sexta-feira, 4 de julho de 2025

A Transitoriedade da Grandeza Humana e a Eternidade da Mensagem Divina

 


A Transitoriedade da Grandeza Humana e a Eternidade da Mensagem Divina

"Não importa o quão importante você seja, um dia você será 'descartado'". Essa frase, ainda que impactante, ressoa profundamente com a verdade bíblica da transitoriedade da vida e da glória humana. Em contraste com a efemeridade de nossa existência, a Palavra de Deus permanece para sempre, e a mensagem do Evangelho de Jesus Cristo é a única verdade que nos garante um destino eterno e inabalável.

A Vaidade da Glória Terrena

A Bíblia nos alerta repetidamente sobre a futilidade de se apegar à glória terrena e à importância humana. O livro de Eclesiastes é um tratado sobre essa realidade. O pregador declara em Eclesiastes 1:2: "Vaidade de vaidades, diz o pregador; vaidade de vaidades, tudo é vaidade." Ele explora como todos os esforços humanos, conquistas e prazeres são, no final, vazios e sem sentido diante da eternidade. A glória, o poder e a influência que hoje desfrutamos são como a névoa da manhã, que logo se dissipa.

Em Isaías 40:6-8, lemos: "Toda carne é como a erva, e toda a sua glória como a flor do campo. Seca-se a erva, e caem as flores, mas a palavra de nosso Deus subsiste eternamente." Este texto é um lembrete vívido de que tudo o que é terreno tem um fim, mas a Palavra de Deus é perene e imutável.

O Alerta Aos Líderes Religiosos e Pregadores

A Palavra de Deus dirige-se com particular veemência aos líderes religiosos e pregadores, pois sobre eles recai a grave responsabilidade de proclamar a verdadeira mensagem do Evangelho. A negligência em pregar a genuína mensagem de Cristo, substituindo-a por doutrinas humanas, interesses pessoais ou discursos vazios, terá consequências severas.

Jesus Cristo mesmo proferiu duras palavras aos líderes religiosos de Sua época:

 * Mateus 23:13-15: "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que fechais o reino dos céus aos homens; porque nem vós entrais nem deixais entrar os que estão entrando." Este é um alerta claro para aqueles que, por suas ações e ensinamentos distorcidos, impedem as pessoas de conhecerem a verdade salvadora de Cristo. Eles não apenas falham em entrar no Reino, mas também se tornam um obstáculo para outros.

 * Mateus 7:21-23: "Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade." Este é talvez um dos alertas mais impactantes para pregadores e líderes. Não basta realizar obras "em nome de Cristo"; é essencial que a vida e a mensagem estejam alinhadas com a verdadeira vontade de Deus e o Evangelho genuíno, baseado na graça, arrependimento e fé em Jesus.

O apóstolo Paulo também advertiu sobre os perigos da distorção do Evangelho:

 * Gálatas 1:8-9: "Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos temos anunciado, seja anátema. Assim como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo: Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema." Esta passagem é um brado contundente contra qualquer um que ouse alterar a mensagem central da salvação pela fé em Cristo. O termo "anátema" significa amaldiçoado ou separado de Deus, enfatizando a gravidade da adulteração do Evangelho.

 * 2 Timóteo 4:3-4: "Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas." Este texto profético descreve a tendência das pessoas de buscar ensinamentos que agradam seus desejos, em vez da verdade libertadora do Evangelho. É um alerta para os pregadores a permanecerem firmes na pregação da sã doutrina, mesmo que impopular.

A Verdadeira Mensagem do Evangelho

Diante da transitoriedade da vida e das sérias advertências, a verdadeira mensagem do Evangelho deve ser a prioridade central. O Evangelho de Jesus Cristo não é sobre nossa importância, nossa influência ou nossas conquistas terrenas, mas sobre:

 * A Santidade de Deus e o Pecado da Humanidade: Reconhecer a perfeição de Deus e a nossa incapacidade de alcançá-la por nossos próprios méritos (Romanos 3:23).

