ENTRE DOIS LADRÕES, JESUS NOS ENSINA SOBRE ESCOLHAS
No Calvário, Jesus está entre dois ladrões.
Dois homens diante da mesma cruz.
Do mesmo sofrimento.
Da mesma proximidade com a morte.
Mas duas atitudes completamente diferentes.
Um olha para Jesus e exige:
“Salva a ti mesmo e a nós!”
O outro reconhece sua própria condição, olha para Jesus e diz, em essência:
“Lembra-te de mim.”
E Jesus responde com uma das frases mais profundas do Evangelho:
“Hoje estarás comigo no paraíso.”
Talvez a grande lição não esteja apenas nos ladrões, mas naquilo que fazemos quando a vida nos coloca diante dos nossos próprios limites.
Há pessoas que, diante da dor, tornam-se acusadoras:
“Por que Deus permitiu isso?”
“Por que comigo?”
“Se Deus existe, Ele tem que resolver!”
E há aquelas que, mesmo sem entender tudo, conseguem reconhecer:
“Eu não controlo tudo. Eu também errei. Preciso de graça.”
A diferença não está em quem sofreu mais.
Os dois estavam na mesma situação.
A diferença estava na maneira como cada um se posicionou diante dela.
E talvez seja essa uma das grandes mensagens psicológicas e espirituais do Calvário:
Nem sempre podemos escolher a cruz que a vida coloca diante de nós.
Mas podemos escolher quem seremos diante dela.
Jesus não pergunta ao ladrão arrependido pelo seu currículo.
Não exige que ele tenha tempo para reconstruir toda a sua história.
Ele encontra naquele último momento algo precioso: consciência, reconhecimento e confiança.
Isso também nos ensina sobre pessoas.
Cuidado ao acreditar que alguém está definitivamente perdido por causa do seu passado.
Há histórias que mudam no último capítulo.
Há pessoas que encontram consciência depois de muitos erros.
E há quem passe uma vida inteira dentro da igreja, mas continue incapaz de reconhecer os próprios erros.
Entre dois ladrões, Jesus nos mostra que a graça não é prêmio para quem teve uma história perfeita.
É possibilidade para quem, em algum momento, decide olhar para si mesmo com honestidade.
“Diante da minha própria cruz, eu tenho exigido que Deus mude as circunstâncias ou tenho permitido que Ele transforme a mim?”
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