Ensinamentos do Papai Noel
Histórias, crônicas especiais e críticas politicosociais, espiritualidade, mensagens natalinas e contos motivacionais...
domingo, 1 de fevereiro de 2026
Conheça um pouquinho de Gerda Weissmann Klein (1924–2022).
Estudo de Lucas - 21 dias estudando este evanvangelista especial.
Topíssimo recomeçar por Lucas. Ele é o evangelho do olhar atento, do cuidado com os detalhes, das histórias que acolhem gente ferida, esquecida, marginalizada. É o evangelho que mais conversa com quem escuta, observa e acompanha processos — e isto é bem minha praia 😉
📖 Por que Lucas?
É o único escrito claramente por alguém de fora do grupo dos Doze
Tem um olhar histórico, organizado, quase "clínico", entendedores entenderão...
Dá centralidade às mulheres, aos pobres, aos doentes, aos estrangeiros
Jesus aparece menos como “juiz” e mais como companheiro de caminho
É um evangelho que se constrói muito pela escuta (parábolas longas, encontros, refeições)
Quem era Lucas?
Lucas não foi um dos Doze apóstolos. Isso já diz muito.
Ele era:
Gentio (não judeu), provavelmente de origem grega
Médico, segundo a tradição antiga e pistas do próprio texto, eram chamados de físicos.
Companheiro de viagem de Paulo em parte das missões
Um homem culto, com excelente domínio do grego e senso histórico
Ou seja: Lucas vem de fora. Ele observa, escuta, investiga, organiza. Não escreve a partir da memória emocional direta (“eu vi”), mas da escuta atenta (“eu ouvi, comparei, cuidei da narrativa”).
O próprio evangelho começa assim (parafraseando):
“Investiguei tudo cuidadosamente desde o início para te escrever com ordem.”
Isso é quase um método clínico.
Por que o Evangelho de Lucas foi escolhido para a Bíblia?
Não foi por acaso, nem por simpatia.
1. Porque Lucas preservou tradições únicas
Cerca de 40% do conteúdo de Lucas não existe em nenhum outro evangelho.
Exemplos:
A anunciação a Maria (com esse nível de detalhe)
O Magnificat
O bom samaritano
O filho pródigo
Zaqueu
O ladrão na cruz
Muitos encontros de mesa
Sem Lucas, perderíamos o Jesus que se senta, escuta, acolhe e inclui.
2. Porque ele escreveu para quem estava fora
Lucas escreve para Teófilo — provavelmente um gentio convertido ou alguém curioso sobre a fé cristã.
Isso faz de Lucas o evangelho:
Da inclusão
Do diálogo entre fé e razão
Da ponte entre judaísmo e mundo greco-romano
A Igreja primitiva percebeu que, sem Lucas, o cristianismo corria o risco de virar uma fé fechada em si mesma.
3. Porque ele apresenta um Jesus profundamente humano
Lucas não nega a divindade de Jesus, mas insiste na sua humanidade concreta:
Jesus sente compaixão
Jesus chora
Jesus se cansa
Jesus se aproxima dos que falharam
É o evangelho onde:
As mulheres têm voz
Os pobres são protagonistas
Os pecadores não são descartáveis
Os doentes não são invisíveis
Para uma comunidade que crescia, se espalhava e enfrentava sofrimento, isso era essencial.
4. Porque Lucas também escreveu Atos dos Apóstolos
Lucas não escreveu só um evangelho.
Ele escreveu a história da Igreja nascente.
Evangelho + Atos formam uma obra única:
Primeiro: o caminho de Jesus
Depois: o caminho da comunidade
Isso ajudou a Igreja a entender que:
seguir Jesus não termina na cruz, começa nela.
Em uma frase (bem Lucas):
Lucas foi escolhido porque mostrou que a fé cristã não é só crença correta, mas caminho humano, histórico, inclusivo e compassivo.
Não é à toa que ele conversa tanto com:
quem duvida
quem espera há muito tempo
quem serve, mas está cansado
quem acredita, mesmo sem entender tudo
Espero que você 🫵 me acompanhe nestes 21 dias.
Sou Abilio Machado - Cristão, Capelão e Pós graduado no Ensino Teológico e Filosófico.
