quarta-feira, 17 de junho de 2026

Ela caiu...mas não desistiu!

 


Ela caiu...mas não desistiu! 

Que exemplo podemos registrar deste fato, senão o da perseverança, do desejo de vida e do esperançar! Retire de você agora, neste momento todas as mágoas, toda culpa, toda a insatisfação, todos os medos e rompa com o passado que te mantém preso à insegurança e o medo de evoluir como indivíduo, como profissional, como ser... Use os dons que Deus colocou em você! Desperte-se! A vida não é a mesma história medíocre da novela, daquela série produzida para apenas para te fazer se sentir pequeno ou incapaz de construir algo por seus talentos ou do vídeo game, que lhe tiram o controle da sua vida. Você é maior e melhor que isso, sempre foi, se alguém falou isso ou te induziu a isso... é hora de provar que estava errado, pois você é um(a) vencedor(a). 

Deus estará sempre ao seu lado, Ele não desistirá de você! 

Deus abençoa você! 

Eu abençoo você!  


#papainoelabiliomachado

 #psiabiliomachado

terça-feira, 16 de junho de 2026

QUANDO UMA EXISTÊNCIA É INTERROMPIDA POR NEGLIGÊNCIA

 


QUANDO UMA EXISTÊNCIA É INTERROMPIDA PELA NEGLIGÊNCIA


Há despedidas que não começam no instante da morte. Muitas vezes, elas começam antes, no momento em que alguém deixa de exercer plenamente a responsabilidade que assumiu sobre a segurança e o bem-estar de outra pessoa.


Quando uma jovem de apenas 21 anos tem sua jornada mortal interrompida de forma repentina, a dor daqueles que a amam parece impossível de medir. Surgem lágrimas, perguntas e um desejo profundo de compreender aquilo que, aos olhos humanos, parece incompreensível.


A doutrina de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias ensina que a vida terrena é uma etapa sagrada do Plano de Salvação. Antes de nascermos, vivíamos como filhos espirituais de Deus. Viemos à Terra para aprender, crescer, exercer nosso arbítrio e adquirir experiências que nos preparassem para a eternidade.


Nem tudo o que acontece durante a mortalidade é desejado por Deus. Vivemos em um mundo onde o livre-arbítrio permite escolhas sábias, mas também escolhas imprudentes. Acidentes, erros, negligências e tragédias frequentemente são consequências da condição mortal e das decisões humanas.


Por isso, quando uma atividade de risco é conduzida sem os cuidados necessários, não estamos diante apenas de uma falha técnica ou administrativa. Existe uma responsabilidade moral envolvida. Quem assume a tarefa de proteger vidas recebe também o dever sagrado de agir com prudência, preparo e respeito pela segurança daqueles que lhe foram confiados.


A confiança é uma dádiva preciosa. Quando alguém entrega sua segurança nas mãos de outra pessoa, espera que essa responsabilidade seja honrada. Aventura não deve significar imprudência. Coragem não deve ser confundida com descuido. Fé não substitui planejamento, treinamento ou prevenção.


Ao mesmo tempo, o evangelho de Jesus Cristo oferece consolo aos que sofrem. A morte não representa o fim da existência. Graças à Expiação e à Ressurreição de Jesus Cristo, os laços familiares podem continuar além desta vida, e aqueles que partem permanecem vivos em espírito, aguardando a gloriosa ressurreição prometida por Deus.


Isso não elimina a tristeza. O próprio Salvador chorou diante da morte de um amigo. O luto é uma expressão natural do amor. Entretanto, a esperança cristã permite que a dor caminhe ao lado da certeza de que Deus conhece cada coração ferido e não abandona Seus filhos em seus momentos mais difíceis.


Tragédias também nos convidam à reflexão. Elas nos lembram que nossas escolhas afetam outras vidas. Cada decisão tomada com negligência pode gerar consequências que alcançam famílias inteiras. Cada ato de responsabilidade, por outro lado, pode preservar sonhos, futuros e relacionamentos.


Talvez uma das maiores lições seja esta: a vida é um dom divino. Não foi concedida para ser tratada com descaso, excesso de confiança ou impulsividade irresponsável. O Senhor espera que sejamos prudentes administradores dos dons e das oportunidades que recebemos.


Quando uma existência é interrompida pela negligência, não há apenas uma família enlutada. Há consciências sendo chamadas ao arrependimento, ao amadurecimento e à compreensão de que a confiança depositada em nós é algo sagrado. E, mesmo em meio às perguntas sem resposta, permanece a certeza de que Deus é justo, misericordioso e capaz de transformar dor em aprendizado, perdas em crescimento e lágrimas em esperança.


_ Abilio Machado

Ala Campo Largo 

Rua Francisco Azevedo de Macedo 780

Vila Solene - Campo Largo - Paraná

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Sapatos de ferro

 


Caminhando pelas margens do Rio Danúbio, em Budapeste, você encontra uma cena que parece congelada no tempo: sapatos de todos os tamanhos, de homens, mulheres e até pequenos sapatos de crianças moldados em ferro e fixados no concreto.


Não são arte moderna abstrata; são o eco de um dos momentos mais sombrios da humanidade.


Entre 1944 e 1945, durante a Segunda Guerra Mundial, milicianos do Partido da Cruz Flechada (aliados dos nazistas) levavam grupos de judeus até a beira do rio.


A ordem era sempre a mesma: "Tirem os sapatos".


Naquela época, sapatos eram bens de luxo, mercadorias valiosas que podiam ser revendidas no mercado paralelo. Os milicianos não queriam desperdiçá-los, as vítimas eram forçadas a ficar descalças no gelo, amarradas umas às outras, antes de serem baleadas para que os corpos caíssem e fossem levados pelas águas geladas do Danúbio.


O memorial não foca em nomes ou estatísticas frias, mas na ausência, o sapato vazio é a representação física de alguém que foi apagado do mapa, mas que deixou para trás a marca da sua existência.


É um monumento sobre a economia da crueldade, onde um par de botas de couro valia mais do que o ser humano que as calçava.


Hoje, turistas colocam flores e velas dentro desses sapatos de ferro, é um convite ao silêncio e uma reflexão sobre como o ódio pode transformar vizinhos em carrascos de uma noite para a outra.


Você acredita que monumentos como esse são suficientes para impedir que a história se repita, ou a humanidade tem uma memória curta demais para o seu próprio bem? 👇🕯️


#JornadaMundo #Budapeste #Titanic #HistoriaReal #SegundaGuerra #ShoesonTheDanube #ChoqueDeRealidade #ComportamentoHumano #Psicologia #Documentario

quarta-feira, 10 de junho de 2026

O médico dos pobres - da série Histórias Inspiradoras



 Ele nunca teve um carro. Nunca carregou um smartphone moderno. Passou a vida inteira em um pequeno apartamento apertado, usando roupas simples e gastas pelo tempo. Ainda assim, esse homem salvou mais vidas do que muitos grandes hospitais juntos.


Seu nome era Dr. Muhammad Mashali, mas milhões de pessoas no Egito e em outras partes do mundo o conheciam como o "Médico dos Pobres". Durante mais de cinquenta anos, ele percorreu as ruas de Tanta, no Delta do Nilo, dedicando cada minuto da sua existência a cuidar de quem mais precisava. Enquanto muitos buscavam riqueza e prestígio, ele escolheu servir à humanidade.


Todas as manhãs, seguia para sua modesta clínica, onde atendia até cinquenta pacientes por dia. Muitas vezes trabalhava mais de dez horas seguidas, sem descanso adequado. Para quem podia pagar, a consulta custava menos de um dólar. Para quem não tinha nada, o atendimento era totalmente gratuito. E quando a medicina já não conseguia oferecer respostas, ele tratava seus pacientes com algo igualmente poderoso: gentileza, empatia e respeito.


