terça-feira, 12 de novembro de 2024

Não estamos sós no Universo

 





Não estamos sós no Universo

Em meio às turbulências e dias nublados que estamos enfrentando atualmente, essa mensagem de André Luiz, psicografada por Chico Xavier, funciona como um farol que nos ajuda a manter o rumo em nossa jornada evolutiva. Uma mensagem de otimismo sobre a importância da compaixão e um convite ao exercício da paciência e do amor. Um lembrete sobre nossa verdadeira missão na Terra.
“Embora os caminhos sejam diferentes, estamos todos seguindo na mesma direção, em busca da mesma luz… Somos uma só energia, juntos formamos um imenso tecido de luz”.
Quando uma porta se fecha, outra se abre; quando um caminho termina, outro começa… nada é estático no Universo, tudo se move sem parar e tudo se transforma sempre para melhor.
Habitue-se a pensar desta forma: tudo que chega é bom, tudo que parte também. É a dança da vida… dance-a da forma como ela se apresentar, sem apego ou resistência.
Não se apavore com as doenças… elas são despertadores, têm a missão de nos acordar.
De outra forma permaneceríamos distraídos com as seduções do mundo material, esquecidos do que viemos fazer neste planeta. O universo nos mandou aqui para coisas mais importantes do que comer, dormir, pagar contas…
Viemos para realizar o Divino em nós. Toda inércia é um desserviço à obra divina. Há um mundo a ser transformado, seu papel é contribuir para deixá-lo melhor do que você o encontrou. Recursos para isso você tem, só falta a vontade de servir a Deus servindo aos homens.
Não diga que as pessoas são difíceis e que convivência entre seres humanos é impossível. Todos estão se esforçando para cumprir bem a missão que lhes foi confiada. Se você já anda mais firme, tenha paciência com os seus companheiros de jornada. Embora os caminhos sejam diferentes, estamos todos seguindo na mesma direção, em busca da mesma luz.
E sempre que a impaciência ameaçar a sua boa vontade com o caminhar de um semelhante, faça o exercício da compaixão. Ele vai ajudá-lo a perceber que na verdade ninguém está atrapalhando o seu caminho nem querendo lhe fazer nenhum mal, está apenas tentando ser feliz, assim como você.
Quando nos colocamos no lugar do outro, algo muito mágico acontece dentro de nós: o coração se abre, a generosidade se instala dentro dele e nasce a partir daí uma enorme compreensão acerca do propósito maior da existência, que é a prática do AMOR. Quando olhamos uma pessoa com os olhos do coração, percebemos o parentesco de nossas almas.
Somos uma só energia, juntos formamos um imenso tecido de luz…
Não existem as distâncias físicas. A Física Quântica já provou que é tudo uma ilusão. Estamos interligados por fios invisíveis que nos conectam ao Criador da vida. A minha tristeza contamina o bem-estar do meu vizinho, assim como a minha alegria entusiasma alguém do outro lado do mundo.
É impossível ferir alguém sem ser ferido também, lembre-se disso.
O exercício diário da compaixão faz de nós seres humanos de primeira classe.


domingo, 10 de novembro de 2024

A Agressividade e a Ofensa Não Agregam na União da Comunidade Cristã



A Agressividade e a Ofensa Não Agregam na União da Comunidade Cristã

---pir Abilio Machado 


Em um mundo marcado por divisões e conflitos, a união da comunidade cristã é uma expressão poderosa de amor, paz e compaixão. No entanto, a agressividade e a ofensa, atitudes que às vezes podem surgir em meio a diferenças de opinião ou frustrações, representam grandes barreiras para essa união. Neste artigo, vamos explorar por que a agressividade e a ofensa não agregam valor à comunidade cristã e como o cultivo de uma comunicação compassiva e pacífica pode fortalecer a unidade dos fiéis.



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1. O Chamado Bíblico para a Unidade e o Amor


A Bíblia nos chama constantemente à unidade e ao amor mútuo como pilares da vida cristã. Em João 13:34-35, Jesus instrui Seus discípulos: “Amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.” Esse versículo destaca que o amor e a unidade são marcas essenciais da identidade cristã.


Quando permitimos que atitudes agressivas ou ofensivas dominem nossas interações, acabamos minando esse fundamento bíblico. Em vez de demonstrar o amor que Jesus ensinou, a agressividade mostra uma falta de autocontrole e uma vulnerabilidade à nossa natureza humana, que frequentemente se inclina para a irritação e para os julgamentos precipitados.

