domingo, 1 de fevereiro de 2026

Convênios com Deus e convênios consigo!


 Convênios com Deus e convênios consigo!

"Debaixo do céu há um tempo para cada coisa” (Ecles. 3,1), por essa razão, nós precisamos discernir em Deus qual é o tempo em que nos encontramos hoje, e procurarmos vivê-lo bem. Porque tudo que nos acontece são necessários para a nossa vida, ainda que não os compreendamos; seguramente, se bem vividos, produzirão grandes frutos de conversão que permanecerão para a vida eterna, nossos convênios nos oferecem esta esperança, de termos a “nossa Terra Prometida”.

A melhor forma de vivermos cada momento da nossa vida é cumprindo os convênios e louvando a Deus por tudo o que nos acontece, primeiramente porque essa é a vontade d’Ele a nosso respeito; depois, porque se manter no convênio e em louvor nos aproxima do Senhor e nos dá um impulso novo a cada instante, principalmente para enfrentarmos os desafios que nos aparecerão para nos afastar destes convênios feitos, com Deus e conosco é a mesma coisa, sim, pois ao não cumprirmos os convênios que fazemos conosco também caímos em ânimo, em vontade, em depressão, e se fizer algum convênio consigo cumpra, faça.

“Em todas as circunstâncias, dai graças, porque essa é, a vosso respeito, a vontade de Deus em Jesus Cristo” (I Ts 5,18).

Senhor, dá-nos a sabedoria e o amor para vivermos bem todos os tempos que a Divina Providência nos proporcionar e coragem para os enfrentamentos que surgirão ante os nossos convênios.

Deus abençoe você!

Eu abençoo você!

#ensinamentosdopapainoel

#convênios

Conheça um pouquinho de Gerda Weissmann Klein (1924–2022).


Uma mulher à beira da morte disse a um soldado que era judia.
A resposta dele — duas palavras — mudou tudo.

7 de maio de 1945.
Volário, Checoslováquia.
O fim da guerra. O fundo da humanidade.

Ela estava à porta de uma fábrica. Não parecia mais uma pessoa.
Vinte anos no papel. Um corpo consumido pela fome.
Pesava pouco mais de 30 quilos. O cabelo embranqueceu de tanto sofrer.
Trapos no lugar de roupa. Três anos sem banho. Três anos de desumanização.

Atrás dela, 119 mulheres estendidas no chão.
Mal respiravam.
Eram as que sobraram.

Três meses antes, 4.000 mulheres judias tinham sido forçadas a caminhar.
Uma marcha da morte.
Cerca de 560 quilómetros, no inverno.
Sem casacos. Sem comida.
Quem caía… não se levantava.

Gerda Weissmann viu 3.880 morrerem ao longo da estrada.
Amigas de infância. Desconhecidas que viraram irmãs.
Todas perdidas.

Ela continuou andando.
Não por força.
Não por esperança.
Mas porque carregava no bolso uma fotografia da família.
Enquanto ela caminhasse, eles ainda existiam.

Os pais. O irmão.
Assassinados nos campos.

Ela era a última.

Antes da marcha, sobrevivera três anos em campos de trabalho nazis:
fome, doenças, brutalidade sem nome.
Mas algo nela resistiu.
Algo que o ódio não conseguiu destruir:
a consciência de quem ela era.

Naquele dia, ela ouviu motores.
Soldados americanos.

Um jovem tenente desceu do jipe.
Os olhos dele encontraram os dela.

Gerda reuniu forças para dizer, num inglês quebrado:
— Nós somos judeus, sabe?

O soldado parou.
E respondeu:
— Eu também.

O nome dele era Kurt Klein.
Um judeu alemão que fugira do nazismo em 1937.
Voltava agora, fardado, para enfrentar o regime que tinha tentado apagar o seu povo.

Gerda nunca esqueceu o que veio depois.

Ele segurou a porta aberta para ela.

Um gesto simples.
Algo que ela não experimentava desde os quinze anos.
Dignidade. Respeito. Humanidade.

Kurt diria mais tarde:
“Ela caminhou na minha direção, e eu conheci a melhor pessoa que alguma vez conheceria.”

Ele ajudou a cuidar dos sobreviventes.
Eles conversaram.
E, no meio das ruínas, nasceu algo inesperado: ligação.

Depois da transferência de Kurt, vieram as cartas.
As palavras viraram sentimento.
O sentimento virou certeza.

18 de junho de 1946.
Paris.
Eles se casaram.

Mudaram-se para Buffalo, Nova Iorque.
Construíram uma vida.
Criaram três filhos.
Ergueram futuro onde só havia cinzas.

Mas Gerda nunca esqueceu as 3.880.

Em 1957, publicou o livro All But My Life.
O título dizia tudo.
Os nazis roubaram-lhe a família, a infância, a saúde, o passado.
Mas não a vida.

O livro tornou-se um testemunho essencial do Holocausto.
Milhões de leitores. Escolas. Universidades.

Gerda transformou sobrevivência em missão.
Falou durante décadas.
Sempre a mesma mensagem:
Lembrem-se.
Enfrentem o ódio.
Protejam a liberdade — ela é frágil.
Escolham a dignidade.

Em 1995, o documentário One Survivor Remembers ganhou o Óscar.
Em 2010, recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade.

Kurt morreu em 2002.
Foram 56 anos de casamento.

