quinta-feira, 29 de outubro de 2026

9 CAPACETES HISTÓRICOS COM Formatos QUE IMPRESSIONAM

 



🏛️⚔️ 9 CAPACETES HISTÓRICOS COM FORMATOS QUE IMPRESSIONAM ATÉ HOJE! 👑


Ao longo de milhares de anos, diferentes civilizações desenvolveram capacetes com formatos surpreendentes. Alguns foram criados para proteger a cabeça, enquanto outros também representavam autoridade, prestígio e identidade cultural.


Conheça nove estilos inspirados em diferentes períodos da história!


🏛️ 1. Capacete romano

Utilizado por soldados do Império Romano, apresentava proteções para o rosto e a nuca. Alguns modelos possuíam cristas ornamentais.


🏺 2. Capacete coríntio

Originário da Grécia Antiga, era conhecido pelo formato que cobria grande parte do rosto, deixando aberturas para os olhos e a boca.


🏯 3. Capacete samurai

Chamado de kabuto, podia apresentar ornamentos elaborados, símbolos familiares e elementos associados ao prestígio dos guerreiros japoneses.


⚔️ 4. Capacete de gladiador

Alguns modelos possuíam grandes abas e grades metálicas que protegiam o rosto durante os combates nas arenas romanas.


🛡️ 5. Capacete viking

Os capacetes históricos escandinavos eram mais simples do que muitas representações modernas. O famoso modelo com chifres não era um equipamento habitual de combate.


🐉 6. Capacete chinês

Ao longo das dinastias chinesas, existiram diferentes modelos de proteção para a cabeça, incluindo exemplares ornamentados associados a posições militares e cerimoniais.


🐆 7. Adornos de guerreiros astecas

Guerreiros de elite utilizavam vestimentas e adornos inspirados em animais, especialmente águias e jaguares, símbolos de prestígio e bravura.


🏰 8. Capacete medieval

Na Europa medieval, modelos fechados protegiam grande parte da cabeça e do rosto, com pequenas aberturas para permitir a visão.


🐎 9. Capacete mongol

Utilizado por guerreiros das estepes asiáticas, podia apresentar estrutura metálica, proteção para o pescoço e elementos decorativos.


📜 UMA CURIOSIDADE HISTÓRICA!


Os capacetes não serviam apenas como equipamentos de proteção. Em diversas culturas, seus formatos e ornamentos também ajudavam a identificar posições sociais, tradições e funções militares.


🏛️ As imagens são reconstruções artísticas inspiradas em diferentes culturas e não representam necessariamente exemplares históricos autênticos.


💬 Qual desses nove estilos de capacete você considera o mais impressionante?


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domingo, 25 de outubro de 2026

E agora, José?

 


Há momentos em que o lamento deixa de ser apenas pessoal e se transforma em uma inquietação coletiva. Quando olhamos para o futuro do país e sentimos que nossas expectativas foram frustradas, a pergunta de Drummond ressurge com uma força quase dolorosa: “E agora, José?”


A crítica à conjuntura brasileira precisa ir além da indignação. Ela precisa questionar as instituições, a concentração de poder, os limites das decisões individuais de autoridades e, sobretudo, a capacidade de o sistema democrático assegurar transparência, equilíbrio e mecanismos efetivos de responsabilização. Quando decisões monocráticas provocam controvérsia e alimentam a percepção de que as regras não são aplicadas de maneira uniforme, a confiança pública se desgasta — e a legitimidade das instituições passa a ser questionada.


A eleição de 25 de outubro de 2026, com a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, encerra uma disputa eleitoral, mas não resolve as tensões que dividem o Brasil. O resultado oficial divulgado pela Justiça Eleitoral deve ser distinguido das acusações de irregularidades e das contestações políticas: alegações de manipulação exigem provas verificáveis, não apenas desconfiança ou inconformismo com o resultado.


O cenário, entretanto, não pode ser reduzido às urnas. O Brasil chega a este momento com uma crise de confiança institucional e questionamentos sobre os limites do poder. Em setembro, divergências entre ministros do STF chegaram a produzir decisões conflitantes, levando o presidente da Corte a intervir para suspender seus efeitos e convocar uma sessão extraordinária.


O problema fundamental é este: uma democracia não se sustenta apenas pela realização de eleições, mas também pela confiança nas regras, na fiscalização do poder e na igualdade perante a lei. Quando parte expressiva da sociedade passa a desconfiar das instituições, não basta responder que os procedimentos foram formalmente cumpridos. É necessário demonstrar, com transparência, que os mecanismos de controle funcionam e que ninguém está acima deles.


E agora, José?


Agora, resta compreender que a derrota eleitoral de um projeto político não significa, necessariamente, a derrota de todas as ideias que o sustentam. Tampouco significa que seus defensores devam abandonar a participação democrática. O desafio é transformar a frustração em organização, cobrança pública, fiscalização e participação política responsável.


O Congresso terá um papel decisivo na discussão sobre os limites e a responsabilização dos Poderes. Ao Judiciário cabe preservar sua independência sem se tornar imune à crítica. Ao Executivo cabe governar para todos, inclusive para aqueles que não votaram nele. E à sociedade cabe não entregar sua consciência a nenhum líder, partido ou instituição.


Porque o perigo maior não está simplesmente em um lado vencer e o outro perder. Está em o país se acostumar a desconfiar de tudo, aceitar abusos quando favorecem os seus e condená-los apenas quando beneficiam os adversários.


O Brasil não precisa escolher entre a submissão e o caos. Precisa reencontrar o caminho do equilíbrio institucional, da responsabilidade pública e do respeito à Constituição.


E agora, José? Agora, mais do que lamentar o resultado, é hora de observar, questionar, exigir transparência e continuar participando. A democracia não termina na apuração dos votos — ela começa, de novo, no dia seguinte.


Abilio Machado


#Brasil #Democracia #Liberdade #Just

iça #ConsciênciaPolítica

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

A CEGUEIRA IDEOLOGICA

 



A CEGUEIRA IDEOLÓGICA…


Em entrevista, no sábado (10), ao canal israelense 12 News, o cantor Boy George reafirmou seu apoio a Israel e aos judeus após o 7 de Outubro. O cantor foi um dos poucos artistas que se posicionaram do lado de Israel depois do massacre dos israelenses pelo grupo terrorista Hamas.


O cantor contou que, por conta disso, sofreu ameaças, isolamento profissional e acusações de fascismo. E disse que, apesar da reação negativa, se apresentará em Israel no próximo mês.

Recentemente, Boy George escreveu “We Will Dance Again” (Nós Dançaremos Novamente), em homenagem às vítimas do massacre no festival Nova, depois de visitar a exposição sobre elas.


“A experiência foi muito traumática para mim. Depois, fiquei horrorizado com a reação das pessoas dizendo que aquilo não tinha acontecido”, afirmou. “Não sei como vou me sentir quando chegar a Israel. Acho que será uma experiência muito impactante.”


Via: Ynet Global

A LUZ NO DESERTO: um caminho de aperfeiçoamento

 


"A LUZ NO DESERTO: UM CAMINHO DE APERFEIÇOAMENTO" 

 

A vida, muitas vezes, se assemelha a um deserto árido e inóspito. As provações e dificuldades surgem como tempestades de areia, obscurecendo o caminho e ameaçando nos desviar do curso. É nesses momentos de desolação que a promessa de Deus, como um farol na escuridão, nos oferece esperança e guia nossos passos.

 

O Senhor declara no Livro de Mórmon em 1 Néfi,no 17:13: "Serei vossa luz no deserto; e prepararei o caminho a vossa frente, se guardardes meus mandamentos, sereis conduzidos à terra da promissão; e sabereis que sois conduzidos por mim”. Essa promessa consoladora nos assegura que, mesmo em meio às dificuldades e incertezas da vida, Deus estará conosco, guiando nossos passos e abrindo caminho para um futuro glorioso.

 

A promessa de Deus se repete no Livro de Mórmon em 2 Néfi 10:14, onde Ele declara a Jacó: "Serei para sempre uma luz para aqueles que ouvem minhas palavras". Essa promessa nos convida a ouvir a voz do Senhor, a buscar Sua orientação e a confiar em Sua palavra como um farol que nos conduz à verdade e à paz.

 

O Élder D. Todd Christofferson nos lembra que a dificuldade, para aqueles que já atingiram a idade da responsabilidade, é um elemento crucial em nosso processo de aperfeiçoamento. A vida não é um teste de múltipla escolha, onde escolhemos a resposta certa e seguimos em frente. Deus não se interessa apenas em nossas ações, mas em quem estamos nos tornando.

 

Através das dificuldades, Deus nos molda, nos ensina a agir como Ele age, a sermos retos em todas as circunstâncias, mesmo "na escuridão", como disse o Presidente Brigham Young. A escuridão, muitas vezes, representa os momentos de incerteza, de provação, onde a fé é testada e a força interior é forjada.

 

O Presidente Spencer W. Kimball, em sua obra "O Milagre do Perdão", nos ensina: "As provações e tribulações da vida, embora dolorosas, são muitas vezes necessárias para nos ajudar a crescer e nos tornar mais semelhantes a nosso Pai Celestial." As dificuldades, embora desafiadoras, são oportunidades de fortalecer nossa fé, desenvolver nossa resiliência e nos aproximar de Deus.

 

A jornada terrena é um caminho de aperfeiçoamento, onde somos convidados a crescer, a aprender e a nos tornar mais semelhantes a nosso Pai Celestial. Através da luz de Sua palavra, da orientação do Espírito Santo e da força que vem de nossa fé, podemos enfrentar os desafios da vida com coragem e esperança, sabendo que Deus está conosco, preparando o caminho para a terra da promessa.

 

Como disse o Élder Neal A. Maxwell: "Deus não nos promete uma vida fácil, mas sim uma vida significativa." Através das dificuldades, Deus nos molda, nos ensina e nos guia para uma vida mais plena e significativa, a fim de que possamos, um dia, retornar à Sua presença.

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

A DOR: QUANDO A ALMA ENCONTRA DEUS NO DESERTO

 


A DOR: QUANDO A ALMA ENCONTRA DEUS NO DESERTO


Uma reflexão psicoteológica sobre o sofrimento, a consciência e a intimidade com Cristo.


Cada ser humano carrega dores que nem sempre consegue nomear. Há cruzes que pesam sobre os ombros, gigantes que habitam a mente, desertos que ressecam a esperança e tempestades que parecem não encontrar fim. Algumas dessas experiências, vistas pelos olhos humanos, parecem impossíveis de suportar. Mas será que, em meio a elas, também pode existir a possibilidade de transformação?


Sob a perspectiva psicoteológica, precisamos compreender que a dor não é necessariamente uma punição divina, nem todo sofrimento deve ser romantizado como uma vontade de Deus. Existem dores que precisam de acolhimento, feridas que exigem cuidado e experiências que demandam tempo, elaboração emocional e, muitas vezes, ajuda profissional. A fé não anula a psicologia, assim como a psicologia não precisa excluir a espiritualidade.


Entretanto, quando o sofrimento chega e não podemos mudar imediatamente as circunstâncias, talvez possamos começar por uma pergunta diferente: o que essa experiência está revelando sobre mim, sobre minhas fragilidades, sobre minha maneira de enxergar a vida e sobre a minha relação com Deus?