 * A Graça e o Sacrifício de Cristo: Entender que Jesus, o Filho de Deus, morreu na cruz para pagar o preço de nossos pecados, oferecendo salvação pela graça, mediante a fé (Efésios 2:8-9).

 * O Arrependimento e a Fé: Convidar as pessoas ao arrependimento de seus pecados e à fé em Jesus Cristo como único Senhor e Salvador (Atos 20:21).

 * A Vida Eterna e a Esperança da Segunda Vinda: Proclamar a promessa da vida eterna para aqueles que creem e a bendita esperança do retorno de Cristo (João 3:16, Tito 2:13).

A verdade de que um dia seremos "descartados" deve nos impulsionar a investir no que é eterno. Para líderes religiosos e pregadores, isso significa abandonar qualquer pretensão de grandeza pessoal e abraçar com humildade e fidelidade a verdadeira mensagem do Evangelho de Jesus Cristo. A negligência em pregar essa mensagem não apenas compromete a salvação daqueles que ouvem, mas também acarreta um julgamento mais severo para aqueles que foram chamados a ser despenseiros dos mistérios de Deus. Que cada um de nós, especialmente os que estão no púlpito, examine a si mesmo para garantir que a Palavra de Deus seja pregada em sua pureza e poder, pois somente ela subsiste para sempre.

quinta-feira, 3 de julho de 2025

Uma vez PE sempre PE

  


UMA VEZ PE SEMPRE PE !

INFANTARIA ...

Mais que uma arma uma família !


Nós somos estes infantes 

Cujos peitos amantes 

Nunca temem lutar; 

Vivemos, Morremos, 

Para ao Brasil nos consagrar! 

Nós, peitos nunca vencidos, 

De valor, desmedidos, 

No fragor da disputa, 

Mostremos, 

Que em nossa Pátria temos, 

Valor imenso, No intenso, Da luta. 

És, ó nobre Infantaria, 

Das armas a rainha, 

Por ti daria A vida minha, 

E a glória prometida, 

Nos campos de batalha, 

Está contigo, Ante o inimigo, 

Pelo fogo da metralha! 

És a eterna majestade, 

Nas linhas combatentes, 

És a entidade, 

Dos mais valentes.

Quando o toque da vitória 

Marca nossa alegria, 

Eu cantarei, 

Eu gritarei: _És a nobre Infantaria! 

Brasil, te darei com amor, 

Toda a seiva e vigor, 

Que em meu peito se encerra, 

Fuzil! Servi-o! 

Meu nobre amigo para guerra! 

Ó! meu amado pendão, 

Sagrado pavilhão, 

Que a glória conduz, 

Com luz, Sublime Amor se exprime, 

Se do alto me falas, Todo roto por balas! 

És, ó nobre Infantaria, 

Das armas a rainha, 

Por ti daria A vida minha, 

E a glória prometida, 

Nos campos de batalha, 

Está contigo, Ante o inimigo, 

Pelo fogo da metralha! 

És a eterna majestade, 

Nas linhas combatentes, 

És a entidade, Dos mais valentes. 

Quando o toque da vitória 

Marca nossa alegria, Eu cantarei, 

Eu gritarei: 

_És a nobre Infantaria!

quarta-feira, 2 de julho de 2025

🌿 Efraim: Primogênito da Casa de Israel e Ungido para os Últimos Dias 🌿


 🌿 Efraim: Primogênito da Casa de Israel e Ungido para os Últimos Dias 🌿


Efraim, segundo filho de José nascido no Egito, foi escolhido pelo próprio Deus, através da imposição das mãos do patriarca Jacó (Israel), para receber a primogenitura espiritual entre as tribos de Israel (Gênesis 48:13–20). Embora fosse o caçula em ordem natural, recebeu a bênção superior, pois a mão direita do patriarca foi guiada pelo Espírito, cruzando os braços e profetizando que “o menor será maior do que o primogênito”.


