O homem sentado no banco da igreja
Quando a verdade foi apresentada pelo engano!
Sentado no banco da igreja, o homem ouviu a história com atenção cuidadosa, era a segunda parte que começou com o Deus eletrotécnico.
Não era um grande escândalo, nem um pecado vistoso.
Era algo pequeno. Justamente por isso, perigoso.
A moça contou, com certa leveza, que enganou uma conhecida sua certa feita.
Disse que iriam buscar um utensílio qualquer, balde ou algo parecido.
Mas o destino era outro:
uma Noite Familiar, um rito da igreja, uma tentativa de aproximação com a fé. Uma maneira de apresentar a igreja e sua fé para sua conhecida de escola.
A igreja reagiu com compreensões silenciosas.
Alguns sorrisos cúmplices.
Afinal, a intenção era boa.
Será ?!
O homem no banco da igreja não julgou a moça.
Conhecia esse impulso.
A ânsia de cumprir uma promessa maior, de apresentar a Igreja de Jesus ao outro, de “fazer o bem” mesmo que por atalhos.
De poder se fazer valer na comunidade dogmática.
O incômodo não estava na vontade de evangelizar.
Estava no meio escolhido.
Ele pensou:
se a Verdade precisa ser disfarçada para ser aceita,
o que estamos realmente oferecendo ao outro?
Do ponto de vista psicológico, o gesto era compreensível.
O medo da recusa.
A dificuldade de lidar com o “não”.
Alho bem pessoal, talvez algo que ainda carregue, não gosta de ouvir não, gosta de ser o centro mesmo fazendo o jogo de : vou discursar reger orar no fim bater a foto final e distribuir nas redes sociais e bem provável fazer o primeiro comentário ou dar o primeiro coração de curtida.
A fantasia de que, se a pessoa estiver lá, o Espírito Santo fará o resto, na minha pequenez acredito que nem o Espírito Santo chegou a entrar...
A fé construída sem consentimento começa frágil.
Porque antes de ser espiritual, ela precisa ser relacional.
Me entenda, relação, participação, troca de energia, tenho de estar bem com o conjunto da obra.
Do ponto de vista teológico, a questão se aprofundava.
Deus se contenta com o engano quando o objetivo é sagrado?
A promessa de apresentar Sua igreja ao povo autoriza a suspensão da verdade?
O homem lembrou-se de algo simples:
Jesus nunca chamou ninguém por armadilhas.
Chamou por convite.
“Vem e vê.”
Nunca: “vem sem saber”.
A Palavra que liberta não sequestra.
Ela espera.
Ela respeita o tempo do outro, mesmo quando isso frustra nossas expectativas missionárias. De apresentar números, de ser mencionado como quem mais batizou porém fica a pergunta destes quantos permanecem ?
O engano pode até levar alguém até a porta da igreja,
mas dificilmente leva até o coração da fé.
E havia no diarcurso ainda outro risco, mais silencioso.
Quando normalizamos pequenas mentiras “em nome de Deus”,
ensinamos algo sem perceber:
que a verdade é negociável quando o objetivo parece nobre.
O homem pensou no efeito disso dentro da alma.
Uma fé que começa torta pode até andar,
mas sempre mancando.
Quando a história terminou, ele permaneceu sentado.
Não para condenar a moça.
Mas para guardar a pergunta que ninguém fez em voz alta:
Se Deus é Verdade,
Ele realmente precisa que a escondamos para apresentá-Lo?
O culto seguiu.
O banco permaneceu o mesmo.
E o homem ficou, ali, para o próximo orador, com a sensação incômoda — e necessária —
de que nem todo “bom propósito” santifica o gesto que o carrega.
E para você:
_O fim justifica os meios ?
_Sua fé é negociável ?
Minha música: Farol da promessas...
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