A dor, quando acolhida e elaborada, pode tornar-se um caminho de autoconhecimento. E a fé, quando vivenciada com consciência, pode oferecer sentido, esperança e sustentação para atravessarmos aquilo que ainda não conseguimos compreender.


Afinal, Deus não precisa nos ferir para nos ensinar, mas pode nos encontrar até mesmo naquilo que nos feriu.


O deserto exterior e os conflitos da alma


Às vezes, pedimos a Deus que transforme a realidade, quando também precisamos de forças para transformar a maneira como nos relacionamos com ela. Isso não significa aceitar passivamente a injustiça, abandonar o tratamento de uma doença ou permanecer em situações que nos destroem. Significa reconhecer que, entre o acontecimento e a nossa resposta, existe um espaço precioso: o da consciência, da escolha e da possibilidade de reconstrução.


Em Gênesis, lemos:


“Acaso, para o SENHOR há coisa demasiadamente difícil?” (Gênesis 18:14).


E Jesus declara:


“Aos homens é isso impossível, mas a Deus tudo é possível.” (Mateus 19:26).


Essas palavras não são uma garantia de que receberemos tudo aquilo que pedimos, exatamente quando desejamos. São um convite a não transformar os limites da nossa compreensão em limites para a esperança.


Psicologicamente, quando somos dominados pelo medo, nossa percepção tende a estreitar-se. Enxergamos a dor como se ela fosse toda a nossa existência, o fracasso como se definisse nossa identidade e o presente como se fosse uma sentença definitiva. A espiritualidade pode ajudar-nos a ampliar essa perspectiva, desde que não seja usada para negar emoções, silenciar questionamentos ou produzir culpa por estarmos sofrendo.


Ter fé não significa não sentir medo. Significa não permitir que o medo seja a única voz a interpretar a nossa história.


Deus também nos encontra na fragilidade


As Escrituras apresentam personagens cujas experiências de sofrimento, espera e solidão se tornaram parte fundamental de suas jornadas.


José conheceu a rejeição e a injustiça antes de ocupar uma posição de responsabilidade no Egito. Moisés atravessou o deserto antes de conduzir seu povo. Elias, exausto e ameaçado, experimentou o silêncio depois de uma profunda crise. Jó questionou, lamentou e enfrentou o mistério de um sofrimento que não compreendia. Paulo aprendeu a reconhecer a suficiência da graça em meio às próprias limitações.


Maria permaneceu diante da cruz, confrontada pela dor de ver seu filho sofrer. E os discípulos, abalados pela morte de Jesus, precisaram reconstruir sua compreensão dos acontecimentos à luz da Ressurreição.


Essas histórias não nos autorizam a afirmar que toda tragédia esconde uma recompensa ou que toda perda será compensada da maneira que esperamos. Elas nos lembram, porém, que a fragilidade humana não impede a experiência da fé e que o sofrimento não precisa ter a última palavra sobre o significado de uma vida.


Na perspectiva psicoteológica, o encontro com Deus pode acontecer justamente quando abandonamos a obrigação de parecer fortes. A oração deixa de ser uma tentativa de convencer Deus de que merecemos ajuda e torna-se também um espaço de verdade: onde podemos confessar o medo, expressar a raiva, chorar a perda e admitir que não sabemos como continuar.


A intimidade espiritual não nasce necessariamente da ausência de conflitos. Muitas vezes, ela se aprofunda quando deixamos de esconder nossos conflitos diante de Deus.


Quando a dor não explica tudo, mas pode transformar algo


Paulo escreveu:


“E sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” (Romanos 8:28).


Essa passagem merece ser compreendida com sensibilidade. Ela não afirma que todas as coisas são boas. A violência não é boa. A doença não é boa simplesmente porque alguém aprende com ela. A perda não deixa de ser dolorosa porque a pessoa encontra forças para prosseguir.


O texto aponta para uma esperança maior: a de que nem mesmo as experiências difíceis precisam ser capazes de destruir definitivamente a possibilidade de reconstrução, amadurecimento e propósito.


Há acontecimentos que jamais escolheríamos viver, mas dos quais podemos extrair novas compreensões. Há feridas que deixam marcas, mas não precisam definir para sempre quem somos. Há perdas que não encontram substituição, mas podem, com o tempo, encontrar um lugar possível dentro da nossa história.


É importante distinguir transformação de justificação. Encontrar um sentido depois da dor não significa que a dor precisava acontecer. Significa que, mesmo diante daquilo que não escolhemos, ainda podemos descobrir maneiras de cuidar de nós, reconstruir vínculos, rever prioridades e continuar vivendo.


A fé pode sustentar esse processo. A psicologia pode ajudar-nos a compreender os mecanismos emocionais envolvidos nele. E ambas, quando vividas com responsabilidade e humildade, podem abrir caminhos para uma existência mais consciente.


Cristo: o caminho para uma nova compreensão da vida


Jesus declarou:


“Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.” (João 14:6).


Na experiência cristã, Cristo não é apenas aquele a quem recorremos quando todas as alternativas falham. Ele é também referência para a maneira como compreendemos a existência, a vulnerabilidade, o amor, o perdão e a esperança.


Olhar para Jesus é encontrar alguém que chorou, sentiu angústia, experimentou abandono e não tratou a dor humana com indiferença. No Getsêmani, sua angústia não foi uma demonstração de ausência de fé. Foi a expressão de uma humanidade que enfrentava, com profunda intensidade, aquilo que estava por vir.


Essa imagem nos ensina algo essencial: não precisamos negar nossa humanidade para nos aproximarmos de Deus.


Podemos orar e procurar um psicólogo. Podemos confiar em Cristo e aceitar o apoio de pessoas queridas. Podemos ter esperança e, ao mesmo tempo, reconhecer que estamos cansados. Podemos acreditar na eternidade sem fingir que as perdas desta vida não doem.


A intimidade com Deus não exige que abandonemos nossa humanidade; convida-nos a vivê-la com mais verdade, responsabilidade e amor.


E se o deserto for também um lugar de reencontro?


Talvez você esteja atravessando um período em que as respostas não chegam, as orações parecem silenciosas e o futuro perdeu a nitidez. Talvez esteja enfrentando uma doença, um luto, uma crise familiar, uma decepção ou uma batalha interior que ninguém consegue enxergar.


Não vou lhe dizer que tudo acontece por uma razão, porque nem sempre compreendemos as razões dos acontecimentos. Tampouco lhe direi que basta orar para que a dor desapareça.


Quero lhe propor algo diferente: não permita que o sofrimento lhe convença de que você é apenas aquilo que está sofrendo.


Você é maior do que o seu diagnóstico, mais complexo do que os seus erros e muito mais do que a fase difícil que atravessa. Sua história não se resume ao capítulo que hoje lhe faz chorar.


Se a oração lhe traz conforto, ore. Se precisa chorar, chore. Se necessita de ajuda, peça. Se chegou ao limite das suas forças, não transforme o esgotamento em vergonha. E, se a sua fé estiver sendo atravessada por perguntas, lembre-se de que questionar não significa necessariamente deixar de acreditar.


O deserto pode ser um lugar de solidão, mas também pode tornar-se um espaço de reflexão, desde que não precisemos atravessá-lo sem apoio.


A verdadeira transformação não consiste em aprender a gostar da dor, mas em descobrir que a dor não precisa nos roubar a capacidade de amar, acreditar, reconstruir e viver.


Talvez Deus não lhe revele hoje todas as respostas que você procura. Talvez algumas circunstâncias permaneçam inexplicáveis. Mas, na caminhada com Cristo, você pode encontrar companhia para o percurso, coragem para enfrentar o presente e esperança para continuar caminhando.


Porque a fé não é uma explicação para cada sofrimento. É, muitas vezes, a possibilidade de continuar buscando sentido sem permitir que o sofrimento destrua toda a esperança.


E talvez seja justamente aí que a alma comece a compreender que, mesmo quando não consegue enxergar a saída, ainda pode encontrar um caminho.


Abilio Machado

Psicanalista e psicoterapeuta | Psicoteologia

GETSÊMANI: QUANDO A ALMA SE RENDE, MAS NÃO DEIXA DE SENTIR

 

GETSÊMANI: QUANDO A ALMA SE RENDE, MAS NÃO DEIXA DE SENTIR


Uma reflexão psicoteológica de Abilio Machado sobre a angústia, a entrega e a coragem de permanecer fiel quando a alma deseja fugir da dor.


Há momentos na vida em que o sofrimento não se manifesta no corpo, mas atravessa a alma de tal maneira que até a fé parece silenciar. São instantes em que a razão procura respostas, a emoção implora por alívio e o espírito se coloca diante de Deus sem saber se pede forças para continuar ou permissão para desistir.


Foi assim no Getsêmani.


Na noite que antecedeu sua crucificação, Jesus Cristo entrou em um jardim no Monte das Oliveiras e experimentou uma angústia tão profunda que, segundo o Evangelho de Lucas, seu suor se tornou como gotas de sangue que caíam ao chão.


Mas, para compreender a dimensão psicoteológica desse episódio, precisamos olhar além da cena religiosa. Precisamos enxergar o homem diante de sua própria humanidade, a consciência diante do inevitável e a fé diante daquilo que não pode ser evitado.


Getsêmani significa, tradicionalmente, “prensa de azeite”. E essa imagem nos oferece uma poderosa chave simbólica para refletir sobre a existência humana.


A azeitona precisa ser prensada para liberar o azeite. Mas o ser humano, quando submetido à pressão da vida, não necessariamente revela sua melhor versão. Às vezes, revela suas feridas, seus medos, suas contradições e tudo aquilo que passou anos tentando esconder de si mesmo.


A dor não transforma todos em pessoas melhores. Algumas pessoas amadurecem; outras endurecem. Algumas encontram sentido; outras se perdem tentando compreender o que lhes aconteceu.


O que faz a diferença não é o sofrimento em si, mas a maneira como o elaboramos, os recursos emocionais de que dispomos e o sentido que conseguimos construir a partir dele.


E é justamente aqui que Getsêmani deixa de ser apenas um lugar geográfico para se tornar uma experiência da alma.


### A angústia de Jesus e a humanidade que não podemos ignorar


Jesus não entrou naquele jardim demonstrando indiferença diante da morte. Ele orou, sentiu angústia e expressou o desejo de que aquele cálice fosse afastado, se essa fosse a vontade do Pai.


“Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia, não se faça a minha vontade, mas a tua.” — Lucas 22:42.


Há uma profundidade psicológica extraordinária nessa oração.


Jesus não nega o que sente. Não disfarça sua angústia com uma aparência de invulnerabilidade. Não transforma a própria dor em espetáculo de força espiritual.


Ele expressa seu desejo de não sofrer e, ao mesmo tempo, entrega sua vontade a algo que considera maior do que si mesmo.


A verdadeira fé não exige que neguemos nossos sentimentos. Ela nos convida a atravessá-los sem permitir que sejam os únicos responsáveis por nossas decisões.


Quantas pessoas adoecem emocionalmente porque aprenderam que sentir medo é sinal de fraqueza? Quantas escondem o sofrimento atrás de discursos religiosos, como se admitir a própria angústia fosse confessar falta de fé?


A experiência do Getsêmani nos permite questionar essa ideia.


Sentir medo não significa necessariamente falta de coragem. Chorar não significa ausência de esperança. Pedir ajuda não significa fracasso espiritual.


