro e procurou em cada canto da casa e não o encontrou, um silêncio invadiu a sua alma e um arrepio percorreu o seu corpo e ai percebeu que ele apenas veio despedir-se e que já não ia mais voltar. 

Nunca saia de casa com raiva de quem ama, pode ser a última vez que você veja essa pessoa, por isso beije, abrace e ame como se fosse a última vez!!!

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Há uma ironia silenciosa na palavra “paciente”.

   

 

Estava conversando com minha amiga Katia e falávamos sobre espera para exames, morosidade principalmente na área da saúde, falei a ela: Por isso nos chamam de pacientes. E assim surge esta crônica.

Há uma ironia silenciosa na palavra “paciente”. 

Ela nasce do latim patiens, aquele que sofre, aquele que suporta. Não se refere, originalmente, à virtude da calma, mas à condição de quem atravessa algo — uma dor, um processo, uma espera. Ainda assim, no cotidiano dos serviços de saúde, o termo parece ganhar uma camada quase cruel de sentido: o paciente não apenas sofre, ele também precisa aprender a esperar.

Filas longas, diagnósticos adiados, retornos distantes… o sistema, muitas vezes, ensina à força uma paciência que não foi escolhida, mas imposta. Como se, além da dor física ou emocional, houvesse um rito silencioso de resistência: suportar o tempo lento das instituições.

Mas talvez seja justamente aí que a palavra revele sua ambiguidade mais profunda. O paciente não é apenas alguém que espera — é alguém que atravessa. E, nesse atravessar, há algo de humano, de vulnerável, mas também de potência. Porque mesmo na espera, há vida acontecendo, há sentido sendo construído.

No fim, ser paciente não deveria significar resignar-se à demora, mas reconhecer a dignidade de quem está em processo. A saúde, afinal, não deveria exigir paciência — deveria oferecer cuidado.

domingo, 5 de abril de 2026

Eu e a páscoa...

 


Nesta Páscoa, meu coração se volta não apenas para um sentimento de recomeço, mas para a profundidade daquilo que sustenta a minha fé.


A celebração que hoje vivo como cristão tem raízes antigas, na Pessach, quando Deus libertou o povo de Israel da escravidão no Egito. Ali, o sangue do cordeiro marcou portas — e marcou também o início de uma história de redenção, cuidado e promessa.


Para mim, como cristão, essa história não termina ali — ela encontra seu cumprimento em Jesus Cristo.


Ele é o Cordeiro que tira o pecado do mundo.

Ele é a libertação que vai além do físico — alcança a alma.

Ele é a prova de que Deus não apenas liberta… Ele transforma, restaura e dá vida eterna.


Entre estudos, ensaios e o som do meu violoncelo preenchendo o silêncio, percebo que cada recomeço que vivo carrega esse significado mais profundo: não é apenas sobre tentar de novo — é sobre viver a nova vida que me foi dada em Cristo.


Mesmo longe do Brasil, construindo meu caminho aqui, minha fé me lembra todos os dias de onde vem minha verdadeira identidade e esperança.


A Páscoa me ensina que Deus sempre esteve escrevendo uma única história — da libertação no Egito à cruz, da promessa ao cumprimento.


E essa história continua em nós.

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Feliz Páscoa! ✝️✨




sábado, 4 de abril de 2026

Evolução do paciente de 33 anos.

 


Paciente masculino, aproximadamente 33 anos, submetido previamente a flagelação severa, compatível com múltiplas lesões lacerocontusas dorsais e perda sanguínea significativa, membros superiores e inferiores fixados a estrutura de madeira por meio de perfuração transfixante.

Hipovolemia secundária à hemorragia prévia (flagelação e perfurações);

Dor intensa e estresse fisiológico extremo;

Comprometimento ventilatório progressivo, devido à posição forçada de abdução e elevação dos membros superiores, dificultando a expansão torácica;

Evolução para insuficiência respiratória;

Possível acidose metabólica e respiratória combinadas; apresenta saída de sangue e líquido seroso nas perfuração torácica que se associam a derrame pleural e/ou pericárdio,

Choque hipovolêmico e/ou distributivo, 

Evoluiu l para colapso cardiorrespiratório.

C4 no local.

 Provável causa morte; insuficiência respiratória aguda associada a choque hipovolêmico traumático, culminando em PCR.

Aos olhos humanos, o quadro era irreversível. A vida esvaía-se em meio à perda de sangue, ao colapso das forças e ao silêncio que precede a morte. Após longa agonia, foi declarado morto. Seu corpo foi colocado no sepulcro. A pedra foi selada. A esperança de muitos parecia ter sido enterrada junto com Ele.


Contudo, ao terceiro dia, algo extraordinário aconteceu.


O túmulo estava vazio.


Relatos começaram a surgir: Ele foi visto vivo. Não como antes, mas glorificado. Aquele que havia sido ferido estava de pé. Aquele que fora humilhado agora manifestava vitória. A morte, que parecia definitiva, fora vencida.


Seu nome: Jesus Cristo de Nazaré.

Sábado Santo: o silêncio que também testemunha

 


Sábado Santo: o silêncio que também testemunha

Há um dia que não grita.

Não há cruz erguida, nem pedra removida.

Não há multidão, nem milagre aparente.

Há apenas o silêncio.

Um sábado de vigília...

Onde os discípulos ficam vigilantes ao Senhor Jesus.

O Sábado Santo é o dia mais difícil para a alma apressada.

Porque nele, Deus parece ausente.

Parece que todo o ser se recondiciona.

Ontem houve dor pública.

A cruz foi vista, o sangue foi exposto, o amor foi rasgado diante de todos.

“Jesus morreu por você em público” — e isso não foi escondido, não foi íntimo, não foi discreto. Foi escancarado.

Mas hoje…

Hoje é o dia em que tudo parece enterrado.

E é justamente aqui que mora o maior conflito humano:

continuar crendo quando não há espetáculo.

O sábado de aleluia não é barulhento — ele é profundo.

É o intervalo entre a promessa e o cumprimento.

É o espaço onde a fé deixa de ser emoção e se torna decisão.

Muitos querem o domingo da ressurreição,

mas poucos suportam o sábado do silêncio.

Porque viver para Cristo em público exige mais do que palavras —

exige coerência quando ninguém aplaude,

exige firmeza quando nada acontece,

exige fé quando Deus não responde imediatamente.

O sábado nos confronta.

Ele pergunta:

— Você só vive para Deus quando Ele aparece… ou também quando Ele se cala?