Essa missão nasceu de uma promessa. Formado com destaque em Medicina, em 1967, Mashali jamais esqueceu os sacrifícios feitos por seu pai, que abriu mão do próprio conforto e da própria saúde para garantir os estudos do filho. Após a morte dele, o jovem médico fez um voto diante de Deus: nunca cobraria de uma pessoa pobre por uma consulta. E cumpriu essa promessa até o último dia de vida.


Sua história acabou ultrapassando as fronteiras do Egito. Certa vez, um empresário do Golfo Pérsico decidiu recompensá-lo e lhe ofereceu um apartamento de luxo, um carro novo e vinte mil dólares em dinheiro. O médico agradeceu, mas recusou o conforto pessoal. Aceitou os recursos apenas para vender os bens e transformar tudo em equipamentos modernos para sua clínica e medicamentos gratuitos para seus pacientes. Quando perguntavam por que rejeitava uma vida mais confortável, ele respondia com simplicidade: "Não preciso de carro nem de roupas finas. Sou médico, e meu dever é cuidar de quem não tem nada."


Para ele, religião e posição social nunca importaram. Muçulmanos e cristãos coptas aguardavam lado a lado na fila de sua clínica. Dr. Mashali não enxergava crenças ou diferenças; enxergava seres humanos sofrendo e necessitando de ajuda.


Sua generosidade não conhecia limites. Ele doava seu tempo, sua energia e boa parte do que ganhava. Quando percebia que um paciente não teria condições de comprar os remédios prescritos, discretamente colocava dinheiro em seu bolso antes da despedida, garantindo que aquela pessoa pudesse sair dali direto para a farmácia.


Dr. Muhammad Mashali faleceu em 2020, aos 76 anos. Não deixou mansões, contas milionárias ou títulos grandiosos. Deixou algo muito mais valioso: um legado de compaixão, sacrifício e amor ao próximo.


Em um mundo que costuma medir o valor das pessoas pelo dinheiro e pelo status que possuem, esse médico humilde mostrou que a verdadeira grandeza não está naquilo que acumulamos, mas naquilo que somos capazes de oferecer aos outros.


Sua memória continua inspirando milhões de pessoas e prova que uma única vida dedicada ao próximo pode iluminar o mundo inteiro.

Harriet Glickman e Charlie Brown - da série Histórias Inspiradoras

 


Onze dias depois do assassinato de Martin Luther King Jr., uma professora decidiu fazer algo que parecia pequeno, mas que acabaria mudando uma das tirinhas mais famosas dos Estados Unidos.


Harriet Glickman, uma mãe e professora da Califórnia, escreveu uma carta para Charles Schulz, criador da turma do Snoopy e do Charlie Brown. Ela pediu que ele colocasse uma criança negra na história de Charlie Brown, Snoopy, Lucy e Linus. A tirinha já existia havia dezoito anos e, até então, nenhuma criança negra havia aparecido nela.


Schulz quase recusou. Ele tinha medo de que, sendo um homem branco, acabasse desenhando aquele personagem de forma errada, como se fosse pena ou condescendência. Mas Harriet não desistiu. Pediu permissão para mostrar a resposta dele a amigos negros, para que eles mesmos dissessem o que pensavam.


Um deles era Kenneth Kelly, engenheiro negro que trabalhava no programa Surveyor, responsável por levar sondas americanas à Lua. Kelly escreveu a Schulz dizendo que ver uma criança negra na turma do Snoopy e do Charlie Brown não seria ofensivo. Pelo contrário, poderia significar muito para milhares de crianças que nunca se viam representadas nas páginas dos jornais.


Ele deu um conselho simples: não transforme o menino em símbolo, herói ou lição de moral. Faça dele apenas uma criança comum. Alguém da turma. Alguém que simplesmente estivesse ali.


E foi isso que Schulz fez.


Em 31 de julho de 1968, Charlie Brown apareceu na praia procurando sua bola perdida. Um menino entrou na água, pegou a bola e devolveu para ele. Seu nome era Franklin. Os dois conversaram, brincaram e construíram um castelo de areia juntos. Não houve discurso. Não houve sermão. Apenas duas crianças dividindo uma tarde de verão.


A chegada de Franklin gerou muitas cartas de agradecimento, mas também incomodou algumas pessoas. Quando Schulz desenhou Franklin sentado na escola ao lado de uma menina branca, um editor do sul dos Estados Unidos reclamou. Disse que aceitava um personagem negro, mas não queria vê-lo estudando junto com crianças brancas.


Schulz não respondeu. Apenas continuou desenhando Franklin ali.


Longe dali, um menino negro de seis anos chamado Robb Armstrong viu Franklin nas tirinhas e pensou: "Ele é como eu." Robb havia perdido o irmão mais velho poucos dias antes e encontrou naquele personagem uma forma silenciosa de pertencimento. Mais tarde, ele se tornaria cartunista e criaria JumpStart, uma das tirinhas negras mais conhecidas dos Estados Unidos.


Décadas depois, Schulz percebeu que Franklin nunca tinha recebido um sobrenome. Então ligou para Robb Armstrong e pediu permissão para usar o seu. Robb aceitou imediatamente.


Foi assim que Franklin passou a se chamar Franklin Armstrong.


 Harriet Glickman morreu em 2020, aos 93 anos, na mesma casa onde havia escrito aquela carta em 1968. A carta hoje está preservada no Museu Charles M. Schulz. Na página, ainda aparece a data: 15 de abril de 1968.


Onze dias depois da morte de Dr. King, uma mulher comum sentou diante de uma máquina de escrever acreditando que talvez ninguém fosse ouvi-la.


Mas alguém ouviu.

Dia da Artilharia - 10 de junho



 A Artilharia de Campanha é o principal meio de apoio de fogo da Força Terrestre. Suas unidades e subunidades podem ser dotadas de canhões, obuses, foguetes ou mísseis. Tem por missão apoiar a arma-base pelo fogo, destruindo ou neutralizando os alvos que ameacem o êxito da operação. A artilharia antiaérea, componente terrestre da defesa aeroespacial ativa, realiza a defesa antiaérea de forças, instalações ou áreas. A artilharia de costa participa da defesa contra operações navais inimigas em áreas marítimas próximas ao litoral ou em águas interiores. Suas características são a precisão e a rapidez, para destruir ou neutralizar as instalações, os equipamentos e as tropas inimigas localizadas em profundidade no campo de batalha.

Atualmente, a Artilharia brasileira avança alicerçada por uma indústria de defesa nacional robusta e soberana, com o Programa Estratégico do Exército ASTROS-FOGOS, o desenvolvimento do Míssil Tático de Cruzeiro (MTC), bem como o aprimoramento da família de foguetes. Além disso, os radares SABER M60 e M200 são provas do avanço tecnológico brasileiro na Artilharia Antiaérea. O Sistema Digitalizado de Artilharia de Campanha (SISDAC), as VBC OAP M109 A5 + BR e o uso de Sistemas de Aeronaves Remotamente Pilotadas (SARP), como o MATRICE 300, recentemente incorporada ao Núcleo da Bateria de Busca de Alvos, em sinergia, conferem à Arma a capacidade de aquisição de alvos em tempo real, potencializando a precisão dos fogos no campo de batalha moderno


“É com fogo que se ganham as batalhas; logo, aumente sua Artilharia !” Frederico, o Grande

terça-feira, 9 de junho de 2026

Despojar-se de si



 "Os que encontram seu destino

e anseiam por realizá-lo

não desperdiçam nem tempo afagando o Tempo, nem passos percorrendo o Espaço. 


Em uma única curta vida eles podem abreviar éons e aniquilar estupendas vastidões.