-Psicanalista, Psicoterapeuta C&P, Neuropsicopedagogo ICH.-
sábado, 31 de janeiro de 2026
Modeux, já é Fevereiro
O Voo de Janeiro e a Porta Entreaberta de Fevereiro
Dizem que janeiro é um corredor interminável, onde os dias caminham com a lentidão de quem carrega o peso das festas passadas e das contas futuras. Mas este janeiro, em especial, resolveu romper com a tradição. Ele não caminhou; ele correu. Ou melhor, ele voou baixo, como se tivesse um compromisso inadiável no outro lado do calendário.
Ontem mesmo ainda estávamos trocando os "Feliz Ano Novo" com aquele entusiasmo protocolar, e hoje, num piscar de olhos, as luzes de Natal — que mal esfriaram nas caixas — já dão lugar aos confetes que começam a brotar nas calçadas. A sensação é de que o mês foi um único e longo domingo à tarde: quando finalmente decidimos o que fazer com ele, o sol já está se pondo.
As promessas feitas na virada ainda estão frescas na memória, mas muitas sequer tiveram tempo de sair do papel. Planejamos a dieta, a nova rotina, o livro que seria lido. Janeiro, porém, passou como um trem-bala, deixando para trás apenas o rastro do vento e a pergunta clássica: "Já é fevereiro?"
Fevereiro chega agora com aquela sua característica de ser "pouco", mas intenso. É um mês mais curto, espremido entre a ressaca do início do ano e a promessa da vida que "finalmente começa depois do Carnaval". Ele entra sem pedir licença, com o ritmo acelerado de quem sabe que tem poucos dias para dizer a que veio.
Se janeiro foi o suspiro profundo antes do mergulho, fevereiro é o próprio salto. As agendas, antes vazias e cheias de boas intenções, agora começam a ser preenchidas pela urgência do cotidiano. O tempo, esse senhor implacável, parece ter decidido que em 2026 a paciência será curta.
Resta-nos agora tentar acompanhar o passo. Se janeiro passou correndo, que fevereiro nos encontre prontos para a travessia. Afinal, o ano não está apenas começando; ele já está ganhando velocidade. E, como dizem por aí, quem piscar demais corre o risco de acordar em dezembro.
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
David Leirner 18 de janeiro
Todos os anos, no dia 18 de janeiro, o sobrevivente do Holocausto David “Dugo” Leitner convida toda a gente para comer falafel com ele e segurar uma placa que diz “Am Yisrael Chai. ” Porque é que ele faz isto? É a sua vingança privada.
Nascido em Nyíregyháza, Hungria em 1930, Dugo tinha apenas 14 anos quando os nazis invadiram a sua cidade natal. Ele e sua família foram enviados para Auschwitz-Birkenau onde Dugo foi tatuado com dois números, B12042 e B14671. O primeiro foi "apagado", mas nunca foi embora. Dugo foi designado para o serviço de esgoto e escapou por pouco da câmara de gás várias vezes.
Em 18 de janeiro de 1945, Dugo, juntamente com outros 60.000 prisioneiros de Auschwitz, foi forçado a uma Marcha da Morte para Mauthausen. Exausto, congelado e esfomeado, Dugo sonhou com "bilkelach", ou mini challah rols. A mãe dele sempre lhe disse que iriam viver em Israel onde "bilkelach" cresceu nas árvores.
Milagrosamente, Dugo sobreviveu à guerra e imigrou para Israel em 1949. Na sua primeira visita ao mercado Machane Yehuda em Jerusalém, encontrou uma iguaria local que o lembrou das bolas de falafel "bilkelach".
Desde então, Dugo vem comendo falafel todos os anos no dia 18 de janeiro, aniversário da Marcha da Morte, para celebrar a vida e o milagre da sua sobrevivência.
Que não esqueçamos jamais... Tal como fazem com Holodomor...
Contribuidor: Jill Goltzer
Foto: Arquivo Beit Witness
Naveed Anjum
domingo, 18 de janeiro de 2026
Guerra do Contestado
A Guerra do Contestado (1912–1916) foi um dos conflitos civis mais sangrentos e complexos da história brasileira. Ocorreu em uma região de fronteira entre o Paraná e Santa Catarina — território que ambos os estados disputavam, daí o nome "Contestado".