Gerda continuou. Falando. Ensinando. Insistindo.
Até 3 de abril de 2022.
97 anos.

Ela sobreviveu ao insuportável.
Transformou trauma em testemunho.
Dor em propósito.

Tudo começou com duas palavras:
“Eu também.”

Um soldado segurou uma porta para uma jovem moribunda.
E passou 56 anos segurando portas para ela — e para o mundo.

Eles não apenas sobreviveram ao Holocausto.
Eles o derrotaram.
Lembrando. Ensinando. Construindo sentido a partir das ruínas.

4.000 mulheres começaram a marcha.
120 chegaram ao fim.

Gerda dedicou 77 anos às 3.880 que não chegaram.

Isso não é apenas sobrevivência.
É propósito nascido da tragédia.
É transformar o pior da humanidade numa luta pelo melhor dela.

Ela partiu.
Mas a voz permanece.
O testemunho permanece.

Gerda Weissmann Klein (1924–2022).
Ela perdeu tudo, menos a vida.
E entregou essa vida ao mundo.

Lembremos.
Porque, depois do que ela viveu — e do que nos deu —
lembrar é o mínimo.

Você 🫵 se sente impactado com estes fatos de uma verdade que ainda é uma ferida aberta no mundo: a Segunda Grande Guerra?
 

Estudo de Lucas - 21 dias estudando este evanvangelista especial.

 

Topíssimo recomeçar por Lucas. Ele é o evangelho do olhar atento, do cuidado com os detalhes, das histórias que acolhem gente ferida, esquecida, marginalizada. É o evangelho que mais conversa com quem escuta, observa e acompanha processos — e isto é bem minha praia 😉

📖 Por que Lucas?

É o único escrito claramente por alguém de fora do grupo dos Doze

Tem um olhar histórico, organizado, quase "clínico", entendedores entenderão...

Dá centralidade às mulheres, aos pobres, aos doentes, aos estrangeiros

Jesus aparece menos como “juiz” e mais como companheiro de caminho

É um evangelho que se constrói muito pela escuta (parábolas longas, encontros, refeições)

Quem era Lucas?

Lucas não foi um dos Doze apóstolos. Isso já diz muito.

Ele era:

Gentio (não judeu), provavelmente de origem grega

Médico, segundo a tradição antiga e pistas do próprio texto, eram chamados de físicos.

Companheiro de viagem de Paulo em parte das missões

Um homem culto, com excelente domínio do grego e senso histórico

Ou seja: Lucas vem de fora. Ele observa, escuta, investiga, organiza. Não escreve a partir da memória emocional direta (“eu vi”), mas da escuta atenta (“eu ouvi, comparei, cuidei da narrativa”).

O próprio evangelho começa assim (parafraseando):

“Investiguei tudo cuidadosamente desde o início para te escrever com ordem.”

Isso é quase um método clínico.

Por que o Evangelho de Lucas foi escolhido para a Bíblia?

Não foi por acaso, nem por simpatia.

1. Porque Lucas preservou tradições únicas

Cerca de 40% do conteúdo de Lucas não existe em nenhum outro evangelho.

Exemplos:

A anunciação a Maria (com esse nível de detalhe)

O Magnificat

O bom samaritano

O filho pródigo

Zaqueu

O ladrão na cruz

Muitos encontros de mesa

Sem Lucas, perderíamos o Jesus que se senta, escuta, acolhe e inclui.

2. Porque ele escreveu para quem estava fora

Lucas escreve para Teófilo — provavelmente um gentio convertido ou alguém curioso sobre a fé cristã.

Isso faz de Lucas o evangelho:

Da inclusão

Do diálogo entre fé e razão

Da ponte entre judaísmo e mundo greco-romano

A Igreja primitiva percebeu que, sem Lucas, o cristianismo corria o risco de virar uma fé fechada em si mesma.

3. Porque ele apresenta um Jesus profundamente humano

Lucas não nega a divindade de Jesus, mas insiste na sua humanidade concreta:

Jesus sente compaixão

Jesus chora

Jesus se cansa

Jesus se aproxima dos que falharam

É o evangelho onde:

As mulheres têm voz

Os pobres são protagonistas

Os pecadores não são descartáveis

Os doentes não são invisíveis

Para uma comunidade que crescia, se espalhava e enfrentava sofrimento, isso era essencial.

4. Porque Lucas também escreveu Atos dos Apóstolos

Lucas não escreveu só um evangelho.

Ele escreveu a história da Igreja nascente.

Evangelho + Atos formam uma obra única:

Primeiro: o caminho de Jesus

Depois: o caminho da comunidade

Isso ajudou a Igreja a entender que:

seguir Jesus não termina na cruz, começa nela.

Em uma frase (bem Lucas):

Lucas foi escolhido porque mostrou que a fé cristã não é só crença correta, mas caminho humano, histórico, inclusivo e compassivo.

Não é à toa que ele conversa tanto com:

quem duvida

quem espera há muito tempo

quem serve, mas está cansado

quem acredita, mesmo sem entender tudo

Espero que você 🫵 me acompanhe nestes 21 dias.


Sou Abilio Machado - Cristão, Capelão e Pós graduado no Ensino Teológico e Filosófico.

-Psicanalista, Psicoterapeuta C&P, Neuropsicopedagogo ICH.-