sexta-feira, 29 de novembro de 2024

Zach e Mimi uma longa amizade.



 Zach Galifianakis pagou as despesas de uma idosa sem teto durante anos e passava tempo com ela porque não tinha família

Quando Zach Galifianakis conheceu Marie "Mimi" Haist, ela trabalhava como voluntária em uma lavandaria, sobrevivendo graças às gorjetas deixadas pelos clientes. Só lhe era permitido dormir entre as máquinas de lavar e secar para que os clientes não pudessem vê-la.

Haist revelou que ficou sem teto após o divórcio e que estava na rua há décadas. Embora Galifianakis fosse então um comediante desconhecido, encontrou-lhe um apartamento confortável e pagou a renda.

Galifianakis tornou-se uma estrela de Hollywood depois de filmar a trilogia de filmes "Hangover" com Bradley Cooper. No entanto, sua fama não mudou sua essência e manteve seus pés no chão.

O ator manteve uma forte ligação com Haist e até passeou por um tapete vermelho com ela como acompanhante.

"Se estiver na cidade, convida-me... Eu me visto bem e uma amiga me ajuda a maquilhar. É divertido, algo que nunca sonhei viver. Depois, a limusina me leva para casa", revela Haist.

Sua amizade durou quase 27 anos, até que ela morreu aos 96 anos .✨️

quinta-feira, 28 de novembro de 2024

A Quem Interessa ?

 


Por Abilio Machado 

Hoje novamente troquei mensagem sobre a informação,  a desinformação,  as teorias de conspiração e a pregunta que fica sempre e que levantou é: __A Quem Interessa?

Hoje vemos que há informação que são liberadas para criar uma disseminação de desinformação,  como as vacinas que ao misturarem a criação da vacina covid 19 acabou atingindo outras vacinas e com isso doenças erradicadas retornaram como a poliomielite, a coqueluche e a febre amarelo.

Mas o pensamento é sempre aquele, " Em pais X ou Y não se usa isso ou aquilo, esquecem que nossa realidade é totalmente diferente e a comparação só pode acontecer quando há equidade cultural e sociopolítica.

Outro porém é quando falam e difamam ao Exército Brasileiro só porque ele não atendeu aos seus desejos e sim à nação. O delírio se torna tão exacerbado que tais compartilhamentos veem de quem bate ao peito com palavras de ordem e moral e ao olhar seus perfis se vê que disso que se exige dos outros nada há.


A Difamação do Exército Brasileiro e as Narrativas de 2022


Em 2022, após as eleições presidenciais no Brasil, surgiram manifestações questionando o resultado das urnas. Entre os grupos mais vocalizados, muitos clamavam pela intervenção das Forças Armadas, especialmente do Exército Brasileiro, esperando que este tomasse medidas para alterar o cenário político. No entanto, a postura institucional das Forças Armadas, que se manteve dentro dos limites constitucionais, gerou reações adversas.


Essa situação resultou em uma narrativa que buscava difamar o Exército, acusando-o de omissão ou até de "traição" por não atender aos apelos de grupos que desejavam uma ruptura institucional. Essa exacerbação na crítica reflete um fenômeno complexo de desinformação e manipulação de expectativas.

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Análise das Narrativas e Seus Interesses


A narrativa que difamava o Exército serviu a diferentes interesses:

Grupos políticos descontentes: Buscavam atribuir a responsabilidade do desfecho das manifestações às Forças Armadas, criando uma cortina de fumaça para seus próprios fracassos em mobilizar apoio popular ou institucional.

Atores oportunistas: Alguns disseminadores dessas críticas buscavam apenas agitar a opinião pública, explorando o descontentamento como forma de obter notoriedade ou ganhos políticos futuros.

Interesses externos: Em um cenário global de polarização, há sempre o risco de grupos estrangeiros fomentarem desinformação para desestabilizar instituições democráticas.

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Exemplo e Reflexão


Durante esse período, vídeos e mensagens circularam em redes sociais acusando generais e oficiais de "abandonarem o povo" ou de "compactuarem com o sistema". Em muitos casos, essas informações eram infundadas ou distorcidas.


Reflexão:

A quem interessava essa narrativa? Difamar o Exército não apenas enfraquece uma instituição fundamental para a estabilidade do país, mas também pode servir a agendas que buscam minar a confiança nas forças democráticas. A postura legalista das Forças Armadas, nesse contexto, não foi uma omissão, mas um compromisso com a Constituição.