Há uma espiritualidade confortável que se esconde no privado:

orações silenciosas, fé discreta, crença sem exposição.

Mas o Cristo que morreu às vistas do mundo não chamou seguidores invisíveis.

Ele não se escondeu na dor.

Então por que nos esconderíamos na fé?

O Sábado Santo nos ensina que até o silêncio de Deus trabalha.

Enquanto o mundo achava que era o fim,

o céu preparava o recomeço.

A pedra ainda está no lugar…

mas já não tem a última palavra.

Por isso, este dia não é vazio — é gestação.

Não é ausência — é preparação.

Não é derrota — é pausa divina.

E talvez, na sua vida, hoje também seja sábado.

Nada acontece.

Nada muda.

Nada responde.

Mas o convite permanece:

não viva para Ele apenas no privado.

Viva sua fé quando ela for questionada,

quando ela for testada,

quando ela não fizer sentido.

Porque quem permanece no sábado…

testemunhará o domingo.

E quando a pedra rolar,

não será apenas a história de Cristo que se revelará —

será também a sua.



#SabadoSanto #Aleluia #FeEmSilencio #CristoVive #ReflexaoCrista #Psicoteologia #Esperanca #Ressurreicao

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Não há amor maior!

 

A Sexta-feira Santa chega sem alarde, mas com peso. Não é um dia de respostas fáceis — é um dia de silêncio que fala.

O card sussurra: “Foi por mim… foi por você. Não há maior amor.”

E talvez o mais difícil não seja entender essa frase… mas suportá-la.

Porque ela nos confronta.

A imagem dos cravos, da madeira áspera, da coroa que fere — tudo aponta para uma verdade que a alma muitas vezes evita: o amor, quando é verdadeiro, não é confortável. Ele atravessa. Ele sangra. Ele permanece.

Na perspectiva psicoteológica, a cruz não é apenas um símbolo religioso — ela é o espelho mais radical da condição humana. Nela se encontram nossas culpas projetadas, nossas dores não elaboradas, nossos abandonos mais primitivos. A cruz é, em certo sentido, o lugar onde o inconsciente humano grita… e Deus responde não com explicações, mas com presença.

Ali, o Cristo não foge.

Ele não racionaliza a dor, não a nega, não a espiritualiza de forma vazia. Ele a encarna. Ele a atravessa. E, ao fazer isso, legitima cada lágrima humana que um dia já foi escondida por vergonha ou endurecida por sobrevivência.

Sexta-feira Santa é o dia em que Deus não se apresenta como força invencível, mas como vulnerabilidade absoluta.

E isso desconcerta.

Porque fomos ensinados a fugir da dor, a anestesiar o sofrimento, a esconder as feridas. Mas a cruz nos convida ao contrário: a olhar. A permanecer. A não fugir de si mesmo.

Há algo profundamente terapêutico na cruz.

Ela diz: “a sua dor não é ignorada.”

Ela diz: “o seu sofrimento não é inútil.”

Ela diz: “você não está sozinho — nem no seu pior momento.”

E talvez seja por isso que tantos evitam esse dia. Porque ele desmonta defesas. Ele quebra narrativas de controle. Ele nos coloca diante daquilo que tentamos organizar demais: o mistério de existir, de sofrer e, ainda assim… ser amado.

Na linguagem da alma, a cruz não é o fim.

Mas ela também não é apressada para o domingo.

Há um tempo necessário entre a dor e a ressurreição.

Um tempo de luto.

Um tempo de silêncio.

Um tempo de descer dentro de si.

Sexta-feira Santa é esse intervalo sagrado.

Hoje não se canta vitória.

Hoje se contempla o amor que ficou… mesmo quando tudo parecia perdido.

E talvez, no fundo, a pergunta que ecoa não seja “por que Ele fez isso?”

Mas sim: o que fazemos nós com um amor assim?

Porque ser amado dessa forma não é leve.

É transformador.

É desconcertante.

É exigente.

E, ainda assim… é o único caminho que cura.


#SextaFeiraSanta #AmorQueSalva #Cruz #Psicoteologia #ReflexãoProfunda #FéEConsciência

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Quinta-feira Santa: o amor que se ajoelha

 


Quinta-feira Santa: o amor que se ajoelha

A Quinta-feira Santa não chega com silêncio apenas — ela chega com gestos.

Gestos que falam mais alto que qualquer sermão.

Gestos que desmontam o orgulho, confrontam o ego e revelam, de forma quase desconcertante, o verdadeiro significado do amor.

É o dia em que a tradição cristã recorda a Última Ceia. O momento em que Jesus, sabendo de tudo o que estava por vir, escolhe não se defender, não se justificar… mas amar.

Amar até o fim.

Nesse dia, as igrejas se enchem de símbolos profundos: o altar preparado, o pão e o vinho consagrados, o rito do lava-pés sendo celebrado. Não é apenas uma encenação litúrgica — é um convite existencial.

Porque ali, quando Jesus se ajoelha para lavar os pés dos discípulos, Ele rompe com toda lógica humana de poder.

O Mestre se faz servo.

E talvez seja justamente isso que mais nos desconcerta.

Vivemos tentando subir, conquistar, aparecer… enquanto o Cristo nos ensina a descer, servir e desaparecer no amor.



E foi em uma Quinta-feira Santa que eu entendi algo que nunca tinha realmente compreendido.

A igreja estava cheia, mas o ambiente era diferente. Havia uma reverência no ar, um peso sagrado em cada gesto. Quando começou o rito do lava-pés, confesso que observei com certa distância — como quem já conhece a cena, mas não se deixa afetar.

Até que algo mudou.

Um senhor simples, de mãos calejadas, teve seus pés lavados. Ele chorava em silêncio. Não era constrangimento… era entrega.

E naquele momento, algo quebrou dentro de mim.

Eu sempre tive dificuldade em receber cuidado. Sempre fui aquele que ajuda, que orienta, que sustenta. Mas ali, vendo aquele homem permitir-se ser servido, percebi o quanto eu também resistia ao amor quando ele vinha em forma de humildade.



Foi então que lembrei de uma passagem que, naquele instante, deixou de ser apenas texto e se tornou espelho:

"Se eu, sendo Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros."

— Bíblia

A Última Ceia não foi apenas uma despedida. Foi uma declaração de princípios.

Ali nasce o serviço como expressão máxima da fé.

Ali se revela que amar não é sentir — é agir.

Ali se estabelece que o verdadeiro poder está em se inclinar, não em se impor.