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2. Como a Agressividade Prejudica a Unidade da Comunidade


A agressividade, seja ela verbal ou emocional, pode causar rachaduras profundas nas relações entre os membros da comunidade. Isso acontece porque a agressão tende a gerar um ambiente de medo e desconfiança. Em vez de criar um espaço seguro para compartilhamento e apoio mútuo, a agressividade provoca uma sensação de ameaça e defesa.


Para muitos, a agressividade torna-se um ciclo vicioso: ao reagirmos com dureza ou impaciência, o outro lado também se sente no direito de fazer o mesmo. Esse ciclo de respostas agressivas cria divisões que afastam as pessoas e comprometem a unidade que Deus deseja para Seus filhos. O apóstolo Paulo nos aconselha em Efésios 4:31-32 a abandonar “toda amargura, ira e cólera” e a ser “bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente”. Esses valores, quando cultivados, são verdadeiros agentes de união.

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3. O Impacto da Ofensa no Crescimento Espiritual e na Missão da Igreja


A ofensa é outra atitude que enfraquece a comunidade. No entanto, é importante compreender que ela se manifesta não apenas como um ataque direto, mas também como uma reação desmedida a pequenas discordâncias ou críticas. A Bíblia nos alerta que os seguidores de Cristo devem ser “prontos para ouvir, tardios para falar e tardios para se irar” (Tiago 1:19). Essa orientação nos ajuda a evitar a ofensa e a cultivar uma paciência genuína.


Uma comunidade onde todos se ofendem facilmente tende a ser frágil, com membros que hesitam em contribuir e em se abrir com os demais. Quando o espírito de ofensa se instala, ele limita a capacidade de aprendizado e crescimento espiritual de todos, criando barreiras que prejudicam a missão de evangelização e de serviço ao próximo, tão importante para a igreja.

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4. A Comunicação Compassiva como Caminho para a União


A comunicação compassiva e respeitosa é uma ferramenta indispensável para a união cristã. Trata-se de uma forma de comunicação em que buscamos entender o ponto de vista do outro, mesmo que discordemos dele. Em vez de reagir com agressividade, a comunicação compassiva nos ajuda a responder com empatia e paciência, refletindo o caráter de Cristo.


Seguindo o exemplo de Jesus, que dialogava com compaixão e amor, podemos cultivar uma comunidade onde as diferenças são respeitadas e discutidas com mansidão. Esse tipo de comunicação fortalece os laços de confiança e promove uma paz duradoura, essencial para que a comunidade se mantenha unida e focada no propósito comum de glorificar a Deus.

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5. Práticas para Promover a União e Evitar a Agressividade e a Ofensa


Para que a união seja fortalecida e atitudes agressivas e ofensivas sejam evitadas, algumas práticas podem ser adotadas no dia a dia da comunidade:


Cultivar a empatia: Busque compreender as dificuldades e os sentimentos do próximo antes de reagir a qualquer situação.


Praticar o perdão diário: Lembre-se de que o perdão é um dom poderoso que Deus nos concedeu e que, ao perdoar, fortalecemos a unidade.


Evitar julgamentos precipitados: Muitas vezes, uma resposta agressiva vem de interpretações equivocadas. Converse abertamente antes de julgar.


Valorizar a oração em conjunto: Orar como comunidade traz um senso de propósito coletivo, nos lembrando de que somos parte de um corpo maior, o Corpo de Cristo.


A agressividade e a ofensa não agregam valor à comunidade cristã porque enfraquecem a unidade e desviam o foco do verdadeiro propósito da igreja: amar a Deus e ao próximo. Em vez disso, atitudes como empatia, paciência e perdão edificam e promovem a união. Quando escolhemos cultivar esses valores, refletimos o amor de Cristo e criamos uma comunidade onde todos se sentem acolhidos e seguros. Que possamos seguir o exemplo de Jesus, vivendo em harmonia e edificando uma comunidade que realmente glorifique a Deus.