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A Importância da Compreensão Pública


Para lidar com esses ataques infundados, é essencial:

Promover a educação cívica, explicando o papel constitucional das Forças Armadas.

Desmentir fake news que busquem desestabilizar ou manipular a opinião pública.

Valorizar o respeito institucional, reconhecendo o peso da responsabilidade das Forças Armadas na manutenção da ordem democrática.

Assim como em outros casos de desinformação, cabe ao cidadão crítico refletir: a quem interessa a difamação do Exército? Em muitos casos, a resposta revela intenções que vão além das aparências.


Reflexões sobre Desinformação e Narrativas Conflitantes

Vivemos em uma era marcada pela abundância de informações. Porém, essa facilidade de acesso traz um problema grave: a desinformação. Ela se espalha rapidamente, encontrando terreno fértil em grupos que, por vezes, preferem confirmar seus vieses do que buscar a verdade. Por outro lado, há também aqueles que resistem a qualquer informação que confronte suas crenças, optando por silenciá-la ou deslegitimá-la. Neste artigo, vamos explorar como essas dinâmicas funcionam e para quem, de fato, interessa a manutenção desse cenário.

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O Papel das Narrativas na Desinformação


A desinformação raramente surge de forma aleatória. Ela é frequentemente arquitetada para atender a interesses específicos, seja políticos, econômicos ou sociais. Narrativas bem elaboradas conseguem manipular emoções, reforçar preconceitos e criar divisões.


Exemplo:

Durante a pandemia de COVID-19, teorias da conspiração sobre vacinas se espalharam rapidamente. Muitas dessas narrativas alimentavam desconfianças já existentes e foram amplificadas por grupos com agendas políticas ou ideológicas. Pessoas que desejavam reforçar seu ceticismo em relação à ciência abraçaram essas informações sem questionar.


Reflexão:

A quem interessava a disseminação dessas informações falsas? Grupos contrários a políticas públicas de vacinação ou indivíduos que lucravam com tratamentos alternativos questionáveis foram alguns dos beneficiados.

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O Fenômeno da Aceitação Passiva

Muitas pessoas não questionam a veracidade das informações que consomem. Isso ocorre por diversos motivos:

Confirmação de crenças: Informações que confirmam nossos pontos de vista são mais fáceis de aceitar.


Falta de acesso a fontes confiáveis: Nem todos têm o hábito ou a capacidade de verificar fatos.


Sobrecarga de informações: Em um mundo inundado de dados, filtrar o que é verdade exige tempo e esforço.


Exemplo:

Uma fake news sobre um político pode se espalhar em grupos de WhatsApp antes mesmo que seja desmentida. O estrago já está feito porque muitos compartilham sem verificar, apenas porque a notícia se alinha ao que gostariam que fosse verdade.


Reflexão:

Nesse cenário, quem ganha? Muitas vezes, opositores políticos ou grupos interessados em enfraquecer determinada figura pública.

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A Repressão da Informação Verdadeira

Por outro lado, há aqueles que tentam silenciar ou deslegitimar informações que não lhes convêm. Isso ocorre principalmente quando verdades incômodas ameaçam interesses estabelecidos.


Exemplo:

Jornalistas investigativos que expõem esquemas de corrupção frequentemente enfrentam campanhas de difamação ou até ameaças. Grupos poderosos tentam descredibilizar suas denúncias para preservar o status quo.


Reflexão:

A quem interessa calar essas vozes? Aqueles diretamente envolvidos nos escândalos ou que se beneficiam da manutenção das estruturas corruptas.

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Como Lidar com Esse Cenário?

1. Educação midiática: Ensinar as pessoas a identificar fontes confiáveis e a questionar informações é fundamental.

2. Fomento ao jornalismo independente: Apoiar veículos que se dedicam à apuração rigorosa ajuda a combater a desinformação.

3. Responsabilidade individual: Cada um de nós tem o dever de verificar antes de compartilhar.

4. Plataformas digitais: Redes sociais precisam aprimorar seus mecanismos de contenção de fake news e promover conteúdos verificados.

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Se pergunte sempre, mesmo que goste daquilo que te encanta aos ouvidos:

 A Quem Interessa a Verdade?