Para isso, precisais estar despojados de tudo, para que o Tempo

e o Espaço não tenham domínio sobre vosso coração. 


Quanto mais possuirdes,

mais sereis possuídos. 

Quanto menos possuirdes,

menos sereis possuídos.


Sim, sede despojados de tudo, exceto da vossa Fé, de vosso Amor

e de vosso anseio por libertação através da Sagrada Compreensão."


Mikhail Naimy - "O Livro de Mirdad" 

Imagem: nvd9612, por Pixabay

segunda-feira, 8 de junho de 2026

O Beijo da Vida

 


O Beijo da Vida


Antes de julgar a cena, observe-a com atenção.


À primeira vista, muitos enxergam apenas dois homens abraçados no alto de um poste. Alguns podem até interpretar a fotografia de forma equivocada. Mas o que ela registra é algo muito maior: um dos mais impressionantes atos de coragem, amizade e amor ao próximo já capturados por uma câmera.


A imagem ficou conhecida como "O Beijo da Vida" e foi fotografada por Rocco Morabito em 1967. Nela aparecem os eletricistas Champion Randall e J.D. Thompson durante um trabalho de manutenção em uma rede elétrica.


Tudo parecia ser mais um dia comum de serviço. Porém, em um instante, a rotina transformou-se em tragédia. Champion acidentalmente entrou em contato com uma linha energizada e recebeu uma descarga superior a 4.000 volts. Para termos uma ideia da gravidade, uma cadeira elétrica utiliza aproximadamente metade dessa tensão. Seu coração parou imediatamente.


O que impediu sua queda foi apenas o cinturão de segurança preso ao poste.


Lá em cima, suspenso entre a vida e a morte, Champion já não respirava.


Foi então que seu companheiro de trabalho, J.D. Thompson, sem pensar em fama, reconhecimento ou riscos pessoais, escalou rapidamente até ele. Diante da impossibilidade de realizar uma reanimação completa naquela altura, começou a fazer respiração boca a boca, mantendo seus pulmões funcionando enquanto lutava contra o tempo.


Minutos que pareceram eternidade.


Quando finalmente percebeu um leve sinal de vida, Thompson soltou o arnês, colocou o colega sobre os ombros e iniciou a descida. No solo, com a ajuda de outros trabalhadores, continuou a reanimação até que a respiração e os batimentos cardíacos fossem gradualmente restabelecidos.


Champion sobreviveu.


Não apenas sobreviveu ao acidente. Ganhou mais 35 anos de vida. Faleceu apenas em 2002, aos 64 anos, por insuficiência cardíaca. Thompson, o homem que lhe devolveu a existência naquele dia, continuou sua caminhada carregando consigo uma história que o mundo jamais esqueceria.


A fotografia percorreu jornais em diversos países e recebeu o Prêmio Pulitzer em 1968. Mas seu verdadeiro valor não está na premiação.


Seu verdadeiro valor está naquilo que ela nos ensina.


Vivemos em uma época em que muitos acumulam contatos, seguidores e conhecidos. Entretanto, poucos possuem alguém que, diante da adversidade, permaneça ao seu lado quando tudo parece perdido.


Há pessoas que nos acompanham enquanto tudo vai bem.


E há aquelas que seguram nossa alma quando a vida nos deixa pendurados entre a esperança e o desespero.


Nem sempre o "beijo da vida" vem na forma de uma respiração boca a boca. Às vezes ele chega por meio de uma palavra de encorajamento, de uma visita inesperada, de uma oração silenciosa, de uma mão estendida ou simplesmente da presença de alguém que se recusa a nos abandonar.


Afinal, existem amigos que passam por nossa história.


E existem amigos que ajudam a escrever os capítulos que jamais teríamos conseguido viver sozinhos.


"Em todo tempo ama o amigo, e na angústia nasce o irmão." (Provérbios 17:17)

O que mais me chama a atenção nessa fotografia é que ela desmonta uma ilusão muito comum: a ideia de que heroísmo sempre acontece em grandes palcos. Na verdade, os atos mais extraordinários costumam ocorrer longe das câmeras, quando alguém decide não desistir de outra pessoa.

Talvez seja por isso que a imagem continue tão impactante décadas depois. Ela não fala apenas de eletricidade, acidentes ou primeiros socorros. Fala de responsabilidade humana. Fala daquele instante em que a vida de alguém passa a depender da coragem de outro.

E, pensando bem, todos nós já fomos um pouco Champion e um pouco Thompson.

Em alguns momentos, fomos nós que ficamos suspensos entre a esperança e o desânimo, precisando que alguém nos devolvesse o fôlego para continuar. Em outros, fomos chamados a sustentar quem estava prestes a cair.

A vida tem dessas ironias bonitas: ninguém atravessa a existência sozinho. Sobrevivemos graças às pessoas que, em determinados momentos, se recusaram a nos deixar partir.

Uma fotografia premiada registra um segundo.

Uma amizade verdadeira pode salvar uma vida inteira.

Abilio Machado 🌿📖

domingo, 7 de junho de 2026

Eu Não Quero Que Meu Filho Apenas Acredite. Quero Que Ele Saiba Por Que Acredita.


Eu Não Quero Que Meu Filho Apenas Acredite. Quero Que Ele Saiba Por Que Acredita.
Por Abilio Machado 

Foi numa noite de sábado, depois de uma reunião do quórum de élderes, que ouvi uma história que não saiu mais da minha cabeça.

Um irmão da Igreja contou sobre um jovem que havia crescido no evangelho. Frequentou a Primária, participou do Seminário, serviu em chamados, conhecia escrituras de cor e sempre parecia ter um testemunho firme.

Então veio a faculdade.

Vieram as perguntas.

Vieram os professores, os colegas, os vídeos na internet, os influenciadores ateus e os discursos que pareciam intelectualmente sofisticados.

Pouco tempo depois, aquele rapaz já não sabia mais no que acreditava.

Naquela noite, ao chegar em casa, encontrei meu filho Caio sentado à mesa, estudando sua lição do Seminário.

Observei-o por alguns minutos.

Ele conhecia histórias.

Conhecia personagens.

Conhecia acontecimentos.

Mas uma pergunta me inquietou:

"Será que ele sabe por que acredita?"

Sentei-me ao seu lado.

— Caio, por que você acredita que Jesus Cristo vive?

Ele respondeu rapidamente:

— Porque a Bíblia ensina isso.

— E como sabemos que a Bíblia é confiável?

Ele pensou.

Ficou em silêncio.

Então perguntei:

— E por que você acredita que o Livro de Mórmon é verdadeiro?

A resposta veio ainda mais tímida:

— Porque o profeta disse...

Novamente o silêncio.

Naquele instante percebi algo importante.

Meu filho conhecia muitas respostas.

Mas não conhecia as razões por trás delas.

E talvez a culpa não fosse dele.

Talvez fosse minha.

Talvez eu tivesse ensinado o "o quê", mas não o "porquê".

Durante anos enfatizamos a memorização de histórias sagradas.

Mas nem sempre ensinamos nossos filhos a refletir sobre as evidências, a lógica, a história e os testemunhos que sustentam essas verdades.

Comecei então a estudar com mais profundidade.

Voltei aos Evangelhos.

Voltei às epístolas.

Voltei ao Livro de Mórmon.

E descobri algo extraordinário.

A fé restaurada não pede que abandonemos a razão.

Ela convida a razão a caminhar junto com a revelação.

Quando lemos os Evangelhos, encontramos testemunhas oculares de Cristo.

Quando estudamos o Livro de Mórmon, encontramos outro testemunho de Jesus Cristo.

A Bíblia declara:

"Na boca de duas ou três testemunhas toda palavra será estabelecida."

E o Livro de Mórmon cumpre exatamente esse princípio.

Ele não substitui a Bíblia.