Superando Distrações e Caminhando em UNIDADE com Cristo







Superando Distrações e Caminhando em Unidade com Cristo

Por Abilio Machado 

No caminho cristão, a busca por um relacionamento mais próximo com Jesus Cristo é o coração de nossa fé. No entanto, vivemos em uma era repleta de distrações que podem afastar nosso foco e nos distanciar do Salvador. Além disso, no ambiente comunitário, outro obstáculo surge frequentemente: a tendência a formar grupos fechados, ou as famosas “panelinhas” que acabam por excluir outros membros, prejudicando a unidade e o amor que devem caracterizar a Igreja.


Vamos refletir juntos sobre essas questões e buscar entender como podemos combater as distrações e o clubismo em nossas comunidades cristãs, para que todos possam sentir-se mais próximos de Cristo e uns dos outros.


1. As Distrações que Nos Afastam de Cristo


As distrações podem ser numerosas e variadas, principalmente em um mundo cada vez mais conectado e digital. É fácil sermos absorvidos por responsabilidades, entretenimentos, redes sociais e até atividades aparentemente inofensivas que, aos poucos, roubam o nosso tempo e minam nossa espiritualidade. Entre as distrações mais comuns, destacam-se:


Tecnologia e Redes Sociais: Embora úteis, as redes sociais e a tecnologia podem nos envolver tanto que, sem perceber, passamos horas que poderiam ser dedicadas à oração, à leitura da Bíblia ou ao convívio com a comunidade. Muitas vezes, a comparação constante e as notícias incessantes nos desconectam da paz e do foco em Deus.


Atividades Cotidianas: Trabalho, estudos, compromissos familiares e outras responsabilidades são essenciais, mas, se não bem equilibradas, podem consumir todo o nosso tempo. Quando deixamos Deus em segundo plano, acabamos nos tornando espiritualmente "vazios" e distantes d'Ele.


Busca por Sucesso Pessoal e Status: É comum desejar sucesso e reconhecimento, mas, no mundo atual, isso pode se tornar uma obsessão. A competição, a busca pela validação externa e o materialismo desviam nossa atenção do propósito eterno e dos valores cristãos.



Essas distrações prejudicam nosso relacionamento com Deus porque obscurecem o que é verdadeiramente essencial: a busca por uma conexão genuína e contínua com Cristo.


2. O Clubismo e a Exclusão nas Comunidades Cristãs


Outro ponto importante, muitas vezes negligenciado, é a presença do clubismo dentro das igrejas. Isso acontece quando pequenos grupos se formam, tornando-se fechados e seletivos, o que gera um sentimento de exclusão entre outros membros. Esse comportamento pode ser prejudicial, pois:


Fere o Sentimento de Unidade: Jesus nos chama a sermos um só corpo. A formação de panelinhas contradiz essa unidade e cria divisões internas, onde alguns membros se sentem mais valorizados que outros. Isso afasta as pessoas que buscam acolhimento e aceitação.


Gera Competição e Comparação: Em vez de uma comunidade de apoio e crescimento mútuo, o clubismo cria um ambiente onde os membros podem se sentir comparados ou julgados. Isso enfraquece o amor e a cooperação, minando a missão de comunhão cristã.


Desestimula a Participação: Pessoas que se sentem excluídas tendem a se afastar das atividades e reuniões da igreja, muitas vezes abandonando a comunidade. Isso reduz a participação ativa de membros que poderiam contribuir com dons e talentos.



3. Caminhos para Superar as Distrações e o Clubismo


Para construir uma comunidade verdadeiramente cristã e manter nosso foco em Cristo, é necessário lidar com as distrações e quebrar as barreiras de exclusão. Aqui estão algumas sugestões práticas:


Estabeleça Prioridades: Reserve momentos diários para Deus, mesmo que seja apenas alguns minutos de oração ou leitura bíblica. Ao fazer disso um hábito, fortalecemos nossa espiritualidade e enfrentamos as distrações com mais disciplina.


Modere o Uso da Tecnologia: Estabeleça limites para o uso das redes sociais e tente substituir parte desse tempo por práticas espirituais. As redes podem até ser usadas para compartilhar mensagens cristãs, mas o equilíbrio é fundamental para não perdermos o foco.


Cultive uma Igreja Inclusiva e Acolhedora: Como membros de uma comunidade, cada um de nós deve se esforçar para incluir os outros. Em vez de formar grupos fechados, busque interagir com pessoas diferentes, especialmente aquelas que parecem estar à margem. O acolhimento é um ato de amor e nos aproxima de Jesus.


