O gesto de uma estudante que, no auge de sua conquista, seleciona a quem estender a mão, é um reflexo silencioso de anos de convivência nos corredores acadêmicos. A cena descrita não é sobre falta de educação, mas sobre a aplicação prática de uma lição que não está nos livros: o respeito é uma via de mão dupla.
O Peso da Autoridade e o Abuso da Cátedra
No ambiente acadêmico, a figura do mestre carrega, por natureza, um peso de autoridade. No entanto, existe uma linha tênue — e frequentemente atravessada — entre a autoridade intelectual e o autoritarismo pessoal. Alguns professores, sob o manto de uma suposta "superioridade acadêmica", utilizam sua posição para exercer pequenos (ou grandes) abusos de poder sobre jovens que ainda estão descobrindo suas vozes.
O "mestre" que se sente superior é aquele que:
Ridiculariza a dúvida: Em vez de ver na pergunta uma oportunidade de ensino, utiliza-a para expor a vulnerabilidade do aluno.
Abusa da burocracia: Transforma regras em ferramentas de punição pessoal, dificultando caminhos por mera questão de ego.
Desumaniza o processo: Esquece que, por trás de um número de matrícula, existe um jovem lidando com pressões, ansiedades e sonhos.
O Respeito: Conquista vs. Imposição
A frase "O respeito deve ser conquistado, senhoras e senhores..." atua como um lembrete necessário. O diploma confere o título, mas o caráter é o que confere a dignidade da função. Muitos acadêmicos acreditam que o simples fato de ocuparem uma cadeira no topo da bancada lhes garante automaticamente a veneração dos alunos.
No entanto, o respeito verdadeiro não nasce do medo da reprovação ou da dependência de uma nota; ele nasce da admiração. Ele é fruto do professor que estende a mão para levantar o aluno, e não daquele que a usa apenas para apontar falhas.
Eu mesmo passei por 2 professoras que agiram assim: uma se dizia o funil da faculdade e mesmo sabendo e tendo justificativa de minhas faltas p de lo tratamento de um câncer e eu com nota acima da média me deixou para refazer um dos períodos de psicologia desenvolvimento infantil II, e ela mesmo havia passado por processo similar. A outra militante achou que indo a pedagoga da instituição dizendo que estava "preocupada" com minhas notas por isso aconselhava minha retirada do curso devido minhas notas e faltas por cirurgia cardíaca no semestre sofreu uma invertida quando pedi para a pedagoga que abrisse os arquivos e visse que a razão de rq infundada, e dom a professora militante não gostou que nossa turma não adaptou o texto clássico de Tartufo de Moliére para uso político da esquerda, coisa que ela faz repetidas vezes com seus alunos.
Ambos os casos houve muito mais ideologias próprias que profissionalismo.
O Acerto de Contas Simbólico
Quando essa estudante cumprimenta apenas dois professores, ela está fazendo uma curadoria de afetos e justiça. Aqueles dois representam os mestres que, além de ensinar fórmulas ou teorias, ensinaram humanidade. Os outros, ignorados, recebem o silêncio como resposta aos seus abusos de condição.
A academia deveria ser o espaço da libertação pelo conhecimento, mas para muitos jovens, torna-se um campo de batalha contra egos inflados. Que o silêncio dessa estudante no palco sirva de reflexão para aqueles que ainda acreditam que o título de "doutor" ou "mestre" os coloca acima da ética e do respeito básico ao próximo.
O conhecimento passa, a técnica se atualiza, mas a forma como um professor faz um aluno se sentir durante o aprendizado fica registrada para sempre.

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