Ele a fortalece.

Ele confirma que Jesus nasceu, viveu, morreu e ressuscitou.

Ele testifica que Cristo fala a todos os povos.

Ele reafirma doutrinas fundamentais da Expiação, do arrependimento, da graça e da salvação.

Alguns perguntam:

"Como sabemos que o Livro de Mórmon não foi alterado ao longo do tempo?"

A mesma pergunta é feita sobre a Bíblia.

E a resposta é semelhante.

Nenhum livro sagrado é aceito apenas porque alguém o declarou verdadeiro.

Ele é examinado.

Estudado.

Comparado.

Testado.

Mas, acima de tudo, existe um convite único feito pelo próprio Livro de Mórmon:

Ler.

Refletir.

E perguntar sinceramente a Deus.

Milhões de pessoas ao redor do mundo afirmam ter recebido essa confirmação espiritual.

Eu sou uma delas.

Meu filho precisa conhecer isso.

Não apenas repetir isso.

Precisa compreender por que acredita.

Precisa entender por que a Expiação era necessária.

Por que a Ressurreição muda tudo.

Por que Cristo não é apenas um mestre moral.

Por que a Restauração faz sentido.

Por que profetas modernos são importantes.

Por que a revelação continua.

E também precisa conhecer os questionamentos que encontrará.

Karl Marx criticou a religião como instrumento social.

Friedrich Engels questionou instituições tradicionais.

Vladimir Lenin promoveu o materialismo ateu.

Alexandra Kollontai defendia transformações radicais na estrutura familiar.

Antonio Gramsci analisou a influência cultural das instituições religiosas.

Esses autores fazem parte da história do pensamento humano.

Devem ser estudados.

Mas não temidos.

A fé verdadeira não teme perguntas.

A fé verdadeira cresce quando é examinada.

Meu receio nunca foi que Caio encontrasse ideias diferentes.

Meu receio era que ele as encontrasse sem estar preparado para pensar.

Porque o problema não é uma pergunta difícil.

O problema é nunca ter aprendido a raciocinar sobre a própria fé.

Foi então que mudamos nossa rotina.

Começamos a estudar os Evangelhos juntos.

Não apenas ler.

Estudar.

Questionar.

Pesquisar.

Refletir.

Passamos a dar mais atenção ao Seminário.

Não como uma obrigação.

Mas como uma oportunidade.

Ali, os jovens têm contato diário com as escrituras, com a história sagrada e com princípios que os ajudarão quando chegarem à universidade, ao mercado de trabalho e aos desafios da vida adulta.

Hoje nossas conversas são diferentes.

Caio faz perguntas.

Muitas perguntas.

E isso me alegra.

Porque perguntas sinceras são sinais de crescimento.

Prefiro um filho que questione para compreender do que um filho que apenas repita sem entender.

O testemunho não é construído apenas pela emoção.

Nem apenas pelo intelecto.

É construído quando mente, coração e Espírito caminham juntos.

Meu desejo não é que Caio vença debates.

Meu desejo é que ele conheça Jesus Cristo.

Mas para permanecer firme em um mundo cheio de vozes conflitantes, ele precisará de mais do que frases prontas.

Precisará conhecer as escrituras.

Precisará estudar os Evangelhos.

Precisará compreender o Livro de Mórmon.

Precisará desenvolver um testemunho próprio.

Porque um dia eu não estarei ao seu lado para responder às perguntas.

Mas espero que, quando esse dia chegar, ele saiba não apenas no que acredita.

Espero que saiba por que acredita.

E que sua fé esteja edificada sobre a rocha que é Jesus Cristo, e não sobre a areia das opiniões passageiras deste mundo.

sábado, 6 de junho de 2026

6 de Junho – Dia D: Quando a Liberdade Desembarcou na Normandia



 6 de Junho – Dia D: Quando a Liberdade Desembarcou na Normandia


Um país sem memória é um país sem história. E uma nação que esquece os sacrifícios do passado corre o risco de repetir os erros que um dia custaram sangue, lágrimas e vidas.


Neste 6 de junho, recordamos o Dia D, marco decisivo da Segunda Guerra Mundial. Em 1944, nas praias da Normandia, teve início a Operação Overlord, a maior invasão anfíbia da história militar. Ainda antes do amanhecer, milhares de jovens atravessaram o Canal da Mancha em direção a um destino incerto. Muitos jamais voltariam para casa.



Não eram apenas soldados. Eram filhos, irmãos, amigos e pais. Rapazes que trocaram os sonhos da juventude pelo dever de enfrentar um dos regimes mais cruéis que a humanidade já conheceu. O nazismo não surgiu da noite para o dia. Cresceu lentamente, alimentado pela intolerância, pelo fanatismo e pela indiferença. Quando o mundo percebeu toda a extensão de sua violência, grande parte da Europa já havia sido mergulhada na dor, na perseguição e na destruição.



O desembarque na Normandia representou muito mais do que uma manobra militar. Foi a demonstração de que a liberdade exige coragem, de que a paz precisa ser defendida e de que a responsabilidade diante do mal não pode ser terceirizada. Aquelas praias tornaram-se um símbolo da determinação humana de resistir à tirania.



O Brasil também escreveu seu capítulo nessa história. A participação da Força Expedicionária Brasileira nos campos da Itália mostrou ao mundo que nossa pátria possui garra, disciplina, responsabilidade e espírito de sacrifício. Nossos pracinhas honraram a bandeira nacional e provaram que a defesa dos valores humanos não conhece fronteiras.



Hoje, minha continência é dirigida a esses meninos gigantes que tombaram em nome da liberdade. Homens comuns que realizaram feitos extraordinários. Creio ser acompanhado nesse gesto por todos os integrantes do Pelotão de Segurança CIEx 84.



Que a salva de tiros em sua homenagem não represente apenas o som das armas, mas o eco da gratidão de gerações inteiras. Que cada disparo simbolize a honra, o respeito e a memória daqueles que, mesmo diante do medo, avançaram. E que a bandeira desfraldada ao vento continue lembrando que a liberdade possui um preço, pago muitas vezes por aqueles cujos nomes a história nem sempre registra, mas cujo sacrifício jamais deve ser esquecido.



Aos heróis da Normandia, aos pracinhas brasileiros e a todos os combatentes que enfrentaram a escuridão para que outros pudessem viver em liberdade: nossa eterna continência.


"Os homens morrem. As gerações passam. Mas o dever cumprido e a honra conquistada permanecem para sempre na memória das nações." - Abilio Machado 



quarta-feira, 3 de junho de 2026

Hoje eu escolho...

 



Hoje eu escolho viver como quem sabe que esta vida vai passar num piscar de olhos.


Eu escolho não brigar com as pessoas por coisas que amanhã eu nem vou lembrar.

Eu escolho não criticar tanto meu corpo, que me carrega com tanta paciência todos os dias.

Eu escolho parar de reclamar do que me falta, porque tenho muito mais do que um dia ousei sonhar.


Hoje eu escolho beijar quem eu amo sem pressa, sem medo, sem deixar para depois.

Porque eu não sei qual será o último abraço, o último "eu te amo", o último olhar.


E confesso: não é fácil viver assim, com o coração aberto.

Não é fácil largar a mania de adiar a vida para quando tudo estiver perfeito.

Mas eu já entendi que o perfeito não existe aqui.

Aqui é sala de aula. Aqui é ensaio. Aqui é só uma das muitas vidas que ainda vou viver.


Então hoje eu escolho usar os talheres novos.

Eu escolho gastar meu melhor perfume só para passear comigo mesma.

Eu escolho repetir minhas melhores roupas, deixar os bichos mais por perto, sentir o amor de Deus nas coisas pequenas.


Hoje eu escolho não esperar o Natal, a sexta-feira, o ano que vem, o dinheiro, o momento certo.