Valorize as Contribuições Individuais: Incentive a participação ativa de todos. Cada membro tem algo único a oferecer, e a diversidade de dons e talentos fortalece a comunidade. Valorizar essas contribuições reduz a necessidade de competição e promove a colaboração.


Pratique a Empatia e o Perdão: A unidade cristã exige que deixemos de lado o orgulho e sejamos humildes. Isso inclui perdoar e pedir perdão quando necessário. Muitas vezes, as panelinhas são causadas por mágoas e ressentimentos não resolvidos; por isso, cultivar a empatia e a reconciliação é vital.



4. Conclusão: 

Buscando Unidade e Crescimento Espiritual


A verdadeira igreja de Cristo deve ser um espaço onde todos são bem-vindos, aceitos e incluídos. Para nos aproximarmos mais do Salvador, é necessário superar as distrações e abraçar uma vida comunitária pautada pelo amor e pela unidade. Lembrar que todos, independentemente de quem sejam, têm valor aos olhos de Deus e que, como irmãos em Cristo, somos chamados a caminhar juntos.


Que possamos refletir e agir em nossa própria jornada, buscando sempre mais o Salvador e ajudando os outros a encontrarem a mesma paz e proximidade com Ele. Ao combatermos as distrações e o clubismo, estaremos contribuindo para que nossa comunidade cristã seja um reflexo mais fiel do amor de Cristo para todos.


Como deixar de ser um estranho no ninho: Conselho para Manter o Foco no Evangelho e Superar a Seletividade

 Conselho para Manter o Foco no Evangelho e Superar a Seletividade



Li uma conversa na data de ontem, pensava que já haviam tentado mudar esta maneira de existência, porém passam os anos, mudam lideranças mas os costumes permanecem, vez ou outra uma postagem ou fala errada vem a tona num grupo geral, aí se descobre que na comunidade existe um grupo seleto. Parecendo o que chamávamos de clubismo e antes gesso de panelinha...

Coisas assim causam em algumas pessoas afastamento por acharem que não estão sendo aceitas, que não fazem parte do programa, que é o estranho no ninho.

Para permanecer firme no aprendizado do Evangelho e não se distrair com questões de seletividade, o clubismo existente,  o melhor conselho é focar em um relacionamento pessoal e profundo com Cristo e em sua própria jornada espiritual. Quando estamos verdadeiramente centrados em Jesus e em Suas palavras, as divisões e “panelinhas” perdem a importância, pois nossa segurança e paz vêm de Deus, não das pessoas. Aqui estão alguns passos práticos para isso:


1. Desenvolva uma rotina de estudo bíblico e oração: Reserve um tempo diário para estudar a Palavra e orar, não como uma obrigação, mas como uma oportunidade de se aproximar de Deus e receber o alimento espiritual. Quanto mais se dedica ao aprendizado da Bíblia, mais você sentirá a presença de Cristo guiando seus passos e suas decisões.



2. Coloque Cristo acima das opiniões e atitudes humanas: Lembre-se de que a verdadeira aprovação e aceitação vêm de Deus, não das pessoas. Manter essa perspectiva ajuda a não se preocupar com exclusões ou preferências humanas. Cristo é o amigo fiel e presente em todo momento, e é Nele que devemos nos apoiar.



3. Busque entender a Palavra como um guia prático para o dia a dia: À medida que você estuda o Evangelho, procure aplicar seus ensinamentos em cada área de sua vida. Isso cria um foco genuíno nas coisas de Deus e evita que você se desvie para questões menores que possam ocorrer ao seu redor.



4. Ore por discernimento e paciência: Quando perceber atitudes de exclusão, peça a Deus paciência e discernimento. Peça a Ele que o(a) ajude a não se ressentir ou perder a paz com isso. Lembre-se de que Cristo nos chama a ser pacientes e a perdoar, mantendo nosso coração livre de mágoas.



5. Mantenha-se próximo de pessoas que também buscam o crescimento espiritual: Construa amizades com pessoas que compartilham o mesmo desejo de crescer em Cristo. Ter uma rede de apoio focada no aprendizado e no fortalecimento espiritual ajuda a manter o foco e proporciona encorajamento mútuo.