E como se não bastasse, a noite ainda guarda outro momento: o Getsêmani.

Após a ceia, Jesus vai orar. Não como quem recita palavras, mas como quem trava uma batalha interna. Angústia, entrega, obediência.

A Quinta-feira Santa também é isso: o confronto entre a vontade humana e o propósito divino.

Saí daquela celebração diferente.

Não transformado de forma mágica… mas tocado de forma real.

Entendi que servir não é se diminuir — é se alinhar.

Que amar exige coragem — não sentimento passageiro.

E que fé, de verdade, se revela nos pequenos gestos que ninguém aplaude.

A Quinta-feira Santa nos ensina que o amor verdadeiro se ajoelha.

Que a grandeza se manifesta na simplicidade.

E que, antes da cruz… existe um coração disposto a servir.

Porque, no fim, não é sobre o que dizemos crer.

É sobre o quanto estamos dispostos a viver.

Quarta-feira Santa: o silêncio que prepara o milagre

 




Quarta-feira Santa: o silêncio que prepara o milagre

Há dias em que o céu parece falar alto.

Mas há outros — como a Quarta-feira Santa — em que Deus escolhe o silêncio.

E é justamente nesse silêncio que algo profundo começa a acontecer dentro de nós.

A Quarta-feira Santa não é marcada por grandes celebrações festivas. Ela carrega um tom mais introspectivo, quase como uma pausa sagrada entre o anúncio do sofrimento e o desfecho da redenção. É o dia em que a tradição cristã nos convida a olhar para dentro, a refletir sobre a fragilidade humana, a traição, a dor… mas também sobre a fidelidade que resiste mesmo quando tudo parece desmoronar.

Em muitas comunidades, é comum a celebração de missas mais sóbrias, momentos de confissão, procissões silenciosas e vigílias. Os cânticos diminuem, os gestos se tornam mais contidos. Não é um vazio — é preparação. É como se a alma estivesse sendo lentamente afinada para compreender o que virá.

Há quem diga que esse é o dia em que lembramos a conspiração silenciosa contra Jesus. O momento em que a sombra da traição começa a ganhar forma. E talvez por isso, essa data nos confronte tanto: porque nos lembra que nem sempre o mal grita — às vezes ele sussurra dentro de nós.

E foi justamente em uma Quarta-feira Santa que eu senti algo diferente.

Eu estava sentado no banco da igreja, não por devoção intensa, mas por um cansaço que já não sabia nomear. A vida parecia pesada, os pensamentos embaralhados, e a fé… quase esquecida em algum canto da alma.

Não havia música que me emocionasse, nem palavras que me tocassem. Apenas silêncio.

E foi ali, nesse silêncio, que uma frase ecoou dentro de mim — não como um som, mas como uma certeza:

"Vigiai e orai, para que não entreis em tentação."

— Bíblia

Naquele instante, percebi que minha maior batalha não era contra o mundo, mas contra a distração da minha própria essência. Eu havia me afastado de mim mesmo, daquilo que acredito, daquilo que sustenta minha existência.

A Quarta-feira Santa me ensinou que nem todo encontro com Deus vem acompanhado de emoção. Às vezes, Ele se apresenta no silêncio que incomoda… porque é nele que a verdade encontra espaço para falar.

Saí dali sem respostas grandiosas. Mas com algo mais valioso: consciência.

Consciência de que a fé não é um espetáculo, é um caminho.

Consciência de que o silêncio não é ausência — é convite.

E, sobretudo, consciência de que antes da cruz… existe uma decisão interna de permanecer.

A Quarta-feira Santa nos chama a isso:

permanecer, mesmo quando não sentimos.

acreditar, mesmo quando não vemos.

e silenciar… para finalmente ouvir.

Porque, no fim, o milagre não começa na ressurreição.

Ele começa no coração que aprende a escutar.

segunda-feira, 30 de março de 2026

Terça feira Santa

 


Pare um instante o que estiver fazendo agora. E diga comigo:

SENHOR reclino minha vida no Seu peito, no Seu coração; sussurro nesta vigília o quanto necessito da luz divina, da sabedoria e do amor incondicional; Olhai com bondade para os que me pedem orações, Olhai os enfermos que estão em leitos hospitalares e UTIs, para os que sofrem com o luto pelas perdas que tanto dói sem a devida despedida, para nossos irmãos que andam na escuridão perdidos em suas dores do passado que lhes refletem no agora e os fazem amargos, cruéis, tristes e vingativos, seres tão doentes de alma. Reveste-me da Tua graça SENHOR e que nesta terça-feira eu não Te negue, nem antes, tampouco depois que o galo cantar.

*🙇🏻‍♀️ Tu És Minha Vida!*

 *🙇🏻‍♀️ Quando o seu propósito de vida lhe for verdadeiramente CLARO, verá que todas as coisas, a sua volta e dentro de você, se unirão para que esse propósito, essa graça seja alcançada.*


Bom dia! Ótima terça-feira Santa!


#ensinamentosdopapainoel

Oração deste dia 30

  



AORAÇÃO atinge agora a meta de alcançar a todos os lugares, reunindo pessoas diferentes de diferentes idiomas, diferentes países , diferentes nomenclaturas religiosas, pois Senhor, oramos por todos que sofrem pouco ou muito, que perderam pouco ou muito, estão com dores, estão em luto, estão clamando por cura, por saciação da fome , da sede, da energia poderosa do Espírito Santo. 

Ore comigo agora, só um instantinho, aquieta teu coração... E diz... Meu Pai Celestial, a ti toda Honra e Glória, nos encontramos nestas 22h deste dia 30 para agradecer pela vida, pelo amparo, pela mão que Tu colocas sobre nós, em nossos filhos, parentes, amigos, sobre nossos governantes. No agradecer de aceitar e olhar por nossos desejos de....Cura, Libertação, Alegria, União, Soluções... Abençoai Senhor aqueles que nos ajudam, que nos amparam, que nos cuidam, pois sabemos que são anjos preparados e enviados pelo Seu Sussurro em seus corações, nós hospitais, nós serviços sociais, nas igrejas, nós vizinhos, nós companheiros de caminhada. Visita agora as UTIs, as enfermarias, as casas, os corações e mentes e oferece a oportunidade de viverem em Ti, por Ti e para Ti.

Que no descansar desta noite o homem ou mulher receba a visita de sua bênção para que no amanhã haja luz para seus caminhos e propósito de vida !

