25 anos depois… ainda há silêncios que dizem tudo.
Por Abilio Machado
Há acontecimentos que o tempo não consegue apagar.
Há 25 anos, o mundo assistiu, atônito, a duas torres desabarem. Mas, muito mais do que concreto, aço e vidro, naquele dia desabaram sonhos, famílias, histórias e vidas que jamais teriam a oportunidade de continuar.
O 11 de setembro não foi apenas uma data marcada nos calendários. Foi um daqueles momentos em que a humanidade descobriu, da maneira mais dolorosa, que a intolerância pode transformar diferenças em tragédias.
Vinte e cinco anos se passaram.
Alguns que eram crianças naquele dia hoje são pais. Alguns que perderam seus pais carregam consigo a saudade. Filhos cresceram sem abraçar novamente seus pais. Mães e pais envelheceram esperando por uma volta que nunca aconteceu.
E talvez essa seja uma das maiores lições que podemos guardar:
por trás de cada número existe uma vida.
Por trás de cada vida existe uma história.
E por trás de cada história existe alguém que amou e foi amado.
Que lembrar o 11 de setembro não seja alimentar o ódio, mas compreender o preço dele.
Que a memória das vítimas nos ensine que nenhuma causa, nenhuma ideologia e nenhuma crença pode justificar a destruição deliberada de vidas inocentes.
Porque quando o ódio vence, não existem verdadeiramente vencedores. Existem apenas sobreviventes, feridas e saudades.
Hoje, 25 anos depois, talvez a melhor homenagem seja escolher aquilo que os terroristas tentaram destruir:
a capacidade humana de amar, conviver, perdoar e construir pontes onde outros desejam levantar muros.
Que jamais esqueçamos.
Não para viver presos ao passado,
mas para que o passado não precise se repetir.
11 de setembro de 2001.
25 anos de memória.
25 anos de saudade.
25 anos perguntando à humanidade: o que aprendemos?
🕊️ Que a memória das vítimas permaneça viva. E que a paz seja sempre maior que o ódio.

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