Reflexão Final


A jornada cristã é pessoal e única, e o relacionamento com Cristo deve ser a nossa maior prioridade. Quando buscamos o Evangelho de coração, o que os outros fazem ou deixam de fazer se torna menos importante. Que você possa encontrar em Jesus a paz e a motivação para continuar firme, crescendo na fé e no amor.


terça-feira, 5 de novembro de 2024

Chi Sono Io nella Fila della Chiesa?

 


Ti sei mai chiesto chi sei tu nella tua Chiesa? Sei tu per la Chiesa così come la Chiesa è per te? Chi saresti nella fila del pane, voglio dire, nella fila della Chiesa?

Chi Sono Io nella Fila della Chiesa?

Por Abilio Machado

La fila in chiesa si forma ogni domenica, senza eccezioni. C’è chi arriva presto per assicurarsi un buon posto, chi arriva all’ultimo minuto e, ovviamente, i famosi ritardatari, che entrano nell’ultima fila già con un’aria di scusa sul viso, come se la salvezza avesse un’ora precisa e loro fossero in ritardo per l’incontro col Signore.


Ognuno, in cuor suo, si chiede: “Chi sono io in questa fila?” Il pensiero aleggia, leggero ma ironico, soprattutto nelle menti di chi è lì solo per abitudine o per la forza della tradizione. Chi sono, in fin dei conti? Sono uno che cerca davvero la spiritualità, o solo uno che segue i passi imparati da piccolo, in una routine così radicata quanto l’orologio che segna l’inizio della messa?


Nella fila, c’è un caleidoscopio di volti e intenzioni. C’è il devoto fervente, quello che guarda l’altare con occhi luminosi, come se lì trovasse davvero la sua fonte di vita e amore. C’è la signora dai capelli bianchi, che stringe il rosario con una forza quasi disperata, come se quelle perline fossero la sua ancora contro la solitudine che sente nella vita. E c’è anche il ragazzo col cappello, che sembra un po’ perso, forse lì per insistenza della famiglia, o forse nella speranza di un miracolo che non sa bene quale sia. Ognuno, a modo suo, affronta i propri dolori e credenze, e si chiede, nel profondo: “Sarò nel posto giusto?”


E poi, cosa dire di chi è lì solo per farsi vedere? Per chi la chiesa è un palcoscenico e la messa uno spettacolo dove possono mostrare la loro pietà e devozione come chi mostra un vestito nuovo. La signora con i tacchi alti, sempre impeccabile, si assicura di sedersi nelle prime file. Porge la mano nel momento del Padre Nostro, ma lo sguardo non incontra mai quello degli altri. C’è anche l’imprenditore di successo, la cui fede sembra puntuale e calcolata, come se stesse costruendo un credito celeste per essere più fortunato nei suoi affari terreni.


“Chi sono io nella fila della chiesa?” – si chiedono, senza dire nulla, senza guardarsi negli occhi. Forse sono solo uno come tanti, che adempie alle formalità, uno che ripete preghiere senza ascoltarle, che ascolta i sermoni senza riflettere. Forse la mia presenza qui è un atto di convenienza, di abitudine, un desiderio di essere in comunione con il Divino senza sapere bene come trovarlo.


E allora, arriva la domanda che forse fa più male: “Sono sincero?” Perché la fede, se è genuina, deve andare oltre le pareti della chiesa, vero? Deve esserci quando incontro qualcuno per strada, quando affronto le imperfezioni degli altri – e anche le mie. Deve manifestarsi nel rispetto, nell’empatia, nell’amore vero, quello che non dipende dagli sguardi altrui per essere approvato.


Guardandomi attorno, mi rendo conto che forse la fila della chiesa è, in fondo, uno specchio della fila della vita. Ognuno cerca il proprio senso, la propria salvezza. Alcuni, più vicini all’amore che predicano; altri, lontani, intrappolati in una meccanica di credenze e rituali vuoti. E io? Chi sono io in questa fila? Sono quello che cerca la luce o quello che si nasconde nell’ombra degli altri?


Forse non so la risposta adesso. Forse la fila della chiesa è una metafora della mia stessa ricerca spirituale, dove ancora mi trovo errante, perso tra il desiderio di trasformarmi e il conforto di ciò che già conosco.


Alla fine dei conti, la domanda “Chi sono io nella fila della chiesa?” si rivela una porta verso domande più grandi, quelle che ciascuno porta nell’anima: Qual è il senso della mia ricerca? Dove trovo davvero il sacro? E chi sono io, davvero, quando non ci sono occhi che mi osservano?