No fim, cabe a cada um refletir sobre suas próprias motivações ao consumir e compartilhar informações. Pergunte-se sempre: a quem interessa esta narrativa? Quem ganha e quem perde com sua disseminação? A verdade, embora incômoda, é um bem coletivo que precisa ser protegido. Somente com esforço conjunto será possível construir uma sociedade menos vulnerável à desinformação.


Ainda tenho esperança que os Veteranos das Forças Armadas se unirão para levantar o moral do Exército Brasileiro! Uma vez PE, sempre PE!


domingo, 24 de novembro de 2024

Chora coração, mas não parta!

 


Chora coração, mas não parta!


“No extremo norte, numa pequena e acolhedora casa, quatro crianças viviam com a sua amada avó. Uma mulher gentil, que cuidou deles durante muitos anos. Agora ela tinha uma visita.


Não querendo assustar as crianças, o visitante tinha deixado a foice do lado de fora da porta. De qualquer maneira, eles sabiam que era a morte. Nels, o mais velho, e sua irmã Sonia fecharam os olhos, cheios de tristeza. Kasper, que era mais novo, tentou ignorar o visitante. Mas Leah, a mais nova, que sempre se metia em problemas, olhava fixamente para a Morte.


Na quietude, as crianças podiam ouvir a avó lá em cima, respirando com a aspereza que possuíam as figuras da mesa. Eles sabiam que a Morte tinha vindo por ela e que o tempo era curto.


Como todos sabem que o único amigo da Morte é a noite, as crianças rapidamente criaram um plano. Manteriam a Morte longe da avó dando-lhe café a noite toda. Ao amanhecer, não teria escolha senão partir sem ela.


Então, sempre que a Morte esvaziava a sua xícara, Nels perguntava: "Mais café, senhor? " E a morte acenou. A Morte adorava seu café, forte e preto como a noite, estava feliz por sentar e descansar um pouco.


O tempo passou.

Finalmente, a morte estava pronta. Colocou sua mão ossuda sobre sua caneca para indicar "não mais".


Então, Leah, que esteve observando a Morte toda a noite, estendeu o braço e pegou sua mão.

"Oh morte", disse ela, "Nossa avó é tão amada por nós, por que tem que morrer? "

Algumas pessoas dizem que o coração da morte é frio e preto como um pedaço de carvão, mas isso não é verdade. Debaixo de sua camada de tinta, o coração da morte é vermelho como o pôr do sol mais belo e pulsa com um grande amor pela vida.


A morte queria ajudar as crianças a entender, então ela disse. "Gostaria de te contar uma história"

E com uma voz forte e doce, ele começou a falar.


"Era uma vez, faz tanto tempo que só eu consigo lembrar, viviam dois irmãos. Um se chamava Tristeza, o outro Dor. Lamentáveis e tristes, eles se moviam de cima para baixo no seu vale sombrio. Eles estavam lentos e pesados, e porque nunca levantaram os olhos, nunca viram através das sombras os cumes das montanhas.


No topo dessas montanhas, viviam duas irmãs, Alegria e Deleite. Elas eram brilhantes e risonhas e seus dias eram cheios de felicidade. A única sombra na vida deles era a sensação de que lhes faltava algo. Eles não sabiam o quê, mas sentiam que não podiam desfrutar plenamente da sua felicidade. "


A morte viu Leah acenar e disse: "Acho que você pode adivinhar o que aconteceu depois".


"Um dia, irmãos e irmãs se conheceram. A Tristeza se apaixonou instantaneamente por Deleite, e ela por ele. Foi o mesmo para Dor e Alegria. Cada um não podia viver sem o outro."


"Depois de seu casamento duplo e grande celebração, os dois casais mudaram-se para casas vizinhas no meio da montanha. Desta forma, a distância das suas antigas casas foi a mesma."


"Todos viveram até serem muito velhos. Quando chegou a hora de morrer, Dor e Alegria fizeram-no no mesmo dia, assim como Tristeza e Deleite. A felicidade deles juntos tinha sido tão grande que não podiam viver um sem o outro."


"Essa é uma boa história". Ele disse Nels.

"É o mesmo com a vida e a morte".