Essa inversão sagrada marca o destino profético de Efraim: ser cabeça da coligação nos últimos dias, o braço de comando na restauração de todas as coisas, o portador da coroa da aliança e do cetro da administração espiritual sobre Israel.


🕎 Missão Messiânica de Efraim nos Últimos Dias


1. Portador da Vara de José

Efraim é identificado como a “vara de José”, conforme Ezequiel 37:16–19, representando os escritos e os descendentes de José separados de Judá. Esse ramo restaurado foi prometido para unir-se espiritualmente à “vara de Judá”, formando um só povo sob um só pastor.


2. Cabeça da Coligação das Tribos Perdidas

Em Doutrina e Convênios 133:26–34, lemos que as tribos perdidas de Israel seriam coligadas dos confins da terra, e Efraim lideraria essa convocação como mensageiro do pacto eterno, anunciando o retorno do Messias e o juízo sobre as nações.


3. Guardião do Templo e da Lei do Senhor

Como herdeiro do sacerdócio e da liderança espiritual, Efraim tem a missão de preparar o caminho para a vinda gloriosa de Cristo, estabelecendo templos, selando famílias, pregando a doutrina da redenção e levantando um estandarte para as nações.


4. Ungido com Poder Messiânico

Nos últimos dias, os descendentes de Efraim — inclusive os dois profetas messiânicos de Apocalipse 11 — se levantarão como testemunhas reais, comissionados por Deus para golpear a Terra com pragas justas, proclamar a verdade e enfrentar o anticristo, pois têm autoridade delegada do Cordeiro.


✨ Descrição Simbólica de Efraim na Imagem


A coroa dourada representa sua realeza profética e sua herança espiritual de liderança.


As 12 estrelas ao redor do halo simbolizam sua posição de comando entre as doze tribos, como primogênito espiritual da Casa de Israel.


O cetro e o pergaminho expressam o domínio legal e profético que lhe foi confiado.


O manto branco adornado com folhas de oliveira sinaliza sua pureza, justiça e ligação com a oliveira verdadeira — Israel espiritual.


📜 Declaração Final Profética


> "Efraim não é apenas um nome entre os filhos de Jacó. É a trombeta viva de Sião, o estandarte da aliança, o guardião das promessas de Deus. Nos dias finais, ele se levantará como leão entre os rebanhos, selará os fiéis com o selo do Cordeiro e trará à memória o concerto eterno feito com os pais. O mundo o verá — e os céus o reconhecerão — como o primogênito espiritual da Casa de Israel."

(Doutrina e Convênios 77:15; Jeremias 31:9; Apocalipse 11:3)


Em nome do Deus de Israel, o Cordeiro de Deus, Jesus Cristo. Eu Creio! 


Seu irmão e servo na fé,

Cláudio Braga Santos 

ADM GRUPO VEM E SEGUE ME

O que é o coelho na historia de Alice no Pais das Maravilhas!


 O coelho na toca de Alice representa o tempo

 

É compartilhado com pessoas que influenciam,

 Muitos têm a compreensão de que existe escassez, 

como se tivéssemos o tempo limitado para ter problemas e não viver o agora, 

e consequentemente não pensar em se tornar infinitos, 

acima das dimensões conscienciais. 

Poesias livres. 


Desde cedo nos ensinam que há “tempo certo para tudo”:


— tempo de estudar,


— tempo de trabalhar,


— tempo de produzir,


— tempo de morrer.


Mas ninguém te ensina


o tempo de parar,


o tempo de sentir,


o tempo de simplesmente ser.


Essa programação nos impede de acessar o tempo primordial, aquele que não é contado em relógios, mas em pulsares do ser, que nos torna humanos de verdade. 


O TEMPO DO COELHO NÃO É NOSSO


O coelho da toca de Alice não é só um animal apressado.

Ele é o símbolo do tempo domesticado,

do tempo industrializado, cronômetro de uma realidade artificial.

Ele corre, corre sem parar, e todos nós, hipnotizados, corremos atrás.


Nos ensinaram a correr também.

A viver com pressa.