Queste domande, senza risposta facile, sono l’invito alla vera spiritualità, quella che comincia quando si esce dalla porta della chiesa – e continua, incessante, nella vita di tutti i giorni.

¿Quién Soy Yo en la Fila de la Iglesia?



¿Alguna vez te has preguntado quién eres tú en tu Iglesia? ¿Estás tú para la Iglesia así como la Iglesia está para ti? ¿Quién serías tú en la fila del pan, quiero decir, en la fila de la Iglesia?


¿Quién Soy Yo en la Fila de la Iglesia?

Soy Abilio Machado.

La fila de la iglesia se forma cada domingo, sin falta. Hay quienes llegan temprano para asegurar un buen lugar, quienes aparecen a último minuto y, claro, los famosos rezagados, que entran en la última fila ya con una disculpa en el rostro, como si la salvación tuviera hora exacta y ellos se hubieran atrasado un poco para la cita divina.


Cada uno, en su intimidad, se pregunta: "¿Quién soy yo en esta fila?" El pensamiento flota, ligero pero irónico, especialmente en las mentes de quienes están allí por pura costumbre o por la fuerza de la tradición. ¿Quién soy yo, al fin y al cabo? ¿Soy alguien que realmente busca la espiritualidad o solo sigo los pasos que aprendí desde niño, en una rutina tan arraigada como el reloj que marca el inicio de la misa?


En la fila hay un caleidoscopio de rostros e intenciones. Está el devoto ferviente, el que mira el altar con ojos brillantes, como si ahí realmente estuviera su fuente de vida y amor. Está la señora de cabello blanco, que sostiene el rosario con una fuerza casi desesperada, como si las cuentas fueran su ancla contra la soledad que siente en la vida. También está el joven con gorra, que parece un poco perdido, quizás allí por insistencia familiar, o quizás con la esperanza de un milagro que no sabe muy bien cuál es. Cada uno, a su manera, enfrenta sus propias penas y creencias, y se cuestiona, en el fondo: "¿Estaré en el lugar correcto?"


¿Y qué decir de los que están allí para ser vistos? Aquellos para quienes la iglesia es un escenario y la misa, un espectáculo donde pueden mostrar su piedad y devoción como quien muestra una prenda nueva. La señora de tacones altos, siempre impecable, se asegura de sentarse en primera fila. Da la mano en el momento del Padre Nuestro, pero su mirada nunca se encuentra con la de otro. También está aquel empresario exitoso, cuya fe parece puntual y calculada, como si estuviera acumulando crédito celestial para asegurar el éxito de sus negocios terrenales.


"¿Quién soy yo en la fila de la iglesia?" – se preguntan, sin decirlo, sin mirarse. Tal vez soy solo otro cumplidor de formalidades, alguien que repite oraciones sin escucharlas, que oye sermones sin reflexionar. Tal vez mi presencia aquí sea un acto de conveniencia, de hábito, un deseo de estar en comunión con lo Divino sin saber realmente cómo encontrarlo.


Y entonces, surge la pregunta que quizá duele más: ¿Estoy siendo sincero? Porque la fe, si es genuina, debe ir más allá de las paredes de la iglesia, ¿no? Debe estar presente cuando encuentro a alguien en la calle, cuando lidio con las imperfecciones de los demás – y con las mías también. Debe manifestarse en el respeto, en la empatía, en el amor verdadero, ese que no depende de que alguien esté mirando para aprobar.


Al mirar a mi alrededor, percibo que tal vez la fila de la iglesia sea, en el fondo, un reflejo de la fila de la vida. Cada uno busca su propio sentido, su propia salvación. Algunos, más cerca del amor que predican; otros, distantes, atrapados en una mecánica de creencias y rituales vacíos. ¿Y yo? ¿Quién soy yo en esta fila? ¿Soy quien busca la luz o quien se oculta en la sombra de los demás?


Quizás no tenga la respuesta ahora. Tal vez la fila de la iglesia sea una metáfora de mi propia búsqueda espiritual, donde aún me encuentro errante, perdido entre el deseo de transformarme y la comodidad de lo que ya conozco.


Al fin y al cabo, la pregunta “¿Quién soy yo en la fila de la iglesia?” se revela como una puerta hacia preguntas mayores, esas que cada uno lleva en el alma: ¿Cuál es el sentido de mi búsqueda? ¿Dónde encuentro realmente lo sagrado? ¿Y quién soy yo, en realidad, cuando nadie me está mirando?


