sábado, 21 de fevereiro de 2026

Há algo profundamente confuso acontecendo no nosso tempo.🙃

 


Há algo acontecendo no mundo...

Há algo profundamente confuso acontecendo no nosso tempo.🙃


Vemos um caso em Minas Gerais em que um relacionamento entre um homem adulto e uma menina de apenas 12 anos passa a ser discutido sob a ótica de “configuração familiar”, enquanto, em outro cenário, um juiz se incomoda com um advogado porque em suas mãos está um terço, e pede que o retire porque o crucifixo balança e causa incômodo.


Percebe a inversão?


Aquilo que deveria causar escândalo moral é relativizado. Aquilo que deveria ser natural na liberdade religiosa passa a ser visto como problema.


Não se trata de impor fé a ninguém. Trata-se de perceber que chegamos a um ponto em que a consciência moral já não reage com clareza ao que fere a dignidade humana, mas reage imediatamente ao que expressa a fé.


O que deveria proteger a inocência torna-se objeto de debate técnico.

O que deveria ser expressão legítima da liberdade passa a ser censurado por desconforto.


Quando símbolos religiosos incomodam mais do que situações objetivamente graves, algo está fora do lugar.


A pergunta não é apenas jurídica. É civilizacional.


Se a sociedade perde a capacidade de reconhecer limites básicos de proteção à infância e, ao mesmo tempo, considera excessiva a manifestação pacífica de fé, então não estamos avançando. Estamos apenas trocando referências.


Para onde vamos caminhar?


Um mundo onde a fé deve ficar escondida, mas onde nem tudo o que deveria ser óbvio permanece sendo?


Toda época revela suas prioridades.

E talvez a nossa esteja revelando mais do que gostaríamos de admitir.

Nenhum comentário:

Postar um comentário