A achar que o tempo é uma ampulheta em contagem regressiva.

Mas essa é uma mentira plantada nas raízes da nossa mente.


O tempo, em sua essência, não é escasso.

É compartilhado com muitos,

mas distorcido por poucos.

Pessoas que moldam o mundo,

que influenciam massas,

definem não apenas o que vemos, mas quando e como devemos viver.


Nos condicionaram a acreditar que só temos tempo para resolver problemas.

Nos entregaram uma agenda cheia, mas uma alma vazia.

E nos distraíram do mais importante:

o agora.


O presente, esse instante eterno e silencioso,

é sabotado por uma ilusão de urgência.

Vivemos tão preocupados com os ponteiros

que esquecemos de perceber que somos a eternidade observando o tempo.


Essa é a maior prisão:

não ter tempo para contemplar,

não ter tempo para silenciar,

não ter tempo para se tornar infinito.


Porque sim, o infinito está dentro.

Acima das dimensões lineares, existe a consciência que observa todas elas.

E essa consciência não envelhece.

Não se atrasa.

Não corre atrás do coelho.


O coelho na toca é a isca.

A toca é a porta.

Mas o despertar é recusar a corrida.


Negamos o controle do tempo imposto.

Reivindicamos o direito de existir em plenitude.

Não mais correr, mas sentir o caminho.

Não mais consumir o tempo, mas habitar o agora.


Pois só ao nos libertarmos da escassez do tempo,

podemos tocar a eternidade dentro de nós.



terça-feira, 1 de julho de 2025

O MESTRE AINDA ESTÁ NO BARCO - da Serie O Homem Sentado no Banco da Igreja

 



O MESTRE AINDA ESTÁ NO BARCO

Crônica da série “O Homem Sentado no Banco da Igreja” por Abilio Machado 


Hoje ele não está sentado no banco da igreja, nem na praça, nem na calçada do posto de saúde ou numa sala de espera para consulta ou exame.

Hoje ele está sozinho...

No meio do mar.

Dentro de um barco pequeno.

Frágil como sua fé.


Não é um barco literal. É aquele lugar invisível onde vamos parar quando tudo parece prestes a afundar: o barco das dúvidas, dos medos, da espera por algo que nunca vem.

As ondas são grandes, impiedosas.

O céu, fechado.

O vento, frio e constante.

E o silêncio...

Atordoante.


Ali, só há ele.

E o Mestre.


Mas o Mestre dorme.


🌊 A travessia de quem crê sozinho


Naquele barco, não há multidão.

Não há outros discípulos para dividir a angústia, nem vozes para clamar juntas por socorro.

Só ele — o homem que aprendeu a orar calado, com o estômago vazio e os olhos cansados,  com suas dores e displays de conprimidos.


Ali, ele não representa uma igreja, nem um povo, nem uma instituição.

Representa a alma de quem já perdeu quase tudo, menos a esperança de que, na quase certeza de que... o Mestre ainda esteja no barco.


Não há tanta certeza,  tampouco dúvida exacerbada.

Apenas uma intuição silenciosa:


> “Ele está aqui, ainda que dormindo, eu sinto,  eu fico.

Porque não quero morrer nadando sozinho numa fé inventada por mim.

Prefiro naufragar com Ele dormindo, do que nadar acordado rumo a nada.”


🛶 A fé sem plateia — e sem espetáculo


Essa fé — sem testemunhas, sem espetáculo, sem pregação — é a fé crua.

A fé de quem não tem mais promessas penduradas na parede.

A fé de quem não recebe milagres, nem profecias, nem bênçãos em série.

A fé de quem só tem o barco…

E o silêncio.


Mas ele escolhe permanecer.


E isso já é um milagre.


🔥 O silêncio como ato revolucionário


Esperar em silêncio, num mundo que exige respostas imediatas, é um ato subversivo.