Lhe agradecemos e lhe pedimos por aqueles que nos são tão queridos em Nome de Seu Filho amado Jesus Cristo. Amém !

#ensinamentosdopapainoel

domingo, 29 de março de 2026

Domingo de Ramos - Páscoa

 


Olá. Meus amigos. 

Estou ainda pela terra, sobrevivendo ainda. As dores me abraçam, o cansaço, a respiração ofegante e curta.

Hoje domingo de Ramos... Muito significativo este momento da entrada de Jesus na cidade, imitando a Davi. Sinal que era feito a apenas aos mais eminentes, ser recebido com com um tapete de ramos...

Tinha muitas pessoas na entrada de Cristo, dentre elas pessoas que com ramos nas mãos saudaram o Messias prometido. Mas também havia pessoas que não acreditavam no Cristo como Messias, havia aqueles que o odiavam e planejavam matá-Lo.


E a seguinte pergunta me veio a mente: _Eu estaria entre aqueles com ramos nas mãos?_


Eu o reconheceria devido a fé nas profecias e promessas? Eu o saudaria com fervor e louvor?


Convido-os nessa Semana Santa, a dedicarmos tempo para reconhecer o Cristo por meio das profecias e promessas - principalmente das promessas feitas individualmente por meios de nossos convênios.


Eu sei que Ele vive!

quarta-feira, 25 de março de 2026

Braçal PE: Orgulho de Pertencer, Compromisso de Servir.

 


🔰Braçal PE: Orgulho de Pertencer, Compromisso de Servir. 


O “Braçal PE” é o símbolo maior da responsabilidade no cumprimento de nossas missões. Ostentá-lo representa, antes de tudo, o dever de cumprir e de fazer cumprir as normas e regulamentos com esmero, abnegação, firmeza, educação, coragem, disciplina e energia, quando se fizer necessário.Servir à Pátria em qualquer Organização Militar do Exército é uma honra. Servir na “PE” é um privilégio reservado aos mais fortes e capazes. Todo militar que recebe o “Braçal PE” deve manter e honrar as tradições que ele encerra com a consciência de um soldado de elite.O Braçal é o maior símbolo da tropa de Polícia do Exército. O uso do Braçal nos diferencia dos demais soldados. Ostentá-lo é um orgulho, mas traz grandes responsabilidades. Honrar o Braçal e ser exemplo para outros soldados, cumprindo as missões sempre da melhor maneira, é dever de todo o PE!


🪖Uma vez PE, Sempre PE!

terça-feira, 24 de março de 2026

Uma verdade da Páscoa



 A VERDADE DA PÁSCOA !!!


A confusão com a Páscoa é tão grande que ontem ouvi uma criança conversando com a mãe e perguntando "por que" pregaram o coelhinho da páscoa na cruz e quem era o barbudo chamado Jesus que colocava ovinhos de chocolate.

Fiquei chocado com a cena e resolvi fechar um acordo de delação premiada com a minha consciência e revelar a verdade, de uma vez por todas. Tirem as crianças e os idosos de perto do computador e leiam a revelação que vai mudar o mundo:


"Não sei como dizer isso, mas é melhor que saibam por mim... Eu só não falei antes por medo de magoar alguém. Mas vocês precisam saber a verdade e tem que ser fortes. Muitas vezes somos enganados e nos decepcionamos com a verdade. Sejam fortes e aceitem a realidade, dói menos... Mas nas palavras Shakespearerianas de que não se deve dizer à criança que suas fantasias não existem, e também utilizada na psicólogia infantil, pois a criança precisa passar pelas fases de desenvolvimento, para que todos os seus tijolos sejam construídos e não hajam buracos na sua formação, o lúdico e a imaginação fazem parte da infância. 

Já faz tempo que estou sabendo disso e tenho de contar:

___O COELHINHO DA PASCOA EXISTE!"


#psicologoepoethaabiliomachado

#averdadedapascoa

O Batistério - crônica de O Homem Sentado no Último Banco da Igreja.


Sentado no banco da igreja, olhando fixamente para o nada — ou talvez para tudo —, o homem percebe que algumas águas não ficam apenas nos templos… elas começam a brotar dentro da gente.



O Homem Sentado no Último Banco da Igreja

 — O Batistério

Havia algo diferente naquele dia.

O homem não estava apenas sentado no banco da igreja — embora ali estivesse, como sempre, no mesmo lugar, no mesmo canto onde o corpo repousa, mas a alma vagueia. Havia um peso leve, desses que não esmagam, mas também não deixam em paz.

Era dia de templo.

E só quem já sentiu esse chamado silencioso sabe: não é um compromisso, é quase uma convocação íntima — como se algo antigo dentro de você fosse despertado, sussurrando nomes que você nunca pronunciou.

Ele pensava no batistério.

Não como um espaço físico, não como uma estrutura dentro do templo de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, mas como um lugar onde o tempo parece desistir de ser linha e se curva em círculo.

Ali, dizem, os vivos entram na água pelos mortos.

Mas naquele dia, sentado no banco, ele se perguntou:

— Será que são só eles que precisam atravessar essa água… ou sou eu também?

Ele nunca conheceu a maioria daqueles nomes.

Alguns eram apenas registros, datas, fragmentos de existência.

Gente que viveu, chorou, amou — e desapareceu antes que alguém pudesse lembrar direito.

E ainda assim…

Havia uma estranha sensação de responsabilidade.

Não de obrigação fria, mas de vínculo.

Como se, de alguma forma, ele fosse continuação de histórias interrompidas.

O homem fechou os olhos.

E, por um instante, o banco da igreja deixou de ser madeira e se tornou memória.

Lembrou-se das próprias ausências.

Dos seus mortos.

Das palavras não ditas.

Dos perdões que nunca encontrou coragem para oferecer.

E então compreendeu algo que nunca tinha dito em voz alta:

O batistério não é apenas sobre eles… é também sobre tudo em mim que ainda não foi reconciliado.

A água, afinal, não é só símbolo de limpeza.

É travessia.

É útero e túmulo ao mesmo tempo.

É morte e recomeço.

Entrar no batistério talvez seja, psicologicamente, um dos atos mais profundos que alguém pode viver sem perceber completamente o que está fazendo.

Porque ali, ao dizer um nome que não é o seu, você também toca partes de si que ficaram esquecidas.

Partes que pedem:

sentido

pertencimento

redenção

Ele pensou nos bois que sustentam a fonte.

Nunca tinha dado muita atenção àquilo.

Mas naquele dia… fez sentido.

Doze.