Eu escolho ligar agora.

Eu escolho perdoar agora.

Eu escolho orar agora — não com palavras decoradas, mas com conversa de verdade, como quem fala com quem ama.


Porque se não é errado, por que não ser hoje?


Eu não vim aqui para acumular o que não levo.

Eu vim para amar mais, perdoar mais, abraçar mais, viver mais inteira.

Eu vim para fazer cada segundo valer o tempo que me foi dado.


E quando esta passagem chegar ao fim, que tudo o que eu plantei aqui floresça na próxima.


Hoje eu escolho a luz. Eu escolho o amor. Eu escolho viver de verdade. 💙


@papainoelabiliomachado

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Oração de Clamor na Madrugad

 


Oração de Clamor na Madrugada


Senhor meu Deus,


Nesta madrugada eu me coloco diante de Ti com humildade, sinceridade e esperança. Tu conheces os meus pensamentos antes mesmo que eles sejam palavras. Conheces minhas lutas, minhas preocupações e o peso que tenho carregado em silêncio.


Pai amado, hoje clamo pela Tua misericórdia. As dificuldades financeiras têm trazido inquietação ao meu coração, e por isso entrego a Ti cada conta, cada compromisso, cada necessidade e cada projeto que ainda não encontrei meios para realizar.


Abre portas onde meus olhos não conseguem enxergar caminhos. Derrama sabedoria para que eu faça escolhas corretas, discernimento para reconhecer oportunidades e coragem para agir quando elas surgirem. Que eu não seja conduzido pelo medo, pela ansiedade ou pelo desespero, mas pela confiança em Tua providência.


Senhor, abençoa o trabalho das minhas mãos. Multiplica os frutos dos meus esforços. Concede-me oportunidades honestas, clientes, projetos, parcerias e recursos que tragam dignidade, sustento e tranquilidade para minha vida e para aqueles que dependem de mim.


Também peço que cuides do meu coração. Que as preocupações não roubem minha fé nem minha paz. Ensina-me a descansar em Ti enquanto faço a minha parte. Que eu encontre forças para continuar caminhando, mesmo quando os resultados parecem demorados.


Pai, afasta de mim toda escassez que nasce do desânimo, toda porta fechada que não vem de Ti e toda influência que me afaste dos Teus propósitos. Renova minha esperança e fortalece minha confiança de que nenhuma noite é eterna diante da Tua luz.


Agradeço pelas bênçãos que já recebi, pelas que ainda não percebi e por aquelas que estão a caminho. Creio que Tu continuas sendo o Deus que sustenta, cuida, orienta e provê.


Que esta madrugada seja um momento de encontro Contigo, e que ao amanhecer eu possa sentir renovadas minhas forças, minha fé e minha esperança.


Em nome de Jesus.


Amém.


"Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele tudo fará." — Salmo 37:5


Abilio Machado

Psicoarteterapeuta


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domingo, 31 de maio de 2026

O fardo de Deus

 

"Sou um pai, inadequado para ter certeza, mas não consigo compreender o fardo que deve ter sido para Deus no Seu céu testemunhar o sofrimento profundo e a crucificação do Seu Filho Amado de tal forma. Todo impulso e instinto dele deve ter sido parar, enviar anjos para intervir - mas Ele não interveio. Ele suportou o que viu porque era a única maneira de um pagamento salvamento e vicario poderia ser feito pelos pecados de todos os seus outros filhos, desde Adão e Eva até o fim do mundo. Sou eternamente grato por um Pai perfeito e pelo Seu Filho perfeito, nenhum dos quais se encolheu do copo amargo nem abandonou o resto de nós que somos imperfeitos, que falhamos e tropeçamos, que muitas vezes perdemos a marca.


Presidente Holanda 

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Conselho de Papai Noel

 


Uma das partes mais difíceis do trabalho criativo de um Papai Noel é aprender que a visibilidade leva tempo...

Não porque sua 'magia' esteja falhando.

Mas porque a confiança geralmente cresce lenta e silenciosamente antes de se tornar totalmente visível à todos ao redor.

Uma família pode ver seu nome cinco vezes antes de entrar em contato.

Eles até podem acompanhar suas postagens por meses.

Eles podem se lembrar de uma interação sua anos depois.

E então, um belo dia decidem: “Esse é o nosso Papai Noel !”

Acho que às vezes subestimamos o quanto simplesmente estar presente de forma consistente e autêntica importa, independentemente de fatores externos como figurinos e detalhes lindos...


Não o mais bonito.

Não o mais 'perfeito'.

Apenas estar presente o suficiente para que as pessoas certas reconheçam o calor da Magia do Natal quando encontram você...


#magiadonatal 🎅🏻

terça-feira, 26 de maio de 2026

André Rieu fatos e curiosidades - uma vida dupla por mais de 30 anos

 


Andre Rieu viveu uma vida dupla por 30 anos e ninguém sabia - até agora 


Durante 30 anos, o mundo viu André Riou como o homem que fazia sorrir milhões sem nunca suspeitar do quanto ele se escondia por detrás daquela graça cuidadosamente polida. O público acreditava conhecê-lo o rei das valsas, com o seu riso caloroso, os seus deslumbrantes consertos e o seu encanto natural.


 Mas a verdade era muito mais pesada do que o arco que ele carregava. Por detrás de cada aplauso de pé, estava um homem a travar uma batalha particular que nenhum holofote jamais revelou. E quando a verdade finalmente veio a público, ficou claro que André Rio vivia duas vidas, uma para o mundo e outra para sobreviver. André Leão, Marir, Nicololá.


Rio nasceu no primeiro dia de outubro de 1949 numa casa onde a disciplina dominava a infância e o afeto era praticamente inexistente. O seu pai, o respeitado maestro André Rio Senor, governava a sua casa com a mesma precisão que exigia dos orquestras, não deixando espaço para risos imaginação ou conforto. A sua mãe impunha a perfeição com igual severidade, descartando a criatividade como fraqueza e tratando a emoção como uma falha a corrigir.


O que o público mais tarde chamaria de a elegância nasceu da necessidade de um menino de esconder as fraturas dentro de si, mesmo em entrevistas décadas depois, quando admitiu calmamente: "Os meus pais não me amavam, não era amargura". Era sobrevivência. Aos 5 anos, algo mudou. Um jovem professor de violino com apenas 18 anos colocou-lhe um violino nas mãos e despertou algo que o ambiente rígido da família nunca lhe permitira sentir segurança.


 Ela não dava ordens, nem o comparava com os irmãos. Ela o incentivava a ouvir, a sentir, a respirar. Pela primeira vez, o André percebeu que a a música podia ser um refúgio, um lugar onde não precisava de se defender. Foi a primeira vida secreta que criou, uma rebelião silenciosa contra um lar onde a ternura não tinha voz. A adolescência trouxe conflitos ainda mais intensos.


 Enquanto outros alunos praticavam exercícios técnicos, ele procurava ressonância e profundidade emocional. O seu crescente amor pelas valsas foi recebido com desprezo. O seu pai, numa frase famosa, disparou: "Eu não te criei para tocar valsas". Palavras que magoaram mais do que qualquer ensaio falhado. Em 1968, quando André trouxe para casa Marjery, a mulher que realmente o compreendia, a fúria da sua mãe, explodiu.


 Ela ordenou que ela se retirasse e André saiu nessa mesma noite. Ele nunca mais voltou. Décadas de aplausos jamais apagariam completamente o silêncio daquela última caminhada. Esta ruptura precoce dividiu a existência de André em duas, o homem que ele mostrou ao mundo e a criança ferida que aprendeu a esconder-se atrás da elegância.