A morte disse: "O que seria da vida se não houvesse morte? Quem aproveitaria o sol se nunca chovesse? Quem teria saudades do dia se não houvesse noite? ”


As crianças não tinham certeza se tinham compreendido completamente a Morte, mas de alguma forma sabiam que ela estava certa.


Finalmente, a Morte levantou-se. Era hora de subir as escadas. Uma linha cinza pálida apagava a noite. Kasper queria deter a Morte, mas Nels impediu-o. "Não", disse Nels. "A vida continua. É assim que deve ser."


Momentos depois, as crianças ouviram a janela de cima se abrir. Depois, com uma voz entre um grito e um sussurro. A Morte disse:


"Voa, Alma. Voe, voe para longe."


As crianças correram escadas acima e entraram na ponta dos pés no quarto da avó.


A avó tinha morrido.


As cortinas se mexiam pela suave brisa da manhã. Olhando para as crianças, a Morte diz baixinho:


“Chore, coração, mas nunca se quebre.

Deixe que suas lágrimas de dor e tristeza o ajudem a começar uma nova vida. "


E depois foi embora.


Para sempre, sempre que as crianças abrirem a janela, elas pensarão na avó. E quando a brisa acariciar seus rostos, eles poderão sentir seu toque.


Nos anos que se seguiram, as crianças viveram com alegria e tristeza. Eles sempre se lembraram das palavras da Morte e sentiam um grande conforto nos seus corações que às vezes doíam e choravam... mas nunca se quebravam.


...contando histórias 

Abilio Machado

HOJE TUDO PARECE COMPRADO FEITO! _Maria!

  Hoje, domingo ao final da Conferência da Estaca Campo Comprido, encontrei com a Irmã Maria e sua amiga no jardim na lateral da Igreja, e em nossa conversa falamos do passado, dos tempos antigos e ela disse a frase título deste tema, e falei a ela, vou anotar e vou escrever uma crônica sobre... E eis o que saiu, espero que gostem, pois em meio a ficção da história há muitas verdades de minha infância, minha psicóloga vai adorar este meu expurgo emocional...



Tudo Parece Pronto

Outro dia, sentei-me na praça da cidade. Sabe aquelas praças que parecem sobreviventes de um tempo que teima em sumir? Aquelas onde as árvores são mais velhas que qualquer um que passa por ali e as calçadas são gastas de tantos pés que já pisaram, de crianças que já correram, de casais que já namoraram? Pois é. Sentei-me ali, como quem quer escutar o tempo. E o tempo falou, meio sussurrado, como se reclamasse.

Lembro de quando as coisas pareciam ter mais substância, mais história. Um café não era só um copo de líquido quente apressado em um copo descartável. Era uma desculpa pra conversar, pra rir de besteiras, pra passar o tempo. Hoje, tudo parece já vir empacotado, no ponto, pasteurizado. O café é só mais um item no meio do dia corrido, programado pra ser eficiente, mas nunca pra ser vivido.

E não é só o café. Tudo parece assim, feito sob medida pra ocupar, mas não pra preencher. Aquele velho sofá da casa da vó, que tinha uma capa de crochê esfiapada, foi trocado por móveis minimalistas, de linhas retas e tons neutros. Bonitos, eficientes, mas sem história. Sem a marca das conversas, dos cochilos improvisados, dos domingos preguiçosos. O crochê estava torto, mas era de verdade, feito de linha e de paciência, daqueles que demoravam tardes inteiras pra nascer, no ritmo da mão de quem sabia fazer, de quem aprendeu sem pressa.

Hoje, quando ando pela cidade, tudo me parece rápido demais, genérico demais, igual demais. São tantas lojas iguais, tantas fachadas idênticas, tantas opções que se dizem diferentes, mas que no fundo são apenas versões da mesma coisa. A gente entra, escolhe, paga e sai, com a sensação de que algo ficou faltando, de que não houve um encontro verdadeiro, de que as coisas não têm mais a mesma essência.

Até as conversas são assim. Curtas, rápidas, enviadas por mensagens instantâneas, com palavras cortadas, com emojis no lugar de expressões. E quando a gente senta com alguém pra conversar, parece que até a conversa segue um roteiro invisível, um checklist de temas a serem cumpridos antes que o tempo acabe. Tudo parece comprado feito, e não só as coisas, mas os momentos, as sensações. Até as emoções vêm pré-fabricadas, adaptadas para caber nas fotos postadas nas redes, editadas, corrigidas, recortadas até parecerem perfeitas – mas perfeição não é o mesmo que verdade.

