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Escutar a Deus e ao outro não é técnica; é postura de coração. E postura se cultiva aos poucos.
Vou te explicar como Lucas faria.
❤️ 1. Um coração disposto começa quando abrimos mão do controle
Grande parte do que nos impede de escutar não é distração, é defesa.
Escutar de verdade exige aceitar que algo pode nos mover de lugar.
Quem escuta precisa admitir:
“Talvez eu não saiba tudo.”
E isso já é oração.
❤️ 2. Silenciar não é calar, é organizar o interior
Silêncio não é ausência de pensamento, é hierarquização.
É escolher não obedecer a todo ruído interno.
Um coração disponível aprende a perguntar antes de reagir:
O que é medo?
O que é pressa?
O que é voz de Deus?
O que é dor do outro?
Escuta nasce quando a pressa perde autoridade.
❤️ 3. Deus costuma falar no mesmo tom do amor
Deus raramente grita.
Ele fala no tom da consciência, da inquietação suave, do incômodo que não acusa, mas chama.
Se a “voz” que você escuta:
humilha,
violenta,
desespera,
endurece,
provavelmente não é Deus.
O coração afinado aprende a reconhecer o tom, não só as palavras.
❤️ 4. Escutar o outro é o ensaio mais concreto para escutar Deus
Lucas mostra isso o tempo todo:
quem não escuta gente, dificilmente escuta Deus.
Escutar o outro é:
não preparar resposta enquanto ele fala,
não transformar o relato dele em espelho do meu,
não disputar dor, razão ou narrativa.
Um coração disponível pergunta em silêncio:
“O que essa pessoa precisa ser ouvida agora?”
❤️ 5. Disposição não é constância perfeita, é retorno
Ninguém está disponível o tempo todo.
O coração cansa, endurece, se fecha.
O segredo não é nunca se fechar,
é voltar.
Voltar à escuta.
Voltar à presença.
Voltar ao amor como critério.
Isso também é fé.
Se eu tivesse que resumir em uma frase (bem Lucas):
Um coração disposto é aquele que aceita ser atravessado — por Deus e pelo outro — sem precisar sair ileso.

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