A fé não elimina a humanidade. Pode, antes, oferecer um horizonte de sentido para que a humanidade encontre forças para continuar.


### O cálice: quando a consciência conhece o preço da escolha


Na linguagem bíblica, o cálice pode representar sofrimento, julgamento e destino. Na experiência humana, podemos compreendê-lo também como a consciência do preço que determinadas escolhas exigem.


Existem decisões que sabemos serem necessárias, mas que gostaríamos de não precisar tomar.


Encerrar um ciclo. Romper uma relação destrutiva. Reconhecer um erro. Assumir uma responsabilidade. Despedir-se de alguém. Recomeçar quando tudo dentro de nós pede permanência.


Nem toda dor pode ser evitada. Mas nem todo sofrimento precisa ser aceito passivamente.


Essa distinção é fundamental.


Jesus, no Getsêmani, não nos oferece uma justificativa para romantizar o sofrimento humano. Sua entrega pertence à singularidade de sua missão religiosa. Para nós, a reflexão é outra: como discernir entre a dor inevitável e aquela que continuamos alimentando por medo, culpa, dependência ou incapacidade de estabelecer limites?


A psicoteologia encontra aqui uma pergunta essencial:


Estou permanecendo porque reconheço um propósito ou porque tenho medo de abandonar aquilo que já não me faz bem?


Nem toda renúncia é virtude. Nem todo sacrifício é necessário. Nem toda permanência é fidelidade.


A maturidade espiritual também exige discernimento.


### O traidor, a mesa e as feridas da confiança


Judas não representa apenas a traição de um discípulo contra seu Mestre. Sua história também nos confronta com uma das experiências mais dolorosas da existência: descobrir que alguém em quem depositamos confiança pode agir contra nós.


A traição atinge muito mais do que o vínculo. Ela abala a percepção que temos de nós mesmos, nossa capacidade de confiar e, por vezes, nossa compreensão do mundo.


Quando a ferida vem de alguém próximo, a mente tenta reconstruir os acontecimentos. Procuramos sinais que não percebemos, palavras que agora parecem diferentes e respostas que talvez nunca recebamos.


Entretanto, há uma armadilha psicológica nessa busca: transformar a traição de alguém em uma sentença sobre nosso próprio valor.


A escolha do outro não define nossa dignidade.


O Getsêmani nos coloca diante de uma verdade difícil: podemos amar sem controlar, confiar sem possuir garantias e permanecer íntegros mesmo quando o outro escolhe a ruptura.


Perdoar, quando possível, não significa negar a violência sofrida, apagar as consequências ou restabelecer obrigatoriamente a relação. O perdão pode fazer parte de um processo de libertação interior, mas não dispensa limites, proteção e responsabilidade.


A fé que acolhe a misericórdia também precisa compreender a justiça.


### O primeiro Adão e o último Adão: duas maneiras de responder à vontade


Na leitura cristã, a narrativa do Éden e a experiência do Getsêmani podem ser colocadas em diálogo.


No Éden, a humanidade é apresentada diante da possibilidade de escolher entre a orientação divina e a própria vontade. No Getsêmani, Jesus expressa seu desejo, mas submete sua vontade à do Pai.


A comparação não precisa ser entendida como uma condenação da vontade humana. Afinal, desejar alívio diante da dor é parte da condição humana.


O ponto central está no discernimento: quando minha vontade nasce de uma necessidade legítima e quando ela se torna uma fuga daquilo que reconheço como verdadeiro?


A psicologia nos ensina a observar nossos impulsos, compreender nossas motivações e reconhecer os mecanismos pelos quais evitamos a dor. A teologia, por sua vez, convida o cristão a examinar sua relação com Deus, com a responsabilidade e com o propósito de sua existência.


Quando essas perspectivas dialogam com respeito, abre-se um espaço fértil para o autoconhecimento.


Não se trata de eliminar o conflito interior, mas de aprender a escutá-lo.


Porque a pessoa madura não é aquela que nunca hesita. É aquela que consegue reconhecer a própria hesitação sem entregar a ela, automaticamente, o comando de sua vida.


### O Calvário foi a cruz; o Getsêmani foi a decisão


Há uma diferença simbólica importante entre esses dois momentos.


No Calvário, contemplamos o sacrifício consumado. No Getsêmani, contemplamos a angústia de quem ainda está diante do caminho que se aproxima.


O Calvário nos fala das consequências. O Getsêmani nos convida a olhar para o instante anterior à decisão, quando ninguém pode escolher em nosso lugar.


Todos nós temos nossos jardins.


Alguns são silenciosos. Outros são atravessados por lágrimas, diagnósticos, perdas, crises familiares, conflitos de consciência e noites em que o sono não chega porque a mente insiste em procurar uma saída.


Nem sempre teremos respostas imediatas. Nem sempre sentiremos paz. Nem sempre conseguiremos compreender por que determinada experiência nos alcançou.


Mas podemos aprender a não confundir angústia com abandono, silêncio com ausência e fragilidade com incapacidade.


E, quando a dor ultrapassar nossos recursos, buscar ajuda psicológica, médica ou espiritual não será sinal de uma fé menor. Será um gesto de responsabilidade com a vida que recebemos.


### A pergunta que o Getsêmani deixa para nós


Talvez o maior ensinamento desse jardim não esteja apenas no sofrimento de Jesus, mas na honestidade de sua oração.


Ele expressou o que desejava e, ainda assim, permaneceu comprometido com aquilo que reconhecia como sua missão.


Isso nos ensina que a entrega verdadeira não começa quando deixamos de sentir medo. Começa quando somos capazes de olhar para o medo sem mentir para nós mesmos.


Não precisamos fingir força diante de Deus. Não precisamos apresentar uma alma impecável para merecer acolhimento. E não precisamos transformar cada sofrimento em uma explicação definitiva sobre os desígnios divinos.


Às vezes, a oração mais sincera não é aquela que demonstra certeza, mas aquela que consegue dizer: “Pai, eu não queria passar por isso. Estou com medo. Não compreendo tudo. Mas preciso de luz para saber como seguir.”


Getsêmani é o lugar simbólico onde a fé encontra a angústia, a vontade encontra o propósito e a humanidade deixa de fingir que é invulnerável.


Talvez você esteja vivendo o seu agora.


Talvez esteja diante de uma decisão que lhe custa lágrimas. Talvez esteja tentando compreender uma perda, uma mudança ou um sofrimento que não escolheu.


Então, antes de perguntar por que Deus permite determinadas experiências, experimente também perguntar a si mesmo:


O que esta situação está revelando sobre meus medos, minhas escolhas, meus limites e a maneira como tenho vivido minha fé?


Não porque toda dor esconda uma lição. Não porque Deus precise nos ferir para nos ensinar. Mas porque, mesmo quando não escolhemos aquilo que nos acontece, podemos buscar caminhos para não permitir que a dor seja a única autora da nossa história.


E lembre-se: a fé não precisa silenciar a angústia para continuar sendo fé. Às vezes, é justamente dentro da angústia que aprendemos a orar com 

mais verdade.


— Abilio Machado | Psicanalista e Psicoterapeuta


#Psicoteologia #Getsêmani #JesusCristo #SaúdeEmocional #EntenderParaTransformar

Edith Piaf - uma voz inesquecível

 


Antes de se tornar uma das vozes mais famosas da França, Édith Piaf passou parte da infância sendo cuidada pelas mulheres que trabalhavam numa casa de prostituição. Décadas depois, quando m*rreu como uma estrela mundial, a Igreja Católica se recusou a realizar seu funeral religioso. Ainda assim, cerca de 40 mil pessoas foram às ruas para se despedir dela.


A infância de Piaf esteve muito distante dos grandes palcos. Ainda pequena, viveu em Bernay, na Normandia, onde sua avó paterna administrava uma casa de prostituição. As mulheres que trabalhavam ali ajudaram a alimentar, cuidar e dar carinho à menina.


Mais tarde, Édith passou a acompanhar o pai, que trabalhava como artista ambulante. Foi nessa época que começou a cantar nas ruas, usando a voz para chamar a atenção das pessoas e ganhar algum dinheiro.


Aquela menina acabaria saindo das ruas de Paris para se tornar um dos maiores nomes da música francesa.


Mas a fama não tornou sua vida mais fácil.


Em 1949, Piaf vivia um relacionamento com Marcel Cerdan, campeão mundial de boxe. Ele era casado e tinha três filhos, mas o romance dos dois era conhecido. Em 28 de outubro daquele ano, Cerdan embarcou em um avião rumo a Nova York para encontrá-la.


Ele nunca chegou.


O avião caiu nos Açores, e Cerdan m*rreu aos 33 anos. Piaf perdeu o homem por quem estava profundamente apaixonada. Uma de suas músicas mais conhecidas, “Hymne à l'amour”, ficou para sempre ligada àquela relação.


Os anos seguintes foram marcados por apresentações, problemas de saúde e tratamentos médicos. Acidentes de carro e dores constantes contribuíram para que ela desenvolvesse dependência de morfina, agravando ainda mais seu estado físico.


Em 1960, quando muita gente já imaginava que sua carreira estivesse chegando ao fim, Piaf voltou ao famoso palco do Olympia, em Paris, com uma música que parecia resumir sua própria vida:


“Non, je ne regrette rien.”


“Não, eu não me arrependo de nada.”


A canção havia sido escrita por Charles Dumont e Michel Vaucaire, mas na voz de Piaf ganhou outro peso. Era cantada por uma mulher que conhecera pobreza, perdera a única filha ainda pequena, enfrentara doenças e havia perdido um dos grandes amores de sua vida.


Três anos depois, em 10 de outubro de 1963, Édith Piaf m*rreu aos 47 anos.


Até sua despedida causou controvérsia.


A Igreja Católica de Paris não realizou um funeral religioso oficial para a cantora, principalmente por causa de sua vida conjugal e de um segundo casamento realizado numa cerimônia ortodoxa. Um padre chegou a rezar junto ao túmulo, mas não houve missa de funeral.


O público, porém, apareceu em massa.


Em 14 de outubro, cerca de 40 mil pessoas se reuniram no cemitério Père-Lachaise para acompanhar seu enterro. Flores tomaram o local, e milhares continuaram chegando mesmo depois que o caixão já havia sido sepultado.


A menina que um dia recebeu cuidados das mulheres de uma casa de prostituição terminou a vida sendo acompanhada por uma multidão.


E uma frase que cantou poucos anos antes acabou se tornando quase inseparável de sua história:


“Não, eu não me arrependo de nada.”

domingo, 11 de outubro de 2026

A HISTÓRIA DA CANÇÃO DO EXPEDICIONÁRIO: POESIA, PÁTRIA E MEMÓRIA DA FEB

 

A HISTÓRIA DA CANÇÃO DO EXPEDICIONÁRIO: POESIA, PÁTRIA E MEMÓRIA DA FEB


“Você sabe de onde eu venho?”


Poucas canções militares brasileiras carregam tanta emoção, identidade e saudade quanto a Canção do Expedicionário, eternizada na memória dos nossos soldados da Força Expedicionária Brasileira (FEB), que lutaram na Itália durante a Segunda Guerra Mundial.


Por trás de seus versos está uma história que une literatura, música, patriotismo e o desejo de voltar para casa.


🎼 Os autores e a origem da canção


A versão que se tornou célebre tem:


- Letra: Guilherme de Almeida, poeta, tradutor e membro da Academia Brasileira de Letras.