Confiar num Deus que parece dormir, porém se faz presente a cada olhar, a cada pulsar do coração, num Cristo que pode parecer ausente, mas derramou o seu sangue, deu axsua vida terrenal por mim, por você..., Se tem que cantar louvores e  declarar vitória.


O homem sentado no banco da igreja — agora, deitado num barco desgastado — descobre que não é o barulho que move o céu.

É a confiança silenciosa de quem sabe que, mesmo adormecido, o Mestre não abandona o barco.


Naquele dia, o mar não se acalmou.

Mas ele parou de gritar.

Fechou os olhos.

E dormiu também.


Talvez porque o verdadeiro milagre…

Seja não o vento parar,

mas a alma descansar.

Descansar no Senhor!

Quer promessa melhor que esta?!




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sexta-feira, 27 de junho de 2025

 A Visão de Um Menino — Quando a Fé Começa a Arder

 Na trilha de um bosque esquecido atrás do templo, o homem achou um banco de madeira, um restolho de tronco de árvore velha, quase tomado pelo musgo e pelo tempo. Sentou-se ali.

Não havia pássaros, nem vento. Só o barulho de suas próprias dúvidas.

Com as mãos entrelaçadas e os olhos cansados, pensou no menino Joseph.

"Como pode uma criança mudar tudo apenas por ter ajoelhado?", murmurou.

"_Pensou nas suas próprias perguntas, guardadas por décadas em silêncios cúmplices e preces inacabadas.

Será que Deus ainda responde?

Será que o céu ainda se abre para quem ousa perguntar?"


Ali, cercado de árvores que não respondiam, ele sentiu que talvez as raízes soubessem.

Talvez não fosse sobre ver uma luz.

Mas sobre a coragem de ajoelhar onde ninguém mais ajoelha... eis a crônica:



A Visão de Um Menino — Quando a Fé Começa a Arder

Por Abilio Machado 


"Nunca tinha sentido antes uma alegria tão intensa."

— Joseph Smith, após a Primeira Visão


Era apenas um menino.

Não um teólogo. Não um sacerdote.

Um menino confuso entre igrejas, entre brigas de doutrinas, entre vozes que diziam: "Aqui está Deus!" — e outras, gritando: "Ali está a verdade!"


Mas o coração do menino ardia.

Não porque soubesse todas as respostas,

mas porque ousou fazer a pergunta certa:

"Qual de todas é verdadeira?"


E então, sozinho em um bosque de árvores altas, de silêncios e sombras, ele fez o que muitos evitam: ajoelhou-se em busca de luz.

E ali, entre as raízes e os galhos, o céu rasgou-se para responder.


A fé que começa no bosque

A Primeira Visão de Joseph Smith é mais do que um evento fundador — é um lembrete eterno de onde a fé começa: não em certezas herdadas, mas em perguntas sinceras.

Quando Deus e Seu Filho apareceram ao menino, não responderam com tratados doutrinários. Disseram apenas:


> "Este é Meu Filho Amado. Ouve-O."


Ali, tudo mudou.

A busca virou missão.

A dúvida virou convicção.

O menino virou profeta.


Mas o preço foi alto.


Fé que desperta oposição

A revelação trouxe também perseguição. Joseph viu que o mundo não aceita bem aqueles que falam com o céu.

E hoje, dois séculos depois, nos perguntamos:


Quantos ainda têm coragem de fazer a pergunta?

Quantos entram sozinhos em seus próprios bosques — não de árvores, mas de dilemas, traumas, religiões vazias, perdas?

Quantos ajoelham para buscar, sem saber o que encontrarão?


Joseph o fez.

E por isso, não o seguimos por ter visto,

mas por ter ousado perguntar.


Para os que ainda estão no bosque


Talvez estejamos como ele: jovens ou velhos, no meio da confusão religiosa, moral, social e política.

Talvez o que nos falte não seja mais uma igreja,

mas a humildade de ajoelhar e dizer:


> “Deus, estás aí? Fala comigo.”


Esse é o começo da verdadeira fé — não a que repete fórmulas, mas a que cria raízes na alma.