Como se algo dissesse silenciosamente:

Há uma estrutura invisível sustentando tudo isso — uma história maior que você, uma fé que te antecede, uma esperança que não começou em você e não termina em você.

O homem respirou fundo.

E, pela primeira vez, não sentiu o batistério como um lugar distante dentro de um templo.

Sentiu como um espaço interno.

Um lugar dentro dele onde ainda havia nomes não reconciliados.

Rostos não compreendidos.

E, talvez, até versões de si mesmo que precisavam ser “batizadas” — não no sentido ritual, mas no sentido de serem acolhidas, compreendidas, reintegradas.

Levantou-se devagar.

Não havia pressa.

Nunca houve.

Porque certas águas não se atravessam com o corpo apressado —

mas com a alma disponível.

E enquanto caminhava, uma última pergunta o acompanhava, não como dúvida, mas como convite:

Quem, em mim, ainda espera por esse mergulho?


___________________________

🌿 #OHomemNoBancoDaIgreja #Batisterio #TemploSUD #Espiritualidade #Psicoteologia #Fe #Reflexao #VidaEterna #Conexao #CuraInterior

✍️

segunda-feira, 23 de março de 2026

Sobre lugares, vozes e aquilo que nos habita

 Sentado no vaso sanitário, ainda tentando entender o peso de certas conversas que ouvi no domingo, percebi: tem gente que senta ao nosso lado… mas levanta levando um pouco da nossa esperança embora.



O Homem Sentado no Último Banco da Igreja

Sobre lugares, vozes e aquilo que nos habita

Naquele domingo, ele chegou mais cedo do que de costume.

Não por disciplina…

Mas por cansaço.

Sentou-se, como sempre, no último banco — o lugar onde ninguém pergunta muito, onde os olhares não insistem, onde é possível existir sem precisar explicar.

A igreja ainda estava vazia.

E o silêncio… ah, o silêncio não julgava.

Mas bastaram alguns minutos para que as primeiras pessoas começassem a chegar.

E com elas, vieram também as palavras.

— “Você viu o que aconteceu com fulano?”

— “Menina, aquilo ali já era esperado…”

— “Eu sempre disse que não prestava…”

Ele não olhou para trás.

Mas ouviu tudo.

Cada frase parecia mais afiada do que a anterior. Não eram apenas comentários… eram pequenas sentenças, lançadas com naturalidade, como se falar da vida alheia fosse uma liturgia paralela.

Ele respirou fundo.

E, por um instante, sentiu algo estranho:

não era raiva… era tristeza.

Porque ele reconhecia aquele lugar.

Não o banco…

mas aquele tipo de conversa.

Já esteve ali muitas vezes — não apenas ouvindo, mas participando. Já encontrou alívio momentâneo ao falar de outros, como quem tenta esquecer de si mesmo.

Mas naquele dia… algo havia mudado.

Talvez o cansaço tivesse aberto um espaço novo dentro dele.

Um espaço onde certas palavras já não cabiam mais.

Ele abaixou a cabeça.

E, em silêncio, uma pergunta começou a ecoar dentro dele:

“Quando foi que deixamos de falar de sonhos… para falar de pessoas?”

O culto começou.

Os cânticos preencheram o ambiente, mas ele ainda estava preso àquela inquietação.

Lembrou-se de quando era mais jovem.

Havia brilho nas conversas, planos sendo construídos, ideias que pareciam maiores do que o medo.

As pessoas falavam do que queriam ser…

não do que os outros haviam feito.

Mas, com o tempo, algo se perdeu.

Talvez a frustração tenha substituído a esperança.

Talvez as feridas tenham encontrado na crítica uma forma de se expressar.

Talvez seja mais fácil falar do erro do outro do que encarar o próprio vazio.

Ele levantou os olhos.

Lá na frente, o pregador falava sobre transformação, sobre vida nova… mas o homem no último banco pensava em algo mais simples — e talvez mais difícil:

o tipo de conversa que alimenta a alma.

Porque ele entendeu, ali, quase como uma revelação mansa:

Existem lugares onde você se senta…

e sai menor do que entrou.

E existem lugares onde você se senta…

e algo dentro de você volta a respirar.

Não é sobre o espaço físico.

É sobre as palavras que circulam nele.

Ele então fez uma oração curta, quase tímida:

“Deus… me ensina a escolher melhor onde eu me sento.

E, mais do que isso… me ensina a cuidar do que sai da minha boca quando eu estiver lá.”

O culto terminou.

As pessoas começaram a sair, algumas ainda presas às mesmas conversas de antes.

Ele permaneceu mais um pouco.

Não porque precisava…

mas porque queria.

Queria sair diferente.

Queria, quem sabe, ser o tipo de pessoa que muda o ambiente — não com discursos, mas com presença.

Alguém que, ao sentar, não alimenta a fofoca…

mas acende um sonho.

Levantou-se devagar.

E, ao dar os primeiros passos em direção à porta, percebeu:

Talvez não seja possível escolher todos os lugares onde estaremos…

mas sempre será possível escolher que tipo de voz seremos dentro deles.

E, naquele dia, o homem sentado no último banco da igreja decidiu:

Ele não queria mais ser eco de histórias alheias.

Queria ser abrigo de futuros possíveis.


#OHomemNoBancoDaIgreja #Psicoteologia #Reflexão #FéEConsciência #SaúdeEmocional #Espiritualidade #Autoconhecimento #CuidadoComAsPalavras #VidaComPropósito #CrônicaReflexiva

sábado, 21 de março de 2026

Jovem missionário agredido no Taiti se recupera...

 

O élder Wesley Valgardson, um jovem missionário que serve para a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias no Taiti, recentemente experimentou um ataque assustador que pode ter custado a sua vida; mas pela graça de Deus, ele sobreviveu.


Bate na noite de 17 de novembro, por volta da 1:00 da manhã, o élder Valgardson ouviu vidros quebrando fora do seu apartamento. Quando abriu a porta para ver o que estava acontecendo, foi batido repentinamente na cabeça com uma pedra e empurrado de uma varanda do terceiro andar para o concreto de baixo.


Milagrosamente, depois de cair de três andares, sobreviveu sem um único osso partido. Os médicos relataram que ele sofreu uma forte concussão, lesão no pé e dor nas costas, mas sua vida foi preservada.


Os vizinhos vieram rapidamente em ajuda dele e pediram assistência, e ele foi transferido para o hospital. Mais tarde, sua família viajou para o Taiti e o levou de volta para os EUA para sua recuperação.