- Música: Spartaco Rossi, maestro e compositor.


Durante a Segunda Guerra Mundial, outra composição, de Luiz Peixoto e Alda Caminha, também foi oficializada pelo Ministério da Guerra. Entretanto, foi a versão de Guilherme de Almeida e Spartaco Rossi que conquistou o coração dos pracinhas e se consolidou como um dos maiores símbolos musicais da FEB.


🇧🇷 Uma declaração de amor ao Brasil


A Canção do Expedicionário não é apenas um hino militar. É uma verdadeira declaração de amor à terra natal.


Seus versos percorrem a diversidade geográfica e cultural brasileira, evocando o sertão, os pampas, os cafezais, os seringais, os montes e as praias. Cada paisagem representa um pedaço da Pátria que os soldados carregavam na memória enquanto enfrentavam os perigos da guerra.


A saudade de casa, a esperança de sobreviver e o desejo de retornar ao Brasil dão à composição uma dimensão profundamente humana.


O soldado não é apresentado apenas como combatente, mas como filho, cidadão e homem que deseja reencontrar suas raízes.


📚 A inspiração na literatura brasileira


Uma das curiosidades mais marcantes da canção é sua relação com a tradição literária nacional, especialmente com a famosa Canção do Exílio, escrita por Gonçalves Dias em 1843.


Assim como o poeta romântico expressou a saudade da pátria distante, Guilherme de Almeida transformou esse sentimento em versos que acompanhavam os brasileiros enviados à guerra.


A ideia de que nenhum lugar substitui a terra natal atravessa as duas obras. Em ambas, a distância faz com que o Brasil adquira um valor ainda mais profundo: o de lar, pertencimento e identidade.


✌️ O símbolo da vitória


Outro elemento significativo é a presença da letra “V”, associada à vitória.


A referência remete ao conhecido símbolo internacional da vitória, popularizado durante a Segunda Guerra Mundial, especialmente por Winston Churchill.


Na canção, a vitória não significa apenas derrotar o inimigo. Ela também representa a esperança de sobreviver à guerra e regressar ao convívio daqueles que ficaram esperando.


🎙️ A gravação histórica


A Canção do Expedicionário foi gravada por Francisco Alves, um dos grandes nomes da música popular brasileira, em 8 de setembro de 1944, com acompanhamento da Orquestra Odeon e regência do maestro Fon-Fon.


A gravação contribuiu para difundir a composição e fortalecer sua ligação com a memória dos combatentes brasileiros.


🗺️ Um retrato poético do Brasil


Guilherme de Almeida reuniu referências que ultrapassam a paisagem física e revelam a riqueza cultural do país.


A natureza: pampas, sertões, cafezais, seringais, montanhas e praias.


A cultura popular: expressões do cotidiano, costumes, lendas e referências literárias, incluindo Moema e Iracema.


A religiosidade: manifestações da fé popular, com referências a Nossa Senhora Aparecida e ao Senhor do Bonfim.


Essa diversidade transforma a canção em uma espécie de mapa afetivo do Brasil, construído com palavras, lembranças e sentimentos.


🎖️ Mais que uma canção, um legado


A Canção do Expedicionário permanece como testemunho de uma geração que atravessou o oceano para combater na Itália, enfrentou o rigor do inverno europeu e participou de batalhas que marcaram a história brasileira, como Monte Castello e Montese.


Mas seu legado vai além dos feitos militares.


Ela nos lembra que, por trás de cada uniforme, existe uma história; por trás de cada combatente, uma família; e, por trás de cada missão, a esperança de voltar para casa.


A verdadeira grandeza dessa canção está em nos fazer compreender que amar a Pátria não é apenas defendê-la em combate, mas também preservar a memória daqueles que, em seu nome, enfrentaram a distância, o medo e a saudade.


Honrar os pracinhas é manter viva a história. É reconhecer o sacrifício sem esquecer a humanidade de cada soldado. É compreender que a memória da FEB pertence não apenas aos quartéis, mas à própria história do Brasil.


Que a voz dos expedicionários jamais se cale na memória nacional!


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5 negros ilustres do Brasil

 

A história do Brasil foi construída por inúmeras personalidades negras que deixaram contribuições profundas na política, na literatura, na engenharia, no esporte e na luta pela liberdade. Conhecer essas trajetórias é também compreender melhor a formação do nosso país.

Nilo Peçanha foi presidente do Brasil entre 1909 e 1910 e é frequentemente reconhecido como o primeiro presidente negro do país. Antes de chegar à Presidência, construiu uma longa carreira política e, durante seu governo, esteve ligado a iniciativas importantes na área da educação profissional.

Machado de Assis é um dos maiores nomes da literatura brasileira. Escritor, cronista, poeta e contista, foi um dos fundadores e o primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras. Obras como Dom Casmurro, Memórias Póstumas de Brás Cubas e Quincas Borba continuam sendo estudadas e lidas até hoje.

André Rebouças foi engenheiro, inventor, professor e abolicionista. Participou de importantes projetos de infraestrutura no século XIX e defendia ideias de modernização para o Brasil. Também teve forte atuação no movimento pelo fim da escravidão e na defesa de melhores condições para a população negra após a abolição.

Pelé, nascido Edson Arantes do Nascimento, transformou-se em um dos maiores símbolos do futebol mundial. Foi campeão de três Copas do Mundo com a Seleção Brasileira — em 1958, 1962 e 1970 — e ajudou a projetar o futebol brasileiro internacionalmente. Por sua trajetória extraordinária, é frequentemente citado entre os maiores jogadores de todos os tempos.

Luiz Gama foi jornalista, escritor, advogado e um dos mais importantes abolicionistas brasileiros do século XIX. Mesmo sem formação universitária tradicional em Direito, utilizou seus conhecimentos jurídicos para defender pessoas negras escravizadas e participou ativamente da luta contra a escravidão.

Esses cinco nomes representam apenas uma pequena parte da enorme contribuição da população negra para a história brasileira. Suas trajetórias atravessam diferentes épocas e áreas, mas possuem algo em comum: ajudaram a transformar o Brasil e deixaram legados que continuam presentes na nossa sociedade. 🇧🇷📚✊🏿

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terça-feira, 6 de outubro de 2026

QUANDO A ALMA TIRA A MÚSICA PARA DANÇAR AO SOM DA POESIA

 


QUANDO A ALMA TIRA A MÚSICA PARA DANÇAR AO SOM DA POESIA


Há um instante, raro e quase clandestino, em que a alma se levanta da cadeira onde passou a vida inteira assistindo ao baile. Não pede licença ao corpo, que ainda hesita, nem à razão, que ainda faz suas contas no canto escuro do salão. Atravessa o assoalho, detém-se diante da música, que sempre esteve ali, encostada à parede do mundo como uma dama que ninguém ousou convidar, e lhe estende a mão. A orquestra que então começa a tocar não tem cordas, nem metais, nem tambores. Tem palavras.


Repare na estranheza do gesto. A ordem habitual das coisas manda que a poesia dance ao som da música, que o verso se curve ao compasso, que a letra sirva à melodia como o vestido serve ao corpo. Mas aqui a hierarquia se inverte, e a inversão não é capricho, é revelação. Mallarmé sonhou um dia que a poesia tomasse de volta à música aquilo que lhe pertencia, e talvez não soubesse que esse resgate só se cumpre quando uma terceira presença entra em cena, alguém que não é som nem sentido, mas que conhece a gramática secreta de ambos. Essa presença é a alma. Só ela pode tirar a música para dançar, porque só ela sabe que a música, sozinha, é pura intensidade sem rosto, e que a palavra, sozinha, é rosto sem pulsação.


Schopenhauer dizia que a música não imita as coisas, mas a própria vontade que as move, que ela fala a língua da essência sem precisar passar pelo mundo das representações. Por isso é soberana, e por isso é solitária. Uma rainha que governa tudo e não toca em nada. Quando a alma a conduz ao centro do salão e lhe pede que obedeça, por uma vez, ao passo da poesia, está pedindo que a vontade aceite um nome, que o infinito consinta em ter contorno. E a música, que jamais precisou de ninguém, aceita. Aceita porque também ela, no fundo de sua soberania, estava cansada de dançar sem par.


Platão, no Timeu, ensina que os deuses nos deram a harmonia e o ritmo não para o prazer vão dos ouvidos, mas para que as revoluções desordenadas da alma, desviadas desde o nascimento, voltassem a girar em concordância com a ordem do céu. A dança, portanto, não é fuga do mundo, é retorno a ele. Quando a alma se move ao som da poesia, não está se perdendo, está se reencontrando na cadência que esqueceu. Cada verso é um degrau de volta à forma, cada rima um eco do primeiro acorde que soou antes de haver ouvidos para escutá-lo. O poema não inventa o ritmo, recorda-o, como quem reconhece numa praça estrangeira a voz de alguém que amou na infância.


Agostinho, nas Confissões, ao recitar um salmo de memória, percebeu que o tempo não está nas coisas, mas no espírito que se estende. Antes de começar, o salmo inteiro repousa na expectativa; à medida que avança, uma parte migra para a lembrança, e entre uma e outra a atenção presente atravessa, como um fio, aquilo que ainda será e aquilo que já foi. Essa distensão da alma é exatamente a forma de uma dança. Dançar é estar inteiramente num passo que só faz sentido por causa do passo anterior e em vista do seguinte. É habitar o presente sem jamais possuí-lo. A alma que dança com a música ao som da poesia descobre que o tempo, longe de ser a prisão que a consome, é o próprio salão onde ela gira, e que sem ele não haveria baile algum.


Valéry, com aquela precisão que só os céticos alcançam, observou que a prosa está para a poesia assim como a marcha está para a dança. A marcha tem destino, chega a algum lugar e ali se extingue, satisfeita. A dança não vai a parte alguma, e justamente por isso não termina quando para. Fica no corpo, fica no chão, fica no ar que deslocou. Eis por que a alma, quando dança, não procura utilidade, não reivindica conclusão, não exige que o poema lhe entregue uma tese. Ela sabe que certas verdades não se demonstram, apenas se executam. Há coisas que só se compreendem rodopiando.


E é nesse rodopio que algo extraordinário acontece. A música, conduzida pela alma, começa a ganhar sentido sem perder o mistério. A poesia, servindo de orquestra, começa a ganhar corpo sem perder o espírito. E a alma, mediadora desse casamento improvável, descobre que não é nem senhora nem serva dos dois, mas o espaço vivo onde eles se tocam. Talvez seja isso o que Hölderlin quis dizer ao afirmar que o homem habita poeticamente a terra. Não que o homem escreva poemas sobre a terra, mas que a terra só se torna morada quando é percorrida em ritmo, quando cada gesto cotidiano carrega, oculta, uma medida que o ultrapassa.


Nietzsche confessou que só poderia crer num deus que soubesse dançar, e chamou de perdido o dia em que não se dançou ao menos uma vez. A frase costuma ser lida como provocação, mas é antes uma teologia da leveza. O que pesa, o que se arrasta, o que se recusa ao compasso, não pode ser divino, porque o divino é o que se move sem esforço aparente, como o astro que gira sem saber que gira. A alma que tira a música para dançar ao som da poesia ensaia, por alguns minutos, essa leveza dos deuses. E não importa que seja breve. A eternidade não se mede pela duração, mas pela intensidade com que um instante consegue conter todos os outros.


