Quando o trono ficou vazio, o medo tomou conta do palácio. Em 2 Reis 11, Atalia vê o filho morrer e decide que ninguém mais governará além dela. Para garantir isso, manda matar toda a descendência real. Não era apenas uma disputa de poder. Era uma tentativa de apagar a promessa que Deus havia feito a Davi de que sua linhagem permaneceria. Crianças foram exterminadas. Herdeiros foram caçados. A casa real estava sendo destruída diante dos olhos da nação. E, humanamente falando, parecia o fim. Mas no meio do massacre havia um bebê. Joás. E enquanto o sangue corria nos corredores do palácio, uma mulher se move em silêncio.
Jeoseba não tinha trono, não tinha exército, não tinha autoridade pública. Ela tinha discernimento. Ela sabia que não estava apenas protegendo uma criança, estava preservando uma promessa. Ela entra, pega o menino entre os filhos do rei que estavam sendo mortos, tira-o dali às escondidas e o leva para o templo do Senhor. Seis anos ele ficou oculto. Seis anos enquanto Atalia se sentava no trono achando que tinha vencido. Seis anos sustentando um segredo que carregava o futuro. A usurpadora governava, mas não controlava o plano de Deus.
No tempo certo, o menino foi revelado, coroado rei, e a linhagem continuou. Séculos depois, dessa mesma linhagem viria o Messias. Jeoseba não escreveu livros, não foi celebrada em praça pública, mas impediu o fim. Porque às vezes Deus não usa quem aparece, usa quem preserva. Enquanto alguns lutam por poder, outros lutam por promessa. E são esses que mantêm a história viva.

Nenhum comentário:
Postar um comentário