Estas preguntas, sin respuesta fácil, son la invitación a la verdadera espiritualidad, esa que comienza al cruzar la puerta de la iglesia – y continúa, ininterrumpida, en la vida cotidiana.





Quem sou eu na fila da igreja ?

 


Quem Sou Eu na Fila da Igreja?!

Por Abilio Machado

Parafraseando o ditado ou incitação popular que é você na fila do pão...surgiu este texto, espero que goste.

A fila da igreja se forma todos os domingos, sem falta. Há quem chegue cedo para pegar um bom lugar, há quem apareça em cima da hora e, claro, os famosos atrasados, que entram na última fileira já com um ar de desculpa no rosto, como se a salvação tivesse horário exato e eles estivessem um pouco atrasados para o encontro divino.


Cada um, no seu íntimo, questiona: "Quem sou eu nesta fila?" O pensamento paira, leve, mas irônico, especialmente nas mentes dos que estão ali por puro hábito ou pela força da tradição. Quem sou eu, afinal? Sou alguém que busca a espiritualidade de verdade ou apenas sigo os passos que aprendi desde criança, com uma rotina tão cravada quanto o relógio que marca o início da missa?


Na fila, há um caleidoscópio de rostos e intenções. Tem o devoto fervoroso, aquele que olha para o altar com olhos brilhantes, como se ali realmente estivesse sua fonte de vida e amor. Tem a senhora de cabelos brancos, que segura o terço com uma força quase desesperada, como se o rosário fosse sua âncora contra a solidão que sente na vida. E há também o jovem de boné, que parece meio perdido, talvez ali por insistência da família, talvez na esperança de um milagre qualquer que não sabe bem qual é. Cada um, à sua maneira, enfrenta suas dores e crenças, e questiona-se, no fundo: "Será que estou no lugar certo?"


Mas o que dizer dos que estão ali para serem vistos? Aqueles para quem a igreja é um palco e a missa, um espetáculo onde podem expor sua piedade e devotamento como quem exibe uma nova roupa. A senhora de salto alto, sempre impecável, faz questão de se sentar à frente. Ela dá a mão na hora do Pai Nosso, mas o olhar jamais encontra o outro. Há também aquele empresário bem-sucedido, cuja fé parece pontual e calculada, como se estivesse construindo crédito celestial para ser bem-sucedido em suas negociações terrenas.


Quem sou eu na fila da igreja? – perguntam-se, sem dizer, sem encarar. Talvez eu seja apenas mais um cumpridor de formalidades, alguém que repete orações sem escutá-las, que ouve sermões sem refletir. Talvez minha presença aqui seja um ato de convenção, um ato de hábito, um desejo de estar em comunhão com o Divino sem saber bem como encontrá-lo.


E então, surge a questão que talvez doa mais: Será que estou sendo sincero? Porque a fé, se for genuína, deve ir além das paredes da igreja, não é? Deve estar presente quando encontro alguém na rua, quando lido com as imperfeições dos outros – e com as minhas também. Deve manifestar-se no respeito, na empatia, no amor verdadeiro, aquele que não depende de ter alguém olhando para aprovar.


Olhando ao redor, percebo que talvez a fila da igreja seja, no fundo, um espelho da fila da vida. Cada um busca seu próprio sentido, sua própria salvação. Uns, mais próximos do amor que pregam; outros, distantes, presos numa mecânica de crenças e rituais vazios. E eu? Quem sou eu nesta fila? Sou aquele que busca a luz ou aquele que se esconde na sombra dos outros?


Talvez não saiba a resposta agora. Talvez a fila da igreja seja uma metáfora da minha própria jornada espiritual, onde eu ainda me encontro errante, perdido entre o desejo de me transformar e o conforto daquilo que já conheço.


No final das contas, a questão “Quem sou eu na fila da igreja?” revela-se uma porta para perguntas maiores, aquelas que cada um carrega na alma: Qual o sentido da minha busca? Onde eu realmente encontro o sagrado? E quem sou eu, de fato, quando estou longe do olhar dos outros?


Essas perguntas, sem resposta fácil, são o convite à verdadeira espiritualidade, aquela que começa quando se cruza a porta da igreja – e continua, ininterrupta, na vida cotidiana.