Chicago, 1952.
Tarde da noite, a polícia encontrou dois garotos adormecidos em uma estação de trem.
Eram James Davis, de apenas cinco anos — um menino negro —, e Ronald Sullivan, de oito — um menino branco.
Os dois eram inseparáveis. Todas as noites escapavam de casa para viver uma pequena aventura: viajar juntos no trem “L”, olhando as luzes da cidade e sonhando com o mundo além dos trilhos.
Naquela noite, o sono venceu James, que adormeceu numa cadeira de madeira.
Ronald, fiel como um irmão, ficou acordado, vigiando o sono do amigo — como quem protege um tesouro.
Quando os policiais os encontraram, pararam em silêncio. Diante deles não havia diferença, apenas amizade em estado puro — dois meninos que não viam cor, apenas coração.
Na fria estação de Chicago, o que se via era um lembrete simples e eterno:
a inocência das crianças sempre enxerga primeiro aquilo que o mundo adulto esqueceu — a humanidade.
Pena, realmente é pena, que hoje a primeira coisa que se ensina é a diferença em cores.
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