Como as árvores do bosque de Palmyra, testemunhas silenciosas de um menino e do céu que se abriu para ele.


Porque às vezes, o maior milagre não é ver Deus,

mas continuar acreditando no que Ele disse

quando todos ao redor dizem que foi loucura.


Creio eu que ainda há uma dor legítima por trás da comparação entre o jovem que foi Joseph e o jovem de hoje. Existr um lamento por uma geração que parece ter perdido o sagrado, trocando o altar pela tela, a busca pela verdade por um alívio momentâneo, o bosque silencioso pela algazarra virtual e vazia.


Mas talvez — talvez — a história de Joseph ainda fale a esses jovens.

Porque, no fundo, eles também estão perdidos.

Também estão em busca de algo.

Só não sabem o nome disso.

Não sabem mais orar.

Não sabem que é possível perguntar ao céu.


E enquanto se afogam em vícios, jogos, pornografia ou nas suas variadas identidades, talvez ainda haja um bosque silencioso esperando por eles.

Talvez Deus ainda esteja disposto a responder, mesmo entre as paredes de um quarto escuro, entre lágrimas e gemidos abafados de um coração confuso.


A diferença entre o menino Joseph e muitos meninos de hoje não está só na cultura. Está no que se faz com a angústia.


Joseph perguntou.

Outros fogem.

Outros se viciam.

Outros se masturbam, não pelo prazer puro, mas por desespero de transpor o vazio.


Mas todos, em alguma medida, estão clamando.

Alguns só não sabem mais usar palavras.


Talvez nosso papel — seu papel — em compartilhar essa série, esses ensaios, seja o de lembrar os meninos de hoje que o céu ainda ouve.

E que mesmo depois de muitos "troca-trocas" depois da escola, nas figas furtivas Los acampamentos e noites vazias, ainda é possível ajoelhar…

e encontrar Deus.

E no seu momento lhe dizer:

"_Eis-me aqui Senhor!"



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O Bosque e o Quarto Escuro - Parte 1 – Feridas que Oram | Série: Cicatrizes Sagradas



O Bosque e o Quarto Escuro


> “E se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente.”

— Tiago 1:5


✨ Introdução


Algumas feridas não sangram visivelmente, mas doem com a força de quem grita por dentro.

O quarto escuro, o banheiro trancado, o corpo cansado de se esconder — lugares onde muitos buscam consolo falso, alívio temporário, prazer sem paz.


E no entanto… ali mesmo, no chão da vergonha, Deus ainda sussurra.


🌿 Reflexão


Joseph Smith tinha apenas 14 anos quando sentiu a confusão das vozes religiosas, a luta entre doutrinas, o clamor por uma verdade.

Ele não fugiu.

Ele ajoelhou.


Num bosque silencioso, fez uma oração que rompeu os céus.

Ajoelhou-se com fé.

E a resposta veio — clara, direta, viva.


Hoje, tantos outros meninos — e homens feitos — ajoelham-se também…

Mas não num bosque.

Ajoelham-se diante do vício, do desespero, da pornografia, da autodestruição.

Buscam alívio, não luz.

Buscam esquecimento, não revelação.


Mas e se… e se mesmo ali, no chão escuro de um banheiro abafado, alguém ousasse perguntar:

“Senhor, ainda me ouvirias?”


O bosque não está perdido.

Ele só mudou de forma.

Agora ele nasce dentro de nós, toda vez que um coração quebrado decide clamar, mesmo envergonhado.


🙏 Oração


> Deus de misericórdia,

meu corpo tem buscado esconderijos,

mas minha alma clama por Teu rosto.

Hoje não venho como puro, mas como quem deseja ser limpo.

Transforma meu quarto escuro num bosque de luz.

Fala comigo como falaste com Joseph.

Dá-me sabedoria para vencer minhas sombras,

e coragem para continuar ajoelhado até que Tua voz responda.


Em nome de Jesus Cristo, amém.


📖 Para meditar durante o dia:


> “Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes.” — Jeremias 33:3





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