Diferente de uma guerra entre exércitos convencionais, foi um conflito messiânico e social que envolveu camponeses, o Exército Brasileiro e grandes empresas estrangeiras.
1. As Causas do Conflito
O estopim não foi apenas uma briga de terras, mas uma combinação de fatores sociais e econômicos:
A Ferrovia (Brazil Railway Company): O governo concedeu a uma empresa norte-americana o direito de construir a linha férrea ligando São Paulo ao Rio Grande do Sul. Para isso, desapropriou uma faixa de 15 km de cada lado dos trilhos, expulsando milhares de camponeses que viviam ali há gerações.
A Indústria Madeireira: Junto com a ferrovia, veio a exploração intensiva de araucárias. As terras foram entregues a grandes empresas, deixando a população local sem meios de subsistência.
O Messianismo: Em meio ao desespero e à miséria, surgiram líderes espirituais conhecidos como "monges". O mais famoso foi José Maria, que pregava a criação de uma "Monarquia Celeste" e uniu os sertanejos em comunidades autossuficientes conhecidas como "redutos".
2. O Desenvolvimento da Guerra
A guerra começou quando o governo e os coronéis locais passaram a ver os agrupamentos de camponeses como uma ameaça à ordem pública e à propriedade privada.
A Batalha de Irani (1912): O primeiro grande confronto onde o monge José Maria morreu. Em vez de dispersar o movimento, sua morte o transformou em mártir, e os fiéis passaram a acreditar em sua ressurreição, fortalecendo a resistência.
Guerra de Extermínio: O Exército Brasileiro utilizou um contingente enorme (cerca de 7 mil soldados) e tecnologias modernas para a época, como o uso de aviões para reconhecimento e bombardeio (pela primeira vez na história do Brasil).
Táticas de Guerrilha: Os sertanejos, conhecendo muito bem a região de matas densas, resistiram por quatro anos usando táticas de emboscada, mesmo estando em desvantagem de armamento.
3. Desfecho e Consequências
O conflito terminou em 1916 com a captura do último líder rebelde, Adeodato, e a destruição total dos redutos.
Saldo de Mortos: Estima-se que entre 5.000 e 8.000 pessoas morreram, a grande maioria camponeses.
Acordo de Limites: Em 1916, os estados de Santa Catarina e Paraná assinaram um acordo fixando as fronteiras atuais, encerrando a disputa territorial.
Legado Social: A região ficou marcada pela concentração de terras e pela pobreza por décadas. Até hoje, a cultura cabocla do Contestado é um símbolo de resistência e identidade no sul do Brasil.
Nota: A Guerra do Contestado é frequentemente esquecida nos livros escolares em comparação a Canudos, mas foi igualmente violenta e envolveu um território muito maior.
#MateandoACuriosidade
#tusabia
EAST ... VOCÊ SABE O QUE É ?
EAST: O “Sol Artificial” Chinês e os Ensinamentos do Futuro
Enquanto o mundo ainda se aquece com as mesmas fogueiras antigas, a ciência resolveu olhar para o céu e perguntar:
E se pudéssemos criar um sol aqui na Terra?
Foi assim que nasceu o EAST — Experimental Advanced Superconducting Tokamak — conhecido popularmente como o “sol artificial chinês”.
Mas Papai Noel sempre diria: antes de brincar com o fogo, é preciso entender por que queremos acendê-lo.
🔬 O que é o EAST?
O EAST é um reator experimental de fusão nuclear, localizado na China.
Diferente das usinas nucleares tradicionais (que usam fissão, ou seja, quebram átomos), o EAST tenta fundir átomos, imitando o mesmo processo que acontece dentro do Sol.
Essa fusão gera enorme quantidade de energia, com pouquíssimos resíduos e sem emissão de gases do efeito estufa.
Em testes recentes, o EAST conseguiu manter temperaturas superiores a 100 milhões de graus Celsius, algo necessário para que a fusão ocorra.
🎯 Por que criar um “sol” na Terra?
Papai Noel responderia com três palavras: futuro, responsabilidade e sobrevivência.
