domingo, 18 de janeiro de 2026

O Peso da Autoridade e o Abuso da Cátedra

 


O gesto de uma estudante que, no auge de sua conquista, seleciona a quem estender a mão, é um reflexo silencioso de anos de convivência nos corredores acadêmicos. A cena descrita não é sobre falta de educação, mas sobre a aplicação prática de uma lição que não está nos livros: o respeito é uma via de mão dupla.

O Peso da Autoridade e o Abuso da Cátedra

No ambiente acadêmico, a figura do mestre carrega, por natureza, um peso de autoridade. No entanto, existe uma linha tênue — e frequentemente atravessada — entre a autoridade intelectual e o autoritarismo pessoal. Alguns professores, sob o manto de uma suposta "superioridade acadêmica", utilizam sua posição para exercer pequenos (ou grandes) abusos de poder sobre jovens que ainda estão descobrindo suas vozes.

O "mestre" que se sente superior é aquele que:

Ridiculariza a dúvida: Em vez de ver na pergunta uma oportunidade de ensino, utiliza-a para expor a vulnerabilidade do aluno.

Abusa da burocracia: Transforma regras em ferramentas de punição pessoal, dificultando caminhos por mera questão de ego.

Desumaniza o processo: Esquece que, por trás de um número de matrícula, existe um jovem lidando com pressões, ansiedades e sonhos.

O Respeito: Conquista vs. Imposição

A frase "O respeito deve ser conquistado, senhoras e senhores..." atua como um lembrete necessário. O diploma confere o título, mas o caráter é o que confere a dignidade da função. Muitos acadêmicos acreditam que o simples fato de ocuparem uma cadeira no topo da bancada lhes garante automaticamente a veneração dos alunos.

No entanto, o respeito verdadeiro não nasce do medo da reprovação ou da dependência de uma nota; ele nasce da admiração. Ele é fruto do professor que estende a mão para levantar o aluno, e não daquele que a usa apenas para apontar falhas.

Eu mesmo passei por 2 professoras que agiram assim: uma se dizia o funil da faculdade e mesmo sabendo e tendo justificativa de minhas faltas p de lo tratamento de um câncer e eu com nota acima da média me deixou para refazer um dos períodos de psicologia desenvolvimento infantil II, e ela mesmo havia passado por processo similar. A outra militante achou que indo a pedagoga da instituição dizendo que estava "preocupada" com minhas notas por isso aconselhava minha retirada do curso devido minhas notas e faltas por cirurgia cardíaca no semestre sofreu uma invertida quando pedi para a pedagoga que abrisse os arquivos e visse que a razão de rq infundada, e dom a professora militante não gostou que nossa turma não adaptou o texto clássico de Tartufo de Moliére para uso político da esquerda, coisa que ela faz repetidas vezes com seus alunos.

 Ambos os casos houve muito mais ideologias próprias que profissionalismo. 



Acerto de Contas Simbólico

Quando essa estudante cumprimenta apenas dois professores, ela está fazendo uma curadoria de afetos e justiça. Aqueles dois representam os mestres que, além de ensinar fórmulas ou teorias, ensinaram humanidade. Os outros, ignorados, recebem o silêncio como resposta aos seus abusos de condição.

A academia deveria ser o espaço da libertação pelo conhecimento, mas para muitos jovens, torna-se um campo de batalha contra egos inflados. Que o silêncio dessa estudante no palco sirva de reflexão para aqueles que ainda acreditam que o título de "doutor" ou "mestre" os coloca acima da ética e do respeito básico ao próximo.

O conhecimento passa, a técnica se atualiza, mas a forma como um professor faz um aluno se sentir durante o aprendizado fica registrada para sempre.

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