quarta-feira, 2 de julho de 2025

O que é o coelho na historia de Alice no Pais das Maravilhas!


 O coelho na toca de Alice representa o tempo

 

É compartilhado com pessoas que influenciam,

 Muitos têm a compreensão de que existe escassez, 

como se tivéssemos o tempo limitado para ter problemas e não viver o agora, 

e consequentemente não pensar em se tornar infinitos, 

acima das dimensões conscienciais. 

Poesias livres. 


Desde cedo nos ensinam que há “tempo certo para tudo”:


— tempo de estudar,


— tempo de trabalhar,


— tempo de produzir,


— tempo de morrer.


Mas ninguém te ensina


o tempo de parar,


o tempo de sentir,


o tempo de simplesmente ser.


Essa programação nos impede de acessar o tempo primordial, aquele que não é contado em relógios, mas em pulsares do ser, que nos torna humanos de verdade. 


O TEMPO DO COELHO NÃO É NOSSO


O coelho da toca de Alice não é só um animal apressado.

Ele é o símbolo do tempo domesticado,

do tempo industrializado, cronômetro de uma realidade artificial.

Ele corre, corre sem parar, e todos nós, hipnotizados, corremos atrás.


Nos ensinaram a correr também.

A viver com pressa.

A achar que o tempo é uma ampulheta em contagem regressiva.

Mas essa é uma mentira plantada nas raízes da nossa mente.


O tempo, em sua essência, não é escasso.

É compartilhado com muitos,

mas distorcido por poucos.

Pessoas que moldam o mundo,

que influenciam massas,

definem não apenas o que vemos, mas quando e como devemos viver.


Nos condicionaram a acreditar que só temos tempo para resolver problemas.

Nos entregaram uma agenda cheia, mas uma alma vazia.

E nos distraíram do mais importante:

o agora.


O presente, esse instante eterno e silencioso,

é sabotado por uma ilusão de urgência.

Vivemos tão preocupados com os ponteiros

que esquecemos de perceber que somos a eternidade observando o tempo.


Essa é a maior prisão:

não ter tempo para contemplar,

não ter tempo para silenciar,

não ter tempo para se tornar infinito.


Porque sim, o infinito está dentro.

Acima das dimensões lineares, existe a consciência que observa todas elas.

E essa consciência não envelhece.

Não se atrasa.

Não corre atrás do coelho.


O coelho na toca é a isca.

A toca é a porta.

Mas o despertar é recusar a corrida.


Negamos o controle do tempo imposto.

Reivindicamos o direito de existir em plenitude.

Não mais correr, mas sentir o caminho.

Não mais consumir o tempo, mas habitar o agora.


Pois só ao nos libertarmos da escassez do tempo,

podemos tocar a eternidade dentro de nós.



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