Dizem que antigamente era tudo mais difícil. Eu não duvido. Mas talvez era essa dificuldade que fazia a vida ter aquele gosto especial. Não era fácil, mas era único. O cheiro do bolo de fubá que a mãe fazia aos sábados, aquele que às vezes queimava no fundo mas ninguém ligava, porque o cheiro da casa era de casa. Ou das manhãs em que ela fazia orelha de padre na chapa do fogão a lenha, o aroma doce e aconchegante preenchendo a cozinha.

Lembro também dos domingos, quando fazíamos macarrão em casa, com muito trigo espalhado pela mesa. Cortávamos as tiras uma a uma e as deixávamos secar, penduradas como bandeirinhas improvisadas, à espera do almoço que juntava a família. E do meu pai, fazendo polenta na velha panela de ferro, despejando-a fumegante sobre a tábua, onde ela se assentava devagar, como lava vulcânica que esfria e cria uma crosta irresistível.

E havia os potes de vidro com balas coloridas no armazém do Casemiro, que pareciam tesouros esperando pelas mãos de uma criança. As caronas na carroça do Seu Otto, com o balanço suave das rodas de madeira pelas ruas de terra. E os domingos em que eu levava seu almoço ou janta e o acompanhava meu pai, na velha Fábrica Iguaçu, onde ele fazia as rondas, e eu me sentia grande, importante, parte de um mundo que já não existe mais. São tantas pessoas que conheci, tantas que já se foram, mas que permanecem comigo, guardadas na memória de dias que pareciam mais cheios, mais autênticos. Menos vazios e plásticos, enlatados como hoje.

Naqueles tempos, as brincadeiras ao ar livre eram o que tínhamos de melhor. A rua era o nosso reino, e a simplicidade do brincar com pedrinhas, correr descalço e subir em árvores nos fazia donos de um mundo inteiro. O campo da Ilha era nosso Playground, comentei no ônibus na volta: __Quando pequeno conhecia isso aqui como a palma da minha mão. Foram bons tempos, tempos em que a vida era sentida de verdade, de corpo e alma, sem pressa.

Voltei pra casa com a sensação de que, no fundo, estamos todos buscando por algo que já foi. Procurando autenticidade num mundo que se acostumou a se vender pronto, com prazo de validade e manual de instruções. E, talvez, seja por isso que as velhas praças, as que ainda resistem, acabam virando refúgio. Porque, no fundo, a gente sabe: a vida de verdade não é só sobre estar pronto, é sobre viver, errar, e rir do erro.

Neste mesmo dia, ao chegar em casa, peguei uma mimosa que Ronna e Elaine colocaram ontem para mim num pacotinho, devem ter comprado num daqueles pequenos mercadinhos que ainda resistem por aí, pensei eu. A casca estava machucada, e quando abri, vi que uma parte estava estragada. Mas a outra metade estava doce, suculenta, como há tempos eu não sentia. Comi ali mesmo, frente a pia da cozinha, deixando o suco escorrer pelos dedos, e não pude evitar um sorriso. Era um gosto antigo, mas era verdadeiro.

E vim ao computador digitar este texto, pensando que, às vezes, é melhor uma vida imperfeita, feita de pedaços tortos e de erros bonitos, do que uma vida que vem sempre pronta, mas nunca viva.

e é assim... Com um algumas lágrimas pela memória afetiva revivida.


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Abilio Machado: Papai Noel, Neuropsicoartepedagogo ICH, Arteeducador e Massoterapeuta QiGong.

segunda-feira, 18 de novembro de 2024

As horas e o calendário


 JÁ SE PERGUNTOU POR QUE 1 HORA DIVIDIMOS EM 60 MINUTOS E CADA MINUTO EM 60 SEGUNDOS OU PORQUE TEMOS 12 MESES E NÃO 13 OU 11?


👉-Há cerca de 5.000 anos, os sumérios, que viviam na antiga Mesopotâmia (atual Iraque), revolucionaram a forma como percebemos e medimos o tempo.

Os matemáticos da Mesopotâmia Antiga utilizaram um sistema de numeração baseado no número 60 conhecido como sistema sexagesimal e posicional, provavelmente inspirado nas computações feitas para construir seus "primitivos" calendários lunares: 12 meses de 30 dias solares.