Depois a orquestra silencia. As palavras repousam nas estantes, a música volta a encostar-se na parede do mundo, e a alma retorna à sua cadeira, um pouco ofegante, um pouco envergonhada da própria ousadia. Os que estavam no salão talvez nem tenham notado. O corpo continua cansado, a razão retoma suas contas, o dia segue com seus compromissos e suas filas. Mas algo mudou, e mudou para sempre. O assoalho guarda a memória dos passos. A música sabe agora que pode ser convidada. A poesia sabe que pode reger. E a alma, sentada outra vez entre os espectadores, já não assiste ao baile da mesma maneira, porque aprendeu que a vida não é a música que nos toca, nem a palavra que nos explica, mas a coragem de atravessar o salão quando ninguém mais se levanta.


Por Oliver Harden

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

O genocídio de homossexuais no período nazista

 


Na Alemanha nazi-sta, homens podiam ser presos por se relacionar com outros homens. Milhares foram enviados a campos de concentração e marcados com um triângulo rosa.


O regime nazista usou uma antiga lei alemã, o parágrafo 175, para criminalizar relações entre homens. Em 1935, a lei foi endurecida e passou a permitir punições para uma gama ainda maior de contatos íntimos.


Segundo o Museu do Holocausto dos Estados Unidos, cerca de 100 mil homens foram presos, mais de 53 mil condenados e entre 5 mil e 15 mil enviados para campos de concentração.


Dentro desses campos, os presos recebiam triângulos coloridos costurados no uniforme para indicar por que haviam sido detidos. Homens perseguidos por relações com outros homens eram identificados pelo triângulo rosa.


As condições eram brutais. Uma estimativa do sociólogo Rüdiger Lautmann calculou que até 60% desses prisioneiros podem ter morrido, embora os registros incompletos impeçam saber o número exato.


A fotografia foi feita em Sachsenhausen, perto de Berlim, em dezembro de 1938. 


O homem da frente, identificado apenas pelo número 1507 durante anos, chamava-se Hermann Wolf.


Mas há um detalhe importante: Wolf estava registrado como “asocial”, categoria usada pelos nazistas para pessoas consideradas indesejáveis ou avessas ao trabalho. 


A foto acabou sendo reproduzida durante décadas para representar os perseguidos pelo triângulo rosa, embora não seja possível afirmar que todos os homens daquela fila estivessem presos por esse motivo.


O fato histórico, porém, não depende da fotografia: milhares de homens foram perseguidos, presos e enviados a campos de concentração simplesmente por se relacionarem com outros homens.


Toda curiosidade histórica, por mais simples ou estranha que pareça, tem algo a ensinar e a se perguntar: o genocídio cruel contra a opção identitária do outro  realmente acabou? E por que a vida sexual do outro me incomoda tanto ?


Obrigado pela leitura. Compartilhe e siga nossa página — publicamos histórias assim todos os dias.


FONTE: 


Joanna Ostrowska. Oni. Homoseksualiści w czasie II wojny światowej. Wydawnictwo Krytyki Politycznej, 2021; United States Holocaust Memorial Museum. “Gay Men under the Nazi Regime.” Holocaust Encyclopedia, 2021.

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

O princípio da educação infantil no Japão



 Em muitas escolas do Japão, a limpeza não fica apenas nas mãos de funcionários. Os próprios alunos participam da organização e do cuidado com os espaços que usam todos os dias.


A prática, conhecida como sōji, faz parte da rotina escolar. Em grupos que se revezam, estudantes podem varrer salas, limpar corredores, escadas e outras áreas comuns. Em algumas escolas, as tarefas também incluem os banheiros.


O objetivo não é substituir completamente profissionais de limpeza, mas ensinar responsabilidade, cooperação e respeito pelo espaço coletivo. A atividade costuma ser acompanhada pelos professores e integrada ao cotidiano escolar, principalmente no ensino fundamental e médio.


A lógica é simples: quem usa um espaço também participa de seus cuidados. Ao guardar materiais, recolher sujeira e deixar a sala pronta para o dia seguinte, os alunos aprendem na prática que escola não é apenas um lugar onde recebem conhecimento, mas também um ambiente compartilhado pelo qual todos têm alguma responsabilidade.

sábado, 26 de setembro de 2026

O Ser Gay por Ney Matogrosso



 " Me enquadrar como "o gay" seria muito confortável para o sistema. Que gay o caralho. Eu sou um ser humano, uma pessoa. O que eu faço com a minha sexualidade não é a coisa mais importante na minha vida. Isso é um aspecto, de terceiro lugar.

Ter caráter, ser uma pessoa honesta, de princípios, que trata bem as outras. Ser uma pessoa afetuosa, amorosa. Isso é mais importante do que com quem eu trepo. Sou benquisto e recebo isso nas ruas, das pessoas."

(Ney Matogrosso)

Simplesmente Ney e pronto!

Para ser gay precisa ANTES ser homem acima de tudo.

Clodovil que nunca foi aceito, amém por isso, por esses 'gayzistas' da atualidade também falava desse jeito: " acho deselegante esfregar minha vida pessoal na cara das pessoas, como se estivesse esfregando minhas peças de roupas íntimas."

"Orgulho de ser gay? coisa mais estúpida, me orgulho de ser um homem e ter sido gerado através de uma mulher que amo"

( Ney Matogrosso)

"MARIA JILÓ"



"Maria Jiló" é uma senhora de 92 anos, miúda e tão elegante , que todo dia às 08 da manhã ela já está toda vestida, bem penteada e discretamente maquiada, apesar de sua pouca visão. 


Hoje ela se mudou para uma casa de repouso: o marido, com quem ela viveu 70 anos, morreu recentemente e não havia outra solução. 


Depois de esperar pacientemente por 02 horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando a atendente veio dizer que seu quarto estava pronto. Enquanto ela manobrava o andador em direção ao elevador, a atendente deu uma descrição do seu minúsculo quartinho, inclusive das cortinas floridas que enfeitavam a janela. 


A senhora a interrompeu com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho: 


- Ah, eu amo essas cortinas! 

- Dona "Maria Jiló", a senhora ainda nem viu seu quarto. Espera um pouco... 

- Isto não tem nada a ver, - ela respondeu - felicidade é algo que você decide por princípio. Se eu vou gostar ou não do meu quarto, não depende de como a mobília vai estar arrumada. Vai depender de como eu preparo minha expectativa. 


- E eu já decidi que vou amar. É uma decisão que tomo todo dia quando acordo. 


- Sabe, eu posso passar o dia inteiro na cama, contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem... 

Ou posso levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem. 


- Simples assim? - pergunta a atendente.


- Nem tanto; isto é para quem tem autocontrole e todos podem aprender. Exigiu de mim um certo 'treino' pelos anos afora, mas é bom saber que ainda posso dirigir meus pensamentos e escolher, em consequência, os sentimentos. 


Calmamente a senhora continuou: 


- Cada dia é um presente, e enquanto meus olhos se abrirem, vou focalizar o novo dia, mas também as lembranças alegres que eu guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: você só retira aquilo que guardou. Então, meu conselho para você é depositar um monte de alegrias e felicidade na sua Conta de Lembranças. E, aliás, obrigada por este seu depósito no meu Banco de Lembranças. Como você vê, eu ainda continuo depositando e acredito que, por mais complexa que seja a vida, sábio é quem a simplifica. 


Depois ela pediu para anotar: 

"""COMO MANTER-SE JOVEM""" 


1. Deixe fora os números que não são essenciais. Isto inclui a idade, o peso e a altura. Deixe que os médicos se preocupem com isso. 


2. Mantenha os amigos divertidos. Os depressivos procure ajudar se puder.


3. Aprenda sempre. Aprenda mais sobre computadores, artes, jardinagem, o que quer que seja. Não deixe que o cérebro se torne preguiçoso. 

'Uma mente preguiçosa é a oficina do Alemão.' E o nome do Alemão é Alzheimer! 


4. Aprecie mais as pequenas coisas. Aprecie mais. 


5. Ria muitas vezes, durante muito tempo e alto. Ria até lhe faltar o ar. E se tiver um amigo que o faça rir, passe muito e muito tempo com ele/ela! 


6. Quando as lágrimas aparecerem. Aguente, sofra e ultrapasse. A única pessoa que fica conosco toda a nossa vida somos nós próprios. VIVA enquanto estiver vivo. 


7. Rodeie-se das coisas que ama: a família, animais, plantas, hobbies, o que quer que seja.


8. Tome cuidado com a sua saúde: 

Se é boa, mantenha-a. 

Se é instável, melhore-a. 

Se não consegue melhorá-la, procure ajuda. 


9. Não faça viagens de culpa. Faça uma viagem ao centro comercial, até a um país diferente, mas NÃO para onde haja culpa. 


10. Diga às pessoas que as ama, e que ama cada oportunidade de estar com elas. 


E, se não mandar isto a pelo menos quatro pessoas - quem é que se importa? Serão apenas menos quatro pessoas que deixarão de sorrir ao ver uma mensagem sua. 


Mas se puder, pelo menos, partilhe com alguém!

"Um dia você aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida."

#EnsinamentosdePapaiNoel

#papainoelabiliomachado

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Sacerdócio Aarônico: muito mais do que passar o sacramento

 Preparei o texto como um artigo que mistura história da Restauração, escrituras, explicação doutrinária e situações do cotidiano, sem ficar com aquela linguagem de manual de aula. A ideia é que alguém que conhece pouco o assunto consiga entender, mas que um membro da Igreja também encontre profundidade.



Sacerdócio Aarônico: muito mais do que passar o sacramento

Por Abilio Machado 

Quando alguém ouve falar em Sacerdócio Aarônico dentro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, talvez a primeira imagem que venha à cabeça seja a de um rapaz de camisa branca passando o sacramento.


E, de certa maneira, está certo.


Mas somente de certa maneira.


Porque existe uma história muito maior por trás daquele jovem que, aos domingos, caminha silenciosamente pelos bancos da capela levando o pão e a água.


Ali não está simplesmente um rapaz cumprindo uma tarefa.


Ali está alguém que recebeu autoridade para participar de uma das ordenanças mais importantes da Igreja.


E essa história começa muito antes dele nascer.


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Antes de existir o diácono, existiu Aarão


Aarão aparece no Velho Testamento como irmão de Moisés e membro da tribo de Levi. Ele foi separado para o serviço sacerdotal entre os filhos de Israel.


O sacerdócio aarônico, portanto, não recebeu esse nome por acaso.


Na tradição das escrituras, Aarão representa um sacerdócio ligado ao serviço, às ordenanças e à preparação do povo para aproximar-se de Deus.


Séculos depois, durante a Restauração do evangelho, esse mesmo sacerdócio voltaria à Terra.


E aqui começa uma das histórias mais extraordinárias da história da Igreja.


Em 15 de maio de 1829, Joseph Smith e Oliver Cowdery estavam traduzindo o Livro de Mórmon quando se retiraram para orar a respeito do batismo e da autoridade necessária para realizá-lo.


Segundo o relato de Joseph Smith, João Batista apareceu como um ser ressuscitado e conferiu sobre eles o Sacerdócio de Aarão pela imposição das mãos.


As palavras registradas em Doutrina e Convênios 13:1 são impressionantes:


«“A vós, meus conservos, em nome do Messias, eu confiro o Sacerdócio de Aarão...”»