 Foi o início da vida dupla que ninguém veria até muito mais tarde. Em meados da década de 1970, André Riu já não era o menino silencioso que ensaiava em corredores escuros. Era um jovem músico que luta contra as rígidas tradições das instituições clássicas europeias. No conservatório de Bruxelas, a técnica era venerada e a emoção desprezada.


 Seus os professores exigiam precisão, não vitalidade. Para eles, as valsas eram ornamentos infantis indignos de uma execução séria. Mas André já tinha decidido que a sua vida não seria ditada pela tradição fria. Ele queria música que respirasse música que fizesse as pessoas sentirem-se humanas novamente. Contudo mesmo, esse sonho exigiu que ele construísse uma segunda vida, uma rebeldia oculta por detrás da polidez da obediência e da aparência de conformidade.


A sua rebeldia tomou forma em 1978, quando fundou a Mastrict Salon Orchestra, composta por 12 sonhadores que tinham mais idealismo do que dinheiro. As suas primeiras apresentações decorreram em salões comunitários frios. espaços para casamentos decadentes e cidades fronteiriças, onde nenhum crítico se dava ao trabalho de ir.


 No no entanto, estes concertos modestos e aparentemente banais eram onde André permitia que o seu verdadeiro eu se revelasse. Aí não era o violinista de formação académica, não era o filho oprimido pelas expectativas, era um homem que simplesmente queria que as pessoas sentissem o calor que lhe fora negado na infância.


Mas até as rebeldias exigem estrutura. E essa estrutura veio de Marge, ela organizava contratos de reservas e a sobrevivência financeira com uma precisão que refletia a disciplina que André desprezava desde a infância. Mas desta vez tudo era suavizado pelo amor. Ela tornou-se a espinha dorsal invisível por detrás da sua arte, protegendo-o do caos logístico, para que o seu frágil sonho pudesse viver.


Pela primeira vez, estava construindo uma vida que lhe pertencia e não à sombra do pai. Em 1987, formalizou a sua revolução ao fundar a orquestra Johan Straus. Novamente, 12 músicos. Novamente os críticos troçaram. Os Os tradicionalistas ridicularizaram os seus figurinos coloridos, a sua presença de palco sorridente, a sua audácia em acreditar que a música clássica poderia trazer alegria em vez de sonolência.


 Mas o público sentiu algo diferente. Não viram desafio. Viram um homem dando-lhes permissão para se sentirem vivos. André tinha criado uma persona global, mas nos bastidores a sua segunda vida estava a emergir. Um homem esforçando-se até à exaustão, lutando contra a falência e carregando as feridas emocionais que escondia sob a elegância.


Ninguém sabia ainda, mas o preço desta dedicação em breve moldaria os capítulos mais sombrios da sua vida. No início da década de 1990, André Ri já tinha passado mais de uma década galgando posições e impulsionando a sua pequena orquestra com uma determinação que parecia ilimitada. Mas a reviravolta aconteceu em 1995.


de uma forma que ninguém, nem mesmo o próprio André poderia ter previsto. Quando apresentou a valsa número dois de Shostikovic na final da Liga dos Campeões da UEFA em Viena, um estádio com dezenas de milhares de pessoas parou de vibrar. Os adeptos de futebol pessoas que iam em busca de rivalidade, não de refinamento, caíram sob o feitiço de uma valsa.


Quando o Ajax marcou a sincronia, foi tão perfeita que parecia coreografada pelo próprio destino. Da noite para o dia, André tornou-se um nome mundial. O sucesso foi enorme, mas teve um preço que silenciosamente aprofundou a vida dupla que levava. O público viu magia, as arenas cheias, as melodias alegres, o giro característico e radiante da sua reverência.


 O que eles não viam era a carga de trabalho implacável que ele carregava muito para além do que qualquer músico deveria suportar. Não era apenas o intérprete, era o produtor, o financiador, o organizador e o responsável por todas as vidas na sua orquestra. Mais de 100 funcionários dependiam dele. Era responsável por cada voo, cada hotel, cada horário de ensaios, cada transição de palco.


 E a cada digressão que crescia, os riscos também aumentavam. Os tradicionalistas atacavam-no, chamando os seus concertos de pornografia musical, troçando dos vestidos das luzes da alegria. Acusavam-no de degradar a música clássica. Mas o André continuava a sorrir, insistindo que a música pertencia a todos. A verdade, porém, era mais dura.


Ele sorria porque precisava. Um fenómeno global nunca poderia demonstrar sofrimento. Na década de 2000, o seu império tinha-se transformado numa das operações de música independente mais bem-sucedidas do mundo. Mais de 80 propriedades no México, uma frota de camiões, centenas de funcionários e um sistema de digressões tão complexo como o de uma multinacional.


O seu património líquido ultrapassou os 600 milhões de dólares, mas era uma fortaleza construída sobre a exaustão. O homem que o público acreditava ser intocável na realidade mantinha-se firme graças à força de vontade e ao medo de desiludir aqueles que dependiam dele. Por detrás da cortina, as fissuras se espalhavam.


André começou a sentir tonturas tremores nas mãos e ondas de fadiga tão intensas que por vezes tinha dificuldade em permanecer de pé após uma apresentação. Mas o espectáculo continuou porque ele se recusava a desiludir alguém. A sua vida dupla estava a chegar a um ponto de rutura e ninguém, nem mesmo os seus fãs mais próximos, sabia o quão perto ele já estava de cair.


domingo, 24 de maio de 2026

A miscigenação da FEB



 A miscigenação da FEB. 


A Força Expedicionária Brasileira (FEB) enviou cerca de 25.300 soldados (os chamados "pracinhas") para a Itália entre 1944 e 1945. Como o exército brasileiro realizou uma mobilização nacional através de sorteio e convocação, a FEB acabou sendo um retrato fiel da composição étnica e demográfica do Brasil daquela época.


Os pracinhas tinham origens e descendências extremamente diversas. A composição geral dividia-se em grandes grupos:


1. Descendência Europeia Recente (Imigrantes de 1ª a 3ª geração)


Muitos soldados eram filhos ou netos de imigrantes que chegaram ao Brasil no final do século XIX e início do século XX, vindos principalmente para os estados do Sul e Sudeste.


Ascendência Italiana: Estima-se que pelo menos 4,7% dos soldados da FEB tinham sobrenomes e ascendência nitidamente italiana (cerca de 1.200 pracinhas). Ironicamente, eles foram enviados para lutar na terra de seus antepassados contra o regime fascista. Isso gerou momentos marcantes de forte conexão cultural e facilidade linguística com os civis italianos.



Ascendência Eslava (Ucranianos e Poloneses): Houve um contingente significativo de descendentes vindos do interior do Paraná (especialmente de regiões como Prudentópolis). Sobrenomes como Beló (originalmente Bilyy), Pietroska, Burei e Kaczaroski constavam nas listas de combatentes.


Ascendência Alemã e Austríaca: Apesar da enorme desconfiança inicial do governo Vargas (que temia espionagem ou simpatia pelo nazismo), muitos teuto-brasileiros lutaram com bravura na Itália. Um dos maiores heróis da FEB, o Sgt Max Wolff Filho, era de origem austríaca por parte de pai.


Ascendência Portuguesa e Espanhola: Sendo as maiores colônias de imigrantes no Brasil na época, os descendentes ibéricos formavam uma parcela massiva dos convocados de estados como Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.


2. Afrodescendentes (negros e Pardos)


Diferente dos exércitos dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha, que ainda operavam sob forte segregação racial (com regimentos separados para negros e brancos), o exército brasileiro lutou totalmente integrado.


Homens negros, pardos e brancos dividiam as mesmas trincheiras, os mesmos refeitórios e as mesmas patentes de combate. Essa integração chamou muito a atenção tanto das populações locais italianas quanto dos generais norte-americanos. Os afro-brasileiros compunham uma parcela expressiva do contingente, vindos majoritariamente de centros urbanos e regiões rurais do Sudeste e Nordeste.