Seu pai descreveu sua sobrevivência como “um milagre”.


Os missionários deixam suas casas e famílias para servir ao Senhor e compartilhar o evangelho de Jesus Cristo.


Às vezes eles enfrentam perigos e dificuldades, mas sua fé e dedicação continuam inspirando a todos nós.


Por favor, mantenha os missionários ao redor do mundo em suas orações. 

5 coisas que os santos dos últimos dias acreditam que muitas vezes surpreendem outros cristãos

 


A maioria dos cristãos e dos santos dos últimos dias concordam em muito mais do que imaginamos.

Mas algumas crenças ainda apanham as pessoas desprevenidas.

5 coisas que os santos dos últimos dias acreditam que muitas vezes surpreendem outros cristãos

De vez em quando alguém diz,

"Eu não sabia que você acreditava nisso. ”

E sinceramente, eu entendo porquê.

Algumas das coisas que acreditamos não são normalmente ensinadas no cristianismo tradicional.

Portanto, em vez de evitar essas diferenças, vale a pena falar sobre elas abertamente.

Não para discutir.

Só para ajudar as pessoas a entenderem o que realmente acreditamos.



1. Nós acreditamos em uma vida premortal

A maioria dos cristãos acredita que a vida começa ao nascer.

Os santos dos últimos dias acreditam que vivemos com Deus antes de virmos à terra.

Que não somos criados do nada, mas somos literalmente filhos espíritos dEle.

Que esta vida faz parte de uma jornada muito maior.

Essa crença molda tudo.

Dá significado à identidade, propósito e até às adversidades.

“Antes de te formar na barriga, eu te conhecia. ” (Jeremias 1:5)

Presidente Russell M. Nelson ensinou: "Antes da fundação do mundo, nós existimos como espírito filhos de Deus."



2. Nós acreditamos que as famílias podem ser eternas

Muitos cristãos acreditam que o casamento termina na morte.

Os Santos dos Últimos Dias acreditam que através dos convênios sagrados, as famílias podem continuar além da sepultura.

Que os relacionamentos não são arranjos temporários, mas fazem parte do plano eterno de Deus.

Não apenas "até que a morte nos separe. ”

Mas além disso.

"Tudo o que ligares na terra será ligado no céu. ” (Mateus 16:19)



3. Acreditamos que as ordenanças podem ser executadas para os mortos

Esse surpreende quase todo mundo.

Acreditamos que quem nunca teve a oportunidade de receber o evangelho nessa vida ainda terá essa oportunidade.

E que ordenanças essenciais como o batismo podem ser realizadas por procuração em seu nome.

Não forçando nada neles.

Mas estendendo a mesma oportunidade a todos os filhos de Deus.

“O que devem eles fazer que são batizados para os mortos? ” (1 Coríntios 15:29)

Presidente Gordon B. Hinckley disse: "Este trabalho para os mortos é uma obra de amor. ”



4. Nós acreditamos em graus de glória depois da ressurreição

Muitos cristãos veem a vida após a morte como o céu ou o inferno.

Os santos dos últimos dias acreditam que, através de Jesus Cristo, todos serão ressuscitados.

E que Deus, em Sua justiça e misericórdia, preparou diferentes graus de glória.

Não como um sistema de exclusão.

Mas como reflexo da Sua justiça, amor e compreensão perfeita de cada alma.

"Há uma glória do sol, outra glória da lua, e outra glória das estrelas. ” (1 Coríntios 15:41)



5. Nós acreditamos que os céus estão abertos à revelação pessoal

Não apenas para profetas.

Mas para indivíduos.

Nós acreditamos que Deus responde às orações.

Que Ele guia, avisa, conforta e ensina seus filhos hoje.

Nem tudo é escrito somente nas escrituras.

Algumas coisas devem ser reveladas diretamente, pessoalmente e silenciosamente.

"Se algum de vós tem falta de sabedoria, peça a Deus." (Tiago 1:5)

Presidente Russell M. Nelson ensinou: "Nos próximos dias, não será possível sobreviver espiritualmente sem a influência do Espírito Santo, guiar, confortar e constante. ”



Agora aqui está o que mais importa.

Nenhuma dessas crenças substitui Jesus Cristo.

Eles apontam para Ele.

Nós acreditamos em:

Sua divindade

Seu sacrifício expiado

Sua ressurreição literal

Graça por Ele

Arrependimento

Batismo

O dom do Espírito Santo.

As diferenças são reais.

Mas também é a fundação que compartilhamos.

E num tempo em que a própria fé é muitas vezes descartada, essa fundação compartilhada importa mais do que nunca.


Então, estou curioso—


Qual dessas crenças é mais interessante ou inesperada para você?




quinta-feira, 19 de março de 2026

Jacque de Molay - templário

 

No dia 18 de março de 1314, em Paris, foi executado na fogueira Jacques de Molay, líder da ordem dos Cavaleiros Templários. 🔥

O que aconteceu

Jacques de Molay era o último Grão-Mestre dos Templários, uma poderosa ordem religiosa e militar da Idade Média.

Ele foi preso por ordem do rei Filipe IV de França, também conhecido como Filipe, o Belo.

O rei devia muito dinheiro aos Templários e, junto com o papa Clemente V, acusou a ordem de heresia, idolatria e outros crimes.

Após anos de prisão e interrogatórios, Jacques de Molay foi condenado e queimado vivo na Île de la Cité, em Paris.

A famosa “maldição dos Templários”

Segundo a tradição, antes de morrer, Jacques de Molay teria amaldiçoado o rei e o papa, dizendo que ambos seriam julgados por Deus em breve.

Curiosamente:

Clemente V morreu poucas semanas depois.

Filipe IV morreu no mesmo ano.

A dinastia capetíngia entrou em crise pouco tempo depois.

Por causa disso, o episódio ficou famoso como a maldição dos Templários

quarta-feira, 18 de março de 2026

Jacques de Molay


 ✠ 18 DE MARÇO DE 1314 ✠

Há 712 anos, em Paris, Jacques de Molay foi conduzido à fogueira. Não como criminoso, mas como homem que se recusou a morrer mentindo. Durante sete anos de prisão, sob tortura, sob ameaças e sob o peso de uma condenação fabricada por Filipe IV da França e pelo papa Clemente V, ele assinou confissões que jamais corresponderam à verdade! E quando chegou o momento final, diante da multidão reunida na Île de la Cité, ele retratou cada confissão imposta pelo tormento.

