O coelho na toca de Alice representa o tempo
É compartilhado com pessoas que influenciam,
Muitos têm a compreensão de que existe escassez,
como se tivéssemos o tempo limitado para ter problemas e não viver o agora,
e consequentemente não pensar em se tornar infinitos,
acima das dimensões conscienciais.
Poesias livres.
Desde cedo nos ensinam que há “tempo certo para tudo”:
— tempo de estudar,
— tempo de trabalhar,
— tempo de produzir,
— tempo de morrer.
Mas ninguém te ensina
o tempo de parar,
o tempo de sentir,
o tempo de simplesmente ser.
Essa programação nos impede de acessar o tempo primordial, aquele que não é contado em relógios, mas em pulsares do ser, que nos torna humanos de verdade.
O TEMPO DO COELHO NÃO É NOSSO
O coelho da toca de Alice não é só um animal apressado.
Ele é o símbolo do tempo domesticado,
do tempo industrializado, cronômetro de uma realidade artificial.
Ele corre, corre sem parar, e todos nós, hipnotizados, corremos atrás.
Nos ensinaram a correr também.
A viver com pressa.
A achar que o tempo é uma ampulheta em contagem regressiva.
Mas essa é uma mentira plantada nas raízes da nossa mente.
O tempo, em sua essência, não é escasso.
É compartilhado com muitos,
mas distorcido por poucos.
Pessoas que moldam o mundo,
que influenciam massas,
definem não apenas o que vemos, mas quando e como devemos viver.
Nos condicionaram a acreditar que só temos tempo para resolver problemas.
Nos entregaram uma agenda cheia, mas uma alma vazia.
E nos distraíram do mais importante:
o agora.
O presente, esse instante eterno e silencioso,
é sabotado por uma ilusão de urgência.
Vivemos tão preocupados com os ponteiros
que esquecemos de perceber que somos a eternidade observando o tempo.
Essa é a maior prisão:
não ter tempo para contemplar,
não ter tempo para silenciar,
não ter tempo para se tornar infinito.
Porque sim, o infinito está dentro.
Acima das dimensões lineares, existe a consciência que observa todas elas.
E essa consciência não envelhece.
Não se atrasa.
Não corre atrás do coelho.
O coelho na toca é a isca.
A toca é a porta.
Mas o despertar é recusar a corrida.
Negamos o controle do tempo imposto.
Reivindicamos o direito de existir em plenitude.
Não mais correr, mas sentir o caminho.
Não mais consumir o tempo, mas habitar o agora.
Pois só ao nos libertarmos da escassez do tempo,
podemos tocar a eternidade dentro de nós.

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