sexta-feira, 11 de setembro de 2026

25 anos depois, ainda há silêncios que dizem tudo

 

25 anos depois… ainda há silêncios que dizem tudo.

Por Abilio Machado 

Há acontecimentos que o tempo não consegue apagar.


Há 25 anos, o mundo assistiu, atônito, a duas torres desabarem. Mas, muito mais do que concreto, aço e vidro, naquele dia desabaram sonhos, famílias, histórias e vidas que jamais teriam a oportunidade de continuar.


O 11 de setembro não foi apenas uma data marcada nos calendários. Foi um daqueles momentos em que a humanidade descobriu, da maneira mais dolorosa, que a intolerância pode transformar diferenças em tragédias.


Vinte e cinco anos se passaram.


Alguns que eram crianças naquele dia hoje são pais. Alguns que perderam seus pais carregam consigo a saudade. Filhos cresceram sem abraçar novamente seus pais. Mães e pais envelheceram esperando por uma volta que nunca aconteceu.


E talvez essa seja uma das maiores lições que podemos guardar:


por trás de cada número existe uma vida.

Por trás de cada vida existe uma história.

E por trás de cada história existe alguém que amou e foi amado.


Que lembrar o 11 de setembro não seja alimentar o ódio, mas compreender o preço dele.


Que a memória das vítimas nos ensine que nenhuma causa, nenhuma ideologia e nenhuma crença pode justificar a destruição deliberada de vidas inocentes.


Porque quando o ódio vence, não existem verdadeiramente vencedores. Existem apenas sobreviventes, feridas e saudades.


Hoje, 25 anos depois, talvez a melhor homenagem seja escolher aquilo que os terroristas tentaram destruir:


a capacidade humana de amar, conviver, perdoar e construir pontes onde outros desejam levantar muros.


Que jamais esqueçamos.


Não para viver presos ao passado,

mas para que o passado não precise se repetir.


11 de setembro de 2001.

25 anos de memória.

25 anos de saudade.

25 anos perguntando à humanidade: o que aprendemos?


🕊️ Que a memória das vítimas permaneça viva. E que a paz seja sempre maior que o ódio.

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