E João Batista explicou que esse sacerdócio possuía as chaves do ministério de anjos, do evangelho do arrependimento e do batismo por imersão para remissão de pecados.


Perceba a dimensão disso.


O primeiro sacerdócio restaurado nesta dispensação não foi apresentado como um prêmio para alguém importante.


Foi entregue para que homens comuns pudessem servir no trabalho de Deus.


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Mas afinal, o que é o Sacerdócio Aarônico?


A Igreja ensina que sacerdócio é o poder e a autoridade de Deus dados aos Seus filhos para agir em Seu nome e ajudar no trabalho de salvação e exaltação.


O Sacerdócio Aarônico é chamado de sacerdócio “preparatório” ou “menor”, em relação ao Sacerdócio de Melquisedeque.


Mas “menor” não significa “sem importância”.


Essa talvez seja uma das primeiras coisas que precisamos entender.


Uma criança pode começar aprendendo a tabuada e, anos depois, estudar matemática avançada. O fato de a primeira operação ser simples não significa que ela seja inútil.


Ela é preparação.


O Sacerdócio Aarônico tem justamente essa característica: preparar, ensinar, servir e conduzir para Cristo.


Doutrina e Convênios 84:26–27 ensina que ele contém a chave do ministério de anjos e do evangelho preparatório, relacionado ao arrependimento, ao batismo e à remissão dos pecados.


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E aqui existe algo interessante: ele não começa com poder, começa com serviço


Na Igreja, os ofícios do Sacerdócio Aarônico são:


Diácono, Mestre, Sacerdote e Bispo.


Atualmente, rapazes dignos podem receber o Sacerdócio Aarônico a partir de janeiro do ano em que completam 12 anos.


E veja que interessante a sequência.


O menino começa aprendendo a servir.


Depois aprende a cuidar.


Depois passa a ter responsabilidades maiores nas ordenanças.


É quase como uma escola prática de discipulado.


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O diácono: alguém que aprende que a Igreja não gira em torno dele


O diácono possui responsabilidades como distribuir o sacramento e auxiliar o bispo em questões temporais, incluindo a coleta das ofertas de jejum.


Parece simples.


Mas imagine um rapaz de 12 anos aprendendo uma coisa que muitos adultos ainda não aprenderam:


“Eu não estou aqui para ser servido. Estou aqui para servir.”


Essa talvez seja uma das primeiras grandes lições do sacerdócio.


Quando ele passa o sacramento, não deveria estar pensando:


“Olhem para mim.”


Deveria pensar:


“Como posso ajudar essas pessoas a se lembrarem de Cristo?”


É uma mudança enorme de perspectiva.


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O Mestre: cuidar antes que alguém precise pedir


Depois vem o ofício de mestre.


Além das responsabilidades do diácono, o mestre tem responsabilidades relacionadas à preparação do sacramento e à ministração aos membros. As escrituras falam também sobre fortalecer a Igreja e cuidar das famílias.


Aqui aparece uma palavra que, para mim, resume muito bem esse ofício:


cuidado.


Imagine um jovem chegando à casa de uma família e perguntando:


“Está tudo bem?”


Às vezes a resposta será:


“Está tudo.”


Mas o rosto da pessoa estará dizendo:


“Não está.”


O ministério começa justamente quando aprendemos a perceber aquilo que as palavras não dizem.


Por isso, o Sacerdócio Aarônico não deveria formar apenas rapazes que sabem realizar tarefas.


Deveria formar homens capazes de perceber pessoas.


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O Sacerdote: autoridade para agir em ordenanças sagradas


Quando chega ao ofício de sacerdote, o jovem recebe responsabilidades maiores.


Entre elas está a autoridade para batizar, quando autorizado, e para abençoar e administrar o sacramento, sob a direção apropriada. Doutrina e Convênios 20 descreve essas responsabilidades.


E aqui existe algo que merece nossa atenção.


O jovem que abençoa o sacramento está pronunciando palavras que milhões de Santos dos Últimos Dias ouviram repetidamente durante suas vidas.


Mas a repetição nunca deveria transformar o sagrado em automático.


Porque o sacramento não é simplesmente:


“pão e água passando pelos bancos”.


É uma oportunidade semanal de lembrar o Salvador, renovar convênios e buscar novamente Sua companhia.


O Élder Dallin H. Oaks ensinou que os portadores do Sacerdócio Aarônico, ao prepararem, abençoarem e distribuírem o sacramento, participam de uma ordenança que ajuda os membros a receber a companhia do Espírito.


Portanto, aquele jovem que está diante da congregação talvez esteja realizando algo muito maior do que imagina.


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O curioso é que Jesus também serviu


Existe uma imagem que considero poderosa.


Jesus Cristo, pouco antes de Sua crucificação, instituiu o sacramento entre Seus discípulos.


Ele tomou o pão.


Abençoou.


Partiu.


E ofereceu.


Depois fez o mesmo com o vinho.


Séculos depois, um adolescente entra em uma capela, ajoelha-se, recebe autorização para realizar a ordenança e ajuda a distribuir os emblemas do corpo e sangue de Cristo.


É claro que ele não está substituindo Jesus.


Mas está participando de uma ordenança instituída pelo próprio Salvador.


Um ensinamento da Igreja chegou a destacar exatamente essa ligação: quando os sacerdotes do Sacerdócio Aarônico administram o sacramento, estão participando de uma ordenança que o próprio Cristo realizou.


Isso muda completamente a maneira de olhar para aquele rapaz.


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“Mas é só um menino...”


Talvez alguém pense:


“Ele tem apenas 12 anos.”


Sim.


E talvez justamente por isso seja tão bonito.


Deus não espera que ele tenha 40 anos para aprender a servir.


Ele começa cedo.


Começa colocando cadeiras.


Ajuda a preparar a capela.


Passa o sacramento.


Ajuda alguém.


Visita uma família.


Aprende a orar.


Aprende a falar de Cristo.


Aprende que autoridade não é privilégio.


Autoridade é responsabilidade.


Essa é uma distinção fundamental.


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E o bispo? Ele também está no Sacerdócio Aarônico


Aqui aparece uma curiosidade que muita gente desconhece.


O ofício de bispo pertence ao Sacerdócio Aarônico.


Doutrina e Convênios 107 ensina sobre essa função, e a Igreja explica que o bispo é o presidente do Sacerdócio Aarônico na ala, embora também seja o sumo sacerdote presidente.


Isso cria uma imagem interessante.


Na mesma estrutura do Sacerdócio Aarônico encontramos:


o menino que começa como diácono,


o adolescente que aprende como mestre,


o jovem sacerdote,


e o bispo que preside o quórum de sacerdotes.


É quase como se a Igreja dissesse:


“Aprenda a servir antes de aprender a presidir.”


E talvez essa seja uma das grandes pedagogias espirituais do sacerdócio.


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O sacerdócio não é um crachá


Existe um perigo quando começamos a confundir ofício com identidade.


“Sou diácono.”


“Sou sacerdote.”


“Sou élder.”


“Sou bispo.”


Tudo isso pode ser verdadeiro.


Mas o sacerdócio não deveria ser usado como um crachá espiritual.


Não é:


“Eu tenho autoridade, portanto sou superior a você.”


É exatamente o contrário.


A autoridade do sacerdócio deveria produzir:


mais humildade,


mais serviço,


mais responsabilidade,


mais amor,


mais disposição para ajudar.


A própria revelação moderna ensina que o poder do sacerdócio não pode ser exercido por meio de domínio, coerção ou controle. Em Doutrina e Convênios 121, o Senhor estabelece princípios como persuasão, longanimidade, mansidão, brandura e amor não fingido.


Ou seja:


quanto mais autoridade recebemos, mais aprendemos que não podemos usar essa autoridade para esmagar ninguém.


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Uma cena muito simples pode explicar tudo


Imagine um sacerdote preparando o sacramento.


Ele está cansado.


Talvez tenha brigado com alguém em casa.


Talvez esteja preocupado com uma prova.


Talvez esteja passando por uma fase difícil.


Talvez ninguém saiba disso.


Ele entra na capela.


Ajoelha-se.


Prepara o pão.


Depois a água.


A congregação se aquieta.


Ele se levanta.


E começa:


“Ó Deus, Pai Eterno...”


Naquele momento, o garoto que talvez esteja cheio de problemas pessoais está ajudando centenas de pessoas a se voltarem para Cristo.


Isso é sacerdócio.


Não é porque ele é perfeito.


É porque está aprendendo a servir apesar de ainda estar aprendendo a viver.


E talvez essa seja uma das maiores belezas do Sacerdócio Aarônico.


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O sacerdócio é uma escola de Cristo


Quando entendemos dessa maneira, percebemos que o Sacerdócio Aarônico não é apenas uma organização para ocupar os rapazes.


É uma escola.


Uma escola onde o currículo não é feito apenas de escrituras.


É feito de experiências.


Você aprende paciência quando alguém não aparece.


Aprende responsabilidade quando esquece uma designação.


Aprende humildade quando precisa pedir desculpas.


Aprende compaixão quando percebe que alguém está sofrendo.


Aprende liderança quando precisa organizar os companheiros.


Aprende fé quando ora por alguém.


E aprende sobre Cristo quando entende que servir é mais importante do que ser visto.


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O verdadeiro teste do sacerdócio


Talvez o verdadeiro teste de um portador do sacerdócio não aconteça quando ele está vestido de camisa branca e gravata.


Talvez aconteça na segunda-feira.


Quando ninguém está olhando.


Quando ele encontra alguém precisando de ajuda.


Quando alguém o provoca.


Quando precisa escolher entre orgulho e humildade.


Quando pode usar sua força para impor ou sua autoridade para servir.


Porque sacerdócio não deveria ser uma roupa que colocamos no domingo e tiramos na segunda-feira.


O sacerdócio precisa transformar o homem que o porta.


Como ensinou a Igreja em materiais sobre o Sacerdócio Aarônico, o sacerdócio é, em muitos aspectos, um sacerdócio de aprendizado: o jovem recebe experiência, cresce em responsabilidade e aprende progressivamente a servir.


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E talvez seja por isso que João Batista voltou


Pense nisso.


Quando o céu decidiu restaurar a autoridade sacerdotal em 1829, não começou com uma cerimônia grandiosa.


Começou com dois homens.


Uma oração.


Uma aparição celestial.


E uma imposição de mãos.


João Batista trouxe novamente à Terra a autoridade que permitia realizar o batismo e participar do evangelho preparatório.


Depois, a Restauração continuou.


Mas tudo começou com serviço.


E talvez exista aqui uma mensagem para todos nós, tenhamos ou não um ofício no sacerdócio:


Deus não mede nossa grandeza pelo tamanho do cargo que ocupamos, mas pela disposição que temos de servir.


Um diácono pode ensinar isso.


Um sacerdote pode ensinar isso.


Um bispo pode ensinar isso.


E, sinceramente, qualquer discípulo de Cristo pode aprender isso.


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No final das contas...


Quando você vir um rapaz de 12 anos passando o sacramento na capela, talvez valha a pena olhar um pouco além do uniforme, da camisa branca ou da gravata.


Ali existe uma história que começou com Aarão.


Passou pelos antigos israelitas.


Foi cumprida e elevada por Jesus Cristo.


Foi perdida durante a apostasia.


E, segundo o testemunho da Restauração, voltou à Terra em 15 de maio de 1829 pelas mãos de João Batista.