Este sistema único levou a dividir posteriormente uma hora em 60 minutos e um minuto em 60 segundos, conceitos que ainda são utilizados hoje.

A necessidade dos sumérios de dispor de um tempo preciso foi impulsionada por sua sociedade agrícola. Calendários precisos eram essenciais para plantar e colher culturas. Eles também precisavam coordenar suas complexas cerimônias religiosas e atividades administrativas.

Para ajudar a medir o tempo, os sumérios fizeram importantes avanços na astronomia.

Eles observaram os movimentos dos corpos celestes e usaram esse conhecimento para criar um calendário lunar de 12 meses.


Os sumérios dividiram o ano em doze ciclos lunares, embora este tempo não coincidisse com o ano solar (que era mais longo), então eles adicionavam um dia a cada quatro anos para compensar (o que é agora o ano bissexto).

Mais tarde, os babilônios dividiram o dia em 24 horas e a hora em 60 minutos, que se alinhava estreitamente com as estações agrícolas.

Essas divisões não eram arbitrárias, mas foram projetadas para serem práticas e facilmente divisíveis, refletindo a compreensão avançada da matemática suméria.

Esta abordagem inovadora do tempo teve um impacto profundo em civilizações posteriores, incluindo os babilônios, gregos e romanos, que adotaram e desenvolveram ainda mais o sistema sumério.

O legado do sistema de cronometragem Sumérios é evidente em nossos relógios e calendários modernos, demonstrando a influência duradoura de sua engenhoca em nossa vida diária.

O silêncio

 



🇫🇮🤝🏻😲 Na Finlândia, o silêncio é sinal de respeito: Ao contrário de muitas culturas, onde o “small talk” é comum, os finlandeses preferem interações mais substanciais. Na Finlândia, o conceito de conversa trivial, ou "small talk", não é nem incentivado nem algo com que muitos se sintam confortáveis. Curiosamente, a língua finlandesa sequer possui uma palavra específica para designá-lo.


Desde cedo, crianças finlandesas aprendendo inglês são surpreendidas ao descobrir que, em interações com estrangeiros, esse tipo de conversa é visto como um elemento esperado. Em reuniões sociais, é comum que os finlandeses não sintam necessidade de preencher o silêncio com falas desnecessárias – pausas podem durar minutos, sem desconforto. Esse respeito pelo silêncio reflete uma preferência cultural que valoriza a profundidade sobre a superficialidade.


Se um dia você visitar a Finlândia, lembre-se: o silêncio não é falta de interesse, mas uma oportunidade de reflexão mútua. Para respeitar esse espaço, é melhor evitar conversas superficiais, como comentários sobre o clima.

quarta-feira, 13 de novembro de 2024

A compreensão humana

 


A compreensão humana é um campo vasto e fascinante, que envolve nossos pensamentos, comportamentos e desejos. A mente humana é complexa, composta por camadas de experiências, sentimentos e percepções únicas. Cada indivíduo carrega consigo um universo interno, moldado por fatores biológicos, psicológicos, culturais e sociais. É essa diversidade de influências que nos torna tão diferentes uns dos outros.


Nossos pensamentos são guiados tanto pela lógica quanto pelas emoções. Cada pessoa tem uma forma singular de interpretar o mundo, influenciada por suas vivências e memórias. Da mesma forma, nossos comportamentos variam: alguns agem impulsivamente, enquanto outros preferem a cautela; uns buscam o coletivo, enquanto outros valorizam a individualidade.


Os desejos, que nos movem e motivam, são igualmente variados. O que é importante para um pode não ter o mesmo valor para outro, refletindo nossas aspirações e necessidades pessoais. Essa diferença é resultado de uma complexa interação entre nossos genes e o ambiente que nos rodeia, entre nossa história pessoal e os valores que aprendemos ao longo da vida.


Somos tão diferentes porque a humanidade é um mosaico de identidades, cada uma essencial para a riqueza do todo. Essa diversidade é o que nos impulsiona a crescer, a aprender uns com os outros e a buscar sempre novas formas de nos compreendermos e nos relacionarmos. É a complexidade da mente humana que torna a vida tão cheia de possibilidades, conflitos, e beleza.