Há algo acontecendo no mundo...
Há algo profundamente confuso acontecendo no nosso tempo.🙃
Vemos um caso em Minas Gerais em que um relacionamento entre um homem adulto e uma menina de apenas 12 anos passa a ser discutido sob a ótica de “configuração familiar”, enquanto, em outro cenário, um juiz se incomoda com um advogado porque em suas mãos está um terço, e pede que o retire porque o crucifixo balança e causa incômodo.
Percebe a inversão?
Aquilo que deveria causar escândalo moral é relativizado. Aquilo que deveria ser natural na liberdade religiosa passa a ser visto como problema.
Não se trata de impor fé a ninguém. Trata-se de perceber que chegamos a um ponto em que a consciência moral já não reage com clareza ao que fere a dignidade humana, mas reage imediatamente ao que expressa a fé.
O que deveria proteger a inocência torna-se objeto de debate técnico.
O que deveria ser expressão legítima da liberdade passa a ser censurado por desconforto.
Quando símbolos religiosos incomodam mais do que situações objetivamente graves, algo está fora do lugar.
A pergunta não é apenas jurídica. É civilizacional.
Se a sociedade perde a capacidade de reconhecer limites básicos de proteção à infância e, ao mesmo tempo, considera excessiva a manifestação pacífica de fé, então não estamos avançando. Estamos apenas trocando referências.
Para onde vamos caminhar?
Um mundo onde a fé deve ficar escondida, mas onde nem tudo o que deveria ser óbvio permanece sendo?
Toda época revela suas prioridades.
E talvez a nossa esteja revelando mais do que gostaríamos de admitir.

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