Naquele instante, Jacques de Molay não era mais apenas um Grão-Mestre, era a voz de uma Ordem inteira que se recusava a ser sepultada na desonra. O fogo que consumiu seu corpo não apagou nada, irmãos! Apagou apenas a ilusão de quem acreditou que a verdade poderia ser queimada junto com a própria carne.

A perseguição aos Cavaleiros Templários não nasceu da heresia. Nasceu da cobiça de um Rei minúsculo, endividado e da covardia de um papa submisso. Contra eles, Molay opôs algo que nenhuma fogueira alcança:

A integridade absoluta de quem escolheu morrer em pé, a honra que nenhuma câmara de tortura conseguiu arrancar!

Que essa memória nos convoque, hoje, a não curvar o joelho diante do falso, a não comprar paz com traição à própria consciência! Non nobis, Domine.


✠ “Iustus autem meus ex fide vivit.” ✠

“O meu justo viverá pela fé.”

(Hebreus 10,38).


Amém 🙏🏻

domingo, 15 de março de 2026

Quem vendemos hoje? — Uma analogia com José do Egito

 


Quem vendemos hoje? — Uma analogia com José do Egito

A história de José do Egito é uma das narrativas mais profundas da alma humana. Seus irmãos não apenas o odiaram: eles o transformaram em moeda. O venderam como quem se livra de algo incômodo. A inveja encontrou um preço, e a consciência encontrou uma justificativa.

Mas essa história antiga não terminou nas páginas do Bíblia.

Ela continua acontecendo todos os dias.

Talvez hoje não existam mais caravanas indo ao Egito para comprar jovens sonhadores. Porém, continuamos vendendo José — apenas mudamos a forma da transação.

Vendemos José quando trocamos a verdade pela aceitação do grupo.

Vendemos José quando sacrificamos quem é diferente para preservar nossa zona de conforto.

Vendemos José quando abandonamos sonhos autênticos para caber nas expectativas da família ou da sociedade.

Os irmãos de José fizeram uma troca simples:

livraram-se do desconforto que o sonho dele provocava.

Hoje fazemos trocas parecidas:

Vendemos nossos valores por conveniência.

Vendemos amizades verdadeiras por status social.

Vendemos tempo com quem amamos por uma corrida interminável por dinheiro.

Vendemos nossa vocação por segurança aparente.

E, às vezes, a venda mais silenciosa é esta:

vendemos partes de nós mesmos.

Quantas pessoas enterraram seus talentos para não incomodar os irmãos?

Quantos sonhos foram jogados em poços emocionais para evitar rejeição?

A história de José revela algo ainda mais profundo:

mesmo vendido, o destino dele não foi destruído.

O que parecia traição tornou-se caminho.

O poço virou passagem.

A escravidão virou processo.

E o prisioneiro se tornou governador.

Porque existe um mistério espiritual na narrativa de José:

há vendas que os homens fazem, mas que Deus transforma em propósito.

A pergunta que fica para nós não é apenas:

“Quem é José na nossa história?”

Mas também:

O que estamos vendendo para manter nossa falsa paz?

E quem está pagando o preço dessa troca?

Talvez o maior desafio espiritual seja este:

não participar do mercado onde sonhos são vendidos.

Porque toda geração decide, conscientemente ou não,

se vai proteger os sonhadores…

ou jogá-los novamente no poço.


sexta-feira, 13 de março de 2026

⛪ A torre nas capelas e templos

 

⛪ A torre nas capelas e templos


Você já percebeu a torre que existe no topo de muitas capelas e templos de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias?


Essa estrutura, geralmente em forma piramidal, tem um significado especial. Ela simboliza a busca pelo céu, o desejo de aproximar-se de Deus e o esforço constante pelo progresso espiritual.


Em muitos templos, a torre é encimada pela estátua do Anjo Morôni, um símbolo da restauração do evangelho de Jesus Cristo e do convite para que todos escutem a mensagem divina.


Mais do que um elemento arquitetônico, a torre representa uma conexão entre a Terra e o céu. Ela se destaca na paisagem como um farol de fé, lembrando-nos de elevar nossos pensamentos, fortalecer nossa espiritualidade e manter o foco na vida eterna.


✨ Em resumo, as torres representam:

• A busca pelo céu

• O desejo de revelação e aproximação com Deus

• Um lembrete visual de fé e devoção

• Um convite para olhar para o alto e lembrar do que é eterno


Agora você sabe 😊🫶


#CapelasLDS #TemplosLDS #Torres

quinta-feira, 12 de março de 2026

O Homem na Corda Bamba - Eclesiástico 15:17

 Hoje cedo, sentado quase adormecido no banco da igreja, enquanto o silêncio ainda conversava com a madrugada, imaginei o ser humano caminhando sobre uma corda bamba invisível. Foi ali que essa reflexão nasceu.



O Homem na Corda Bamba

Havia dias em que a vida parecia uma ponte firme.

Mas naquele dia ela parecia uma corda esticada entre dois abismos.

O homem caminhava devagar.

Não havia plateia.

Não havia aplausos.

Não havia rede de proteção.

Apenas o vento da consciência soprando no rosto.

Cada passo exigia equilíbrio.

Cada movimento pedia cuidado.

Cada pensamento podia incliná-lo para um lado ou para o outro.

Foi então que ele se lembrou de uma antiga palavra da sabedoria:

“Diante do homem estão a vida e a morte, o bem e o mal; aquilo que ele escolher lhe será dado.”

— Eclesiástico 15:17

Ele percebeu algo curioso.

A corda bamba não estava apenas diante dele.

Ela estava dentro dele.

Porque a verdadeira travessia da vida não acontece entre prédios altos ou montanhas profundas.

Ela acontece entre duas inclinações da alma.

De um lado, o orgulho.

Do outro, a humildade.

De um lado, a indiferença.

Do outro, a compaixão.

De um lado, a mentira confortável.

Do outro, a verdade que exige coragem.

E assim o homem seguiu andando.

Não porque tivesse certeza absoluta de cada passo.

Mas porque compreendeu uma coisa que poucos percebem:

Deus não empurra ninguém para nenhum dos lados da corda.

Ele apenas entrega ao ser humano a vara do equilíbrio chamada consciência

e o silêncio onde as escolhas são feitas.

Naquele momento o homem percebeu que a vida inteira era isso:

um caminhar delicado entre possibilidades.

Alguns caem pelo peso do ego.

Outros escorregam pelo cansaço da alma.

Mas há aqueles que continuam caminhando.