3. Indígenas e Caboclos


O contingente também contou com uma forte presença de homens do interior do país, do Nordeste e da região amazônica. Muitos eram "caboclos" (mestiços de brancos com indígenas) e homens do sertão profunda que se adaptaram à guerra de forma surpreendente. Sua capacidade de rastreamento e rusticidade ajudou muito nas missões de patrulha noturna nos Apeninos.


O choque e a acolhida na Itália


Toda essa mistura gerou uma característica única na FEB: a humanidade no tratamento com os civis. Enquanto outras tropas aliadas mantinham distância, os pracinhas dividiam suas próprias rações diárias com as crianças e idosos italianos que passavam fome nas cidades libertadas (como Tarquinia, Massarosa, Camaiore e Montese).


A mistura de raças e o calor humano do soldado brasileiro deixaram uma marca profunda na memória afetiva do norte da Itália que dura até os dias de hoje.


Os soldados brasileiros da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Itália tinham formações demográficas que refletiam o Brasil da época, sendo majoritariamente de descendência portuguesa e afrodescendente, além de uma expressiva minoria de descendentes de italianos, alemães e outros imigrantes. 


Para um entendimento claro, as principais ascendências presentes na tropa se dividem da seguinte forma:


Descendentes de Portugueses e Afrodescendentes: Formavam a base principal e a maioria dos mais de 25 mil homens e mulheres enviados à Europa. Eram os filhos e netos de colonizadores, somados à população miscigenada brasileira.


Descendentes de Italianos: Representavam cerca de 4,7% a 5% dos pracinhas. Por ironia do destino, muitos desses soldados brasileiros combateram em solo italiano sabendo falar o idioma e possuindo raízes familiares diretas com o país onde lutavam.


Outras Ascendências: A tropa também contava com números menores de descendentes de alemães, espanhóis, sírio-libaneses e japoneses. A composição da FEB espelhava a grande miscigenação das Forças Armadas no Brasil. 


Esses combatentes (conhecidos popularmente como "pracinhas") lutaram nos Apeninos e na Linha Gótica, deixando marcas históricas profundas em cidades da região.

#Itália #montese #historia #Feb #brasil #herois #fyp #ww2 #fraternidade #humanidade #miscigenação

✨🇧🇷 24 de Maio – Dia da Infantaria ✨


 ✨🇧🇷 24 de Maio – Dia da Infantaria ✨  


Hoje celebramos não apenas uma data, mas um legado.  

A Infantaria, rainha das batalhas, carrega nos ombros o peso da história e no coração a chama da vitória.  


O Brigadeiro Antônio de Sampaio, Patrono da Infantaria Brasileira, nos ensinou que coragem, disciplina e tradição não são apenas palavras — são valores que moldam guerreiros e inspiram gerações.  


Que cada passo dado pelos soldados seja lembrado como símbolo de resistência e esperança.  

Que cada batalha travada seja exemplo de determinação e fé no Brasil.  


🌟 Ontem, hoje e sempre, a Infantaria nos lembra:  

A vitória nasce da coragem de quem nunca recua. 


🇧🇷 Somos Todos Força Expedicionária Brasileira FEB 🇧🇷

         🏴‍☠️ Cobras Fumantes Eterna e Sua Vitória 🏴‍☠️

  Capitão Elmo Diniz Herói da FEB Eunice Olivo Diniz 


Que A Cobra Continue Fumando em Nossos Corações

sábado, 23 de maio de 2026

Um recorte da história de Charles Chaplin...

 


Quando finalmente conquistou dinheiro suficiente, ele fez a primeira coisa que o coração mandava: tirou sua mãe de um hospital psiquiátrico em Londres e a levou para uma mansão na Califórnia. Queria que, depois de tudo, ela finalmente tivesse paz — ou pelo menos algo que se aproximasse disso.


Mas a realidade não era tão simples.


Às vezes, ela não o reconhecia. Em outras, colocava pedaços de pão embrulhados em papel dentro dos sapatos dele — um gesto desconcertante, nascido de um passado de fome tão profundo que permanecia mesmo quando a escassez já tinha acabado. Era como se o corpo lembrasse do que a mente já não conseguia organizar.


Esse homem era Charles Chaplin.


E sua história não começa com o cinema — começa com a sobrevivência.


Chaplin nasceu em 1889, em Londres, em um ambiente onde a pobreza não era exceção, era rotina. O pai alcoólatra desapareceu cedo. A mãe, Hannah, lutava para manter os filhos vivos enquanto enfrentava instabilidade mental crescente. Havia dias em que não havia comida. E havia dias em que não havia sequer um lugar seguro para dormir.


Antes dos palcos, havia a rua. Antes da fama, havia a fome.


Aos cinco anos, Chaplin já se apresentava no teatro. Não por ambição, mas por necessidade. A infância foi interrompida cedo demais — e substituída por trabalho, insegurança e uma maturidade forçada pelo sofrimento.


Em certo momento, ele e o irmão foram enviados para um abrigo de pobres. A experiência marcou Chaplin profundamente. A miséria não era uma ideia abstrata para ele — era uma memória física.


Em 1913, sua vida mudou ao entrar em Hollywood. Durante uma filmagem, pediram que ele improvisasse um figurino cômico. Ele entrou no camarim e pegou peças aleatórias: calças largas, casaco apertado, sapatos grandes demais, uma bengala e um pequeno chapéu-coco. Acrescentou um bigode falso — não para esconder o rosto, mas para envelhecê-lo.


Nascia ali Carlitos, o “Vagabundo”.


Um personagem que não precisava de muitas palavras para dizer tudo.


Através dele, Chaplin transformou a comédia em crítica social. Em seus filmes, o riso vinha sempre acompanhado de algo desconfortável: desigualdade, exploração, solidão, injustiça. Ele fazia o público rir — e depois pensar.


Em O Grande Ditador, ele finalmente quebrou o silêncio do personagem e fez um dos discursos mais marcantes da história do cinema, defendendo humanidade em meio à guerra e ao autoritarismo. Não era apenas atuação — era posicionamento.


Mas o sucesso não o protegeu.


Na década de 1950, durante o clima de perseguição política nos Estados Unidos, Chaplin foi acusado de simpatizar com ideias consideradas subversivas. Entrou em listas negras, foi investigado e acabou deixando o país. O mesmo lugar que o consagrou como gênio passou a tratá-lo como ameaça.


Ele se mudou para a Suíça.


Demorou duas décadas para que pudesse voltar aos Estados Unidos. Quando finalmente retornou, em 1972, recebeu um Oscar honorário. O público se levantou em uma ovação histórica que durou vários minutos. Não era apenas aplauso — era reconhecimento tardio.


Chaplin morreu em 1977, em paz, durante o sono, no dia de Natal.


Mas o que ele deixou vai além do cinema.


Chaplin nunca esqueceu a infância. Nunca romantizou a pobreza. Em vez disso, transformou aquilo em linguagem artística e crítica. Ele carregava dentro de si a lembrança dos artistas de rua, do frio, da fome e da humilhação — e deu a essas memórias uma forma que o mundo inteiro pudesse entender.


“Eu era como eles”, disse ele certa vez.


E talvez seja isso que explique sua força.


Carlitos não era apenas um personagem.


Era uma memória daquilo que ele nunca deixou de ser — alguém que sobreviveu o suficiente para transformar dor em arte, e arte em humanidade.

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Oração ao dia de Akhenaton

 

“Deus, que habita em nossos corações, ninguém Te conhece. Tu nos tornaste sábios através da compreensão dos Teus propósitos e do Teu poder. O mundo está em Tuas mãos, tal como o criaste. Através da Tua existência, nós também existimos; e, se Tu não tivesses existido, as pessoas não teriam existido.