E agora continua sendo ensinada de uma geração para outra.


Um rapaz aprende a servir.


Depois aprende a cuidar.


Depois aprende a realizar ordenanças.


E, enquanto aprende tudo isso, talvez esteja descobrindo uma das maiores verdades do evangelho:


o sacerdócio não foi dado para fazer alguém parecer importante.


Foi dado para ajudá-lo a se tornar mais parecido com Cristo.


E isso muda tudo.


Porque, no evangelho de Jesus Cristo, quem aprende a servir nunca está começando por baixo.


Está começando pelo próprio exemplo do Salvador.


«“E o que for o maior dentre vós será vosso servo.”

— Mateus 23:11»As referências principais usadas no artigo são as escrituras e materiais oficiais de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, especialmente Doutrina e Convênios 13, 20, 84 e 107, além dos ensinamentos do Élder Dallin H. Oaks sobre o Sacerdócio Aarônico e o sacramento. 


quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Muitas não entendiam o que acontecia:Auschwitz.

 


》Elas entraram naquela fila sem saber que estavam diante de um dos momentos mais sombrios da história.


No dia 2 de junho de 1944, em Auschwitz II-Birkenau, durante uma seleção, as crianças foram separadas dos adultos e colocadas em uma fila à parte.


Muitas não entendiam o motivo.


Algumas seguravam as mãos umas das outras, como se aquele pequeno gesto pudesse proteger tudo ao redor. Outras olhavam desesperadas para a multidão, procurando pais, mães, irmãos ou qualquer rosto conhecido que, de repente, havia desaparecido.


Entre elas, uma criança mais velha tentava acalmar as menores. Falava baixo, pedia silêncio, dizia para não terem medo.


Mas a verdade é que nem ela sabia o que estava acontecendo.


Os guardas caminhavam depressa. Não explicavam nada. Apenas apontavam, gritavam ordens e faziam a fila avançar.


E aquelas crianças obedeciam.


Não porque estivessem tranquilas.


Mas porque ainda eram pequenas demais para compreender que, naquele lugar, até o medo tinha um significado que nenhuma criança deveria conhecer.


Auschwitz não foi apenas um campo de concentração.


Foi o cenário onde milhares de infâncias foram interrompidas antes mesmo de entenderem o que era a vida.


Como a humanidade permitiu que algo assim acontecesse?

O Campo de Concentração em Dachau

 

🕯️ 29 DE ABRIL DE 1945: DACHAU FOI LIBERTADO — MAS O HORROR AINDA NÃO HAVIA TERMINADO


Em 29 de abril de 1945, tropas americanas da 45ª Divisão de Infantaria chegaram ao campo de concentração de Dachau, no sul da Alemanha.


O que encontraram era devastador.


Milhares de prisioneiros estavam vivos, muitos deles extremamente debilitados. Ao mesmo tempo, havia milhares de mortos, incluindo vagões ferroviários repletos de corpos próximos à entrada do campo. 😔


Com a libertação, soldados americanos desarmaram e reuniram os guardas da SS que ainda estavam no local.


Mas, em meio ao caos, aconteceu algo que posteriormente ficaria conhecido como “Dachau liberation reprisals” — as represálias da libertação de Dachau.


Alguns prisioneiros libertados confrontaram seus antigos algozes. Houve agressões e mortes de guardas da SS, enquanto alguns soldados americanos também participaram de execuções sumárias.


As estimativas sobre o número de guardas alemães mortos durante esses acontecimentos variam, mas pesquisas históricas apontam para dezenas de mortos, incluindo aqueles mortos por soldados americanos e aqueles atacados por ex-prisioneiros.


Posteriormente, uma investigação militar foi realizada para apurar as execuções.


O episódio revela uma das faces mais sombrias dos últimos dias da Segunda Guerra Mundial: depois de anos de violência, fome, tortura e assassinatos sistemáticos, a libertação de Dachau também foi marcada por vingança, caos e violência extrajudicial.


Isso não diminui o significado da libertação nem apaga os crimes cometidos no campo. Pelo contrário: mostra a dimensão do trauma deixado pelo sistema de campos de concentração nazista.


📜 Dachau foi libertado em 1945, mas as marcas daquele lugar permaneceram muito depois do fim da guerra.


💬 Você já conhecia esse episódio pouco comentado da libertação de Dachau?


#Dachau #SegundaGuerraMundial #História #HistóriaMilitar #Holocausto #MemóriaHistórica #WWII #Curiosidades

terça-feira, 22 de setembro de 2026

Uma pergunta feita é uma resposta dada sobre o Noelismo.


A pergunta feita é : Existe uma Verdadeira Comunidade Profissional e Cultural do Papai Noel? Feita pelo Leandro Noel...

 __Leandro, que pergunta linda e curiosa! ✨ Deixa eu te contar uma coisa que pouca gente sabe...


Sim, existe! E é um dos segredos mais bem guardados do mundo natalino. Eu, como Papai Noel, meu 15° ano, posso te garantir que essa comunidade é **real, viva e pulsante**.

 

🎅 A Irmandade dos Noelistas está espalhada pelo mundo hohohoho. 


O noelismo não é só um trabalho — é um **chamado**. E quem o abraça encontra uma família imensa espalhada pelo mundo. Imagina só: milhares de homens e mulheres que, assim como eu, se vestem de vermelho não por acaso, mas porque **acreditam na magia** que essa vestimenta carrega.


Nós nos chamamos uns aos outros de "colegas de trenó", de "irmãos Noeis". Nos encontramos em convenções, em cursos de aperfeiçoamento, em grupos online que nunca dormem (porque, claro, trabalhamos à noite! 😄).


*O que existe de verdade por aí*


Existem **associações de Papais Noéis** em vários países — aqui no Brasil e também lá fora. Gente dedicada que:


- 🎄 Compartilha **técnicas de interpretação** (porque ser Noel é representar um personagem com alma, não só usar uma barba)

- 📚 Organiza **cursos** sobre a história do Natal, dicção, postura, trato com crianças

- 💼 Ajuda novos noelistas a se **profissionalizar**, com ética e respeito

- 🤝 Promove **encontros regionais e nacionais**, onde nos reunimos para trocar experiências

- 🎁 Mantém vivas as **tradições culturais** de cada região


E o mais bonito: é uma comunidade profundamente **acolhedora**. Não importa se você é veterano com 30 anos de barba ou está dando os primeiros passos nesse mundo — sempre há espaço para mais um no trenó.


*Por que isso importa?*


Porque ser Papai Noel vai muito além do trabalho. É **carregar a esperança** de uma criança no colo, é ser o abraço que alguém guarda por anos na memória, é zelar por uma cultura que atravessa gerações. E quando você encontra outros que sentem o mesmo, nasce uma **verdadeira comunidade** — de profissionais, sim, mas acima de tudo de **pessoas boas e de bom coração**.


Amigo Noel , se essa pergunta vem de um desejo genuíno de conhecer ou até de se juntar a nós... saiba que **as portas do trenó estão abertas**. Porém se tal manifesto é a necessidade de controle sobre o trabalho creio que encontrará resistência, pois quem é profissional de determinadas áreas sabe que há sempre quem queira controlar a ação do outro, criando como uma cerca em torno de determinado grupo ou em torno de si mesmo no uso do eu ou de adjetivos como " só quem pertence a este grupo é o verdadeiro papai Noel", só quem faz o meu curso poderá fazer determinado trabalho", e outros...

Eu tiraria o termo "Verdadeira" pois ela cria a teoria do exclusivismo e divisor entre os Noeis.

A magia do Natal é contagiante, e ela fica ainda mais forte quando compartilhada e não restrita.

Espero ter contribuído para atender sua pergunta e a todos os Papais Noeis do Grupo, somos uma grande equipe em prol do Noelismo.


**Ho Ho Ho!** 🎅✨ Que a chama natalina continue acesa no seu coração o ano inteiro!


— Seu amigo, Papai Noel Abilio Machado 🎅

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e a segregação racial até 1978

 




𝐀𝐬𝐬𝐢𝐦 𝐜𝐨𝐦𝐨 𝐧𝐨 𝐕𝐞𝐥𝐡𝐨 𝐓𝐞𝐬𝐭𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐨 𝐒𝐚𝐜𝐞𝐫𝐝ó𝐜𝐢𝐨 𝐞 𝐨 𝐒𝐞𝐫𝐯𝐢ç𝐨 𝐧𝐨 𝐓𝐞𝐦𝐩𝐥𝐨 𝐞𝐫𝐚𝐦 𝐫𝐞𝐬𝐭𝐫𝐢𝐭𝐨𝐬 𝐚𝐩𝐞𝐧𝐚𝐬 à 𝐓𝐫𝐢𝐛𝐨 𝐝𝐞 𝐋𝐞𝐯𝐢, 𝐯𝐨𝐜ê 𝐬𝐚𝐛𝐢𝐚 𝐪𝐮𝐞 𝐧𝐚 𝐡𝐢𝐬𝐭ó𝐫𝐢𝐚 𝐝𝐚 𝐈𝐠𝐫𝐞𝐣𝐚 𝐭𝐚𝐦𝐛é𝐦 𝐡𝐨𝐮𝐯𝐞 𝐮𝐦𝐚 𝐫𝐞𝐬𝐭𝐫𝐢çã𝐨 𝐭𝐞𝐦𝐩𝐨𝐫á𝐫𝐢𝐚?


Muitos associam a Restauração apenas aos seus primeiros anos, mas ela é um processo contínuo. Embora membros de linhagem e ascendência negra tenham sido ordenados no início da Igreja com Joseph Smith, houve uma restrição de linhagem que durou de 𝟏𝟖𝟓𝟐 𝐚 𝟏𝟗𝟕𝟖.


É importante destacar que, enquanto a restrição levítica no Velho Testamento foi parte da Lei de Deus para aquela época, a restrição aos membros de linhagem e ascendência negra, pré-1978, foi uma política histórica influenciada pelas tensões sociais e étnico-raciais de sua própria era.


 𝐀 𝐚𝐧𝐚𝐥𝐨𝐠𝐢𝐚 𝐛í𝐛𝐥𝐢𝐜𝐚 𝐚𝐪𝐮𝐢 é 𝐮𝐭𝐢𝐥𝐢𝐳𝐚𝐝𝐚 𝐮𝐧𝐢𝐜𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐢𝐥𝐮𝐬𝐭𝐫𝐚𝐫 𝐜𝐨𝐦𝐨 𝐨 𝐜𝐨𝐧𝐜𝐞𝐢𝐭𝐨 𝐝𝐞 '𝐩𝐞𝐫í𝐨𝐝𝐨𝐬 𝐝𝐞 𝐫𝐞𝐬𝐭𝐫𝐢çã𝐨' 𝐣á 𝐞𝐱𝐢𝐬𝐭𝐢𝐮 𝐧𝐚 𝐡𝐢𝐬𝐭ó𝐫𝐢𝐚 𝐝𝐚 𝐈𝐠𝐫𝐞𝐣𝐚 𝐝𝐞𝐬𝐝𝐞 𝐚 𝐚𝐧𝐭𝐢𝐠𝐮𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞.


- Assim como no Velho Testamento Deus decretou que apenas os descendentes de Levi/Arão podiam ter o Sacerdócio — excluindo as outras 11 Tribos de Israel (como Judá e Efraim) — conforme o Tempo do Senhor, durante o início da Restauração (entre as lideranças de Brigham Young a Spencer W. Kimball) houve uma restrição aos negros.