Não porque sejam perfeitos.

Mas porque aprenderam a ajustar o equilíbrio sempre que o vento da existência sopra mais forte.

E enquanto avançava um passo de cada vez, ele pensou:

Talvez o segredo da vida não seja nunca perder o equilíbrio.

Talvez o segredo seja nunca parar de escolher a direção da vida.



#OHomemNoBancoDaIgreja

#Psicoteologia

#SabedoriaBiblica

#Eclesiastico

#ReflexaoDaAlma

#EscolhasDaVida

#Espiritualidade

#AbilioMachado

#CronicasDaAlma

A vara de ferro...

 


No Livro de Mórmon aprendemos sobre a vara de ferro, que representa a palavra de Deus. Agarrar-se a ela significa continuar no caminho para Jesus Cristo, mesmo quando a jornada se torna difícil.


Haverá dias que estaremos cansados, com sono, doentes, ou simplesmente sem motivação. Haverá momentos em que o medo do que os outros pensam, vergonha ou dúvidas tentam nos afastar do caminho.


Mas segurar a barra de ferro significa não largar, mesmo que avancemos lentamente. Significa continuar a orar quando é difícil, continuar a frequentar a igreja quando nos sentimos fracos, e continuar a acreditar mesmo quando a nossa fé se sente pequena.


Deus conhece nossas lutas. Ele sabe quando estamos cansados, quando estamos com medo e quando sentimos que não somos bons o suficiente.


E ainda assim, Ele nos espera com amor.

Ele está sempre pronto para perdoar, levantar e acolher de volta aqueles que escolhem voltar para Ele.


Porque para o nosso Pai Celestial não importa quantas vezes caímos... o que importa é que continuamos voltando e nunca mais largamos a vara de ferro. 

Os missionários

 


Para muitas pessoas, missionários podem simplesmente parecer jovens viajando ao redor do mundo. Mas para nós, como membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, os missionários são servos do Senhor que dedicam seu tempo a compartilhar o evangelho de Jesus Cristo.


Eles deixam suas casas, famílias e estudos por um tempo para ensinar sobre a fé em Jesus Cristo, arrependimento, batismo e o plano de salvação.


Seu principal propósito é convidar todas as pessoas a virem a Cristo. Através do seu serviço, ensinamentos e exemplo, muitas pessoas podem aprender sobre o evangelho restaurado.


Para nós, os missionários não ensinam apenas o evangelho... eles também mostram o amor de Cristo aos outros. 

A visita que ficou para depois

 O Homem no Banco da Igreja

A visita que ficou para depois

Hoje o homem está sentado no banco da igreja mais cedo do que de costume.

A porta ainda rangeu quando ele entrou, e o silêncio do templo parecia daqueles silêncios que escutam mais do que respondem. O sol da manhã atravessa os vitrais devagar, espalhando cores pelo chão como se o tempo estivesse caminhando descalço.

Ele se senta no banco de sempre.

As mãos se entrelaçam, mas não exatamente em oração. Primeiro elas ficam ali, quietas, tentando organizar os pensamentos que chegaram na noite anterior.

Um amigo atravessou o outro lado do véu.

A notícia chegou no começo da noite, simples nas palavras, pesada no coração. Essas notícias sempre chegam assim — curtas na frase, longas na alma.

_Deus recolheu o Bóra.

E junto com a notícia veio aquela visita silenciosa que costuma acompanhar a morte de alguém querido: o pensamento do que poderia ter sido diferente.

A visita que ficou para depois.

Ele sabe que a história não foi tão simples quanto a memória agora tenta simplificar. O amigo enfrentava um câncer agressivo. O tratamento era duro, e os médicos recomendavam distância, cautela, menos visitas, menos exposição.

Era tempo de preservar o corpo que já lutava demais.

Ele respeitou isso.

Não por descuido.

Não por indiferença.

Por cuidado.

Mas havia também outra batalha acontecendo — a dele próprio.

Enquanto o amigo enfrentava o câncer, ele enfrentava suas próprias mesas cirúrgicas, seus próprios corredores de hospital, seus próprios limites físicos. O corpo também o havia chamado para lutar uma guerra particular.

Dois homens lutando batalhas diferentes na mesma frente chamada fragilidade humana.

Mesmo assim, sentado naquele banco de igreja, o coração faz perguntas que a razão já respondeu.

Ele pensa:

— Talvez eu devesse ter sido teimoso.

Talvez uma visita breve.

Talvez um aperto de mão rápido.

Talvez um olhar silencioso que dissesse o que as palavras nunca conseguem dizer direito.

Mas o “talvez” é um visitante curioso.

Ele sempre chega depois que o tempo já passou.

O homem levanta os olhos para o altar.

Ali ele se lembra de algo que a vida, com o passar dos anos, vai ensinando devagar: a amizade não se mede pela última visita ou pelo tempo que ela existe.

Ela se mede pelos caminhos já caminhados juntos.

Pelas conversas que aconteceram quando o tempo ainda parecia abundante. Pelos momentos simples que ninguém percebe que está guardando para sempre.

A última página nunca conta toda a história de um livro.

Seu amigo agora está do lado que os olhos humanos ainda não alcançam.

E sentado naquele banco de igreja, entre a saudade e a oração que começa a nascer, o homem entende uma coisa com mais clareza do que ontem:

A vida é curta demais para confiar tanto no “depois”.

Mas também existe uma misericórdia que compreende as limitações humanas. Uma graça silenciosa que alcança aquilo que não conseguimos fazer, os encontros que não aconteceram, as visitas que ficaram pelo caminho.

Talvez ele devesse ter sido teimoso.

Ou talvez a vida tenha sido simplesmente o que foi: dois homens lutando suas batalhas enquanto a amizade permanecia viva entre eles.

O homem respira fundo.

E finalmente ora.

Não uma oração longa.

Apenas algumas palavras baixas, quase sussurradas:

— Senhor… recebe meu amigo. Que os Portões Celestiais lhe sejam abertos para que adentre sem medo, dor e apegos para seguir rumo a Teus braços no grande salão de Teu Templo de Luz.

Depois disso ele permanece sentado mais alguns minutos.

Porque às vezes a melhor forma de honrar uma amizade não é discutir com o passado…

é simplesmente agradecer por ela ter existido.

Pensamento que surgiu enquanto eu estava sentado no banco da igreja, tentando entender como a saudade e a fé conseguem morar no mesmo lugar dentro do coração.

Já estou com saudades.

Vai em paz...



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