Os principais motivos são:
🌍 Energia limpa e sustentável: praticamente inesgotável, sem depender de carvão, petróleo ou vento.
⚡ Alta eficiência energética: pequenas quantidades de combustível geram energia colossal.
♻️ Menor impacto ambiental: sem CO₂ e com resíduos muito menos perigosos que os da fissão nuclear.
🌱 Segurança energética global: menos disputas geopolíticas por recursos naturais.
A fusão não é apenas uma ambição científica — é uma tentativa de reparar os excessos do passado.
🧪 Para que isso pode ser útil?
Se a tecnologia for dominada, poderá:
Abastecer cidades inteiras por longos períodos
Reduzir drasticamente o aquecimento global
Substituir fontes poluentes
Transformar a relação da humanidade com a energia
É o tipo de presente que Papai Noel só entregaria a quem aprendesse a usá-lo com sabedoria.
⚠️ E os riscos?
Nem todo brilho é inocente.
Os principais desafios e riscos envolvem:
🧯 Controle extremo da temperatura: qualquer falha pode danificar o reator.
🧲 Complexidade tecnológica: campos magnéticos intensos precisam funcionar com precisão absoluta.
☢️ Produção de materiais ativados: ainda que menores, existem resíduos que exigem cuidado.
🌐 Uso geopolítico da tecnologia: quem dominar a energia do futuro, também detém poder.
O maior risco, no entanto, não é técnico — é ético: usar uma descoberta tão poderosa sem maturidade coletiva.
🎄 O ensinamento do Papai Noel
O EAST nos lembra que a humanidade está aprendendo a criar estrelas, mas ainda precisa aprender a cuidar do próprio planeta.
Tecnologia sem consciência vira destruição.
Ciência sem ética vira soberba.
Energia sem amor vira exploração.
Talvez o verdadeiro sol artificial não seja o que brilha a 100 milhões de graus,
mas aquele que acende responsabilidade, cooperação e humildade dentro de nós.
Porque, no fim, Papai Noel sabe:
o futuro não se constrói só com poder — mas com sabedoria.
Referência
Academia Chinesa de Ciências (ASIPP) – Resultados experimentais do reator EAST divulgados entre 2021 e 2023, sobre estabilidade de plasma e avanços em fusão nuclear controlada. Último teste realizado janeiro de 2026.
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O Brasil na Batalha de Montese - 1945
O Brasil na Batalha de Montese - Itália
A Batalha de Montese foi um dos combates mais emblemáticos da participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial, ocorrendo entre os dias **14 e 17 de abril de 1945**, na região da Emilia-Romagna, no norte da Itália. Essa batalha teve grande importância estratégica, pois a conquista da cidade de Montese abriu caminho para a Planície do Pó, um ponto crucial para romper a resistência alemã na Itália. A cidade fazia parte da **Linha Gótica**, última grande linha de defesa dos nazistas no front italiano, e estava fortemente fortificada, tornando o combate especialmente difícil.
A Força Expedicionária Brasileira (FEB), única força latino-americana a lutar na Europa durante a guerra, desempenhou um papel central na batalha. Composta por cerca de **25 mil soldados brasileiros**, a FEB enfrentou intensos combates em Montese, com batalhas de casa em casa e bombardeios constantes. Apesar da forte resistência alemã, os brasileiros conseguiram tomar a cidade, contribuindo significativamente para o avanço dos Aliados rumo ao norte da Itália e para o enfraquecimento das forças nazistas. No entanto, a vitória teve um alto custo, com mais de **400 baixas brasileiras**, entre mortos, feridos e desaparecidos, sendo a maior perda sofrida pela FEB em uma única operação.
A conquista de Montese consolidou a importância do Brasil no esforço global para derrotar o nazifascismo e destacou a coragem e a determinação dos "pracinhas", como eram chamados os soldados brasileiros. O feito é lembrado tanto no Brasil quanto na Itália, onde há monumentos em homenagem aos brasileiros. A Batalha de Montese permanece como um marco na história militar do Brasil e um símbolo do compromisso do país com a luta pela liberdade e pela paz mundial.
naimagem vemos uma Patrulha Brasileira - Ao Fundo a Cidade de Montese