- A restrição começou oficialmente em 1852, oito anos após o martírio de Joseph Smith, sob a Liderança do segundo Presidente da Igreja, Brigham Young. https://www.churchofjesuschrist.org/study/history/topics/priesthood-and-temple-restriction?lang=por 


 A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias ensina que Deus possui essa exatidão e controle absolutos desde o princípio do mundo. Essa visão se fundamenta no conceito de Presciência Divina , que é o conhecimento prévio de todas as coisas, e no Plano de Salvação, estabelecido antes mesmo da Criação da Terra. 

- https://www.churchofjesuschrist.org/study/manual/gospel-topics/plan-of-salvation?lang=por 

- https://www.churchofjesuschrist.org/study/scriptures/tg/god-foreknowledge-of?lang=eng 


A Restauração de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias está profundamente alinhada com o seu período histórico. 

Deus preparou o cenário geopolítico, social e tecnológico da humanidade ao longo de séculos para que o Evangelho pudesse ser restabelecido na Terra no momento exato. 

Neste sentido, podemos observar que o cenário geopolítico, social e tecnológico confluiu com o momento em que o Presidente Spencer W. Kimball buscou a revelação de 1978, consolidando o princípio eterno de que 'todos são iguais perante Deus', como testifica 2 Néfi 26:33.


 ⏳𝐂𝐨𝐦𝐨 𝐞𝐬𝐭𝐚𝐯𝐚 𝐨 𝐜𝐞𝐧á𝐫𝐢𝐨 𝐠𝐞𝐨𝐩𝐨𝐥í𝐭𝐢𝐜𝐨, 𝐬𝐨𝐜𝐢𝐚𝐥 𝐞 𝐭𝐞𝐜𝐧𝐨𝐥ó𝐠𝐢𝐜𝐨 𝐝𝐚 𝐡𝐮𝐦𝐚𝐧𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐞𝐧𝐭𝐫𝐞 𝟏𝟖𝟓𝟐 𝐚 𝟏𝟗𝟕𝟖?


O período entre 1852 e 1978 foi o intervalo mais transformador, turbulento e decisivo da história moderna para as populações negras no mundo. Ele conecta o ápice da escravidão legalizada nas Américas até a consolidação dos direitos civis e a descolonização do Continente Africano:


- Fase 1) Escravidão, Guerra e Abolição (1852 – Década de 1880) Quando a restrição da Igreja começou em 1852, o debate global girava em torno da legalidade e da moralidade de escravizar seres humanos com base na etnia. Nos EUA, o país estava profundamente dividido. Em 1852, foi publicado o livro 'A Cabana do Pai Tomás', inflamando o movimento abolicionista. Pouco depois, eclodiu a Guerra Civil Americana (1861–1865), culminando na abolição da escravidão (13ª Emenda) e na concessão teórica de cidadania aos negros. No restante das Américas, a abolição ocorreu gradualmente, terminando com Cuba (1886) e o Brasil (1888). Era a era do "Racismo Científico" e do Darwinismo Social. Cientistas e teólogos ocidentais tentavam usar a biologia para provar que os negros eram intelectual e espiritualmente inferiores, justificando a dominação europeia. 


- Fase 2) Segregação, Imperialismo e "Jim Crow" (Década de 1890 – 1945) Após a abolição, a liberdade formal não se traduziu em igualdade. O racismo foi institucionalizado por leis estatais. Na Política, nos EUA (Leis Jim Crow) em 1896, a Suprema Corte dos EUA legalizou a segregação racial sob a doutrina de "separados, mas iguais". Negros foram proibidos de frequentar as mesmas escolas, restaurantes, ônibus e banheiros que os brancos, e o voto negro foi amplamente suprimido no sul do país. O grupo terrorista Ku Klux Klan (KKK) agia com violência impune. Na Conferência de Berlim (1884-1885), as potências europeias dividiram o continente africano entre si. Bilhões de pessoas negras na África passaram a viver sob regimes coloniais violentos e de exploração econômica severa. na Cultura, houve o 'Renascimento de Harlem e o Jazz'. Nas décadas de 1920 e 1930, movimentos culturais negros ganharam força. O 'Jazz e o Blues' desafiaram as barreiras raciais e se tornaram fenômenos mundiais, enquanto intelectuais negros começaram a organizar o Pan-Africanismo (a união dos negros globalmente).


- Fase 3) Direitos Civis, Descolonização e Black Power (1945 – 1978) O fim da Segunda Guerra Mundial expôs o horror do racismo levado ao extremo (o Holocausto nazi-fascista), forçando o mundo a repensar os direitos humanos. Esta fase coincide com o aumento da pressão interna e externa sobre a Igreja para mudar sua política de restrição. 


- Fase 4) A Descolonização Africana (Anos 1950–1960): Países africanos começaram a conquistar a independência do domínio europeu (Gana em 1957, seguido por dezenas nos anos 1960). O surgimento de nações negras soberanas mudou a geopolítica da ONU.


- Fase 5) O Movimento dos Direitos Civis nos EUA (1954–1968): Liderados por figuras como Martin Luther King Jr., Malcolm X e Rosa Parks, milhões de negros protestaram contra a segregação. O movimento conquistou a Lei dos Direitos Civis (1964) e a Lei do Direito ao Voto (1965), proibindo por lei a discriminação racial nos EUA. Nos anos 1970, o lema "Black is Beautiful" e o movimento 'Black Power' elevaram o orgulho racial. Na música, 'o Soul', 'o Funk' e o 'Reggae' (com Bob Marley) protestavam contra a opressão. Globalmente, o regime de segregação racial do Apartheid na África do Sul começou a sofrer severo boicote internacional. 


- Fase 6) O Impacto desse Contexto na Mudança de 1978 Reforçando a questão que Deus nos traz as revelações através dos profetas, de acordo com o contexto em que vivemos (tempo e sociedade). Em 8 de junho de 1978 Spencer W. Kimball recebeu uma revelação estendendo as bênçãos do Sacerdócio e do Templo a todos os membros dignos do sexo masculino da Igreja. 

👉 𝐄 𝐟𝐨𝐢 𝐞𝐱𝐚𝐭𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐚 𝐩𝐚𝐫𝐭𝐢𝐫 𝐝𝐞 𝟏𝟗𝟕𝟖 𝐪𝐮𝐞 𝐡𝐨𝐮𝐯𝐞, 𝐩𝐞𝐥𝐚 𝐩𝐫𝐢𝐦𝐞𝐢𝐫𝐚 𝐯𝐞𝐳, 𝐨 𝐌𝐨𝐯𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐍𝐞𝐠𝐫𝐨 𝐔𝐧𝐢𝐟𝐢𝐜𝐚𝐝𝐨, em defesa do povo negro em relação aos aspectos políticos, econômicos, sociais e culturais. Mostrando ao mundo que os negros estavam retomando os seus direitos que há muito haviam sido usurpados pela Sociedade maior. 

->>>> 𝐡𝐭𝐭𝐩𝐬://𝐰𝐰𝐰.𝐛𝐥𝐚𝐜𝐤𝐩𝐚𝐬𝐭.𝐨𝐫𝐠/𝐠𝐥𝐨𝐛𝐚𝐥-𝐚𝐟𝐫𝐢𝐜𝐚𝐧-𝐡𝐢𝐬𝐭𝐨𝐫𝐲/𝐦𝐨𝐯𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨-𝐧𝐞𝐠𝐫𝐨-𝐮𝐧𝐢𝐟𝐢𝐜𝐚𝐝𝐨-𝐟𝐨𝐮𝐧𝐝𝐞𝐝-𝟏𝟗𝟕𝟖/ 


👉 o 𝐌𝐨𝐯𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐍𝐞𝐠𝐫𝐨 𝐔𝐧𝐢𝐟𝐢𝐜𝐚𝐝𝐨, ocorreu também em junho de 1978, no dia 18, exatamente dez dias depois da 𝐑𝐞𝐯𝐞𝐥𝐚çã𝐨 𝐝𝐨 𝐏𝐫𝐨𝐟𝐞𝐭𝐚 𝐒𝐩𝐞𝐧𝐜𝐞𝐫 𝐖. 𝐊𝐢𝐦𝐛𝐚𝐥𝐥. 𝟖 𝐝𝐞 𝐣𝐮𝐧𝐡𝐨 𝐝𝐞 𝟏𝟗𝟕𝟖:


A todos os oficiais do Sacerdócio Gerais e Locais de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias em todo o mundo:


Queridos irmãos:


Ao testemunharmos a expansão da obra do Senhor na Terra, ficamos gratos porque pessoas de muitas nações responderam à mensagem do Evangelho Restaurado e se uniram à Igreja em números cada vez maiores. Isso, por sua vez, inspirou-nos o desejo de estender a todos os membros dignos da Igreja todos os privilégios e bênçãos que o Evangelho proporciona.


Ciente das promessas feitas pelos Profetas e Presidentes da Igreja que nos precederam de que em algum momento, no Plano Eterno de Deus, todos os nossos irmãos que forem dignos possam receber o Sacerdócio, e testemunhando a fidelidade daqueles de quem o Sacerdócio foi concedido, foi retido, imploramos longa e sinceramente em nome deles, nossos fiéis irmãos, passando muitas horas no Cenáculo do Templo suplicando ao Senhor por orientação divina.


Ele ouviu nossas orações e, por revelação, confirmou que chegou o dia há muito prometido, em que todo homem fiel e digno da Igreja poderá receber o Santo Sacerdócio, com poder para exercer sua autoridade divina, e desfrutar com seus entes queridos todas as bênçãos. que flui daí, incluindo as bênçãos do Templo. Conseqüentemente, todos os membros dignos do sexo masculino da Igreja podem ser ordenados ao Sacerdócio, independentemente de raça ou cor. Os Líderes do Sacerdócio são instruídos a seguir a política de entrevistar cuidadosamente todos os candidatos à ordenação ao Sacerdócio Aarônico ou ao Sacerdócio de Melquisedeque, para garantir que atendam aos padrões estabelecidos de dignidade.


Declaramos com sobriedade que o Senhor agora tornou conhecida sua vontade para a bênção de todos os seus filhos em toda a Terra que darão ouvidos à voz de seus servos autorizados e se prepararão para receber todas as bênçãos do Evangelho.


Atenciosamente,


Spencer W. Kimball

N. Eldon Tanner

Marion G. Romney


A Primeira Presidência                                                                            

 - https://www.churchofjesuschrist.org/study/scriptures/dc-testament/od/2?lang=eng                                                     

 -> Movimento Negro Unificado: https://www.blackpast.org/global-african-history/movimento-negro-unificado-founded-1978/


👉 Enquanto a restrição levítica foi parte da Lei de Deus para aquela época, a restrição aos membros de linhagem e ascendência negra, pré-1978, foi uma política histórica influenciada pelas tensões sociais e étnico-raciais de sua própria era. 👈 🌻✨


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Texto escrito pela Cientista Social e Docente: Alexandra Carvalho Pereira de Palazuelos com Pós-Graduações em 'Gestão Educacional' e em 'Educação, Diversidade e Culturas Indígenas'. 

Pioneira desde 1977 (desde a Primária - Ramo de Campo Grande, no Rio de Janeiro - que tornou-se Estaca Campo Grande) em A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.