Quando Rá se levanta e somos iluminados, sabemos que estamos vivos. Quando Ele repousa no Ocidente, a noite nos lembra o fim da vida.


Desde o momento em que criaste a Terra, elevaste Teus filhos para Ti, de tal forma que eles possam viver no conhecimento para sempre.”


🌹 (Akhenaton)


Fonte: @amorc_romania 


A.M.O.R.C. - Uma sabedoria antiga para um novo mundo!


#amorc #ordemrosacruz #rosacruz #misticismo #esoterico #fraternidade #espiritualidade #amarna #amorc

A Hiena de Saias, você a conhece ?

 


O Escândalo de 1792: A Mulher Chamada de “Hiena de Saias” que Desafiou o Mundo e Escondeu um Segredo que Levou 100 Anos para Reaparecer


Imagine uma mulher que, em apenas seis semanas, escreveu um livro que abalou as estruturas do planeta. ✍️🔥

O ano era 1792. O nome dela? Mary Wollstonecraft. Ela tinha 32 anos e já tinha sobrevivido a tudo: um pai violento, a pobreza extrema e a solidão de lutar por cada centavo como governanta e tradutora.

Enquanto o mundo falava de "liberdade" e "razão", Mary percebeu uma mentira descarada que ninguém tinha coragem de apontar. A grande promessa da humanidade tinha esquecido, propositalmente, de metade da espécie.

Ela pegou a caneta e disparou uma verdade que soou como um tiro: As mulheres não são inferiores. Elas são apenas mantidas na ignorância para serem mais fáceis de controlar. 💣

Mary escreveu que, se você educa uma mulher como uma criança, ela vai se comportar como uma criança. Se você ensina que o único valor dela é ser "agradável", ela passará a vida inteira fingindo.

Mas não foi isso que fez os poderosos da época tremerem de ódio.

O que realmente apavorou os críticos foi uma ideia simples e perigosa: A ideia de que uma mulher pertence a si mesma.

Se ela pertence a si mesma, a obediência cega a um pai, a um marido ou a um padre deixa de ser o "destino". Torna-se uma escolha. E escolhas podem ser revogadas. 🔓

A vingança do sistema foi brutal. Mary foi chamada publicamente de "hiena de saias", de "monstro não natural" e de "perigosa". Mas o pior golpe veio depois que ela morreu, apenas 11 dias após dar à luz sua filha (que mais tarde escreveria o clássico Frankenstein).

Seu marido, achando que estava sendo honesto e honrado, publicou um livro revelando os segredos mais íntimos de Mary: seus casos de amor proibidos e até uma tentativa de suicídio.

A sociedade "bem-pensante" usou essas revelações para fazer algo terrível. Eles não apenas a criticaram; eles tentaram apagar o nome de Mary Wollstonecraft da história por quase um século.

Eles pensaram que tinham enterrado o livro junto com a autora. Mas o que eles não sabiam é que as palavras de Mary eram como uma profecia... e o que aconteceu quando suas ideias foram redescobertas por baixo de camadas de poeira e silêncio mudou o rumo da civilização...

A continuação dessa história de resistência e a verdade sobre o legado de Mary estão no primeiro comentário.👇

terça-feira, 19 de maio de 2026

As Raízes que Não se Esquecem



 As Raízes que Não se Esquecem

Durante um discurso ouvi algumas palavras e prontamente discordei, recebi aquele estalo de língua e torção de lábios ao meu lado como se estivesse resmungado algo errado, e como vivi a época in loco, tinha que escrever algo então pesquisei nos anais da própria história. 

Em Curitiba, na Avenida Sete de Setembro, um prédio imponente e cheio de história guarda as memórias de milhares de jovens que ali se formaram. Entre eles, em 1985 e 1986, um aluno frequentou os corredores do CEFET-PR no curso de Desenho Industrial, curso gratuito em uma instituição pública, que precisava de um teste seletivo muito difícil. Eram tempos de formação rigorosa, de pranchetas, lápis, projetos e muita dedicação — o tipo de ensino técnico que marcava para a vida e tinha de conciliar com o trabalho na época na relojoaria first. Os cursos todos técnicos eram diferenciados pela cor do jaleco, obrigatório para a instituição. Desenho Industrial-cinza claro. Lembro que verde era mecânica, eletro técnica era vinho e edificações era creme. Tranquei meu curso a contra vontade da coordenação do curso pois minhas notas de aprovação eram boas a tal que ganhei uma cópia de minha classificação na prova seletiva. A tenho guardada em algum lugar.

Vamos ao assunto do não esquecimento da raiz desta crônica. 

Aquela instituição não era novidade. Sua história remonta ao ano de 1909, quando o Decreto nº 7.566 criou as Escolas de Aprendizes Artífices no Brasil. No Paraná, as atividades começaram em 1910. Em 1936 o prédio da Sete de Setembro já abrigava a Escola Técnica Federal, que em 1978 se tornaria o Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná — CEFET-PR. Cursos técnicos de excelência, com forte componente prático, formavam profissionais qualificados em diversas áreas, incluindo Desenho Industrial, Mecânica, Eletrônica, Química e Administração.

Em 7 de outubro de 2005, pela Lei nº 11.184, o CEFET-PR foi transformado na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), a primeira universidade tecnológica federal do Brasil. Não foi o fim da vocação técnica: foi sua evolução. A instituição manteve os cursos técnicos, ampliou as graduações e fortaleceu a pós-graduação, expandindo sua presença pelo interior do Paraná. A sede histórica da Sete de Setembro continua ativa até hoje como parte dessa universidade.

Paralelamente, existia outra tradição técnica federal no estado: a Escola Técnica da Universidade Federal do Paraná (ET-UFPR), com raízes que também chegam às décadas de 1930/1940. Em 29 de dezembro de 2008, pela Lei nº 11.892, que criou a Rede Federal de Institutos, essa escola deu origem ao Instituto Federal do Paraná (IFPR). O IFPR nasceu com o importante papel de expandir o acesso à educação profissional, criando novos campi e levando oportunidades a mais regiões do Paraná.

Hoje temos duas instituições federais fortes e complementares: a UTFPR, com perfil de universidade tecnológica, e o IFPR, com grande capilaridade e foco na expansão da educação profissional. Ambas cumprem o mesmo grande propósito que o CEFET-PR já desempenhava há quase um século: oferecer educação pública, gratuita e de qualidade, alinhada ao desenvolvimento do Paraná.

Como ex-aluno de Desenho Industrial do CEFET-PR em 1985/1986, carrego com orgulho a certeza de que o ensino técnico público federal no Paraná não começou em 2008. Ele já existia, sólido e respeitado, muito antes. O que aconteceu nas últimas décadas foi o fortalecimento e a ramificação dessa rede — uma evolução natural que beneficia milhares de jovens paranaenses.

As raízes não morrem. Elas se aprofundam e se ramificam. E quanto mais reconhecermos a história completa dessa trajetória, mais valorizaremos o presente e construiremos um futuro ainda melhor. Não é saudável negar o passado ou tentar reescreve-lo em prol de uma ideologia cega , pois muitos erros sociopoliticos estão aí em tentar reescrever a história sem ter vivido à época.




eferências para consulta:

-Lei nº 11.184/2005 (CEFET-PR → UTFPR) – Planalto.gov.br

-Lei nº 11.892/2008 (criação dos Institutos Federais e origem do IFPR a partir da ET-UFPR)

-Histórico oficial da UTFPR (site institucional – seção “Nossa História”)

-Documentos históricos das Escolas Técnicas Federais (disponíveis em arquivos do MEC e publicações acadêmicas sobre educação profissional no Brasil)